Zürcher Nachrichten - Um refúgio trabalha para curar onças feridas por incêndios no Brasil

EUR -
AED 4.250629
AFN 72.917365
ALL 96.067846
AMD 433.421907
ANG 2.07188
AOA 1061.354799
ARS 1614.593841
AUD 1.633691
AWG 2.086251
AZN 1.965005
BAM 1.958458
BBD 2.315422
BDT 141.051423
BGN 1.97839
BHD 0.437229
BIF 3413.898526
BMD 1.157421
BND 1.474916
BOB 7.944399
BRL 6.067184
BSD 1.14965
BTN 107.10522
BWP 15.68751
BYN 3.554801
BYR 22685.446834
BZD 2.312118
CAD 1.586048
CDF 2633.131686
CHF 0.909935
CLF 0.026794
CLP 1057.928633
CNY 7.986724
CNH 7.975561
COP 4275.269217
CRC 537.87178
CUC 1.157421
CUP 30.67165
CVE 110.423444
CZK 24.496582
DJF 204.723753
DKK 7.470885
DOP 69.509738
DZD 152.736687
EGP 60.462682
ERN 17.361311
ETB 179.495654
FJD 2.556773
FKP 0.866976
GBP 0.863702
GEL 3.142423
GGP 0.866976
GHS 12.549006
GIP 0.866976
GMD 85.648576
GNF 10075.457045
GTQ 8.794619
GYD 240.51511
HKD 9.069723
HNL 30.429663
HRK 7.536201
HTG 150.796374
HUF 392.361588
IDR 19595.133414
ILS 3.595522
IMP 0.866976
INR 108.245809
IQD 1505.843608
IRR 1522152.972957
ISK 143.809248
JEP 0.866976
JMD 180.619166
JOD 0.820617
JPY 183.536257
KES 149.09851
KGS 101.214014
KHR 4608.612794
KMF 495.376255
KPW 1041.621788
KRW 1732.190165
KWD 0.354587
KYD 0.958
KZT 552.863291
LAK 24664.390376
LBP 102953.725972
LKR 358.34418
LRD 210.380962
LSL 19.370795
LTL 3.417562
LVL 0.700112
LYD 7.362564
MAD 10.8022
MDL 20.146908
MGA 4783.864259
MKD 61.624924
MMK 2430.320913
MNT 4131.615726
MOP 9.274987
MRU 45.883838
MUR 53.77357
MVR 17.8825
MWK 1993.560515
MXN 20.588067
MYR 4.559124
MZN 73.957478
NAD 19.370795
NGN 1566.973619
NIO 42.310711
NOK 11.03919
NPR 171.368893
NZD 1.969658
OMR 0.445019
PAB 1.14956
PEN 3.959574
PGK 4.96212
PHP 69.268188
PKR 321.061384
PLN 4.276919
PYG 7470.719566
QAR 4.192516
RON 5.095774
RSD 117.505102
RUB 97.460729
RWF 1678.308166
SAR 4.346114
SBD 9.315597
SCR 15.880763
SDG 695.609849
SEK 10.780506
SGD 1.479809
SHP 0.868365
SLE 28.530385
SLL 24270.54709
SOS 655.841051
SRD 43.405559
STD 23956.272844
STN 24.535205
SVC 10.058651
SYP 128.202081
SZL 19.375802
THB 37.814108
TJS 11.006838
TMT 4.050973
TND 3.395472
TOP 2.786791
TRY 51.267455
TTD 7.792181
TWD 36.983072
TZS 2996.752116
UAH 50.555942
UGX 4345.234879
USD 1.157421
UYU 46.566818
UZS 14013.017322
VES 526.262586
VND 30454.054954
VUV 137.775127
WST 3.176154
XAF 656.89957
XAG 0.016013
XAU 0.000247
XCD 3.127988
XCG 2.071712
XDR 0.816972
XOF 656.89957
XPF 119.331742
YER 276.103021
ZAR 19.525283
ZMK 10418.175586
ZMW 22.504291
ZWL 372.689011
Um refúgio trabalha para curar onças feridas por incêndios no Brasil
Um refúgio trabalha para curar onças feridas por incêndios no Brasil / foto: EVARISTO SA - AFP

Um refúgio trabalha para curar onças feridas por incêndios no Brasil

A veterinária Pollyanna Motinha aplica as últimas bandagens em Itapira, uma onça-pintada com queimaduras nas quatro patas. O imponente animal logo se curará, mas seu lar no Pantanal, um santuário da biodiversidade, continua em chamas.

