Zürcher Nachrichten - 2023 foi ano 'terrível' para direitos humanos, denuncia HRW

EUR -
AED 4.31683
AFN 75.228656
ALL 95.068131
AMD 432.88885
ANG 2.103914
AOA 1079.059869
ARS 1643.281536
AUD 1.624521
AWG 2.118743
AZN 1.991897
BAM 1.948996
BBD 2.361158
BDT 143.847849
BGN 1.960765
BHD 0.442655
BIF 3489.319312
BMD 1.175447
BND 1.486511
BOB 8.100722
BRL 5.763923
BSD 1.172308
BTN 110.704547
BWP 15.739057
BYN 3.312935
BYR 23038.755179
BZD 2.357769
CAD 1.608505
CDF 2662.386498
CHF 0.915908
CLF 0.026661
CLP 1049.297515
CNY 7.99392
CNH 7.984785
COP 4406.77316
CRC 538.918716
CUC 1.175447
CUP 31.149337
CVE 109.881421
CZK 24.321109
DJF 208.761246
DKK 7.473067
DOP 69.71663
DZD 155.469647
EGP 61.803693
ERN 17.6317
ETB 183.048306
FJD 2.570526
FKP 0.862123
GBP 0.865123
GEL 3.14435
GGP 0.862123
GHS 13.2059
GIP 0.862123
GMD 86.401959
GNF 10286.092801
GTQ 8.950754
GYD 245.283751
HKD 9.203248
HNL 31.165207
HRK 7.53743
HTG 153.48421
HUF 354.855317
IDR 20475.693665
ILS 3.425131
IMP 0.862123
INR 111.903699
IQD 1535.738967
IRR 1541598.337446
ISK 143.804144
JEP 0.862123
JMD 184.765013
JOD 0.833364
JPY 184.699082
KES 151.80888
KGS 102.758144
KHR 4703.580509
KMF 491.336451
KPW 1057.901973
KRW 1733.5845
KWD 0.361799
KYD 0.976989
KZT 541.818593
LAK 25709.252874
LBP 104981.226364
LKR 377.43244
LRD 215.119052
LSL 19.232562
LTL 3.470789
LVL 0.711016
LYD 7.413122
MAD 10.721772
MDL 20.047019
MGA 4896.905641
MKD 61.66263
MMK 2467.881405
MNT 4204.228756
MOP 9.452303
MRU 46.857428
MUR 54.928689
MVR 18.102674
MWK 2032.40518
MXN 20.243366
MYR 4.618341
MZN 75.122928
NAD 19.232562
NGN 1596.209455
NIO 43.139407
NOK 10.809994
NPR 177.127674
NZD 1.977548
OMR 0.451959
PAB 1.172308
PEN 4.053251
PGK 5.176928
PHP 71.820961
PKR 326.72565
PLN 4.240594
PYG 7161.002021
QAR 4.285042
RON 5.221219
RSD 117.39068
RUB 87.569554
RWF 1718.600624
SAR 4.428479
SBD 9.426415
SCR 17.186198
SDG 705.853791
SEK 10.880463
SGD 1.492464
SHP 0.87759
SLE 28.974525
SLL 24648.524918
SOS 669.961266
SRD 43.960489
STD 24329.373323
STN 24.414772
SVC 10.25819
SYP 129.943205
SZL 19.219906
THB 38.155068
TJS 10.937718
TMT 4.114063
TND 3.405113
TOP 2.830194
TRY 53.338599
TTD 7.945264
TWD 36.929038
TZS 3067.915591
UAH 51.495537
UGX 4392.665866
USD 1.175447
UYU 46.756779
UZS 14220.358871
VES 586.82527
VND 30943.634188
VUV 139.381869
WST 3.182048
XAF 653.675119
XAG 0.014665
XAU 0.000252
XCD 3.176703
XCG 2.112824
XDR 0.812962
XOF 653.675119
XPF 119.331742
YER 280.490981
ZAR 19.363135
ZMK 10580.421228
ZMW 22.319087
ZWL 378.493355
2023 foi ano 'terrível' para direitos humanos, denuncia HRW
2023 foi ano 'terrível' para direitos humanos, denuncia HRW / foto: JACK GUEZ - AFP

2023 foi ano 'terrível' para direitos humanos, denuncia HRW

De Gaza à Ucrânia, passando por Sudão, Mianmar ou México, 2023 foi um "ano terrível" para os direitos humanos em todo o mundo, lamenta a Human Rights Watch em seu relatório anual divulgado nesta quinta-feira (11).

