Zürcher Nachrichten - EUA anuncia tarifas contra México, China e Canadá, que prometem retaliação

EUR -
AED 4.180966
AFN 72.281788
ALL 94.236629
AMD 419.464886
ANG 2.038011
AOA 1043.819048
ARS 1674.139709
AUD 1.645771
AWG 2.050358
AZN 1.938024
BAM 1.956569
BBD 2.297093
BDT 140.115077
BGN 1.924725
BHD 0.429183
BIF 3397.817884
BMD 1.138297
BND 1.477481
BOB 7.898105
BRL 5.91698
BSD 1.140543
BTN 107.984447
BWP 15.509096
BYN 3.203259
BYR 22310.629991
BZD 2.293802
CAD 1.616895
CDF 2582.796654
CHF 0.921679
CLF 0.026434
CLP 1040.369583
CNY 7.729612
CNH 7.735482
COP 3903.802483
CRC 517.396563
CUC 1.138297
CUP 30.164882
CVE 110.308361
CZK 24.214945
DJF 202.297724
DKK 7.475103
DOP 66.755361
DZD 152.103828
EGP 56.581581
ERN 17.074462
ETB 183.875471
FJD 2.553997
FKP 0.859276
GBP 0.862062
GEL 3.010836
GGP 0.859276
GHS 12.802032
GIP 0.859276
GMD 83.095791
GNF 9993.44542
GTQ 8.70142
GYD 238.613796
HKD 8.925334
HNL 30.514861
HRK 7.535648
HTG 149.118616
HUF 355.672343
IDR 20440.976432
ILS 3.410704
IMP 0.859276
INR 108.284533
IQD 1494.087304
IRR 1565158.992122
ISK 143.983202
JEP 0.859276
JMD 179.529782
JOD 0.807046
JPY 183.842978
KES 147.352771
KGS 99.544494
KHR 4577.377071
KMF 490.606213
KPW 1024.468102
KRW 1743.518623
KWD 0.351689
KYD 0.950474
KZT 554.788079
LAK 25256.928139
LBP 102133.84736
LKR 381.589998
LRD 207.571593
LSL 18.807593
LTL 3.361096
LVL 0.688544
LYD 7.318845
MAD 10.674696
MDL 20.078893
MGA 4764.873004
MKD 61.650549
MMK 2389.727291
MNT 4073.966585
MOP 9.210521
MRU 45.300414
MUR 54.593053
MVR 17.598261
MWK 1977.668706
MXN 19.986343
MYR 4.712889
MZN 72.737681
NAD 18.807593
NGN 1558.436413
NIO 41.966496
NOK 11.109465
NPR 172.774156
NZD 2.005811
OMR 0.437659
PAB 1.140548
PEN 3.860718
PGK 5.001988
PHP 70.050556
PKR 317.20809
PLN 4.280255
PYG 6952.702468
QAR 4.157634
RON 5.247437
RSD 117.380119
RUB 84.803037
RWF 1672.550109
SAR 4.274638
SBD 9.180415
SCR 15.236117
SDG 683.551122
SEK 11.087478
SGD 1.475465
SHP 0.849854
SLE 28.172588
SLL 23869.532518
SOS 651.853371
SRD 42.666816
STD 23560.458971
STN 24.50845
SVC 9.979923
SYP 125.818405
SZL 18.801391
THB 37.825158
TJS 10.578358
TMT 3.995424
TND 3.376027
TOP 2.740748
TRY 52.895655
TTD 7.744044
TWD 36.076858
TZS 2988.02854
UAH 51.196925
UGX 4174.640992
USD 1.138297
UYU 45.747983
UZS 13703.386606
VES 702.176169
VND 29965.680332
VUV 135.182527
WST 3.137518
XAF 656.212065
XAG 0.018479
XAU 0.000277
XCD 3.076306
XCG 2.055508
XDR 0.816121
XOF 656.212065
XPF 119.331742
YER 271.65506
ZAR 18.800009
ZMK 10246.030928
ZMW 20.460043
ZWL 366.531314
EUA anuncia tarifas contra México, China e Canadá, que prometem retaliação
EUA anuncia tarifas contra México, China e Canadá, que prometem retaliação / foto: Mandel NGAN - AFP

EUA anuncia tarifas contra México, China e Canadá, que prometem retaliação

O governo dos Estados Unidos afirmou no sábado (1º) o governo do México tem "uma aliança intolerável" com os cartéis do narcotráfico e impuseram tarifas alfandegárias ao país, assim como ao Canadá e à China, até que cooperem na luta contra as drogas, acusação que o México chamou de calúnia.

Tamanho do texto:

Desde que retornou à Casa Branca em 20 de janeiro, o presidente republicano Donald Trump tem adotado uma diplomacia agressiva em sua luta contra os cartéis e as gangues, que foram declarados "organizações terroristas", além de endurecer as políticas contra a imigração irregular.

Trump havia anunciado que estabeleceria tarifas de importação, que serão de 25% para o México até que "coopere com os Estados Unidos na luta contra las drogas". Ele afirma que os cartéis mexicanos "são os principais traficantes mundiais de fentanil, metanfetamina e outras drogas".

