Zürcher Nachrichten - Drex em 2026: proteja-se já

EUR -
AED 4.269099
AFN 72.644925
ALL 95.076242
AMD 427.973788
ANG 2.080952
AOA 1066.940946
ARS 1619.310336
AUD 1.62529
AWG 2.093493
AZN 1.98043
BAM 1.952096
BBD 2.341856
BDT 142.721021
BGN 1.940855
BHD 0.438457
BIF 3459.420975
BMD 1.162245
BND 1.486405
BOB 8.034892
BRL 5.877243
BSD 1.162694
BTN 111.524295
BWP 16.447074
BYN 3.235716
BYR 22779.993656
BZD 2.338503
CAD 1.598842
CDF 2612.149237
CHF 0.914675
CLF 0.026819
CLP 1055.53936
CNY 7.914774
CNH 7.919977
COP 4429.104869
CRC 527.444525
CUC 1.162245
CUP 30.799481
CVE 110.588029
CZK 24.31021
DJF 206.554563
DKK 7.471262
DOP 69.212121
DZD 154.461189
EGP 61.40658
ERN 17.433669
ETB 183.112088
FJD 2.561762
FKP 0.862257
GBP 0.872032
GEL 3.115269
GGP 0.862257
GHS 13.296531
GIP 0.862257
GMD 84.267207
GNF 10201.606223
GTQ 8.870283
GYD 243.262581
HKD 9.103804
HNL 30.944808
HRK 7.532628
HTG 152.244207
HUF 361.702584
IDR 20458.933129
ILS 3.393104
IMP 0.862257
INR 111.565078
IQD 1522.540392
IRR 1533000.593877
ISK 143.572521
JEP 0.862257
JMD 183.721378
JOD 0.824077
JPY 184.466856
KES 150.336783
KGS 101.638735
KHR 4663.510767
KMF 492.792107
KPW 1046.022246
KRW 1740.612787
KWD 0.358716
KYD 0.968978
KZT 545.863586
LAK 25511.268811
LBP 104318.488614
LKR 381.960138
LRD 213.126644
LSL 19.165856
LTL 3.431807
LVL 0.703031
LYD 7.351242
MAD 10.722914
MDL 20.115176
MGA 4861.669457
MKD 61.623504
MMK 2440.295192
MNT 4160.224164
MOP 9.378066
MRU 46.490185
MUR 54.835139
MVR 17.910628
MWK 2024.053269
MXN 20.149374
MYR 4.59029
MZN 74.271763
NAD 19.165851
NGN 1592.845004
NIO 42.678058
NOK 10.814225
NPR 178.438473
NZD 1.985725
OMR 0.446324
PAB 1.162714
PEN 3.989409
PGK 5.093
PHP 71.603608
PKR 323.830439
PLN 4.246552
PYG 7085.554754
QAR 4.236426
RON 5.155838
RSD 117.369313
RUB 84.565601
RWF 1697.458201
SAR 4.397708
SBD 9.316927
SCR 15.774497
SDG 697.932139
SEK 10.984146
SGD 1.488259
SHP 0.867733
SLE 28.595478
SLL 24371.690047
SOS 664.227031
SRD 43.52959
STD 24056.116125
STN 24.755809
SVC 10.173695
SYP 128.465739
SZL 19.165842
THB 37.936092
TJS 10.848401
TMT 4.079478
TND 3.365284
TOP 2.798406
TRY 52.864738
TTD 7.892702
TWD 36.69962
TZS 3021.836282
UAH 51.33988
UGX 4365.715804
USD 1.162245
UYU 46.571628
UZS 14005.047508
VES 592.917692
VND 30630.955755
VUV 137.052406
WST 3.144567
XAF 654.725887
XAG 0.015287
XAU 0.000256
XCD 3.141025
XCG 2.09556
XDR 0.813493
XOF 654.344081
XPF 119.331742
YER 277.315726
ZAR 19.39541
ZMK 10461.600028
ZMW 21.888841
ZWL 374.242279

Drex em 2026: proteja-se já




O Banco Central do Brasil prepara a chegada do Drex — a versão digital do real — com lançamento previsto para 2026, em um formato inicial mais restrito e orientado à infraestrutura do sistema financeiro. Na prática, a primeira fase não colocará “uma nova moeda” diretamente no bolso do cidadão, mas sim uma camada tecnológica para tornar mais eficiente o uso de garantias em operações de crédito, reduzindo riscos e custos para bancos e, por consequência, para consumidores.
A ambição original de uma rede baseada em blockchain e tokenização ampla foi adiada para um horizonte posterior, quando a maturidade tecnológica e os requisitos de privacidade estiverem plenamente atendidos.

