Zürcher Nachrichten - Prefeito de Guayaquil culpa presidente do Equador por violência desenfreada

EUR -
AED 4.176802
AFN 72.199356
ALL 91.671983
AMD 412.777477
ANG 2.035963
AOA 1043.928993
ARS 1728.361843
AUD 1.62206
AWG 2.047772
AZN 1.937305
BAM 1.95522
BBD 2.290201
BDT 140.168394
BGN 1.914371
BHD 0.428688
BIF 3425.313397
BMD 1.137177
BND 1.455081
BOB 13.740921
BRL 5.903775
BSD 1.137052
BTN 109.051549
BWP 15.546659
BYN 3.46107
BYR 22288.678127
BZD 2.286952
CAD 1.608935
CDF 2626.880509
CHF 0.942498
CLF 0.027735
CLP 1095.147631
CNY 7.631996
CNH 7.640411
COP 3819.130882
CRC 516.964735
CUC 1.137177
CUP 27.2889
CVE 110.23228
CZK 24.402652
DJF 202.488799
DKK 7.475458
DOP 67.57232
DZD 151.982347
EGP 58.881683
ERN 17.057662
ETB 185.733203
FJD 2.555522
FKP 0.858147
GBP 0.860622
GEL 2.973718
GGP 0.858147
GHS 13.178088
GIP 0.858147
GMD 83.580325
GNF 10000.295465
GTQ 8.683575
GYD 237.899385
HKD 8.919491
HNL 30.517015
HRK 7.533461
HTG 148.808447
HUF 366.106887
IDR 20411.198148
ILS 3.465264
IMP 0.858147
INR 109.108026
IQD 1489.544765
IRR 1563135.700477
ISK 137.189219
JEP 0.858147
JMD 179.331501
JOD 0.806294
JPY 180.126063
KES 147.309842
KGS 99.445827
KHR 4625.748987
KMF 492.397722
KPW 1023.460071
KRW 1547.482712
KWD 0.351218
KYD 0.947519
KZT 502.270913
LAK 25486.659003
LBP 101827.495254
LKR 375.278607
LRD 195.575388
LSL 18.678891
LTL 3.357789
LVL 0.687867
LYD 7.272161
MAD 10.886868
MDL 20.233816
MGA 4984.608102
MKD 61.506743
MMK 2387.580216
MNT 4091.495693
MOP 9.184993
MRU 45.51689
MUR 53.958559
MVR 17.569434
MWK 1971.649438
MXN 20.176229
MYR 4.63525
MZN 72.677213
NAD 18.679056
NGN 1508.112889
NIO 41.848682
NOK 10.83501
NPR 174.485346
NZD 2.011934
OMR 0.437234
PAB 1.137062
PEN 3.852057
PGK 5.065608
PHP 71.239048
PKR 315.050226
PLN 4.381033
PYG 6738.236928
QAR 4.14467
RON 5.276734
RSD 117.391987
RUB 96.662259
RWF 1682.245044
SAR 4.279093
SBD 9.098002
SCR 15.83652
SDG 684.013956
SEK 11.290182
SGD 1.454672
SHP 0.858571
SLE 28.031103
SLL 23846.03342
SOS 649.824258
SRD 42.865919
STD 23537.277376
STN 24.493268
SVC 9.949047
SYP 14785.581565
SZL 18.674785
THB 38.022647
TJS 10.477974
TMT 3.991493
TND 3.363502
TOP 2.73805
TRY 55.67587
TTD 7.733704
TWD 36.117328
TZS 3007.832068
UAH 51.191805
UGX 4462.675359
USD 1.137177
UYU 45.556878
UZS 13428.014208
VES 969.365827
VND 29551.830535
VUV 134.772268
WST 3.129306
XAF 655.957
XAG 0.017776
XAU 0.000265386876
XCD 3.073279
XCG 2.049174
XDR 0.804043
XOF 655.957
XPF 119.331742
YER 269.113416
ZAR 18.67383
ZMK 10235.959327
ZMW 22.116699
ZWL 366.170677
SSP 6496.230676
MXV 2.286553
Prefeito de Guayaquil culpa presidente do Equador por violência desenfreada
Prefeito de Guayaquil culpa presidente do Equador por violência desenfreada / foto: MARCOS PIN - AFP Photo

Prefeito de Guayaquil culpa presidente do Equador por violência desenfreada

Carros-bomba, chacinas, extorsões e uma força pública superada pelo poder de fogo das quadrilhas do narcotráfico. Em entrevista à AFP, o prefeito de Guayaquil culpa o presidente do Equador, Daniel Noboa, pela violência desenfreada no país.

