Zürcher Nachrichten - Terremotos na Venezuela deixam quase 1.500 mortos; tempo está se esgotando para encontrar sobreviventes

EUR -
AED 4.181512
AFN 71.731605
ALL 94.199795
AMD 418.288261
ANG 2.038555
AOA 1044.097437
ARS 1684.35625
AUD 1.652304
AWG 2.050906
AZN 1.934371
BAM 1.954343
BBD 2.295289
BDT 140.175531
BGN 1.925239
BHD 0.42968
BIF 3384.677493
BMD 1.138601
BND 1.474601
BOB 7.875131
BRL 5.894546
BSD 1.139651
BTN 106.96728
BWP 15.487458
BYN 3.305237
BYR 22316.588061
BZD 2.291992
CAD 1.615938
CDF 2581.782598
CHF 0.922552
CLF 0.026724
CLP 1050.357198
CNY 7.740383
CNH 7.744004
COP 3914.882346
CRC 517.414385
CUC 1.138601
CUP 30.172938
CVE 110.182884
CZK 24.249942
DJF 202.938755
DKK 7.473091
DOP 66.960096
DZD 151.91778
EGP 56.442028
ERN 17.079021
ETB 183.73157
FJD 2.580183
FKP 0.862694
GBP 0.86225
GEL 3.011643
GGP 0.862694
GHS 12.849424
GIP 0.862694
GMD 83.117718
GNF 9985.558038
GTQ 8.69452
GYD 238.502251
HKD 8.928628
HNL 30.492275
HRK 7.535042
HTG 148.948992
HUF 353.869929
IDR 20336.104731
ILS 3.418138
IMP 0.862694
INR 107.438994
IQD 1492.887392
IRR 1565861.619117
ISK 144.022025
JEP 0.862694
JMD 179.486234
JOD 0.807262
JPY 184.154556
KES 147.470095
KGS 99.570416
KHR 4574.590683
KMF 494.153264
KPW 1024.741687
KRW 1748.083709
KWD 0.352522
KYD 0.949692
KZT 552.947903
LAK 25014.357488
LBP 102053.442377
LKR 383.074505
LRD 207.585292
LSL 18.733039
LTL 3.361994
LVL 0.688728
LYD 7.315548
MAD 10.686336
MDL 20.205941
MGA 4820.407483
MKD 61.589099
MMK 2390.221382
MNT 4075.776259
MOP 9.205839
MRU 45.482103
MUR 53.798751
MVR 17.591442
MWK 1976.127247
MXN 19.965945
MYR 4.654591
MZN 72.754881
NAD 18.733039
NGN 1566.863946
NIO 41.938744
NOK 11.317402
NPR 171.147449
NZD 2.016832
OMR 0.437796
PAB 1.139651
PEN 3.886104
PGK 5.001273
PHP 69.809939
PKR 317.157831
PLN 4.287694
PYG 6955.816022
QAR 4.154104
RON 5.241092
RSD 117.292585
RUB 89.923111
RWF 1668.956173
SAR 4.27971
SBD 9.167965
SCR 16.006271
SDG 683.16092
SEK 11.080419
SGD 1.473288
SHP 0.850081
SLE 28.238005
SLL 23875.906894
SOS 651.314593
SRD 42.678216
STD 23566.750809
STN 24.481754
SVC 9.971568
SYP 125.852005
SZL 18.722047
THB 38.004263
TJS 10.547239
TMT 3.985105
TND 3.377783
TOP 2.741479
TRY 53.077609
TTD 7.745228
TWD 36.275607
TZS 2997.166294
UAH 51.153577
UGX 4182.882613
USD 1.138601
UYU 45.745907
UZS 13688.798115
VES 706.790237
VND 29945.217653
VUV 135.732026
WST 3.166316
XAF 655.468497
XAG 0.019422
XAU 0.00028
XCD 3.077127
XCG 2.053869
XDR 0.815192
XOF 655.468497
XPF 119.331742
YER 271.698778
ZAR 18.746218
ZMK 10248.764827
ZMW 20.528701
ZWL 366.629196
Terremotos na Venezuela deixam quase 1.500 mortos; tempo está se esgotando para encontrar sobreviventes

Terremotos na Venezuela deixam quase 1.500 mortos; tempo está se esgotando para encontrar sobreviventes

Milhares de socorristas, familiares e voluntários escavam dia e noite entre montanhas de concreto em busca de sobreviventes dos terremotos ocorridos há quatro dias na Venezuela, que deixaram, até este domingo (28), quase 1.500 mortos e dezenas de milhares de desaparecidos.

Tamanho do texto:

A esperança de encontrar pessoas com vida sob quase 800 edifícios que desabaram diminui após o duplo terremoto que, na quarta-feira, às 18h06 no horário local, abalou este país mergulhado em uma profunda crise política e econômica.

Com magnitudes de 7,2 e 7,5 e registrados com apenas alguns segundos de diferença, os tremores foram dos mais fortes e devastadores já registrados na América Latina.

