Zürcher Nachrichten - Apesar dos avanços no Brasil, desmatamento se mantém 'obstinadamente' alto no mundo

EUR -
AED 4.211461
AFN 73.958377
ALL 91.364823
AMD 416.583653
ANG 2.052866
AOA 1052.595761
ARS 1736.247183
AUD 1.609696
AWG 2.06678
AZN 1.951786
BAM 1.952902
BBD 2.308884
BDT 140.661274
BGN 1.930265
BHD 0.432287
BIF 3434.122543
BMD 1.146619
BND 1.462031
BOB 11.257344
BRL 5.857269
BSD 1.146404
BTN 109.778579
BWP 15.557982
BYN 3.456371
BYR 22473.723486
BZD 2.305589
CAD 1.608729
CDF 2648.688472
CHF 0.941672
CLF 0.027522
CLP 1086.810858
CNY 7.677063
CNH 7.674192
COP 3672.882923
CRC 512.841237
CUC 1.146619
CUP 30.385391
CVE 110.530642
CZK 24.320278
DJF 203.776578
DKK 7.475437
DOP 63.614575
DZD 153.448136
EGP 59.532204
ERN 17.199278
ETB 187.204825
FJD 2.565791
FKP 0.856136
GBP 0.857527
GEL 2.987221
GGP 0.856136
GHS 13.203321
GIP 0.856136
GMD 84.274016
GNF 10038.645391
GTQ 8.749017
GYD 239.795216
HKD 8.996048
HNL 30.773336
HRK 7.534082
HTG 149.827672
HUF 361.519083
IDR 20499.246351
ILS 3.455966
IMP 0.856136
INR 109.858497
IQD 1501.771538
IRR 1576428.506705
ISK 138.190106
JEP 0.856136
JMD 180.671903
JOD 0.812938
JPY 180.560888
KES 148.488653
KGS 100.27122
KHR 4645.127402
KMF 493.045652
KPW 1031.957055
KRW 1575.912761
KWD 0.353651
KYD 0.955287
KZT 514.339021
LAK 25680.0057
LBP 102656.017498
LKR 378.927713
LRD 198.316585
LSL 18.652921
LTL 3.385667
LVL 0.693578
LYD 7.302164
MAD 10.924689
MDL 20.135209
MGA 5003.597036
MKD 61.428846
MMK 2407.466318
MNT 4123.17963
MOP 9.263694
MRU 46.072633
MUR 54.647977
MVR 17.715436
MWK 1987.759054
MXN 19.74934
MYR 4.675931
MZN 73.280348
NAD 18.652921
NGN 1524.120027
NIO 42.187399
NOK 10.826883
NPR 175.646127
NZD 2.005333
OMR 0.440878
PAB 1.146304
PEN 3.869758
PGK 5.105424
PHP 71.950568
PKR 317.681995
PLN 4.345512
PYG 6822.875609
QAR 4.190082
RON 5.264079
RSD 117.291164
RUB 96.028103
RWF 1686.305064
SAR 4.305631
SBD 9.173535
SCR 15.91291
SDG 689.689981
SEK 11.280617
SGD 1.463475
SHP 0.857125
SLE 28.263822
SLL 24044.008274
SOS 655.130715
SRD 43.239563
STD 23732.688872
STN 24.463805
SVC 10.030116
SYP 14908.334616
SZL 18.650406
THB 38.122207
TJS 10.575154
TMT 4.024631
TND 3.375391
TOP 2.760782
TRY 55.957048
TTD 7.789475
TWD 36.386334
TZS 3027.076426
UAH 51.320646
UGX 4505.33423
USD 1.146619
UYU 46.06165
UZS 13560.877162
VES 971.742136
VND 29837.881092
VUV 135.207603
WST 3.15353
XAF 655.957
XAG 0.017385
XAU 0.000264
XCD 3.098794
XCG 2.066043
XDR 0.810719
XOF 655.957
XPF 119.331742
YER 271.232889
ZAR 18.633068
ZMK 10320.942332
ZMW 22.382884
ZWL 369.210704
SSP 6549.501148
MXV 2.2386
Apesar dos avanços no Brasil, desmatamento se mantém 'obstinadamente' alto no mundo
Apesar dos avanços no Brasil, desmatamento se mantém 'obstinadamente' alto no mundo / foto: Nalini LEPETIT-CHELLA, Jean-Michel CORNU - AFP

