Zürcher Nachrichten - Ceticismo, denominador comum dos cientistas sobre acordo da COP28

EUR -
AED 4.331023
AFN 77.824044
ALL 96.204991
AMD 446.932449
ANG 2.110769
AOA 1081.2786
ARS 1712.071881
AUD 1.697104
AWG 2.122466
AZN 2.007924
BAM 1.945772
BBD 2.377447
BDT 144.365962
BGN 1.980226
BHD 0.444554
BIF 3495.583857
BMD 1.179148
BND 1.499385
BOB 8.186157
BRL 6.208092
BSD 1.180416
BTN 107.944132
BWP 15.536586
BYN 3.37998
BYR 23111.298228
BZD 2.373975
CAD 1.614548
CDF 2541.063785
CHF 0.92033
CLF 0.025849
CLP 1020.682673
CNY 8.190951
CNH 8.184436
COP 4260.603203
CRC 585.686437
CUC 1.179148
CUP 31.247419
CVE 109.699626
CZK 24.301878
DJF 209.557895
DKK 7.468724
DOP 74.227828
DZD 153.236192
EGP 55.532091
ERN 17.687218
ETB 184.008454
FJD 2.627969
FKP 0.860488
GBP 0.863461
GEL 3.177812
GGP 0.860488
GHS 12.943292
GIP 0.860488
GMD 86.077934
GNF 10357.749649
GTQ 9.05732
GYD 246.967642
HKD 9.209086
HNL 31.15941
HRK 7.528271
HTG 154.704646
HUF 380.935486
IDR 19781.384647
ILS 3.656349
IMP 0.860488
INR 107.264075
IQD 1546.330471
IRR 49671.604158
ISK 145.212068
JEP 0.860488
JMD 185.337161
JOD 0.835984
JPY 183.495423
KES 152.263492
KGS 103.115876
KHR 4752.706874
KMF 489.346754
KPW 1061.233082
KRW 1712.346624
KWD 0.362222
KYD 0.983672
KZT 596.092892
LAK 25385.276168
LBP 105707.384156
LKR 365.540714
LRD 218.970746
LSL 18.8985
LTL 3.481717
LVL 0.713255
LYD 7.457659
MAD 10.764223
MDL 19.984849
MGA 5263.893095
MKD 61.629401
MMK 2476.194563
MNT 4203.220257
MOP 9.495959
MRU 46.872427
MUR 53.827748
MVR 18.229311
MWK 2046.76002
MXN 20.530367
MYR 4.648174
MZN 75.182584
NAD 18.8985
NGN 1644.156287
NIO 43.436137
NOK 11.451318
NPR 172.711339
NZD 1.965421
OMR 0.453398
PAB 1.180421
PEN 3.97571
PGK 5.057932
PHP 69.416105
PKR 330.421765
PLN 4.221797
PYG 7848.549884
QAR 4.315061
RON 5.095451
RSD 117.405364
RUB 90.14055
RWF 1725.705999
SAR 4.422011
SBD 9.494043
SCR 17.685253
SDG 709.260254
SEK 10.58085
SGD 1.500743
SHP 0.884666
SLE 28.682728
SLL 24726.14037
SOS 674.628797
SRD 44.837082
STD 24405.980193
STN 24.374379
SVC 10.328898
SYP 13040.874167
SZL 18.889646
THB 37.237836
TJS 11.024827
TMT 4.127018
TND 3.405548
TOP 2.839105
TRY 51.257794
TTD 7.991879
TWD 37.251051
TZS 3052.21225
UAH 50.836046
UGX 4216.270048
USD 1.179148
UYU 45.793985
UZS 14430.626958
VES 436.038953
VND 30681.427545
VUV 140.503382
WST 3.196411
XAF 652.621173
XAG 0.014976
XAU 0.000253
XCD 3.186706
XCG 2.127336
XDR 0.810328
XOF 652.593641
XPF 119.331742
YER 281.020373
ZAR 19.00208
ZMK 10613.749147
ZMW 23.165591
ZWL 379.685133
Ceticismo, denominador comum dos cientistas sobre acordo da COP28
Ceticismo, denominador comum dos cientistas sobre acordo da COP28 / foto: Giuseppe CACACE - AFP

Ceticismo, denominador comum dos cientistas sobre acordo da COP28

O acordo alcançado na conferência sobre as mudanças climáticas da ONU (COP28), em Dubai, com um apelo a abandonar os combustíveis fósseis, gerou sentimentos desencontrados: enquanto os organizadores e muitos governantes o aclamaram como um "marco histórico", cientistas especializados o receberam com ceticismo, críticas ou um otimismo cauteloso.