O que muda na largada
Na estreia, o Drex funcionará nos bastidores: a prioridade é integrar e reconciliar informações sobre garantias (como quando um mesmo ativo é usado em operações diferentes em instituições distintas). Isso tende a acelerar concessões de crédito, dar transparência à cadeia de garantias e diminuir fraudes. Para o usuário final, a experiência cotidiana permanece essencialmente a mesma: operações seguirão ocorrendo por meio dos aplicativos de bancos e instituições de pagamento com as quais ele já se relaciona.

Importante: o Drex não substitui o dinheiro em espécie, nem cria um “superpoder” de vigilância estatal sobre a vida financeira. O projeto é desenvolvido sob as regras do sigilo bancário e da legislação de proteção de dados, e o acesso do público se dará por intermédio das instituições financeiras autorizadas, que continuarão responsáveis pela relação com o cliente, autenticação, segurança e suporte.

Quem ganha, quem precisa se adaptar
Mercado de crédito: a liquidação mais rápida e a validação automática de gravames reduzem assimetria de informações. Em teoria, isso puxa o custo do crédito para baixo e encurta prazos de análise.
Cidadãos e empresas: o benefício aparece de forma indireta, em juros potencialmente menores e menos burocracia na contratação de crédito e na transferência de bens.
Fintechs, registradoras, cartórios: precisarão adaptar integrações e governança técnica para participar dos fluxos padronizados do novo ambiente.
Ecossistema cripto: o recuo temporário de blockchain/DLT na fase inicial reduz experimentos públicos de tokenização, mas mantém a discussão viva para fases posteriores.

Riscos reais e mitos comuns
Golpes usando o nome “Drex”: golpistas já exploram o tema para prometer “cadastros” antecipados, “juros especiais”, “airdrops” ou “carteiras oficiais”. Não existe taxa para “habilitar Drex”, nem cadastro por link enviado via mensagem.
Confusão com criptomoedas: Drex não é cripto privado nem investimento com promessa de rendimento; é moeda soberana em formato digital, distribuída ao público por intermediários financeiros.
“Dinheiro programável para controlar gastos”: o uso de contratos inteligentes visa automatizar condições de negócios (ex.: transferência simultânea de pagamento e propriedade de um bem), não impor padrões de consumo ao cidadão.
- Privacidade: os testes do piloto priorizam mecanismos que conciliem programabilidade com sigilo. A liberação de funcionalidades ao público dependerá do cumprimento dessas salvaguardas.

Como se proteger desde já
Desconfie de “cadastros Drex” - Nunca pague taxas, nem clique em links de “liberação do Drex”. O órgão emissor não envia mensagens diretas oferecendo acesso antecipado.
Use apenas o app da sua instituição - Quando o Drex chegar ao varejo, o acesso ocorrerá pelo aplicativo do seu banco, cooperativa ou instituição autorizada. Atualize o app oficialmente nas lojas Apple/Google, ative biometria e autenticação em dois fatores.
Cheque a titularidade e o canal - Qualquer comunicação sobre novas funções deve partir de canais oficiais da sua instituição (aplicativo, internet banking, notificações autenticadas). Mensagens em redes sociais, grupos ou e-mail genérico são suspeitas.
Não envie dados sensíveis por mensagens - Senhas, tokens, códigos de SMS e QR Codes nunca são solicitados por suporte “proativo”. Se receber uma ligação, desligue e retorne pelo número do cartão/app.
-  Conheça seus direitos de dados - Você pode solicitar informações sobre tratamento de dados pessoais, finalidade, retenção e compartilhamento. Exija política de privacidade clara e opção de controle de consentimentos.
Para empresas: prepare a governança - Revise processos de onboarding e KYC, políticas de privacidade, logs de auditoria, segregação de funções e planos de contingência. Em contratos automatizados, defina regras de exceção, trilhas de auditoria e mecanismos de reversão.
Educação digital e cultura de segurança - Treine equipes e familiares para reconhecer engenharia social. Priorize dispositivos atualizados, antivírus confiável, senhas fortes e cofres de senhas.

Boas perguntas para fazer ao seu banco
-  “Quais dados meus serão tratados quando eu usar funcionalidades ligadas ao Drex? Por quanto tempo?”
“Que garantias técnicas e contratuais existem para evitar vazamentos e acessos indevidos?”
“Que proteções terei em operações automatizadas por contratos inteligentes (condições, cancelamentos, disputa)?”
“Quais são os canais oficiais para reportar fraudes ou contestar transações?”

O que observar em 2026
Cronograma e escopo: a primeira entrega será voltada a processos internos do sistema financeiro; o uso direto pelo público deve ser progressivo.
Privacidade e auditoria: a forma como cada instituição implementa controles, logs e governança será decisiva para a confiança do usuário.
Integrações com mercados: crédito, registradoras e cartórios tendem a ser os primeiros a colher ganhos de eficiência.
Evolução tecnológica: o retorno de blockchain/tokenização depende da maturidade dos mecanismos de privacidade e escalabilidade no piloto.