Apesar dos avanços no Brasil, desmatamento se mantém 'obstinadamente' alto no mundo

A Terra perdeu uma superfície de floresta intocada equivalente a 10 campos de futebol por minuto em 2023, apesar das melhorias na luta contra o desmatamento no Brasil e na Colômbia, segundo um estudo publicado nesta quinta-feira (4).

Tamanho do texto:

No ano passado, as regiões tropicais perderam 3,7 milhões de hectares de florestas primárias, uma superfície quase equivalente à do Butão, segundo dados publicados pelo World Resources Institute (WRI), em colaboração com a Universidade de Maryland.

Este cálculo inclui perdas por razões diversas (desmatamento relacionado à agricultura, exploração florestal, destruição acidental, etc), além de incêndios.

No entanto, isto representa uma diminuição de 9% em comparação com o ano anterior, com uma melhora notável no Brasil e na Colômbia, que no entanto foi parcialmente compensada pelo aumento do desmatamento em outros países.

As perdas continuam sendo "obstinadamente altas", quase idênticas às de 2019 e 2021, lamentam os autores do estudo.

O informe se concentra nas florestas tropicais, as mais propensas ao desmatamento deliberado, mas também as mais importantes em termos de biodiversidade e sua capacidade de absorver carbono.

Fora destas regiões, o Canadá também sofreu perdas recorde devido aos incêndios florestais devastadores que assolaram o país.

- 'Dois passos à frente, dois passos atrás' -

"O mundo deu dois passos à frente e dois passos atrás no ano passado", comentou Mikaela Weisse, do WRI, durante uma apresentação à imprensa.

Sobre as boas notícias, a redução de floresta primária no Brasil caiu 36% no ano passado, alcançando seu nível mais baixo desde 2015, graças às medidas de proteção implementadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no primeiro ano de seu terceiro mandato.

No entanto, a tendência esconde disparidades: a melhora é muito marcada na Amazônia, mas a degradação é clara no Cerrado, epicentro do agronegócio.

Na Colômbia, a redução da superfície florestal teve queda de 49%, uma tendência que disparou após a eleição de Gustavo Petro para a Presidência.

As melhoras "impressionantes" nestes dois países "destacam a importância da liderança e das mudanças políticas no que diz respeito à proteção das florestas", observou Mikaela Weisse.

"Devemos aprender com os países que estão freando com sucesso o desmatamento ou vamos continuar perdendo rapidamente uma de nossas ferramentas mais eficazes para combater as mudanças climáticas, proteger a biodiversidade e sustentar a saúde e os meios de vida de milhões de pessoas", instou.

Estes progressos foram parcialmente contrapostos por uma clara degradação em Bolívia, Laos e Nicarágua.

Na Bolívia, a destruição das florestas (+27%) foi alimentada por incêndios e pela exploração agrícola, especialmente da soja, destinada ao consumo animal.

A agricultura também desempenhou um papel central no Laos, especialmente devido à demanda e aos investimentos procedentes da China, assim como a Nicarágua, onde a mineração também desempenha um papel importante, ressaltaram os especialistas.

- 'Lucros de curto prazo' -

Longe dos trópicos, o Canadá também se destacou por ter a temporada de incêndios mais devastadora já registrada, que quintuplicou a superfície florestal destruída no ano passado em comparação a 2022.

No total, apesar dos avanços em alguns países, o mundo não está na trajetória correta para cumprir os compromissos assumidos em 2021 na COP26, em Glasgow, onde mais de 140 líderes se comprometeram a deter o desmatamento até 2030.

"Estamos no caminho certo?... Resumidamente, não", declarou Rod Taylor, do WRI.

"O desmatamento em 2023 esteve quase dois milhões de hectares acima do necessário para se chegar ao nível zero em 2030", destacou.

D.Smith--NZN