Tamanho do texto:

Os incêndios não cessam no Brasil devido à seca histórica que os especialistas vinculam às mudanças climáticas. Nuvens de fumaça cobrem quase dois terços do país, incluindo algumas das principais cidades, como São Paulo e Rio de Janeiro.

O fogo deixa uma marca especialmente destrutiva na fauna das regiões florestais da Amazônia e do Pantanal, a maior área úmida do mundo.

Habitats carbonizados, animais feridos ou mortos: esta região ao sul da Amazônia registra até agora em setembro 1.452 focos de incêndio, quase quatro vezes o número registrado em todo esse mês no ano passado, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).

"Hoje em dia a gente vê animal topo da cadeia, no caso, as onças-pintadas, que estão sofrendo com essas queimadas, que não é uma coisa que ocorria com frequência antigamente", diz Pollyanna à AFP.

Maior felino das Américas, a onça-pintada (Panthera onça) é catalogada como espécie "quase ameaçada" de extinção.

A onça do Pantanal pesa em média 100 quilos e costuma habitar as margens do rio Paraguai. Estima-se que existam menos de 2.000 exemplares nessa região.

Itapira, "pedra erguida" em tupi-guarani, foi resgatada dos incêndios graças ao Nex NoExtinction, um refúgio nos arredores de Brasília para esses felinos feridos.

Ela foi encontrada escondida em um "tubo de encanamento" a mais de 1.200 km de distância, perto de Miranda, uma área atingida pelas chamas no Mato Grosso do Sul.

- "Não estaria mais viva" -

Apesar de ter apenas dois anos e estar ferida, Itapira, com manchas pretas e marrons, é um animal a ser temido.

Antes de iniciar o procedimento de cura, a onça é sedada pela equipe, que dispara com zarabatanas dois dardos anestésicos.

Junto com o marido e também veterinário Thiago Luczinski, Pollyanna e um par de estudantes limpam as feridas e monitoram a saúde do animal, de 57 quilos.

Após um mês de cuidados quase diários, o vermelho sangue nas patas está menos visível, e elas são envoltas em sacos para a aplicação de ozônio, um agente desinfetante e cicatrizante.

As queimaduras de segundo grau impediam Itapira de articular corretamente suas garras, essenciais para caçar no Pantanal, onde se alimenta de capivaras e jacarés, explica Luczinski.

Segundo o especialista, "se essa onça não tivesse sido trazida pra cá, se ela tivesse ficado por ela mesma na natureza, possivelmente ela não estaria mais viva. Ou então estaria em um estado bastante deplorável".

Mas ele se preocupa com o futuro de Itapira. "Isso é um grande problema, porque esse animal está salvo até hoje. Só que ele vai voltar pra uma região que ainda tem fogo", lamenta.

- Refúgio por 24 anos -

Além de Itapira, outras duas onças-pintadas tratadas no NEX estarão prontas em breve para retornar à natureza. A instituição se dedica há 24 anos a salvar esses animais.

As instalações estão abertas a pesquisas de universidades locais e ao Instituto Smithsonian, dos Estados Unidos.

Mais de 70 felinos já passaram pelos seus cuidados, e atualmente abrigam 25 exemplares, entre onças-pintadas e pumas. Muitos deles foram recuperados de fazendas.

Uma das onças, uma fêmea que sofreu queimaduras em outra onda de incêndios de 2020 no Pantanal, foi batizada pelos cuidadores de Amanaci, ou "Deusa da chuva".

"O caso da Amanací é triste porque ela não pode voltar para o Pantanal. Isso foi porque ela queimou tão gravemente as patas que perdeu os tendões que movimentam as garras", afirma Silvano Gianni, cofundador do refúgio junto com a esposa.

Mas, em cativeiro, ela teve dois filhotes. Quando estiver pronto, o mais jovem, "Erê", será enviado para o lugar de origem da mãe.

Santuários de animais como o NEX são em grande parte privados e lutam por financiamento no Brasil.

Os recursos são insuficientes para atender o número de animais feridos, explica Pollyanna Motinha.

"A demanda está muito alta", diz. "O governo através dos órgãos ambientais tenta ajudar, mas são pouquíssimos agentes."

"Aí acaba que se não for por ações de particulares, de civis, não tem efetividade nesse processo", conclui.

U.Ammann--NZN