Tamanho do texto:

Muitos climatologistas consideram que a alegria dominante entre aqueles que assinaram o documento na quarta-feira, na capital dos Emirados Árabes Unidos, não reflete o alcance limitado do pacto.

- "Pouco convincente" -

Michael Mann, climatologista e geofísico da Universidade da Pensilvânia, criticou o tom vago da declaração sobre os combustíveis fósseis, que não estabelece limites claros e responsáveis sobre quanto os países devem fazer e tampouco determina datas precisas das metas a serem alcançadas.

"O acordo para 'abandonar os combustíveis fósseis' é, na melhor das hipóteses, frágil", disse Mann à AFP. "Não é convincente. É como você prometer ao seu médico que vai parar de comer rosquinhas depois de ter sido diagnosticado com diabetes", exemplificou.

"A falta de um acordo para eliminar progressivamente os combustíveis fósseis foi devastadora", sentenciou.

Mann reivindicou uma reforma substancial das normas das conferências das partes (COP), permitindo, por exemplo, que maiorias qualificadas aprovem decisões, apesar das objeções de países petroleiros reticentes, como a Arábia Saudita, e também proibindo os executivos do petróleo, como o chefe da organização da COP28, o emiradense Sultan Al Jaber, de presidir cúpulas futuras.

"Que as emendem, mas não as concluam. Ainda temos que continuar com as COP. São nosso único marco multilateral para negociar políticas climáticas globais", ressaltou.

No entanto, Mann advertiu que "o fracasso da COP28 em obter avanços significativos em um momento em que está se fechando nossa janela de oportunidades para limitar o aquecimento global abaixo de níveis catastróficos é motivo de grande preocupação".

- "Sentença de morte" -

"Sem dúvida, haverá muita comemoração e tapinhas nas costas (...), mas a física não se importa com isso", disse Kevin Anderson, professor de energia e mudança climática da Universidade de Manchester (Grã-Bretanha).

A humanidade tem pela frente entre cinco e oito anos de emissões no nível atual antes de esgotar o "orçamento de carbono" necessário para manter o aquecimento de longo prazo em 1,5º C, necessário para evitar os piores impactos do aumento da temperatura no planeta no longo prazo, explicou.

Segundo Anderson, mesmo que as emissões de gases já começassem a diminuir em 2024, o que não é um requisito estabelecido no acordo, seria preciso acabar com o uso dos combustíveis fósseis em todo o mundo até 2040, ao invés da "linguagem fraudulenta de zero emissões líquidas até 2050" previstas no acordo.

Em sua opinião, trata-se de uma "sentença de morte" para o teto de 1,5º C, e até mesmo o objetivo menos ambicioso de limitar o aquecimento global a 2º C, que de todo modo traz um risco significativo de desencadear perigosos pontos de inflexão nos sistemas climáticos planetários, está se distanciando.

- "Muitos vão morrer" -

Friederike Otto, climatologista especialista na análise do papel das mudanças climáticas em fenômenos meteorológicos extremos específicos, também foi crítica com o que foi acordado: "os interesses financeiros de curto prazo de alguns poucos voltaram a se impor sobre a saúde, a vida e o sustento da maioria das pessoas que vive neste planeta".

"Considera-se um compromisso, mas devemos ser muito claros sobre aquilo que foi acordado", afirmou Otto, professora do Instituto Grantham para as Mudanças Climáticas, do Reino Unido.

Neste sentido, alertou: "com cada verbo vago, cada promessa vazia no texto final, milhões de pessoas a mais vão entrar na linha de frente das mudanças climáticas e muitas vão morrer".

No entanto, Johan Rockstrom, catedrático de Ciências Ambientais, que preside o Instituto Potsdam para a Pesquisa do Impacto Climático (PIK), na Alemanha, argumentou que embora o acordo da COP28 não consiga conter o aumento da temperatura média do planeta a 1,5º C, continua sendo um "marco crucial".

"Este acordo deixa claro a todas as instituições financeiras, empresas e sociedades que agora estamos, enfim - com oito anos de atraso em relação ao calendário estabelecido no Acordo de Paris - no verdadeiro 'começo do fim' da economia global baseada em combustíveis fósseis", afirmou o especialista sueco.

J.Hasler--NZN