O anúncio das tarifas foi acompanhado por acusações frontais.

"Estes cartéis têm uma aliança com o governo do México e colocam em risco a segurança nacional e a saúde pública dos Estados Unidos", afirmou a Casa Branca na rede social X. Em um comunicado posterior, afirmou que a aliança é "intolerável".

Uma afirmação devastadora que, na mesma plataforma, a presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, classificou de "calúnia".

Sheinbaum anunciou que pediu a implementação do "plano B", que inclui "medidas tarifárias e não tarifárias em defesa dos interesses do México".

- "Refúgios seguros" -

Segundo a Casa Branca, o governo do México proporciona "refúgios seguros para que os cartéis se dediquem à fabricação e transporte" de drogas.

Sheinbaum afirmou que as autoridades mexicanas apreenderam em quatro meses "mais de 40 toneladas de drogas, incluindo 20 milhões de doses de fentanil" e prenderam "mais de 10.000 pessoas vinculadas a estes grupos".

Apesar da irritação, ela acrescentou que o "México não quer um confronto" e propôs a Trump uma "mesa de trabalho".

O chefe da diplomacia americana, Marco Rubio, afirmou recentemente que os cartéis têm o "controle operacional sobre enormes extensões das regiões de fronteira" entre México e Estados Unidos.

No passado, vários senadores já expressaram apoio a permitir que as forças militares americanas combatam os narcotraficantes em outros países.

Em declarações à AFP, o ex-embaixador mexicano Agustín Gutiérrez Canet descreveu o tom da Casa Branca como "muito duro" e "realmente muito preocupante".

"É realmente sem precedentes que o governo dos Estados Unidos vincule formalmente, em um documento oficial, o governo mexicano com o narcotráfico", disse.

Com o objetivo declarado de "proteger os americanos da crise do fentanil", um opioide sintético 50 vezes mais potente que a heroína, Washington também impôs tarifas de 25% sobre produtos do Canadá (exceto hidrocarbonetos, taxados em 10%).

Segundo as autoridades sanitárias americanas, o fentanil é a principal causa de morte entre americanos de 18 a 45 anos, com pelo menos 75.000 óbitos por ano, de acordo com os dados oficiais.

"Há uma crescente produção de fentanil no Canadá, e foi apreendido na fronteira norte no último ano fiscal fentanil suficiente para matar 9,8 milhões de americanos", acusou a Casa Branca, que também relatou um recorde de travessias ilegais nessa fronteira.

O primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau, reagiu ao que considera uma "fratura" nas relações com o país vizinho.

"O Canadá vai impor tarifas de 25% sobre um total de 155 bilhões de dólares canadenses (US$ 106 bilhões) a produtos americanos", anunciou.

A respeito da China, segunda maior economia do planeta, Washington anunciou uma tarifa adicional de 10% sobre as já existentes para os produtos chineses.

O governo dos Estados Unidos acusa a China de desempenhar "um papel central" na crise e denunciam que o "Partido Comunista" que governa o país "subsidiou empresas químicas para exportar fentanil".

De acordo com Washington, "a China não apenas não consegue deter a fonte dessas drogas ilícitas, mas contribui ativamente para este negócio".

O Ministério do Comércio Exterior chinês afirmou que "se opõe de modo veemente" às tarifas e que apresentará uma demanda na Organização Mundial do Comércio (OMC).

Com essas tarifas, Trump acende a faísca de uma guerra comercial.

- Déficit comercial -

A Casa Branca considera "um privilégio" ter acesso ao mercado americano.

Segundo Washington, o comércio representa 67% do PIB de Canadá, 73% do México e 37% do comércio da China, mas apenas 24% do comércio dos Estados Unidos.

"Em 2023, o déficit comercial em bens dos Estados Unidos foi o maior do mundo, superando um trilhão de dólares", afirma o comunicado, sem revela detalhes sobre as tarifas.

Na sexta-feira, Trump indicou que algumas tarifas poderão entrar em vigor por volta de "18 de fevereiro".

Ele antecipou que afetarão microchips, petróleo, gás e aço. No futuro, produtos farmacêuticos e cobre também não estarão isentos.

Gregory Daco, economista-chefe da EY, calcula que a inflação aumentará 0,7 ponto percentual no primeiro trimestre deste ano devido às tarifas, antes de diminuir gradualmente.

A Casa Branca acusa a imprensa de mentir sobre o impacto da medida. A administração republicana cita um estudo que concluiu que as tarifas da primeira administração Trump "fortaleceram a economia americana".

O México e o Canadá, teoricamente, estão protegidos pelo acordo de livre comércio T-MEC, assinado durante o primeiro mandato de Trump e com renegociação prevista para 2026.

Portanto, a medida poderia abrir a porta para ações legais, tanto por parte dos países quanto das empresas afetadas, em virtude dos procedimentos de solução de diferenças previstos no T-MEC.

O.Hofer--NZN