Zürcher Nachrichten - Os desafios do acordo UE-Mercosul negociado durante 25 anos

EUR -
AED 4.244436
AFN 73.389503
ALL 96.041475
AMD 437.227891
ANG 2.068863
AOA 1059.809568
ARS 1591.117901
AUD 1.663809
AWG 2.082925
AZN 1.95873
BAM 1.954592
BBD 2.335977
BDT 142.332035
BGN 1.975509
BHD 0.436313
BIF 3444.885879
BMD 1.155736
BND 1.48259
BOB 8.014012
BRL 6.040997
BSD 1.159793
BTN 109.092106
BWP 15.805369
BYN 3.437405
BYR 22652.420245
BZD 2.332679
CAD 1.597868
CDF 2635.077814
CHF 0.915938
CLF 0.026863
CLP 1060.688624
CNY 7.976305
CNH 7.983216
COP 4277.782432
CRC 539.269051
CUC 1.155736
CUP 30.626997
CVE 110.196419
CZK 24.476637
DJF 206.535037
DKK 7.471618
DOP 69.927086
DZD 153.324525
EGP 60.76882
ERN 17.336036
ETB 181.097361
FJD 2.598383
FKP 0.863596
GBP 0.865357
GEL 3.1147
GGP 0.863596
GHS 12.680109
GIP 0.863596
GMD 84.943654
GNF 10165.761288
GTQ 8.876476
GYD 242.648987
HKD 9.035831
HNL 30.712152
HRK 7.532279
HTG 152.086665
HUF 387.510676
IDR 19534.245254
ILS 3.607282
IMP 0.863596
INR 108.781896
IQD 1519.467505
IRR 1517654.369857
ISK 143.206866
JEP 0.863596
JMD 182.687885
JOD 0.819347
JPY 184.298222
KES 149.910497
KGS 101.068161
KHR 4651.145599
KMF 493.499383
KPW 1040.178735
KRW 1741.537699
KWD 0.354915
KYD 0.966507
KZT 559.596576
LAK 25005.762183
LBP 103706.496104
LKR 364.767721
LRD 212.827547
LSL 19.536695
LTL 3.412587
LVL 0.699093
LYD 7.395525
MAD 10.808973
MDL 20.279642
MGA 4834.054262
MKD 61.622775
MMK 2427.238714
MNT 4125.361797
MOP 9.339568
MRU 46.21164
MUR 53.891528
MVR 17.856098
MWK 2011.174446
MXN 20.55545
MYR 4.617149
MZN 73.903122
NAD 19.53661
NGN 1599.98893
NIO 42.683805
NOK 11.207202
NPR 174.54888
NZD 1.9938
OMR 0.444374
PAB 1.159783
PEN 4.010639
PGK 5.010925
PHP 69.637122
PKR 323.708741
PLN 4.281654
PYG 7546.401433
QAR 4.229668
RON 5.094603
RSD 117.440085
RUB 93.618694
RWF 1693.560664
SAR 4.335627
SBD 9.29447
SCR 16.592438
SDG 694.597244
SEK 10.810885
SGD 1.482844
SHP 0.867101
SLE 28.373451
SLL 24235.212834
SOS 662.793245
SRD 43.155748
STD 23921.396123
STN 24.484974
SVC 10.148772
SYP 128.226865
SZL 19.547089
THB 37.968233
TJS 11.105189
TMT 4.045075
TND 3.403382
TOP 2.782734
TRY 51.276297
TTD 7.88616
TWD 36.924603
TZS 2976.087716
UAH 50.922669
UGX 4291.329287
USD 1.155736
UYU 46.95078
UZS 14145.319039
VES 534.054338
VND 30438.611836
VUV 138.119748
WST 3.164637
XAF 655.554687
XAG 0.016593
XAU 0.00026
XCD 3.123433
XCG 2.090317
XDR 0.815303
XOF 655.560356
XPF 119.331742
YER 275.815943
ZAR 19.686745
ZMK 10403.013897
ZMW 21.717766
ZWL 372.146432
Os desafios do acordo UE-Mercosul negociado durante 25 anos
Os desafios do acordo UE-Mercosul negociado durante 25 anos / foto: Eitan ABRAMOVICH - AFP

Os desafios do acordo UE-Mercosul negociado durante 25 anos

Anunciado nesta sexta-feira (6) após 25 anos de negociações, o acordo para um tratado de livre comércio entre União Europeia (UE) e Mercosul teria vencedores e perdedores, o que explica a oposição, por exemplo, da França.

