Zürcher Nachrichten - Desastre climático no Rio Grande do Sul deixa 31 mortos enquanto a água avança

EUR -
AED 4.228054
AFN 74.833174
ALL 93.364555
AMD 421.565177
AOA 1055.720532
ARS 1720.29465
AUD 1.644322
AWG 2.075175
AZN 1.93458
BAM 1.956524
BBD 2.321559
BDT 142.332678
BHD 0.434661
BIF 3410.162114
BMD 1.151276
BND 1.478247
BOB 14.033194
BRL 5.876107
BSD 1.152627
BTN 109.836651
BWP 15.676802
BYN 3.369447
BYR 22565.011394
BZD 2.318258
CAD 1.616823
CDF 2604.186139
CHF 0.932539
CLF 0.026975
CLP 1065.114926
CNY 7.774106
CNH 7.779345
COP 3734.601488
CRC 523.593784
CUC 1.151276
CUP 30.508816
CVE 110.305825
CZK 24.210243
DJF 205.255966
DKK 7.476495
DOP 66.864747
DZD 153.095548
EGP 57.700579
ERN 17.269141
ETB 186.044056
FJD 2.553418
FKP 0.853954
GBP 0.857338
GEL 3.004992
GGP 0.853954
GHS 13.468985
GIP 0.853954
GMD 85.19465
GNF 10121.746096
GTQ 8.794446
GYD 241.529391
HKD 9.028595
HNL 30.895435
HRK 7.537984
HTG 150.705777
HUF 364.154961
IDR 20689.697769
ILS 3.504064
IMP 0.853954
INR 109.753395
IQD 1509.958841
IRR 1583292.445177
ISK 142.021308
JEP 0.853954
JMD 182.587576
JOD 0.816268
JPY 181.256644
KES 148.940984
KGS 100.678981
KHR 4657.723841
KMF 492.746197
KRW 1648.419913
KWD 0.356389
KYD 0.960556
KZT 546.772362
LAK 26069.648473
LBP 103224.003586
LKR 387.003231
LRD 208.057003
LSL 19.009736
LTL 3.399419
LVL 0.696395
LYD 7.346719
MAD 10.747378
MDL 20.125449
MGA 4909.817141
MKD 61.547779
MMK 2417.315001
MNT 4137.143512
MOP 9.310646
MRU 46.164085
MUR 54.040305
MVR 17.787481
MWK 1998.739741
MXN 19.945516
MYR 4.71906
MZN 73.567165
NAD 19.009736
NGN 1570.190972
NIO 42.415698
NOK 10.977766
NPR 175.739042
NZD 1.961976
OMR 0.442682
PAB 1.152627
PEN 3.893041
PGK 5.086883
PHP 70.146828
PKR 320.062556
PLN 4.312772
PYG 6875.544665
QAR 4.201955
RON 5.246941
RSD 117.390701
RUB 92.562984
RWF 1690.325596
SAR 4.309375
SBD 9.292129
SCR 15.452692
SDG 690.765342
SEK 11.010401
SGD 1.476615
SLE 28.148317
SOS 658.743804
SRD 43.525146
STD 23829.090678
STN 24.509071
SVC 10.085733
SZL 19.013037
THB 38.463672
TJS 10.64474
TMT 4.029466
TND 3.382425
TRY 54.748357
TTD 7.815893
TWD 37.313999
TZS 3049.72806
UAH 51.703936
UGX 4313.596478
USD 1.151276
UYU 46.358164
UZS 13820.114876
VES 860.983443
VND 30263.594618
VUV 137.059598
WST 3.148154
XAF 656.199862
XAG 0.019721
XAU 0.000283
XCD 3.111381
XCG 2.077369
XDR 0.816102
XOF 656.199862
XPF 119.331742
YER 274.461274
ZAR 19.019311
ZMK 10362.854282
ZMW 21.662017
ZWL 370.710432
Desastre climático no Rio Grande do Sul deixa 31 mortos enquanto a água avança
Desastre climático no Rio Grande do Sul deixa 31 mortos enquanto a água avança / foto: Anselmo Cunha - AFP

Desastre climático no Rio Grande do Sul deixa 31 mortos enquanto a água avança

Inundações devido ao transbordamento de rios e deslizamentos de terras após fortes chuvas no Rio Grande do Sul deixaram pelo menos 31 mortos e 74 desaparecidos, informaram as autoridades nesta sexta-feira (3), enquanto intensificam esforços à medida que as águas sobem e deixam comunidades isoladas.