Tamanho do texto:

Com 41 anos, perfil combativo, paixão pelo futebol e presença ativa nas redes sociais, Aquiles Álvarez comanda a cidade mais violenta do país usando uma tornozeleira eletrônica, desde que a Justiça abriu uma investigação contra ele por suposto contrabando de combustível.

O prefeito, que tem dupla nacionalidade, equatoriana e espanhola, afirma ser inocente e aponta um responsável pelo que chama de "perseguição política": o jovem e multimilionário presidente Daniel Noboa. Ele também o responsabiliza pela crescente insegurança em um dos países mais perigosos da América Latina.

Segundo Álvarez, Noboa tem grande parte da "culpa" pela crise em sua cidade, que registra a maior taxa de homicídios do país, com 1.900 pessoas assassinadas entre janeiro e setembro deste ano.

"Eles são os que controlam o monopólio da força e os que administram a segurança do país", afirma. No Equador, a segurança interna é responsabilidade da polícia, sob comando do governo nacional.

Em Guayaquil, "vive-se sob tensão", admite Álvarez, de aparência jovial e tênis esportivos. Na última semana, houve sete alertas de bomba — todos falsos.

"Deixam mochilas com roupas sujas dentro, e as pessoas se assustam e acham que são bombas", explica o prefeito, em um salão da prefeitura, acrescentando que a violência gerou uma "psicose coletiva" na cidade portuária de quase três milhões de habitantes.

- 'Bem-vindas' bases estrangeiras -

Álvarez venceu as eleições apoiado pelo partido do ex-presidente socialista Rafael Correa (2007–2017).

Embora diga não fazer parte do correísmo, ele elogia o ex-presidente, cujo governo proibiu bases militares estrangeiras — as mesmas que Noboa pretende reinstalar no Equador por meio de um referendo.

O prefeito adota uma postura mais pragmática do que ideológica sobre o tema.

"Toda ajuda é bem-vinda para mim. Se quiserem contribuir com bases militares em pontos estratégicos do país, que sejam bem-vindas, mas isso deve ser articulado com as Forças Armadas e, em nenhum momento, podemos perder nossa soberania", afirmou.

Conhecida como a Pérola do Pacífico, Guayaquil é uma cidade marcada por profunda desigualdade. As áreas pobres estão à mercê do crime organizado. Segundo autoridades, o narcotráfico impôs zonas de vigilância nos bairros periféricos, escolas do crime e centros de armazenamento de drogas e armas.

Nas áreas mais humildes, os ataques armados são frequentes, enquanto nas partes ricas reina a opulência, com seguranças privados protegendo os moradores.

Noboa adota uma política de mão de ferro contra o crime, que inclui um amplo envio de militares às ruas.

"Acreditamos que não se deve combater o crime com mais armas, coletes, capacetes e balas, mas com políticas públicas voltadas à prevenção da violência para reduzir os delitos", diz o prefeito, evangélico e pai de três filhos.

- Discípulo de Correa -

Álvarez é o quinto Aquiles da família, nome tradicional entre os primogênitos homens. Viveu nos Estados Unidos, onde trabalhou como entregador de pizza, e, embora não tenha concluído o curso universitário, afirma ter se formado como empresário.

Foi missionário com o pai e dirigente do Barcelona de Guayaquil, o time de futebol mais popular do país.

Em 2023, conquistou a prefeitura ao derrotar o PSC, antigo partido de direita da costa equatoriana que governou Guayaquil por mais de 30 anos.

Apesar de ter chegado ao cargo com o apoio do partido de Correa, mantém distância de seu padrinho político.

"Tenho meu próprio estilo", afirma.

Ele ri quando o chamam de opositor e não descarta uma futura candidatura à Presidência ou à reeleição na prefeitura, mas diz que antes precisa resolver seus problemas judiciais.

"Querem me condenar para que, em outubro de 2026, quando for o momento de registrar uma possível candidatura à reeleição em Guayaquil ou a outro cargo, eu fique impedido de concorrer", sustenta.

No embate com o Executivo, Álvarez pediu que se investigue um ataque com explosivos ocorrido em junho, em uma área de comércio popular, no qual estaria envolvido um carro Porsche registrado em nome de uma das empresas da família Noboa.

"O silêncio [do governo] também comunica. Esse é um problema que eles mesmos criaram", disse.

Y.Keller--NZN