Zürcher Nachrichten - Biden e McCarthy mantêm diálogo 'produtivo', mas sem acordo sobre dívida dos EUA

EUR -
AED 4.208494
AFN 74.4868
ALL 91.776231
AMD 418.482813
ANG 2.051665
AOA 1050.833985
ARS 1733.539393
AUD 1.613829
AWG 2.062706
AZN 1.95286
BAM 1.95572
BBD 2.323705
BDT 142.054166
BGN 1.929136
BHD 0.434975
BIF 3450.758279
BMD 1.145948
BND 1.46914
BOB 12.685479
BRL 5.90438
BSD 1.153753
BTN 110.711453
BWP 15.648357
BYN 3.503656
BYR 22460.579553
BZD 2.320405
CAD 1.603439
CDF 2647.139936
CHF 0.94645
CLF 0.027685
CLP 1093.1427
CNY 7.685186
CNH 7.688881
COP 3591.618563
CRC 516.069798
CUC 1.145948
CUP 30.36762
CVE 110.260472
CZK 24.334147
DJF 205.451562
DKK 7.475431
DOP 68.107203
DZD 153.42212
EGP 59.816175
ERN 17.189219
ETB 188.45286
FJD 2.567782
FKP 0.850221
GBP 0.856957
GEL 2.98517
GGP 0.850221
GHS 13.250456
GIP 0.850221
GMD 84.80002
GNF 10144.406325
GTQ 8.807638
GYD 241.380087
HKD 8.990031
HNL 30.965728
HRK 7.535522
HTG 150.793807
HUF 365.430214
IDR 20345.159662
ILS 3.469351
IMP 0.850221
INR 110.045391
IQD 1511.437926
IRR 1575191.38489
ISK 139.817382
JEP 0.850221
JMD 182.072522
JOD 0.812486
JPY 178.928013
KES 148.492109
KGS 100.213034
KHR 4671.808131
KMF 490.465318
KPW 1031.353507
KRW 1580.508611
KWD 0.354041
KYD 0.961461
KZT 513.018931
LAK 25827.939257
LBP 103316.356837
LKR 382.404295
LRD 200.171779
LSL 18.783529
LTL 3.383686
LVL 0.693172
LYD 7.327699
MAD 10.879653
MDL 20.115174
MGA 4988.795112
MKD 61.522473
MMK 2406.060443
MNT 4119.768939
MOP 9.322517
MRU 46.194297
MUR 54.191551
MVR 17.659477
MWK 2000.617835
MXN 19.773406
MYR 4.69667
MZN 73.229691
NAD 18.783529
NGN 1525.038568
NIO 42.458256
NOK 10.802519
NPR 177.138725
NZD 2.002865
OMR 0.440623
PAB 1.153753
PEN 3.870741
PGK 5.216695
PHP 71.952355
PKR 319.784467
PLN 4.36589
PYG 6826.719629
QAR 4.194228
RON 5.263315
RSD 117.372594
RUB 96.546081
RWF 1702.330086
SAR 4.239949
SBD 9.16817
SCR 15.924569
SDG 689.289345
SEK 11.294904
SGD 1.463318
SHP 0.855984
SLE 28.235971
SLL 24029.945947
SOS 659.37292
SRD 43.262402
STD 23718.808623
STN 24.498566
SVC 10.095585
SYP 14899.61536
SZL 18.781229
THB 38.271237
TJS 10.643163
TMT 4.010818
TND 3.377761
TOP 2.759167
TRY 55.779242
TTD 7.822679
TWD 36.55448
TZS 3031.03572
UAH 51.452587
UGX 4516.814496
USD 1.145948
UYU 46.418094
UZS 13602.441353
VES 968.847355
VND 29797.511215
VUV 135.401783
WST 3.136155
XAF 655.957
XAG 0.018079
XAU 0.000267
XCD 3.096982
XCG 2.079315
XDR 0.810245
XOF 655.957
XPF 119.331742
YER 271.188967
ZAR 18.755787
ZMK 10314.840661
ZMW 22.64207
ZWL 368.994768
SSP 6480.660452
MXV 2.242035
Biden e McCarthy mantêm diálogo 'produtivo', mas sem acordo sobre dívida dos EUA
Biden e McCarthy mantêm diálogo 'produtivo', mas sem acordo sobre dívida dos EUA / foto: SAUL LOEB - AFP

Biden e McCarthy mantêm diálogo 'produtivo', mas sem acordo sobre dívida dos EUA

Com a ameaça iminente de um calote inédito dos Estados Unidos, uma reunião nesta segunda-feira (22) entre o presidente Joe Biden e líder da oposição Kevin McCarthy não resolveu a disputa entre ambos, apesar de terem classificado o encontro como "produtivo".