Tamanho do texto:

Neste documento de 700 páginas que abrange mais de 100 países, a organização descreve o "imenso sofrimento" causado pela guerra entre Israel e o Hamas, a guerra entre os dois generais rivais no Sudão e os conflitos em curso na Ucrânia, em Mianmar, na Etiópia e no Sahel.

"Em 2023, a população civil foi alvo de ataques e assassinatos em uma escala sem precedentes na história recente de Israel e da Palestina", observa o relatório.

O documento acusa por "crimes de guerra" tanto o Hamas e seus ataques de 7 de outubro contra Israel, quanto as forças israelenses por suas represálias contra a Faixa de Gaza.

Em relação a Gaza, "um dos maiores crimes cometidos é o castigo coletivo" de todos os civis, "o que equivale a um crime de guerra", assim como o fato de "matar (a população) de fome", afirma a responsável da HRW, Tirana Hassan, em entrevista à AFP.

A Human Rights Watch também condena as "violações maciças" dos direitos dos civis no Sudão cometidas por parte dos generais rivais Abdel Fattah al Burhan e Mohamed Hamdan Daglo, e critica a "impunidade" que levou a "repetidos ciclos de violência" no país nos últimos 20 anos.

Além dos conflitos armados, a Human Rights Watch identificou várias tendências que marcam a "erosão dos direitos humanos", quando se acaba de celebrar o 75º aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos da ONU.

- "Hipocrisia" -

"Foi um ano terrível não só pela repressão dos direitos humanos e das atrocidades da guerra, mas também pela raiva seletiva dos governos e pela diplomacia transacional que faz aqueles, cujos direitos são excluídos, pagarem o preço", insiste o relatório.

Este comportamento envia "a mensagem de que a dignidade de alguns merece ser protegida, mas não a de todos, de que algumas vidas valem mais que outras".

Uma situação que a diretora da ONG resume em uma palavra: "Hipocrisia".

Hipocrisia por parte dos países ocidentais "que fazem vista grossa às violações dos direitos humanos, sejam em nível nacional, ou internacional, apenas para promover sua própria agenda".

O relatório critica a União Europeia (UE), em particular, cuja "prioridade na política externa com seus vizinhos do Sul continua sendo conter a todo o custo a saída de migrantes em direção à Europa, perseverando em uma abordagem fracassada que expôs a erosão dos compromissos do bloco com direitos humanos".

Outro alvo dessa política de "dois pesos e duas medidas" é a diferença entre a "condenação rápida e justificada" de muitos países dos atentados do Hamas de 7 de outubro e as respostas "muito mais comedidas", especialmente dos Estados Unidos e da UE, aos bombardeios israelenses sobre Gaza.

Ou a falta de condenação da "intensificação da repressão" na China, especialmente em Xinjiang e no Tibete, ou o tratamento dispensado aos imigrantes pelo México, para impedir que entrem nos Estados Unidos.

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, permaneceu, "em grande parte, silencioso, enquanto (Andrés Manuel) López Obrador tentou minar a independência do sistema judicial e de outros órgãos constitucionais, demonizou jornalistas e ativistas de direitos humanos e permitiu bloquear a prestação de contas de tais abusos horríveis", acrescenta o texto.

- "Ameaçado, mas não quebrado" -

Neste contexto, a Human Rights Watch descreve um sistema internacional de direitos humanos "ameaçado". Mas não quebrado.

"Também vimos que as instituições podem se mobilizar para resistir e contra-atacar", afirma Tirana Hassan, referindo-se, em especial, ao mandado de prisão emitido pelo Tribunal Penal Internacional contra o presidente russo, Vladimir Putin.

"O sistema de direitos humanos continua aí. A única coisa que nos falta é o compromisso, a coerência e a vontade política dos Estados que compõem o sistema e dão vida aos direitos humanos", frisou, insistindo na necessidade de se fazer melhor em 2024, quando uma grande parte da população mundial, dos Estados Unidos à Rússia, irá às urnas.

T.Furrer--NZN