Tamanho do texto:

A presidente da Comissão Europeia (o braço executivo da UE), Ursula von der Leyen, disse que "economicamente, este é um acordo em que todos ganham", uma visão questionada pela maior potência agrícola europeia.

O que é o tratado UE-Mercosul?

Trata-se de um ambicioso acordo que abrange capítulos sobre associação política, cooperação e um segmento controverso sobre comércio, que busca eliminar a maioria dos impostos sobre os produtos entre as duas regiões.

Criado em 1991, o Mercosul (Mercado Comum do Sul) reúne cinco países: Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai e Bolívia, que aderiu em 2023.

A Venezuela ingressou no bloco em 2012, mas sua adesão está suspensa desde 2016. O tratado negociado não inclui a Venezuela nem a Bolívia, mas os quatro países fundadores do bloco.

Os contatos entre UE e Mercosul começaram em 1999. Se implementado, este acordo permitiria aos quatro países sul-americanos exportar carne (bovina e de aves), açúcar, arroz e mel para a Europa.

Por sua vez, a UE exportaria veículos, maquinário e produtos farmacêuticos.

Em 2019, os dois blocos anunciaram um acordo político, mas países da UE exigiram a inclusão de garantias ambientais, e as negociações se estenderam por mais cinco anos, já que vários capítulos foram reabertos.

Quem sairia ganhando?

De acordo com a Comissão Europeia, as empresas dos dois blocos passariam a atuar em um mercado com 279 milhões de pessoas do lado do Mercosul e 450 milhões do lado da UE.

Nesse cenário, os países da UE têm interesses diversos. A Espanha tem interesse particular nas exportações de azeite de oliva e vinhos, enquanto a Alemanha, por exemplo, busca um espaço que possa ajudar sua indústria automobilística em declínio.

Para os sul-americanos, o acordo representaria acesso a um mercado que demanda alimentos. Em 2023, os quatro países do Mercosul exportaram para a UE alimentos (carne, soja e milho) no valor de cerca de 24 bilhões de dólares (R$ 144,6 bilhões).

Além disso, o desafio da transição climática impulsiona a Europa a se aproximar da região sul-americana, rica em lítio, cobre, ferro e cobalto.

As crescentes tensões comerciais com a China e a perspectiva de dificuldades com os Estados Unidos no futuro próximo também desempenharam um papel na aproximação da UE com o Mercosul.

Quem sairia perdendo?

Os agricultores franceses são os que mais protestam contra o acordo.

A Comissão Europeia afirma que essas cotas representam apenas 1,6% da produção anual de carne bovina na UE.

A posição francesa é que o acordo iria expor os produtores agropecuários desse país a uma competição devastadora com rivais que não estão sujeitos às mesmas exigências, especialmente em questões ambientais.

Em contrapartida, os quatro países sul-americanos querem evitar que suas próprias indústrias sejam prejudicadas por seus equivalentes europeus.

Por essa razão, por exemplo, o Brasil busca proteger sua indústria automobilística dos efeitos do acordo.

E agora?

O acordo anunciado em Montevidéu precisa ser ratificado na UE, em um processo de extrema complexidade que, em parte, ainda não está totalmente definido.

De acordo com as normas da UE, o comércio é atribuição da Comissão, que agora terá que definir se divide o acordo e submete o capítulo comercial a um processo de aprovação mais direto, embora haja países que se oponham a isso.

Normalmente, a ratificação da UE exige que 15 Estados-membros que representem 65% da população do bloco de 27 nações a aprovem, e depois obtenham a autorização do Parlamento Europeu.

A França deixou claro que continuará tentando bloquear o acordo, em uma postura que conseguiu o respaldo de Polônia e Itália.

Áustria e Países Baixos também expressaram reservas.

O primeiro passo, no entanto, será a tradução de todos os textos negociados para os 24 idiomas oficiais da UE, para dar início à revisão legal.

A.Weber--NZN