Zürcher Nachrichten - Paris recebe a primeira grande retrospectiva da pintora brasileira Tarsila do Amaral

EUR -
AED 4.342194
AFN 76.852816
ALL 96.530759
AMD 446.007327
ANG 2.116509
AOA 1084.218673
ARS 1708.516422
AUD 1.684735
AWG 2.131194
AZN 1.999946
BAM 1.955402
BBD 2.373527
BDT 144.020684
BGN 1.985611
BHD 0.445715
BIF 3491.918741
BMD 1.182354
BND 1.497995
BOB 8.143342
BRL 6.194825
BSD 1.178465
BTN 106.473877
BWP 16.277755
BYN 3.376527
BYR 23174.144818
BZD 2.370128
CAD 1.61373
CDF 2601.179459
CHF 0.917204
CLF 0.025768
CLP 1017.463332
CNY 8.20341
CNH 8.196792
COP 4311.963467
CRC 585.303136
CUC 1.182354
CUP 31.33239
CVE 110.242094
CZK 24.342664
DJF 209.85817
DKK 7.468719
DOP 74.207719
DZD 153.521617
EGP 55.547238
ERN 17.735315
ETB 182.806147
FJD 2.60035
FKP 0.866064
GBP 0.862823
GEL 3.186419
GGP 0.866064
GHS 12.910372
GIP 0.866064
GMD 86.31144
GNF 10339.28891
GTQ 9.039122
GYD 246.549814
HKD 9.240158
HNL 31.136847
HRK 7.535494
HTG 154.578535
HUF 380.871748
IDR 19828.850602
ILS 3.644034
IMP 0.866064
INR 106.904163
IQD 1543.792284
IRR 49806.67623
ISK 144.9923
JEP 0.866064
JMD 184.689435
JOD 0.838276
JPY 184.767103
KES 151.968261
KGS 103.396805
KHR 4754.971784
KMF 494.223854
KPW 1064.103817
KRW 1717.860366
KWD 0.363172
KYD 0.9821
KZT 590.832232
LAK 25348.840151
LBP 105532.664721
LKR 364.765751
LRD 219.193528
LSL 18.875558
LTL 3.491185
LVL 0.715194
LYD 7.450515
MAD 10.8101
MDL 19.956938
MGA 5222.958935
MKD 61.627456
MMK 2483.085887
MNT 4219.147567
MOP 9.48361
MRU 47.046214
MUR 54.258114
MVR 18.267441
MWK 2043.492681
MXN 20.374862
MYR 4.641909
MZN 75.375066
NAD 18.875638
NGN 1641.2847
NIO 43.371538
NOK 11.386728
NPR 170.365805
NZD 1.9599
OMR 0.454635
PAB 1.17846
PEN 3.967292
PGK 5.049164
PHP 69.726392
PKR 329.590704
PLN 4.224717
PYG 7818.441591
QAR 4.28521
RON 5.094886
RSD 117.380557
RUB 91.041263
RWF 1720.015348
SAR 4.433847
SBD 9.527531
SCR 16.379389
SDG 711.183042
SEK 10.520222
SGD 1.502536
SHP 0.887072
SLE 28.938098
SLL 24793.378203
SOS 672.388724
SRD 45.064847
STD 24472.347414
STN 24.495946
SVC 10.311901
SYP 13076.336237
SZL 18.882236
THB 37.344646
TJS 11.012765
TMT 4.150064
TND 3.407792
TOP 2.846825
TRY 51.43233
TTD 7.982409
TWD 37.341703
TZS 3055.250699
UAH 51.000234
UGX 4201.144842
USD 1.182354
UYU 45.390377
UZS 14427.063318
VES 439.41083
VND 30712.83601
VUV 141.335778
WST 3.223472
XAF 655.848461
XAG 0.013642
XAU 0.000234
XCD 3.195372
XCG 2.123877
XDR 0.815637
XOF 655.826278
XPF 119.331742
YER 281.843715
ZAR 18.87258
ZMK 10642.611403
ZMW 23.12739
ZWL 380.717611
Paris recebe a primeira grande retrospectiva da pintora brasileira Tarsila do Amaral
Paris recebe a primeira grande retrospectiva da pintora brasileira Tarsila do Amaral / foto: JOEL SAGET - AFP/Arquivos

Paris recebe a primeira grande retrospectiva da pintora brasileira Tarsila do Amaral

Quase cem anos após a exposição que a tornou conhecida em Paris, Tarsila do Amaral, a pintora modernista brasileira, recebe sua primeira grande retrospectiva no Museu do Luxemburgo, na capital francesa.

