Zürcher Nachrichten - Planos de Trump contra migrantes causam ansiedade na fronteira dos EUA

EUR -
AED 4.245422
AFN 73.401814
ALL 95.804757
AMD 435.965634
ANG 2.068976
AOA 1059.867575
ARS 1591.163342
AUD 1.662972
AWG 2.083038
AZN 1.966265
BAM 1.94891
BBD 2.329145
BDT 141.920077
BGN 1.975617
BHD 0.436399
BIF 3432.721897
BMD 1.155799
BND 1.478337
BOB 7.991127
BRL 6.053954
BSD 1.156401
BTN 108.778233
BWP 15.76003
BYN 3.427501
BYR 22653.652921
BZD 2.326027
CAD 1.596106
CDF 2635.220696
CHF 0.915164
CLF 0.026847
CLP 1060.08668
CNY 7.976748
CNH 7.978414
COP 4279.228805
CRC 537.719801
CUC 1.155799
CUP 30.628663
CVE 110.523215
CZK 23.997735
DJF 205.408705
DKK 7.471799
DOP 69.781379
DZD 153.347817
EGP 60.718954
ERN 17.336979
ETB 181.799172
FJD 2.574194
FKP 0.863643
GBP 0.864786
GEL 3.114871
GGP 0.863643
GHS 12.656569
GIP 0.863643
GMD 84.948126
GNF 10147.912253
GTQ 8.850937
GYD 241.963368
HKD 9.036323
HNL 30.65145
HRK 7.534532
HTG 151.649086
HUF 387.012298
IDR 19497.166894
ILS 3.601295
IMP 0.863643
INR 108.589009
IQD 1514.09619
IRR 1517736.956086
ISK 143.180131
JEP 0.863643
JMD 182.16069
JOD 0.81949
JPY 184.317547
KES 149.965029
KGS 101.073668
KHR 4638.219471
KMF 493.525975
KPW 1040.235338
KRW 1738.575448
KWD 0.354391
KYD 0.963739
KZT 557.988928
LAK 24947.91342
LBP 103501.765934
LKR 363.707242
LRD 212.261977
LSL 19.579412
LTL 3.412773
LVL 0.699131
LYD 7.368225
MAD 10.780717
MDL 20.221468
MGA 4819.680415
MKD 61.615606
MMK 2427.370797
MNT 4125.586287
MOP 9.313179
MRU 46.382229
MUR 53.71034
MVR 17.85711
MWK 2007.622765
MXN 20.545711
MYR 4.582161
MZN 73.857548
NAD 19.567341
NGN 1601.717471
NIO 42.440814
NOK 11.204655
NPR 174.048174
NZD 1.990012
OMR 0.444409
PAB 1.156466
PEN 3.999644
PGK 4.980913
PHP 69.343255
PKR 322.525259
PLN 4.275473
PYG 7524.462005
QAR 4.21169
RON 5.094294
RSD 117.419875
RUB 93.618683
RWF 1687.465983
SAR 4.336132
SBD 9.294975
SCR 16.325644
SDG 694.635484
SEK 10.810057
SGD 1.481156
SHP 0.867148
SLE 28.374686
SLL 24236.531641
SOS 659.961346
SRD 43.158092
STD 23922.697853
STN 24.73409
SVC 10.119354
SYP 128.233843
SZL 19.531726
THB 37.75127
TJS 11.07381
TMT 4.045295
TND 3.395158
TOP 2.782885
TRY 51.232737
TTD 7.863504
TWD 36.902912
TZS 2970.470673
UAH 50.773748
UGX 4278.982517
USD 1.155799
UYU 46.815494
UZS 14100.743605
VES 534.0834
VND 30455.293595
VUV 138.127264
WST 3.164809
XAF 653.674182
XAG 0.016216
XAU 0.000256
XCD 3.123604
XCG 2.084312
XDR 0.811939
XOF 651.301235
XPF 119.331742
YER 275.831064
ZAR 19.578083
ZMK 10403.583014
ZMW 21.655467
ZWL 372.166684
Planos de Trump contra migrantes causam ansiedade na fronteira dos EUA
Planos de Trump contra migrantes causam ansiedade na fronteira dos EUA / foto: CHARLY TRIBALLEAU - AFP

Planos de Trump contra migrantes causam ansiedade na fronteira dos EUA

Como diretora de um abrigo para migrantes grávidas em El Paso, no Texas, Karina Breceda acredita que ser pró-vida não é apenas defender o nascimento do bebê, mas também proteger seu direito à nacionalidade caso nasça nos Estados Unidos, algo que o presidente Donald Trump pretende eliminar.