Mas, em meio à tragédia, surgiu uma boa notícia: um homem e seu filho adolescente foram resgatados neste domingo em La Guaira, a região mais atingida, localizada a 40 km de Caracas.

Visivelmente cansados e ainda em estado de choque, eles foram retirados de um amontoado de concreto e outros materiais por equipes de resgate francesas e americanas.

La Guaira parece uma zona de guerra. Dezenas de edifícios desabaram como castelos de cartas e se transformaram em montanhas de areia e escombros.

Com o apoio de brigadas internacionais, os trabalhos de resgate avançam, embora a população não esconda sua indignação com a lentidão e a insuficiência da ajuda do governo. Equipes de resgate com cães farejadores circulam entre as ruínas, enquanto helicópteros e aeronaves norte-americanas Osprey V-22 sobrevoam a região.

Um protesto de moradores obrigou neste domingo um grupo de militares a pegar picaretas e pás e participar da remoção dos escombros de um edifício desabado.

"O país precisa de vocês. Baixe sua arma, largue as balas", grita, indignado, um homem a um militar na região de Tanaguarena, em La Guaira, constataram jornalistas da AFP.

- "Sabemos que estão mortos" -

"Não temos o apoio para tirar nossos familiares, nós mesmos não conseguimos", disse Héctor Aguilera, de 60 anos, à AFP. Quatro de seus familiares ficaram soterrados sob um prédio que desabou. Foram recuperados dois corpos sem vida.

Sabemos que estão mortos, mas aqui estamos, esperando a resposta das autoridades", acrescentou. "Não temos esperanças, o que me restam são as lembranças".

O último balanço oficial é de 1.450 mortos, 20 a mais que no sábado (27), e 3.150 feridos. O governo evita falar de desaparecidos, um número que as Nações Unidas calcula em mais de 50 mil.

"Não acredito que haja chances de vida. Lamentável, mas essa é a realidade", disse José Miguel Escobar, de 63 anos, que ajuda na remoção dos escombros em um bairro da capital.

A presidente Delcy Rodríguez disse que 33 pessoas foram achadas com vida no sábado e publicou nas redes sociais o resgate de um menino de 11 anos.

Rodríguez governa a Venezuela de forma interina após a captura, em janeiro, de Nicolás Maduro durante uma incursão dos Estados Unidos.

- "Permissão para salvar vidas" -

La Guaira já havia sido devastada em 1999 por chuvas e deslizamentos que deixaram mais de 10 mil mortos.

Imagens aéreas realizadas pela AFP mostram o novo nível de destruição. Prédios transformados em um espécie de mil-folhas, e os que permaneceram de pé estão sem paredes, rachados, inabitáveis.

O chefe da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, um dos porta-vozes na crise, disse, ao apresentar o último balanço, que 189 edifícios sofreram um colapso total e que o total de imóveis afetados é de 774.

A ONU estima que os terremotos podem deixar quase sete milhões de afetados e danos materiais de 6,7 bilhões de dólares (cerca de 34,6 bilhões de reais), 6% do PIB do país petrolífero.

O governo militarizou La Guaira e impôs a exigência de uma permissão para que socorristas, médicos e voluntários possam acessar a região do desastre.

"Uma permissão para salvar vidas, imagina só", reclamou Carlos Itriago, socorrista de 27 anos.

Também tenta controlar a cobertura da imprensa internacional. A imprensa é levada de ônibus a determinadas áreas de La Guaira, segundo o governo, para evitar epidemias.

O papa Leão XIV expressou sua solidariedade com os venezuelanos e sua gratidão com os socorristas e voluntários durante uma mensagem em espanhol após a oração do Angelus.

As ofertas de ajuda se multiplicam, mas a AFP presenciou saques em La Guaira, e as denúncias de roubos continuam aumentando.

O aeroporto internacional que atende Caracas reabriu parcialmente no sábado e recebe, desde então, voos de carga com ajuda dos Estados Unidos, informou a repórteres uma autoridade americana de alto escalão, sob condição de anonimato.

Os Estados Unidos ofereceram 150 milhões de dólares (775 milhões de reais) e o envio de dois navios de guerra, aviões de transporte e helicópteros para apoiar a Venezuela.

A presidente informou que 24 países enviaram mais de 2.700 socorristas e 521 toneladas de ajuda humanitária, e afirmou que há 86 unidades estrangeiras com cães treinados para localizar sobreviventes sob os escombros.

A crise econômica na Venezuela afetou gravemente os hospitais e os serviços públicos. Milhões de venezuelanos se exilaram nos últimos anos.

Diante da indignação de muitos venezuelanos com a lentidão e a insuficiência da ajuda governamental nas operações de resgate, a líder da oposição, María Corina Machado, afirmou neste domingo à emissora americana Fox que estará de volta à Venezuela "muito em breve". "Chegou a hora, é meu dever estar ao lado do meu povo", declarou.

A.Wyss--NZN