Zürcher Nachrichten - Rebelião policial na Argentina entre sirenes e reivindicações salariais

EUR -
AED 4.361177
AFN 76.584021
ALL 96.223776
AMD 448.241916
ANG 2.125479
AOA 1088.814067
ARS 1667.68336
AUD 1.666467
AWG 2.137258
AZN 2.014282
BAM 1.950512
BBD 2.392005
BDT 145.276122
BGN 1.994027
BHD 0.447668
BIF 3508.665852
BMD 1.187366
BND 1.499335
BOB 8.20675
BRL 6.175965
BSD 1.187575
BTN 107.631186
BWP 15.559814
BYN 3.406464
BYR 23272.369101
BZD 2.388514
CAD 1.611724
CDF 2641.88871
CHF 0.915928
CLF 0.02572
CLP 1015.565771
CNY 8.208557
CNH 8.203255
COP 4358.166692
CRC 587.404933
CUC 1.187366
CUP 31.465193
CVE 110.302736
CZK 24.258535
DJF 211.019016
DKK 7.471256
DOP 74.358814
DZD 153.858775
EGP 55.537963
ERN 17.810487
ETB 184.101549
FJD 2.595404
FKP 0.869003
GBP 0.871539
GEL 3.194098
GGP 0.869003
GHS 13.06695
GIP 0.869003
GMD 87.273526
GNF 10425.071488
GTQ 9.108305
GYD 248.465305
HKD 9.282796
HNL 31.471138
HRK 7.534786
HTG 155.648001
HUF 379.438758
IDR 19944.182847
ILS 3.653637
IMP 0.869003
INR 107.719726
IQD 1556.042842
IRR 50017.783268
ISK 145.202639
JEP 0.869003
JMD 185.816208
JOD 0.841805
JPY 181.962641
KES 153.170281
KGS 103.834962
KHR 4785.084199
KMF 492.756606
KPW 1068.628085
KRW 1716.183011
KWD 0.364462
KYD 0.989717
KZT 585.971293
LAK 25463.059183
LBP 106546.677609
LKR 367.363989
LRD 221.50287
LSL 18.831509
LTL 3.505982
LVL 0.718226
LYD 7.471746
MAD 10.851039
MDL 20.0646
MGA 5260.029839
MKD 61.630628
MMK 2493.365537
MNT 4236.747771
MOP 9.562135
MRU 47.381864
MUR 54.274526
MVR 18.356499
MWK 2061.855037
MXN 20.405878
MYR 4.648527
MZN 75.869459
NAD 18.95007
NGN 1604.392284
NIO 43.594103
NOK 11.267673
NPR 172.209374
NZD 1.962893
OMR 0.456538
PAB 1.18758
PEN 3.983603
PGK 4.967343
PHP 69.116414
PKR 331.983131
PLN 4.215648
PYG 7842.736486
QAR 4.323496
RON 5.08906
RSD 117.385313
RUB 91.541676
RWF 1724.648782
SAR 4.453122
SBD 9.556389
SCR 16.532827
SDG 714.206603
SEK 10.561791
SGD 1.498331
SHP 0.890832
SLE 28.793843
SLL 24898.465654
SOS 678.579304
SRD 44.855135
STD 24576.074167
STN 24.875313
SVC 10.391825
SYP 13131.760666
SZL 18.831913
THB 36.853482
TJS 11.151718
TMT 4.15578
TND 3.366479
TOP 2.858892
TRY 51.812367
TTD 8.054129
TWD 37.225694
TZS 3075.460219
UAH 51.098161
UGX 4198.616557
USD 1.187366
UYU 45.53654
UZS 14604.598815
VES 460.998946
VND 30871.510032
VUV 141.731405
WST 3.214262
XAF 654.183354
XAG 0.014057
XAU 0.000233
XCD 3.208916
XCG 2.140397
XDR 0.814128
XOF 652.458625
XPF 119.331742
YER 283.039079
ZAR 18.851333
ZMK 10687.713622
ZMW 22.59474
ZWL 382.331294
Rebelião policial na Argentina entre sirenes e reivindicações salariais
Rebelião policial na Argentina entre sirenes e reivindicações salariais / foto: Juan Mabromata - AFP

Rebelião policial na Argentina entre sirenes e reivindicações salariais

Policiais protestam, nesta quarta-feira (11), na cidade argentina de Rosário, assolada pelo crime, exigindo melhores salários e atenção à saúde mental. É o terceiro dia consecutivo da manifestação em frente à sede da polícia, com pneus queimados e sob o som ensurdecedor das sirenes.