Tamanho do texto:

A partir de 9 de outubro as paredes do museu parisiense expõem quase 150 obras, entre elas 49 quadros, até 2 de fevereiro.

Tarsila do Amaral (1886-1973) é a pintora mais conhecida do Brasil, autora de uma obra que ajudou a destacar o indigenismo dentro e fora de seu país.

O objetivo é "deixar o discurso um tanto simplista de que artistas estrangeiros vêm a Paris, aprendem o modernismo e vão embora", explicou a curadora da mostra, Cecilia Braschi, em uma visita aberta a jornalistas.

"A jornada, ao contrário, mostra que essa relação é muito mais complexa e que não haveria um projeto modernista de Tarsila se ela não tivesse chegado com sua própria formação brasileira do Modernismo, que se desenvolvia naquele momento", disse.

Filha de proprietários de terras da região de São Paulo, Tarsila do Amaral chegou a Paris em 1920, e suas primeiras pinturas mostram uma formação acadêmica clássica, influenciada pelo Impressionismo.

Durante sua ausência, São Paulo celebrou a Semana de Arte Moderna em fevereiro de 1922, com artistas locais como Anita Malfatti e Oswald de Andrade, com grande sucesso.

Ao retornar ao Brasil, Tarsila do Amaral se uniu a essa nova geração e se fortaleceu para uma nova viagem, desta vez decisiva para sua carreira.

A partir de 1923, Tarsila, como rapidamente se tornou conhecida no meio artístico francês, frequentou oficinas de Fernand Léger e André Lhote em Paris.

"Eu me lembro de Tarsila no teatro do Trocadéro, vestida com uma capa vermelha, forrada de cetim branco", afirmou um depoimento da época.

Um autorretrato de 1923 mostra a artista com a espetacular capa da casa Patou.

Seus longos brincos dourados e os cabelos presos, que realçam seus olhos escuros, causaram sensação na vibrante cena artística, em um caso que lembra a chegada da mexicana Frida Kahlo na década seguinte.

- "Invento tudo" -

Tarsila do Amaral passou pelo cubismo e fauvismo, mas como muitos artistas sul-americanos, sua passagem por Paris serviu, na verdade, para refletir sobre seu país de origem.

Sua pintura mais famosa talvez seja "A Negra", de 1923, um grande retrato frontal de uma mulher nua com um olhar altivo. Tarsila do Amaral afirmou que sua inspiração foi uma ex-escravizada que morava na fazenda de sua família.

O escritor francês Blaise Cendrars emprestou a imagem para a capa de um livro de poemas.

Outra grande pintura icônica da artista, "A Cuca", reproduz em cores vivas a popular figura do folclore brasileiro.

"Eu invento tudo da minha pintura. O que eu vi ou senti, (...) eu estilizo", disse a pintora.

- Manifesto Antropófago -

Em 1926, realizou sua primeira exposição individual em Paris. Seu verdadeiro destino, porém, estava em seu país, que passava por mudanças importantes.

Seu marido, Oswald de Andrade, publicou o "Manifesto Antropófago" em 1928, que proclama, entre outras coisas, a necessidade de "devorar" as influências culturais estrangeiras.

A crise de 1929 afetou gravemente a família de Tarsila do Amaral. A partir dessa época, sua obra se voltou para a classe trabalhadora, como a tela "Operários" de 1933.

Tarsila do Amaral retornou ao Brasil em 1932, onde passou um mês na prisão por ter visitado a União Soviética.

Ela nunca mais voltou a Paris. Seu destino esteve definitivamente ligado ao seu país, onde foi gradualmente ganhando influência, até sua morte, aos 87 anos, em 1973.

L.Muratori--NZN