Tamanho do texto:

O volume excepcional dos rios multiplicou os alertas no estado devido ao rompimento de barragens que ameaçam agravar o desastre, sobretudo uma estrutura danificada no rio das Antas, no município de Cotipora.

Imagens da região, sobretudo no centro, reforçam o "pior desastre climático" da história do Rio Grande do Sul, segundo o seu governador, Eduardo Leite.

É possível ver grandes superfícies completamente inundadas, rios destruindo pontes e estradas, e resgates dramáticos de pessoas em telhados ou prestes a serem arrastadas pelas enchentes.

"Eu sou natural daqui, então me sinto muita lesada por todos os que moram aqui, é muito triste, de doer o coração", contou Maria Luiza, de 51 anos, moradora de São Sebastião do Caí, a cerca de 70 km da capital Porto Alegre.

"Eu vim aqui para ajudar as pessoas, para tirar as pessoas da enchente, porque está muito perigoso, muita correnteza", declarou Guilverto Luiz, um pescador de 52 anos que se juntou aos serviços de resgate.

- Tensão em Porto Alegre -

O número de mortes chegou a 31. Além disso, 74 pessoas estão desaparecidas e 56, feridas, segundo um novo balanço da Defesa Civil do estado.

O impacto do fenômeno climático que atingiu o território sul com chuvas intensas, vendavais e granizo afetou 351 mil habitantes, dos quais cerca de 17 mil foram evacuados em 235 municípios.

Mas os números da catástrofe são apenas "preliminares", alertou o governador na quinta-feira.

As águas que cobrem enormes áreas impedem a dimensão da magnitude do desastre.

Leite alertou também para o crescimento rápido do nível do rio Guaíba, em Porto Alegre, que poderia atingir cinco metros.

Se a previsão for confirmada, será a maior cheia da história da cidade, superando a registrada em 1941, destacou.

Os serviços de resgate tentam chegar a inúmeros municípios isolados, sem comunicações e com estradas bloqueadas, para garantir o abastecimento de alimentos.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva viajou ao Rio Grande do Sul na quinta, onde garantiu que "não faltarão recursos humanos" para enfrentar a crise.

O Governo Federal informou que disponibilizou um total de 12 aeronaves, 45 veículos e 12 embarcações, além de enviar 626 militares das Forças Armadas para ajudar a população afetada.

- Chuvas incessantes -

As condições climáticas não ajudam: as chuvas persistentes dificultam os resgates e diversas áreas estão inacessíveis.

As previsões meteorológicas indicam que as fortes chuvas devem continuar até sábado (4).

O governo do Rio Grande do Sul também relatou danos em estradas e cortes no fornecimento de eletricidade e água que afetaram centenas de milhares de pessoas.

Esta é a segunda catástrofe em um curto espaço de tempo neste estado. Em setembro de 2023, 31 pessoas morreram na passagem de um ciclone devastador na região.

Segundo especialistas, o aquecimento global agrava a intensidade e a frequência dos eventos climáticos extremos que atingem o Brasil. A situação é ainda agravada pelo fenômeno climático El Niño.

Na quinta-feira, dados oficiais mostraram que o Brasil registrou um recorde de incêndios florestais de janeiro a abril, com mais de 17.000 identificados. Mais da metade deles na Amazônia, um fenômeno que segundo o governo, está ligado aos efeitos da mudança climática.

N.Zaugg--NZN