Zürcher Nachrichten - Bolsonaro Intimado na UTI

EUR -
AED 4.247654
AFN 74.023289
ALL 96.287645
AMD 436.227267
ANG 2.070428
AOA 1060.61156
ARS 1599.013468
AUD 1.673675
AWG 2.083344
AZN 1.968514
BAM 1.973107
BBD 2.328434
BDT 141.844164
BGN 1.977004
BHD 0.43663
BIF 3428.192103
BMD 1.15661
BND 1.492491
BOB 7.988066
BRL 6.008124
BSD 1.156045
BTN 110.006908
BWP 15.947884
BYN 3.437855
BYR 22669.556419
BZD 2.324993
CAD 1.608127
CDF 2642.853865
CHF 0.922663
CLF 0.027142
CLP 1071.725844
CNY 7.965053
CNH 7.963162
COP 4260.905054
CRC 537.517069
CUC 1.15661
CUP 30.650166
CVE 110.889981
CZK 24.545001
DJF 205.55287
DKK 7.47251
DOP 69.515143
DZD 154.113042
EGP 63.067979
ERN 17.34915
ETB 181.645641
FJD 2.610932
FKP 0.876755
GBP 0.873761
GEL 3.111157
GGP 0.876755
GHS 12.722474
GIP 0.876755
GMD 85.588744
GNF 10149.252957
GTQ 8.845626
GYD 241.933124
HKD 9.066568
HNL 30.769218
HRK 7.532539
HTG 151.730883
HUF 384.331086
IDR 19672.779854
ILS 3.650897
IMP 0.876755
INR 108.244067
IQD 1515.159128
IRR 1521954.211785
ISK 143.408212
JEP 0.876755
JMD 182.894228
JOD 0.819997
JPY 183.552889
KES 150.359327
KGS 101.145642
KHR 4638.006229
KMF 495.605129
KPW 1040.919724
KRW 1745.324796
KWD 0.358029
KYD 0.96335
KZT 550.791177
LAK 25387.589736
LBP 103527.127877
LKR 364.700489
LRD 212.440301
LSL 19.74338
LTL 3.415168
LVL 0.699622
LYD 7.408059
MAD 10.805628
MDL 20.473581
MGA 4832.317202
MKD 61.61103
MMK 2428.300524
MNT 4130.264642
MOP 9.334817
MRU 46.391885
MUR 54.479738
MVR 17.892571
MWK 2009.031301
MXN 20.703435
MYR 4.664033
MZN 73.964909
NAD 19.743555
NGN 1600.782994
NIO 42.48229
NOK 11.18997
NPR 176.010851
NZD 2.016353
OMR 0.444717
PAB 1.15604
PEN 4.043509
PGK 5.077441
PHP 69.755728
PKR 322.991252
PLN 4.287958
PYG 7488.68582
QAR 4.214734
RON 5.098222
RSD 117.379707
RUB 94.034076
RWF 1688.650631
SAR 4.340901
SBD 9.301501
SCR 17.100479
SDG 695.12275
SEK 10.936942
SGD 1.486683
SHP 0.867757
SLE 28.394926
SLL 24253.546365
SOS 661.02193
SRD 43.227154
STD 23939.492257
STN 25.127353
SVC 10.115773
SYP 127.869085
SZL 19.743365
THB 37.84463
TJS 11.080693
TMT 4.059701
TND 3.388678
TOP 2.784839
TRY 51.457814
TTD 7.853923
TWD 36.893303
TZS 2993.666425
UAH 50.788604
UGX 4352.193389
USD 1.15661
UYU 46.901388
UZS 14105.440575
VES 547.397904
VND 30466.264574
VUV 139.190318
WST 3.202969
XAF 661.761536
XAG 0.015594
XAU 0.000247
XCD 3.125797
XCG 2.083475
XDR 0.822295
XOF 659.84543
XPF 119.331742
YER 276.025055
ZAR 19.519302
ZMK 10410.880668
ZMW 22.097828
ZWL 372.427955

Bolsonaro Intimado na UTI




Na última quarta-feira, 23 de abril de 2025, o ex-presidente Jair Bolsonaro foi protagonista de um episódio que gerou grande repercussão no Brasil. Internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital DF Star, em Brasília, desde o dia 12 de abril, Bolsonaro foi intimado por uma oficial de justiça para apresentar defesa em uma ação penal no Supremo Tribunal Federal (STF). A intimação está relacionada à denúncia de tentativa de golpe de Estado em 2022, da qual ele se tornou réu em 26 de março deste ano. O caso, que envolve a suposta trama para impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ganhou contornos polêmicos devido às circunstâncias em que a notificação foi realizada.

