Zürcher Nachrichten - Argentina em greve geral contra a reforma trabalhista de Milei

EUR -
AED 4.284399
AFN 76.996278
ALL 92.19793
AMD 423.971457
ANG 2.08799
AOA 1070.95317
ARS 1763.633923
AUD 1.625108
AWG 2.096992
AZN 1.986173
BAM 1.954763
BBD 2.347514
BDT 143.432068
BGN 1.979008
BHD 0.439459
BIF 3479.685649
BMD 1.166616
BND 1.4809
BOB 13.421937
BRL 6.005274
BSD 1.165542
BTN 111.161602
BWP 15.606186
BYN 3.516384
BYR 22865.676195
BZD 2.344216
CAD 1.616621
CDF 2658.14012
CHF 0.936682
CLF 0.027071
CLP 1065.435238
CNY 7.840069
CNH 7.840442
COP 3611.773549
CRC 528.79229
CUC 1.166616
CUP 30.915328
CVE 110.205593
CZK 24.066945
DJF 207.553885
DKK 7.475556
DOP 68.260279
DZD 155.180613
EGP 58.76922
ERN 17.499242
ETB 188.123903
FJD 2.557342
FKP 0.855941
GBP 0.855363
GEL 3.038986
GGP 0.855941
GHS 12.996883
GIP 0.855941
GMD 85.746049
GNF 10241.040618
GTQ 8.893206
GYD 243.871676
HKD 9.146825
HNL 31.262272
HRK 7.532955
HTG 152.476698
HUF 360.448199
IDR 20643.272462
ILS 3.475464
IMP 0.855941
INR 111.111028
IQD 1526.98342
IRR 1603630.535525
ISK 141.207794
JEP 0.855941
JMD 184.989181
JOD 0.827098
JPY 185.520548
KES 150.995217
KGS 102.020607
KHR 4717.012515
KMF 493.478676
KPW 1049.954862
KRW 1619.088296
KWD 0.35996
KYD 0.971381
KZT 533.724582
LAK 26161.673226
LBP 104377.856006
LKR 382.847062
LRD 211.555054
LSL 18.64407
LTL 3.444714
LVL 0.705674
LYD 7.379832
MAD 10.770932
MDL 20.141625
MGA 4988.182833
MKD 61.492379
MMK 2449.62645
MNT 4195.778538
MOP 9.410405
MRU 46.737405
MUR 54.562577
MVR 18.036076
MWK 2021.158514
MXN 19.763059
MYR 4.697733
MZN 74.552599
NAD 18.644629
NGN 1571.361804
NIO 42.896509
NOK 10.882324
NPR 177.851506
NZD 1.95799
OMR 0.448553
PAB 1.165687
PEN 3.911974
PGK 5.168214
PHP 71.780707
PKR 323.364274
PLN 4.302364
PYG 6986.874366
QAR 4.24911
RON 5.256076
RSD 117.286973
RUB 97.587922
RWF 1718.070781
SAR 4.380775
SBD 9.355532
SCR 16.123975
SDG 701.720174
SEK 11.035842
SGD 1.481217
SHP 0.864306
SLE 28.756801
SLL 24463.356086
SOS 666.100969
SRD 44.240435
STD 24146.598552
STN 24.485751
SVC 10.199546
SYP 15168.342844
SZL 18.642471
THB 38.12732
TJS 10.746961
TMT 4.094823
TND 3.396469
TOP 2.808932
TRY 56.13488
TTD 7.91863
TWD 37.163138
TZS 3091.530433
UAH 52.076689
UGX 4347.619137
USD 1.166616
UYU 46.854542
UZS 13727.717707
VES 914.256589
VND 30438.18151
VUV 138.012311
WST 3.168464
XAF 655.597978
XAG 0.016858
XAU 0.000251
XCD 3.152838
XCG 2.100777
XDR 0.824858
XOF 655.586745
XPF 119.331742
YER 276.601001
ZAR 18.574277
ZMK 10500.944966
ZMW 22.197893
ZWL 375.649919
Argentina em greve geral contra a reforma trabalhista de Milei
Argentina em greve geral contra a reforma trabalhista de Milei / foto: Luis ROBAYO - AFP

Argentina em greve geral contra a reforma trabalhista de Milei

O presidente argentino, Javier Milei, enfrenta a quarta greve geral em dois anos de governo, uma medida de força contra sua reforma trabalhista, que ele busca avançar nesta quinta-feira(19) no Congresso, em um contexto de crescente resistência social.

