Zürcher Nachrichten - Trump ameaça nova líder da Venezuela, que tem apoio dos militares

EUR -
AED 4.254039
AFN 72.440766
ALL 95.933853
AMD 435.626678
ANG 2.073543
AOA 1062.206441
ARS 1618.265961
AUD 1.662266
AWG 2.08503
AZN 1.965325
BAM 1.955462
BBD 2.327208
BDT 141.775525
BGN 1.979978
BHD 0.437383
BIF 3427.123166
BMD 1.15835
BND 1.478351
BOB 7.984656
BRL 6.060605
BSD 1.155506
BTN 107.993823
BWP 15.789342
BYN 3.440621
BYR 22703.660648
BZD 2.323909
CAD 1.593096
CDF 2632.929536
CHF 0.913411
CLF 0.026701
CLP 1054.295166
CNY 7.970024
CNH 7.986511
COP 4300.31658
CRC 538.909294
CUC 1.15835
CUP 30.696276
CVE 110.246444
CZK 24.459836
DJF 205.765367
DKK 7.472007
DOP 68.568459
DZD 153.694034
EGP 60.628276
ERN 17.37525
ETB 180.413234
FJD 2.574722
FKP 0.865345
GBP 0.864401
GEL 3.144921
GGP 0.865345
GHS 12.640872
GIP 0.865345
GMD 84.559929
GNF 10128.295263
GTQ 8.85051
GYD 241.739312
HKD 9.075366
HNL 30.583852
HRK 7.532518
HTG 151.344527
HUF 389.20566
IDR 19613.18276
ILS 3.609013
IMP 0.865345
INR 108.466627
IQD 1513.738682
IRR 1523288.210956
ISK 143.588617
JEP 0.865345
JMD 181.999367
JOD 0.821239
JPY 183.823171
KES 149.751724
KGS 101.29835
KHR 4630.220667
KMF 492.298982
KPW 1042.481609
KRW 1739.245175
KWD 0.355104
KYD 0.96293
KZT 556.925778
LAK 24836.819607
LBP 103478.183136
LKR 362.848927
LRD 211.454409
LSL 19.592902
LTL 3.420306
LVL 0.700674
LYD 7.396755
MAD 10.800282
MDL 20.209598
MGA 4809.190544
MKD 61.632498
MMK 2432.10526
MNT 4134.118112
MOP 9.322791
MRU 46.126236
MUR 53.944518
MVR 17.896561
MWK 2003.262822
MXN 20.683452
MYR 4.569113
MZN 74.03046
NAD 19.591127
NGN 1586.418349
NIO 42.522843
NOK 11.314172
NPR 172.789917
NZD 1.985052
OMR 0.445383
PAB 1.155506
PEN 4.019706
PGK 4.98916
PHP 69.466489
PKR 322.55241
PLN 4.264471
PYG 7550.729104
QAR 4.225389
RON 5.095005
RSD 117.498369
RUB 94.898293
RWF 1689.315664
SAR 4.348618
SBD 9.326707
SCR 17.725312
SDG 696.168046
SEK 10.861431
SGD 1.480881
SHP 0.869063
SLE 28.437469
SLL 24290.033558
SOS 660.388847
SRD 43.248734
STD 23975.506985
STN 24.495877
SVC 10.110211
SYP 128.550844
SZL 19.585703
THB 37.829972
TJS 11.040642
TMT 4.054225
TND 3.405227
TOP 2.789028
TRY 51.368209
TTD 7.843969
TWD 37.132646
TZS 3005.918362
UAH 50.734961
UGX 4362.265768
USD 1.15835
UYU 47.082075
UZS 14087.568051
VES 528.791835
VND 30514.994096
VUV 138.374442
WST 3.184159
XAF 655.846612
XAG 0.01723
XAU 0.000266
XCD 3.130499
XCG 2.082432
XDR 0.815663
XOF 655.846612
XPF 119.331742
YER 276.440193
ZAR 19.635944
ZMK 10426.539011
ZMW 22.387232
ZWL 372.988238
Trump ameaça nova líder da Venezuela, que tem apoio dos militares
Trump ameaça nova líder da Venezuela, que tem apoio dos militares / foto: Juan BARRETO - AFP

Trump ameaça nova líder da Venezuela, que tem apoio dos militares

O presidente Donald Trump advertiu neste domingo (4) a nova líder venezuelana Delcy Rodríguez de que ela deve colaborar com os Estados Unidos se não quiser "pagar um preço muito alto", um dia após a derrubada do mandatário Nicolás Maduro.

Tamanho do texto:

Trump voltou a endurecer o tom depois de ter anunciado que estava disposto a trabalhar com Rodríguez para garantir uma transição democrática "segura e criteriosa", após a bem-sucedida extração de Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, na madrugada de sábado.

O presidente de esquerda, acusado de narcotráfico e terrorismo nos Estados Unidos, encontra-se em uma prisão de Nova York à espera de se apresentar perante um juiz na segunda-feira ao meio-dia.

Se sua sucessora Rodríguez "não fizer a coisa certa, vai pagar um preço muito alto, provavelmente maior do que o de Maduro", disse Trump em uma breve entrevista telefônica à revista The Atlantic.

