Zürcher Nachrichten - Diretor da PF defende penas mais duras contra autores de incêndios

EUR -
AED 4.211677
AFN 73.968915
ALL 91.38047
AMD 416.654997
ANG 2.053218
AOA 1051.629082
ARS 1736.567358
AUD 1.610412
AWG 2.067134
AZN 1.955189
BAM 1.953237
BBD 2.309279
BDT 140.685364
BGN 1.930595
BHD 0.432361
BIF 3434.710672
BMD 1.146815
BND 1.462281
BOB 11.259272
BRL 5.861599
BSD 1.1466
BTN 109.79738
BWP 15.560646
BYN 3.456963
BYR 22477.572345
BZD 2.305984
CAD 1.60901
CDF 2649.14242
CHF 0.941059
CLF 0.027533
CLP 1087.145904
CNY 7.678384
CNH 7.674032
COP 3675.782635
CRC 512.929066
CUC 1.146815
CUP 30.390595
CVE 110.555803
CZK 24.323772
DJF 203.811519
DKK 7.475548
DOP 67.604896
DZD 153.266769
EGP 59.534263
ERN 17.202224
ETB 187.236886
FJD 2.566799
FKP 0.856283
GBP 0.857571
GEL 2.975973
GGP 0.856283
GHS 13.205568
GIP 0.856283
GMD 84.321157
GNF 10040.364511
GTQ 8.750516
GYD 239.836284
HKD 8.99682
HNL 30.778606
HRK 7.536293
HTG 149.853332
HUF 361.691087
IDR 20480.967577
ILS 3.456558
IMP 0.856283
INR 109.764236
IQD 1502.028732
IRR 1576698.486292
ISK 138.202299
JEP 0.856283
JMD 180.702845
JOD 0.813033
JPY 180.461671
KES 148.546839
KGS 100.288394
KHR 4649.187712
KMF 493.130706
KPW 1032.133789
KRW 1571.83025
KWD 0.353701
KYD 0.95545
KZT 514.427107
LAK 25723.058848
LBP 102697.275884
LKR 378.992609
LRD 198.227383
LSL 18.636465
LTL 3.386247
LVL 0.693697
LYD 7.288071
MAD 10.947502
MDL 20.138658
MGA 5004.453954
MKD 61.537605
MMK 2407.878621
MNT 4123.885768
MOP 9.265281
MRU 45.941701
MUR 54.657101
MVR 17.729925
MWK 1991.435455
MXN 19.740165
MYR 4.677844
MZN 73.282792
NAD 18.647011
NGN 1521.433219
NIO 42.194624
NOK 10.824413
NPR 175.676208
NZD 2.008027
OMR 0.44095
PAB 1.1465
PEN 3.87042
PGK 5.106298
PHP 71.963786
PKR 317.736401
PLN 4.3464
PYG 6824.044097
QAR 4.1908
RON 5.263998
RSD 117.300823
RUB 96.04453
RWF 1686.593861
SAR 4.306368
SBD 9.175107
SCR 15.988087
SDG 689.80932
SEK 11.279888
SGD 1.463181
SHP 0.857271
SLE 28.2683
SLL 24048.126061
SOS 655.242913
SRD 43.246963
STD 23736.753342
STN 24.467995
SVC 10.031834
SYP 14910.887824
SZL 18.6536
THB 38.108973
TJS 10.576965
TMT 4.02532
TND 3.375969
TOP 2.761255
TRY 55.981658
TTD 7.790809
TWD 36.42181
TZS 3027.571908
UAH 51.329435
UGX 4506.105815
USD 1.146815
UYU 46.069538
UZS 13563.199603
VES 971.908557
VND 29842.99114
VUV 135.230759
WST 3.15407
XAF 655.957
XAG 0.01719
XAU 0.000262
XCD 3.099325
XCG 2.066397
XDR 0.810858
XOF 655.957
XPF 119.331742
YER 271.278841
ZAR 18.616545
ZMK 10322.71197
ZMW 22.386717
ZWL 369.273935
SSP 6550.622818
MXV 2.237558
Diretor da PF defende penas mais duras contra autores de incêndios
Diretor da PF defende penas mais duras contra autores de incêndios / foto: EVARISTO SA - AFP

Diretor da PF defende penas mais duras contra autores de incêndios

Para combater os incêndios que assolam o Brasil de forma eficaz, "as penas contra os crimes ambientais precisam ser revistas" para endurecê-las, afirma Humberto Freire, diretor da Polícia Federal responsável pelo Meio Ambiente e pela Amazônia, em entrevista à AFP.