Tamanho do texto:

A secretária do Tesouro, Janet Yellen, deixou claro o que estava em jogo quando, horas antes, insistiu que é "muito provável" que o governo dos Estados Unidos fique sem dinheiro depois de 1º de junho.

Ao receber na Casa Branca o presidente da Câmara dos Representantes, Biden disse que estava "otimista" de concluir a reunião com um "avanço".

"Ainda não chegamos a um acordo. O debate foi produtivo nas áreas em que temos divergências de opinião", disse McCarthy após a reunião.

"O tom da reunião desta noite foi melhor do que o de todas as outras anteriores", acrescentou, mas frisou: "Seguimos tendo diferenças filosóficas."

Posteriormente, o presidente utilizou um tom similar ao de McCarthy em um comunicado, chamando a reunião de "produtiva", mas acrescentando que "áreas de desacordo" ainda persistem.

Ambos haviam se reunido duas vezes no período de 15 dias com outros congressistas, mas, desta vez, o encontro foi tête-à-tête.

A reunião deveria deixar para trás as discussões difíceis do fim de semana entre funcionários de ambas as partes com a ausência de Biden, que estava no Japão participando da Cúpula do G7.

Em meio a esses debates, Biden e McCarthy conversaram no domingo, quando o presidente retornava de seu compromisso no Japão.

Não obstante, após a reunião de hoje no Salão Oval e a descrição de McCarthy de que as conversas tinham sido produtivas, sua equipe voltou a elevar o tom.

O congressista e negociador republicano Patrick McHenry disse aos jornalistas: "O que percebo da Casa Branca é uma falta de urgência."

- Efeitos concretos -

Para eliminar o risco de um default, o Congresso deve aprovar uma elevação do teto da dívida pública. O Senado é controlado pelos democratas, enquanto os republicanos são maioria na Câmara.

Os republicanos exigem uma forte redução dos gastos públicos como condição para elevar o teto, mas Biden, que faz campanha para sua reeleição em 2024 com promessas de justiça social, não quer fazer esses cortes.

Antes da reunião, McCarthy disse que estava bastante otimista. Afirmou à emissora CNN que "o que for negociado será visto por uma maioria de republicanos como a solução correta para nos colocar no caminho certo".

Biden, por sua vez, também disse ser favorável a reduzir o déficit, mas considera necessário "avaliar os espaços fiscais e garantir que os ricos paguem sua parte justa" de impostos.

O chamado "teto da dívida" de mais de 31 trilhões de dólares (cerca de R$ 154 trilhões) - um recorde mundial - já foi alcançado há vários meses, mas o governo federal conseguiu gerenciar a situação até agora através de manobras contábeis.

Se não honrar com suas obrigações, os Estados Unidos não poderão pagar os detentores de títulos do Tesouro, um ativo de segurança das finanças mundiais. O governo tampouco poderia arcar com os subsídios e as pensões dos veteranos, por exemplo.

As consequências para a economia mundial seriam catastróficas, advertem os economistas.

"Os Estados Unidos nunca deixaram de pagar suas dívidas. E isso nunca será o caso", afirmou Biden.

Uma decisão tomada de última hora também pode ter consequências. Em 2011, existia apenas a ameaça de um default e isso fez com que os Estados Unidos, pela primeira vez, perdessem sua preciosa nota de crédito de triplo A, a melhor das agências de avaliação de risco.

- Sombra de Trump -

A sombra de Donald Trump, contudo, paira sobre as negociações. No dia 10 de maio, o ex-presidente republicano, que mantém forte influência no partido, pediu a seus correligionários que se recusassem a elevar o limite da dívida, o que provocaria o default, caso os democratas não concordem em reduzir os gastos.

No domingo, a porta-voz da Casa Branca, Karine Jean-Pierre, lamentou as "reivindicações partidárias extremas" propostas pelos conservadores.

McCarthy, por sua vez, acusou a "ala à esquerda do Partido Democrata" de estar "no comando".

Se a falta de acordo persistir, resta a Biden um último recurso: invocar a 14ª Emenda da Constituição americana, que estipula que "a validade da dívida pública dos Estados Unidos, autorizada por lei, [...] não deve ser questionada".

Em outras palavras, os gastos já votados devem poder ser pagos.

Apesar de considerar essa possibilidade, Biden se mostrou cético, enquanto Yellen também se referiu a uma "incerteza jurídica" e ao "prazo apertado".

O negociador do Partido Republicano Patrick McHenry descreveu o que considera uma "situação muito difícil" para se chegar a um acordo que supere um Congresso dividido e se transforme em lei nos próximos 10 dias.

Assim como quase todas as grandes economias, os Estados Unidos vivem de crédito. Entretanto, nos Estados Unidos é uma prerrogativa do Congresso votar o aumento do teto da dívida pública que a maior economia do mundo está autorizada a acumular.

O que inicialmente era uma formalidade, tornou-se agora uma batalha política.

Y.Keller--NZN