Delcy Rodríguez foi reconhecido neste domingo como presidente interina pela cúpula militar. À noite, dirigiu seu primeiro conselho de ministros.

Os Estados Unidos dizem querer controlar a complexa situação venezuelana à distância, sem forçar por ora uma mudança de regime, mas deixando todas as opções em aberto.

Falar de eleições na Venezuela "é prematuro neste momento", declarou o secretário de Estado, Marco Rubio, em entrevista televisiva.

- "Um país falido" -

"Reconstruir não é algo ruim no caso da Venezuela", disse Trump. "É um país totalmente falido. Um desastre em todos os sentidos", acrescentou.

Os Estados Unidos mantêm no Caribe uma poderosa força naval que liderou a incursão e que também está encarregada de impedir que navios petroleiros sob sanções consigam retirar o petróleo do país.

A legalidade da incursão é intensamente debatida nos Estados Unidos, onde o Congresso tem, em princípio, a prerrogativa de declarar guerra.

Rubio invocou os poderes especiais de Trump para ordenar o cumprimento de uma decisão da Justiça americana.

Os Estados Unidos não reconheciam Maduro como o presidente legítimo da Venezuela. No poder desde 2013, suas duas reeleições nos pleitos de 2018 e 2024 foram denunciadas como fraudulentas pela oposição.

Trata-se de "alguém que nunca respeitou nenhum dos acordos que firmou" e a quem "oferecemos, em múltiplas ocasiões, a possibilidade de abandonar o poder", justificou Rubio.

"Maduro é uma pessoa horrível, mas você não responde a uma ilegalidade com outra ilegalidade", criticou o líder da minoria democrata no Senado, Chuck Schumer, em entrevista à ABC.

O presidente colombiano, Gustavo Petro, classificou como um "sequestro" a captura de Maduro.

- "A sangue frio" -

As forças especiais americanas mataram "a sangue frio" os seguranças de Maduro, assegurou em Caracas o ministro da Defesa venezuelano, Vladimir Padrino. Contudo, ele não informou um número de falecidos.

Uma organização que reúne médicos na Venezuela informou à AFP cerca de 70 mortos e 90 feridos.

O clima em Caracas era o de uma cidade fantasma neste domingo, com algumas farmácias e supermercados abertos, mas a maioria das lojas com as portas abaixadas. Policiais vestidos de preto, encapuzados e armados com fuzis patrulhavam as ruas.

As marcas dos bombardeios em áreas próximas ao porto e ao aeroporto de Caracas provocam angústia e incredulidade entre os moradores.

"Se um míssil desses cair aqui, bem, não sobra nada", explicou à AFP Alpidio, de 47 anos, um morador do bairro Bolívar de La Guaira que não quis informar o sobrenome.

O Conselho de Segurança da ONU debaterá o caso em caráter de urgência nesta segunda-feira, e o mesmo fará a Organização dos Estados Americanos (OEA) na terça-feira, em sua sede em Washington.

- Fim do terceiro mandato -

Com esta operação militar, Washington pôs fim ao terceiro mandato do líder venezuelano (2025–2031), com o qual ele teria acumulado 18 anos no poder.

As explosões e os sobrevoos que sacudiram Caracas no sábado foram o clímax de quatro meses de pressão militar contra Maduro. Desde setembro, os Estados Unidos realizaram uma série de bombardeios contra lanchas que supostamente transportavam drogas no Caribe, com um saldo de mais de uma centena de mortos.

Desde 2020, Maduro é considerado pelos Estados Unidos o chefe do chamado "cartel dos Sóis".

Ao todo, são seis pessoas do regime chavista atualmente acusadas, entre elas a própria esposa de Maduro, Cilia Flores, e o ministro do Interior venezuelano, Diosdado Cabello, considerado um dos homens-chave do regime.

- Os interesses petrolíferos -

Em suas primeiras declarações após a operação na Venezuela, Trump excluiu de seus cálculos políticos a líder opositora e Prêmio Nobel da Paz María Corina Machado, ao afirmar que "seria muito difícil para ela estar à frente do país".

Mas o opositor Edmundo González Urrutia, que reivindica a vitória nas eleições presidenciais de 2024, defendeu neste domingo que a normalização da Venezuela só será possível quando "forem libertados todos os venezuelanos privados de liberdade por razões políticas" e for respeitada "a vontade majoritária expressada pelo povo" nessas eleições.

De acordo com a Constituição venezuelana, a ausência de Maduro obrigaria a convocação de eleições nos próximos 30 dias, mas, ao delegar o poder de forma temporária a Rodríguez, essa possibilidade fica em aberto.

O que Trump deixou muito claro foi sua intenção de incentivar as petroleiras americanas a retornarem à Venezuela.

"Vamos fazer com que nossas empresas petrolíferas dos Estados Unidos, as maiores em qualquer parte do mundo, entrem, invistam bilhões de dólares, reparem a infraestrutura gravemente deteriorada, a infraestrutura petrolífera, e comecem a gerar dinheiro", disse.

A Venezuela, sob sanções petrolíferas americanas desde 2019, produz cerca de um milhão de barris de petróleo por dia e vende a maior parte no mercado negro com grandes descontos.

A companhia petrolífera americana Chevron já opera atualmente no país caribenho graças a uma autorização especial.

E.Schneyder--NZN