Tamanho do texto:

Após retornar à Casa Branca, o republicano assinou uma série de ordens para restringir a migração e, na quinta-feira, seu governo anunciou a prisão de 538 "imigrantes irregulares" e a expulsão de "centenas" deles "em aviões militares".

Suas medidas podem violar direitos garantidos pela Constituição, como o que concede cidadania aos nascidos em solo americano cujos pais sejam migrantes sem documentos ou não sejam cidadãos dos EUA ou residentes permanentes. Um juiz suspendeu temporariamente essa ordem executiva.

"Não acho que essa seja uma resposta pró-vida (...) pró-vida é mais do que simplesmente ter o bebê", afirma Breceda no abrigo Maris em El Paso (sul), a poucos passos de uma ponte na fronteira com o México.

"Os migrantes merecem respeito e aquele bebê em seu ventre é uma vida (...). Se nascer e não tiver documento, de que condições estamos falando?", acrescenta Breceda, americana filha de pai migrante mexicano.

Neste momento, seu abrigo está quase vazio. O fluxo diminuiu consideravelmente em comparação com os últimos dois anos, quando os solicitantes de refúgio se aglomeravam contra os muros de metal, após cruzarem o rio Grande.

Patrulhas solitárias da polícia de fronteira rondam o muro de tempos em tempos, levantando uma nuvem de poeira.

- Medo das operações de deportação -

"A maior operação de deportação em massa da história está em andamento. Promessas feitas. Promessas cumpridas", declarou na quinta-feira à noite a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, ao anunciar as centenas de prisões.

O governo de Trump também permitirá detenções em lugares como igrejas ou escolas, que estavam protegidas durante a era Biden, e anunciou que enviará militares para a fronteira.

Em El Paso, com 678.000 habitantes, 81% da população é latina. As conversas em espanhol são comuns nas ruas, onde moradores, visitantes e nativos se misturam.

Josnexcy Martínez, uma venezuelana de 28 anos, e seu filho de cinco, a quem acolhe com carinho, são os únicos hóspedes do abrigo Maris. Ela entrou nos Estados Unidos em outubro usando o aplicativo CBP One, com o qual migrantes solicitavam refúgio a partir do México e eram processados em um ponto de fronteira. Mas essa modalidade foi suspensa por Trump, deixando milhares desesperados.

Embora possa permanecer legalmente enquanto aguarda sua audiência diante de um juiz de imigração, Martínez vive com medo. "Meu medo é que eu seja parada em uma operação, por um policial ou alguém da imigração, e me peça meus documentos. Eu sempre levo meus papéis", afirma.

Para Breceda, agora "eles vão apontar as pessoas com base em como acreditamos que alguém 'sem documentos' se parece, pela cor da pele ou pela roupa, ou até pela classe, porque eles estarão em certos bairros".

Julieta Torres, de 65 anos, nasceu no México, mas vive em El Paso há quatro décadas e trabalha em um supermercado. Ela acredita que as pessoas que vêm para trabalhar têm direito de ficar, e seus filhos têm direito à nacionalidade.

"Se já nasceram aqui, então são deste país, mesmo que sejam filhos de pais sem documentos. Já nasceram, eles não têm culpa", considera.

- "O sonho americano acabou" -

James Thomaston, nascido nos Estados Unidos, mas com parte da infância no México, discorda. Este homem de 70 anos acredita que os migrantes estão tirando dinheiro de sua aposentadoria.

Ele concorda que aqueles que vieram para os Estados Unidos ainda crianças, trazidos por pais sem documentos, conhecidos como "dreamers" (sonhadores), tenham o direito de regularizar sua situação.

Mas "não acho certo o filho ancla [como são chamados os filhos de migrantes irregulares nascidos nos Estados Unidos], elas vêm, têm os bebês aqui e querem regularizar [os papéis] para toda a família", diz.

Mirna Cabral, "dreamer" mexicana de 37 anos, foi beneficiada pelo programa “Daca” da era Obama, que lhe permitiu receber uma permissão de trabalho e evitar temporariamente a deportação, um programa que também pode ser extinto.

Viúva de um americano e mãe de dois filhos nascidos no Texas, Mirna acredita que "todo nascido aqui tem direito a ser cidadão". "Não acho que (Trump) tenha o direito de vir e mudar a Constituição". Ela também teme pelas operações de deportação.

"Vão apontar para as pessoas porque têm pele marrom, falam espanhol ou não parecem ser daqui. É uma forma de esconder seu racismo", afirma.

Héctor Chávez, um mexicano de 61 anos que trabalha em um restaurante em El Paso e tem residência legal, prefere viver na fronteiriça Ciudad Juárez por questões econômicas. "Para aqueles que não conseguiram passar, eu diria para ficarem do outro lado. O sonho americano já acabou".

A.Ferraro--NZN