Tamanho do texto:

A reforma, qualificada de “regressiva e inconstitucional” pela central sindical, reduz as indenizações, estende a jornada de trabalho para 12 horas e limita o direito de greve.

O governo afirma que ajudará a reduzir a informalidade, que atinge mais de 40% do mercado de trabalho, e a criar empregos graças a uma menor carga tributária sobre os empregadores.

A greve de 24 horas, iniciada à meia-noite, foi acatada pela maioria dos sindicatos, e as poucas linhas de ônibus que desconsideraram a convocação circulavam quase vazias nas principais avenidas da capital argentina, constatou a AFP. O trânsito de automóveis particulares estava incomumente intenso.

Nas primeiras horas do dia, redes de supermercados, farmácias e comércios mantinham suas portas fechadas. Nas grandes estações de trem e nos principais pontos de transporte coletivo não se via o habitual vai e vem de pessoas indo para o trabalho.

“Vim trabalhar porque tenho medo de perder meu emprego, mas não estou conseguindo chegar, vou ter que ir a pé. A lei é ruim, nós trabalhadores estamos sofrendo muito”, disse à AFP Nora Benítez, a enfermeira de 46 anos que trabalha a cerca de 5 quilômetros de sua casa, em Flores, resignada a caminhar por ruas com mau cheiro devido à interrupção da coleta de lixo.

A reforma, aprovada no Senado, será debatida nesta quinta-feira a partir das 14h locais (mesmo horário em Brasília) na Câmara dos Deputados. Sindicatos e partidos políticos de oposição convocaram manifestações em frente ao Congresso.

Um polêmico artigo que reduzia pela metade o salário em caso de doença foi retirado pela base governista, que busca transformar a reforma em lei antes de 1º de março, quando Milei fará seu discurso ao Congresso para abrir a legislatura.

A greve e o debate na Câmara ocorrem enquanto Milei viaja aos Estados Unidos, onde participa do Conselho da Paz convocado por seu aliado, o presidente Donald Trump.

Se as mudanças forem aprovadas na Câmara, a reforma voltará ao Senado, que poderá convertê-la em lei na semana que vem.

Trata-se de uma das reformas que Milei planeja aprovar na segunda metade de seu mandato, impulsionado por uma composição muito mais favorável no Congresso após sua vitória nas legislativas de outubro e pelo sucesso na redução da inflação a um terço em dois anos (32% em 12 meses).

- Fechamentos e demissões -

Em vários pontos de acesso à capital argentina, desde as periferias norte e sul, pequenos grupos de manifestantes atrapalharam o trânsito em repúdio à reforma.

A greve ocorre em um contexto de colapso da atividade industrial, com mais de 21.000 empresas fechadas nos últimos dois anos e a perda de cerca de 300.000 postos de trabalho, segundo fontes sindicais.

O caso mais recente é o da Fate, a principal fábrica de pneus da Argentina e um símbolo da indústria nacional, que na quarta-feira anunciou o fechamento de sua planta em Buenos Aires e a demissão de mais de 900 trabalhadores, alegando queda de competitividade devido à abertura indiscriminada das importações.

Cerca de 255 voos da estatal Aerolíneas Argentinas foram reprogramados, afetando aproximadamente 31.000 passageiros. O saguão do aeroporto metropolitano de Buenos Aires estava quase deserto e os aviões parados na pista, observou a AFP.

Também aderiram os trabalhadores portuários, que paralisaram embarques em terminais como a de Rosário, um dos maiores portos agroexportadores do mundo.

- Mobilização -

Embora a greve da Confederação Geral do Trabalho (CGT) não tenha feito convocações, diferentes sindicatos e agrupações políticas anunciaram que marcharão a partir de meio-dia até a Praça do Congresso, no centro de Buenos Aires.

Na semana passada, quando o projeto de reforma trabalhista foi debatido pelo Senado, milhares de pessoas se reuniram em manifestações que terminaram em confrontos com a polícia e cerca de trinta detidos.

O governo divulgou na terça-feira um comunicado incomum, no qual advertiu a imprensa sobre o “risco” de cobrir os protestos e estabeleceu uma “zona exclusiva” em uma das ruas laterais da praça para jornalistas.

“Diante de fatos de violência, nossas forças atuarão”, diz o texto do Ministério da Segurança, que recomendou aos jornalistas “evitar posicionar-se entre eventuais focos de violência e o pessoal das forças de segurança”.

P.Gashi--NZN