Bolsonaro, que passou por uma cirurgia intestinal de 12 horas no dia 13 de abril, enfrenta um pós-operatório delicado. O procedimento, descrito como "extremamente complexo", foi necessário para tratar uma suboclusão intestinal, sequela de uma facada sofrida em 2018, durante a campanha presidencial. Desde então, o ex-presidente permanece na UTI, sem previsão de alta, em jejum oral e recebendo nutrição parenteral exclusiva. Boletins médicos recentes indicam que ele apresenta sinais de evolução clínica, com movimentação intestinal inicial, mas ainda requer cuidados intensivos, incluindo fisioterapia motora e respiratória. Apesar da recomendação médica de evitar visitas, figuras como o pastor Silas Malafaia e o presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, estiveram com Bolsonaro nos últimos dias.

A intimação ocorreu após o STF considerar que a participação de Bolsonaro em uma live, transmitida na terça-feira, 22 de abril, diretamente da UTI, indicava sua capacidade de ser notificado. Durante a live, promovida por seus filhos e pelo ex-piloto Nelson Piquet para comercializar capacetes de grafeno, Bolsonaro afirmou que poderia receber alta na segunda-feira seguinte. Para o Supremo, essa atividade pública justificou a decisão de enviar a oficial de justiça ao hospital. A notificação marca o início do prazo de cinco dias para que Bolsonaro apresente sua defesa prévia, na qual seus advogados poderão rebater a denúncia, indicar testemunhas e solicitar provas.

O momento da intimação, no entanto, foi marcado por tensão. Um vídeo divulgado nas redes sociais mostra Bolsonaro questionando a oficial de justiça sobre a presença dela na UTI, um ambiente estéril e restrito. Durante a interação, que durou cerca de dez minutos, o ex-presidente se exaltou, especialmente ao ser informado de um aumento em sua pressão arterial. Ele chegou a criticar o ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no STF, e a questionar a urgência da notificação, argumentando que poderia assiná-la após a alta hospitalar. A pressão arterial elevada foi confirmada por pessoas presentes no quarto, o que intensificou as críticas de aliados do ex-presidente.

A defesa de Bolsonaro, liderada pelo advogado Paulo Cunha Bueno, classificou a intimação como "inédita" e "invasiva". Em comunicado, Bueno destacou que o Código de Processo Penal proíbe a citação de pacientes em estado grave, condição que, segundo ele, se aplica a Bolsonaro. O advogado questionou a necessidade e a urgência do procedimento, alegando que o ex-presidente nunca se esquivou de intimações ao longo da investigação. A ação também gerou reação de entidades representativas dos oficiais de justiça, que repudiaram a filmagem e a divulgação do vídeo, considerando-as uma violação da intimidade e da honra funcional da profissional envolvida.

O caso reacende o debate sobre a condução do processo judicial contra Bolsonaro e outros réus do chamado "núcleo 1" da denúncia, que inclui figuras próximas ao ex-presidente acusadas de envolvimento na trama golpista. A decisão unânime da Primeira Turma do STF, em 26 de março, tornou réus Bolsonaro e sete aliados, que agora respondem por crimes como organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado. A fase atual do processo envolve a produção de provas e a indicação de até 40 testemunhas por réu, o que promete prolongar a tramitação.

Enquanto isso, a saúde de Bolsonaro segue sendo monitorada de perto. Um boletim médico divulgado em 24 de abril informou uma piora clínica, com elevação da pressão arterial, embora o quadro geral ainda seja considerado estável. A situação mantém o ex-presidente no centro das atenções, tanto pelo delicado estado de saúde quanto pelas implicações políticas e jurídicas de sua intimação na UTI. O episódio, que mistura questões de saúde, justiça e política, continua a polarizar opiniões e a alimentar discussões sobre o devido processo legal no Brasil.