Zürcher Nachrichten - Ceticismo, denominador comum dos cientistas sobre acordo da COP28

EUR -
AED 4.228054
AFN 74.833174
ALL 93.364555
AMD 421.565177
AOA 1055.720532
ARS 1720.29465
AUD 1.644322
AWG 2.075175
AZN 1.93458
BAM 1.956524
BBD 2.321559
BDT 142.332678
BHD 0.434661
BIF 3410.162114
BMD 1.151276
BND 1.478247
BOB 14.033194
BRL 5.876107
BSD 1.152627
BTN 109.836651
BWP 15.676802
BYN 3.369447
BYR 22565.011394
BZD 2.318258
CAD 1.616823
CDF 2604.186139
CHF 0.932539
CLF 0.026975
CLP 1065.114926
CNY 7.774106
CNH 7.779345
COP 3734.601488
CRC 523.593784
CUC 1.151276
CUP 30.508816
CVE 110.305825
CZK 24.210243
DJF 205.255966
DKK 7.476495
DOP 66.864747
DZD 153.095548
EGP 57.700579
ERN 17.269141
ETB 186.044056
FJD 2.553418
FKP 0.853954
GBP 0.857338
GEL 3.004992
GGP 0.853954
GHS 13.468985
GIP 0.853954
GMD 85.19465
GNF 10121.746096
GTQ 8.794446
GYD 241.529391
HKD 9.028595
HNL 30.895435
HRK 7.537984
HTG 150.705777
HUF 364.154961
IDR 20689.697769
ILS 3.504064
IMP 0.853954
INR 109.753395
IQD 1509.958841
IRR 1583292.445177
ISK 142.021308
JEP 0.853954
JMD 182.587576
JOD 0.816268
JPY 181.256644
KES 148.940984
KGS 100.678981
KHR 4657.723841
KMF 492.746197
KRW 1648.419913
KWD 0.356389
KYD 0.960556
KZT 546.772362
LAK 26069.648473
LBP 103224.003586
LKR 387.003231
LRD 208.057003
LSL 19.009736
LTL 3.399419
LVL 0.696395
LYD 7.346719
MAD 10.747378
MDL 20.125449
MGA 4909.817141
MKD 61.547779
MMK 2417.315001
MNT 4137.143512
MOP 9.310646
MRU 46.164085
MUR 54.040305
MVR 17.787481
MWK 1998.739741
MXN 19.945516
MYR 4.71906
MZN 73.567165
NAD 19.009736
NGN 1570.190972
NIO 42.415698
NOK 10.977766
NPR 175.739042
NZD 1.961976
OMR 0.442682
PAB 1.152627
PEN 3.893041
PGK 5.086883
PHP 70.146828
PKR 320.062556
PLN 4.312772
PYG 6875.544665
QAR 4.201955
RON 5.246941
RSD 117.390701
RUB 92.562984
RWF 1690.325596
SAR 4.309375
SBD 9.292129
SCR 15.452692
SDG 690.765342
SEK 11.010401
SGD 1.476615
SLE 28.148317
SOS 658.743804
SRD 43.525146
STD 23829.090678
STN 24.509071
SVC 10.085733
SZL 19.013037
THB 38.463672
TJS 10.64474
TMT 4.029466
TND 3.382425
TRY 54.748357
TTD 7.815893
TWD 37.313999
TZS 3049.72806
UAH 51.703936
UGX 4313.596478
USD 1.151276
UYU 46.358164
UZS 13820.114876
VES 860.983443
VND 30263.594618
VUV 137.059598
WST 3.148154
XAF 656.199862
XAG 0.019721
XAU 0.000283
XCD 3.111381
XCG 2.077369
XDR 0.816102
XOF 656.199862
XPF 119.331742
YER 274.461274
ZAR 19.019311
ZMK 10362.854282
ZMW 21.662017
ZWL 370.710432
Ceticismo, denominador comum dos cientistas sobre acordo da COP28
Ceticismo, denominador comum dos cientistas sobre acordo da COP28 / foto: Giuseppe CACACE - AFP

Ceticismo, denominador comum dos cientistas sobre acordo da COP28

O acordo alcançado na conferência sobre as mudanças climáticas da ONU (COP28), em Dubai, com um apelo a abandonar os combustíveis fósseis, gerou sentimentos desencontrados: enquanto os organizadores e muitos governantes o aclamaram como um "marco histórico", cientistas especializados o receberam com ceticismo, críticas ou um otimismo cauteloso.