Tamanho do texto:

A rebelião começou na segunda-feira, quando dezenas de agentes e seus familiares se reuniram em frente ao departamento de polícia de Rosário e foram dispersados em meio a empurrões pelos próprios colegas, o que acirrou as tensões.

Com salários em torno de 600 dólares (cerca de 3.120 reais) por mês, o que os obriga a fazer horas extras, reivindicam atenção à saúde mental, em meio ao cenário de muita exigência e poucos recursos para manter a segurança na cidade que tem os maiores índices de criminalidade da Argentina.

Uma centena de policiais da província de Santa Fé, à qual pertence Rosário, se reuniu nesta quarta-feira em frente à sede, diante da qual se erguia uma coluna de fumaça densa e preta pela queima de pneus. "Chega de ser apenas um número, justiça pelos que já não estão aqui", dizia um cartaz.

Em frente, caravanas de viaturas e motos policiais soavam suas sirenes.

"Os policiais estão muito estressados de tanto trabalhar. Saem do plantão e fazem horas adicionais. A cabeça não aguenta, o corpo não aguenta", disse à AFP Yamile, empregada doméstica e filha de um policial que não quis dar o sobrenome.

Ela reivindica "apenas um salário digno para que possam ao menos pagar pelos alimentos sem ter que fazer hora extra".

O governo anunciou na terça-feira que 20 agentes foram suspensos em decorrência do protesto, e solicitou que entregassem as armas e o colete à prova de balas. Mas os manifestantes afirmam que mais de 60 foram punidos.

O ministro da Segurança da província, Pablo Cococcioni, cedeu nesta quarta-feira, ao anunciar a reintegração dos policiais suspensos, prometeu atualizar os salários e garantiu que as autoridades estão trabalhando para "reforçar os programas de saúde mental", como pediam os manifestantes.

Mas o protesto continuou. "O efetivo vai permanecer no local até vermos como vai ficar a questão do salário", declarou o oficial Sebastián Izquierdo à AFP.

"Não se chegou a nenhum acordo" sobre salários, disse aos jornalistas Gabriel Sarla, ex-policial e advogado que atua como intermediário por parte dos manifestantes.

No meio do dia, o chefe de polícia Luis Maldonado saiu das instalações da sede policial, mas foi interpelado e empurrado pelos manifestantes. "Renuncie!", exigiam entre insultos.

- Suicídios -

A fagulha se acendeu na semana passada após a morte do suboficial Oscar Valdez, de 32 anos, o mais recente de uma série de suicídios dentro das forças policiais de Santa Fé.

Outros oficiais disseram à AFP sob anonimato que, além da sobrecarga de trabalho, precisam pagar pela internet de seus escritórios, seus uniformes e até munições.

"Eles têm que comprar a roupa, as balas, tudo isso é real", contou Yamile.

Entre os manifestantes que fizeram vigília da noite de terça para quarta estava Néstor, um policial aposentado de 68 anos que não deu o sobrenome e disse à AFP que seu neto, também policial, se suicidou em maio de 2025.

Ele foi "empurrado por este sistema corrupto que existe, por tantas pressões, pessoais e institucionais também: que o dinheiro não é suficiente, que é preciso fazer horas extras, que existe uma família para sustentar", afirmou.

Os manifestantes carregavam um cartaz que dizia "sem salários dignos não há saúde mental" e outro em forma de cruz com cerca de 20 nomes de policiais que se suicidaram ou morreram em serviço.

Situada às margens do rio Paraná, a 300km de Buenos Aires, Rosário é a terceira maior cidade do país, com 1,3 milhão de habitantes, e um dos maiores portos agroexportadores do mundo.

Contudo, ficou conhecida pela violência do tráfico de drogas e ocupou manchetes na imprensa pelas ameaças a jogadores de futebol nascidos na cidade, como Ángel Di María e Lionel Messi, ou contra seus familiares.

Com uma taxa de homicídios de 5,7 para cada 100.000 habitantes, Santa Fé lidera as estatísticas a nível nacional. Porém, os números mostram uma melhora clara nos últimos dois anos, após terem rondado os 20 para cada 100.000 na década passada.

A.Weber--NZN