Tamanho do texto:

O fogo que há semanas se espalha da Amazônia até as regiões de São Paulo e Rio de Janeiro se propaga com facilidade devido a uma seca excepcional relacionada em parte ao aquecimento global, segundo especialistas.

Mas a sua origem reside principalmente na "ação humana", afirma o governo.

Os incêndios são muitas vezes uma consequência da atividade agrícola e da prática tradicional de queimadas para limpar pastagens ou áreas desmatadas. Esse costume, que em tempos normais só é permitido com autorização prévia, foi formalmente proibido no Brasil neste período de seca.

Mas Freire também aponta para o "crime organizado", que "tenta aproveitar o momento de grande período de estiagem para limpar áreas, para tentar um crime subsequente, porventura, de grilagem daquela terra" queimando vegetação nativa para transformá-la em pastagens.

Os satélites do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) detectaram 61.572 focos de incêndios no Brasil desde o início de setembro, número que supera em muito o total de todo este mês registrado no ano passado (46.498).

PERGUNTA: Quais são as principais motivações por trás dos incêndios criminosos?

RESPOSTA: "Existe a questão de viés econômico, a questão de aproveitar o momento de grande período de estiagem para limpar áreas, para tentar um crime subsequente, porventura, de grilagem daquela terra já sendo objeto de reparação.

Há a possibilidade de pessoas quererem realmente ver só o caos. Temos visto e alguns indícios que nos trazem a possibilidade de ações coordenadas. A gente teve diversos desses incêndios que têm eclodido, que têm se iniciado, começando quase que ao mesmo tempo em áreas próximas.

As possibilidades, elas vão até em ações coordenadas para realmente desestabilizar áreas e esse momento que nós estamos passando de mais dificuldade climática se intensificar, até forçar ou esgotar os meios das forças de resposta, os bombeiros".

P: Quantas investigações existem até agora e quantas prisões?

R: "Podemos dizer quer temos mais de 50 investigações no momento, mas o número é dinâmico. E a tendência é que a gente até tenha ampliação desse número, porque nós estamos criando polos de investigação.

Ainda não realizamos prisões no âmbito dessas investigações, embora tenhamos recebido relatos de prisões de suspeitos pelas forças policiais locais".

P: Como explicar essa percepção de impunidade diante da magnitude desses incêndios que de alguma forma atingem quase dois terços do território brasileiro?

R: "O crime ambiental, ao longo dos anos, das décadas, ele foi avançando, ele foi evoluindo e a nossa legislação, infelizmente, não acompanhou essa evolução. E isso não é um problema do Brasil, em nível mundial, a gente tem muitas vezes o tratamento do crime ambiental como se fosse algo de menor importância, ou de menor gravidade, e chegou o momento que a gente precisa se debruçar e ter um debate de entender que os crimes ambientais trazem consequências nefastas para todo o mundo.

Infelizmente, a legislação, por ser branda, às vezes ela não oferece toda a condição legal e meios de investigação necessários".

P: Como acabar com essa impunidade?

R: "A gente precisa fazer um trabalho inicial até de correlacionar o crime ambiental com outros crimes que possam estar conectados, como crime organizado, como a lavagem de recursos, como outros crimes que muitas vezes são conexos ao crime ambiental.

O crime organizado identificou que o crime ambiental tem uma alta rentabilidade e uma legislação, infelizmente, ainda branda, que prevê penas baixas.

Por exemplo, o garimpo ilegal tem uma pena de seis meses a um ano. O crime de incêndio tem uma pena de dois a quatro anos. A depender dos antecedentes e das condições do infrator, ele sequer teria uma pena efetivamente de prisão. A prescrição desses crimes, quando a pena é muito baixa, acontece muito mais rapidamente.

Há um risco de que você faça a investigação, que obviamente tem seu tempo, e quando chegar ao final (...) pode ser que já esteja prescrito e o Estado não possa mais impor nenhuma pena ao criminoso.

Então, há uma série de consequências práticas de quando a pena do crime é em tese prevista muito baixa. A gente entende que realmente essas penas precisam ser revistas."

W.O.Ludwig--NZN