Tamanho do texto:

Muitos climatologistas consideram que a alegria dominante entre aqueles que assinaram o documento na quarta-feira, na capital dos Emirados Árabes Unidos, não reflete o alcance limitado do pacto.

- "Pouco convincente" -

Michael Mann, climatologista e geofísico da Universidade da Pensilvânia, criticou o tom vago da declaração sobre os combustíveis fósseis, que não estabelece limites claros e responsáveis sobre quanto os países devem fazer e tampouco determina datas precisas das metas a serem alcançadas.

"O acordo para 'abandonar os combustíveis fósseis' é, na melhor das hipóteses, frágil", disse Mann à AFP. "Não é convincente. É como você prometer ao seu médico que vai parar de comer rosquinhas depois de ter sido diagnosticado com diabetes", exemplificou.

"A falta de um acordo para eliminar progressivamente os combustíveis fósseis foi devastadora", sentenciou.

Mann reivindicou uma reforma substancial das normas das conferências das partes (COP), permitindo, por exemplo, que maiorias qualificadas aprovem decisões, apesar das objeções de países petroleiros reticentes, como a Arábia Saudita, e também proibindo os executivos do petróleo, como o chefe da organização da COP28, o emiradense Sultan Al Jaber, de presidir cúpulas futuras.

"Que as emendem, mas não as concluam. Ainda temos que continuar com as COP. São nosso único marco multilateral para negociar políticas climáticas globais", ressaltou.

No entanto, Mann advertiu que "o fracasso da COP28 em obter avanços significativos em um momento em que está se fechando nossa janela de oportunidades para limitar o aquecimento global abaixo de níveis catastróficos é motivo de grande preocupação".

- "Sentença de morte" -

"Sem dúvida, haverá muita comemoração e tapinhas nas costas (...), mas a física não se importa com isso", disse Kevin Anderson, professor de energia e mudança climática da Universidade de Manchester (Grã-Bretanha).

A humanidade tem pela frente entre cinco e oito anos de emissões no nível atual antes de esgotar o "orçamento de carbono" necessário para manter o aquecimento de longo prazo em 1,5º C, necessário para evitar os piores impactos do aumento da temperatura no planeta no longo prazo, explicou.

Segundo Anderson, mesmo que as emissões de gases já começassem a diminuir em 2024, o que não é um requisito estabelecido no acordo, seria preciso acabar com o uso dos combustíveis fósseis em todo o mundo até 2040, ao invés da "linguagem fraudulenta de zero emissões líquidas até 2050" previstas no acordo.

Em sua opinião, trata-se de uma "sentença de morte" para o teto de 1,5º C, e até mesmo o objetivo menos ambicioso de limitar o aquecimento global a 2º C, que de todo modo traz um risco significativo de desencadear perigosos pontos de inflexão nos sistemas climáticos planetários, está se distanciando.

- "Muitos vão morrer" -

Friederike Otto, climatologista especialista na análise do papel das mudanças climáticas em fenômenos meteorológicos extremos específicos, também foi crítica com o que foi acordado: "os interesses financeiros de curto prazo de alguns poucos voltaram a se impor sobre a saúde, a vida e o sustento da maioria das pessoas que vive neste planeta".

"Considera-se um compromisso, mas devemos ser muito claros sobre aquilo que foi acordado", afirmou Otto, professora do Instituto Grantham para as Mudanças Climáticas, do Reino Unido.

Neste sentido, alertou: "com cada verbo vago, cada promessa vazia no texto final, milhões de pessoas a mais vão entrar na linha de frente das mudanças climáticas e muitas vão morrer".

No entanto, Johan Rockstrom, catedrático de Ciências Ambientais, que preside o Instituto Potsdam para a Pesquisa do Impacto Climático (PIK), na Alemanha, argumentou que embora o acordo da COP28 não consiga conter o aumento da temperatura média do planeta a 1,5º C, continua sendo um "marco crucial".

"Este acordo deixa claro a todas as instituições financeiras, empresas e sociedades que agora estamos, enfim - com oito anos de atraso em relação ao calendário estabelecido no Acordo de Paris - no verdadeiro 'começo do fim' da economia global baseada em combustíveis fósseis", afirmou o especialista sueco.

J.Hasler--NZN