Zürcher Nachrichten - Momentos-chave da guerra na Ucrânia

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Momentos-chave da guerra na Ucrânia
Momentos-chave da guerra na Ucrânia / foto: SERGEY BOBOK - AFP

Momentos-chave da guerra na Ucrânia

A guerra na Ucrânia deu muitas e inesperadas voltas desde a invasão russa em fevereiro de 2022 até a adoção de um grande plano americano de ajuda a Kiev.

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Ucrânia comunicou no final de fevereiro um balanço de 31.000 soldados mortos no conflito. Já a Rússia não divulga dados sobre suas baixas.

- Invasão -

Em 24 de fevereiro, o presidente russo, Vladimir Putin, anunciou uma "operação militar" na Ucrânia para defender as "repúblicas" separatistas pró-Rússia, cujas independências havia reconhecido três dias antes.

Putin exige que a Crimeia, anexada pela Rússia em 2014, seja reconhecida pela Ucrânia como território russo. Também pede a "desnazificação" do governo ucraniano, que Kiev tenha um "status neutro" e garantias de que o país nunca entrará na Otan.

A União Europeia (UE) informa que financiará a compra e entrega de armas à Ucrânia. Os Estados Unidos anunciam bilhões de dólares em ajuda militar, enquanto o Ocidente começa a aplicar sanções econômicas contra a Rússia.

Em 28 de fevereiro, são celebradas as primeiras negociações entre Rússia e Ucrânia.

Porém, em 3 de março, os russos tomam uma grande cidade, Kherson (sul), uma região fundamental para a agricultura ucraniana e estratégica porque limita com a Crimeia.

- Resistência em Kiev e horror em Bucha -

O Exército russo tenta cercar Kiev, a capital, mas topa com uma feroz resistência.

Em 2 de abril, a Ucrânia anuncia que recuperou o controle da região. Moscou concentra então sua ofensiva no sul e na bacia do Donbass, sob controle parcial dos separatistas pró-Rússia desde 2014.

Após a saída dos russos, dezenas de cadáveres de civis foram descobertos em Bucha e outras localidades próximas a Kiev. O Tribunal Penal Internacional (TPI) abre uma investigação.

- Conquista de Mariupol -

Desde o início da ofensiva, o Exército russo cercou Mariupol (sudeste), um porto estratégico às margens do mar de Azov que permite a conexão da Crimeia com as zonas separatistas do Donbass.

Cerca de 2.500 combatentes ucranianos, entrincheirados na siderúrgica Azovstal junto com cerca mil civis, resistiram em meados de maio.

- Contraofensiva no sul -

Em agosto, as forças ucranianas lançam uma contraofensiva para recuperar o controle de Kherson e sua região.

Segundo Kiev, dezenas de cidades foram retomadas, a infraestrutura e pontes estratégicas sobre o rio Dnieper destruídas, desorganizando o abastecimento dos russos.

No início de setembro, Kiev lançou um ataque surpresa na região de Kharkiv (leste).

Em 11, Kiev reivindica a reconquista de cidades estratégicas como Kupiansk e Izium.

- Mobilização parcial e anexações -

Em 21 de setembro, Putin anuncia uma "mobilização parcial" (300.000 reservistas convocados), desencadeando manifestações e uma fuga de milhares de homens para o exterior.

O presidente russo ameaça utilizar armas nucleares para defender a Rússia frente ao Ocidente.

De 23 a 27 de setembro, as autoridades designadas por Moscou em quatro regiões ucranianas — Luhansk, Donetsk, Kherson e Zaporizhzhia — organizam referendos de anexação à Rússia, chamados de "simulacro" pelo Ocidente.

Em 30 de setembro, Putin ratifica a anexação.

- Ataques contra infraestruturas energéticas -

Em 8 de outubro, uma explosão na ponte que conecta Crimeia e Rússia causa danos importantes. Putin acusa os serviços secretos ucranianos.

Em 10 de outubro, as forças russas efetuam bombardeios maciços contra cidades de toda a Ucrânia, incluindo Kiev. Os ataques apontam principalmente infraestruturas energéticas e deixam milhões de pessoas sem eletricidade.

- Retirada de Kherson -

Em 9 de novembro, Moscou ordena que suas tropas se retirem da cidade de Kherson ante o avanço das forças ucranianas.

A medida é tomada dias depois de a Rússia afirmar ter terminado de evacuar dezenas de milhares de civis dessa região para territórios sob seu controle. A Ucrânia denuncia a operação como uma "deportação".

- Armas ocidentais -

Em janeiro de 2023, o Exército russo, reforçado por 300.000 reservistas e paramilitares do grupo Wagner, volta à ofensiva.

Kiev obtém de seus aliados tanques modernos, em particular, Leopard alemães.

Em maio, Washington promete tanques Abrams e autoriza a entrega de aviões de combate F-16.

Apesar disto, após meses de sangrentos combates, a Rússia anuncia em 20 de maio a conquista de Bakhmut.

- Fracasso da ofensiva ucraniana -

A contraofensiva ucraniana é lançada em junho na frente sul e leste, mas enfrenta poderosas linhas defensivas. A operação é um fracasso.

Em meados de fevereiro de 2024, o Exército ucraniano se retira de Avdiivka, perto de Donetsk, dando a Moscou seu primeiro sucesso territorial significativo desde a captura de Bakhmut.

Desde então, os soldados russos seguem ganhando terreno no Donbass.

A Rússia retoma seus ataques contra a rede elétrica ucraniana em resposta a explosões em suas refinarias de petróleo.

- Ajuda dos EUA -

O presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, promulga uma lei que facilita o alistamento e pede ao Ocidente que demonstre que a Ucrânia é "realmente sua aliada".

Em Washington, após meses de bloqueios, a Câmara de Representantes aprova em 23 de abril um pacote de 61 bilhões de dólares (314 bilhões de reais) para a Ucrânia.

W.Vogt--NZN