Zürcher Nachrichten - Tarifas alfandegárias de Trump incendeiam as relações EUA-China

EUR -
AED 4.195799
AFN 72.545262
ALL 94.373378
AMD 420.516584
ANG 2.04552
AOA 1047.664661
ARS 1669.737728
AUD 1.638439
AWG 2.056485
AZN 1.915954
BAM 1.951192
BBD 2.306888
BDT 140.408382
BGN 1.931817
BHD 0.431912
BIF 3415.632271
BMD 1.142492
BND 1.481278
BOB 7.897348
BRL 5.893655
BSD 1.145341
BTN 108.143585
BWP 15.544485
BYN 3.204703
BYR 22392.836377
BZD 2.303589
CAD 1.618819
CDF 2587.74347
CHF 0.924013
CLF 0.026309
CLP 1035.451024
CNY 7.740154
CNH 7.746636
COP 3930.319806
CRC 519.587055
CUC 1.142492
CUP 30.276029
CVE 110.678859
CZK 24.200773
DJF 203.963878
DKK 7.474495
DOP 66.955446
DZD 152.554686
EGP 56.834273
ERN 17.137375
ETB 181.827173
FJD 2.562437
FKP 0.863375
GBP 0.862895
GEL 3.021908
GGP 0.863375
GHS 12.830461
GIP 0.863375
GMD 83.401519
GNF 10035.686741
GTQ 8.715416
GYD 239.095302
HKD 8.956735
HNL 30.470429
HRK 7.532562
HTG 149.621405
HUF 352.498091
IDR 20415.183327
ILS 3.394743
IMP 0.863375
INR 108.117981
IQD 1496.664064
IRR 1570926.021079
ISK 143.94249
JEP 0.863375
JMD 180.980659
JOD 0.809973
JPY 184.591272
KES 147.836101
KGS 99.910684
KHR 4584.258768
KMF 492.413889
KPW 1028.242887
KRW 1757.180697
KWD 0.352642
KYD 0.954488
KZT 558.256206
LAK 25191.940644
LBP 102310.127428
LKR 382.985073
LRD 208.165004
LSL 18.819309
LTL 3.37348
LVL 0.691082
LYD 7.343339
MAD 10.682125
MDL 20.141622
MGA 4832.739286
MKD 61.615135
MMK 2399.138755
MNT 4089.242301
MOP 9.248709
MRU 45.779688
MUR 54.622615
MVR 17.663374
MWK 1986.06828
MXN 19.859978
MYR 4.729575
MZN 73.000192
NAD 18.819227
NGN 1563.054356
NIO 41.849596
NOK 11.099621
NPR 173.396514
NZD 2.004319
OMR 0.439295
PAB 1.142901
PEN 4.207825
PGK 4.985548
PHP 70.18666
PKR 317.784078
PLN 4.27669
PYG 6982.421087
QAR 4.165551
RON 5.236383
RSD 117.347575
RUB 84.836309
RWF 1673.179024
SAR 4.288561
SBD 9.214242
SCR 15.148116
SDG 686.068212
SEK 11.007165
SGD 1.478321
SHP 0.852985
SLE 28.276973
SLL 23957.48288
SOS 654.557716
SRD 42.764032
STD 23647.270512
STN 24.67782
SVC 10.021778
SYP 126.281999
SZL 18.747925
THB 37.723361
TJS 10.600763
TMT 4.010146
TND 3.326363
TOP 2.750846
TRY 53.098673
TTD 7.767244
TWD 36.134608
TZS 3002.733115
UAH 51.513002
UGX 4172.146184
USD 1.142492
UYU 45.70206
UZS 13704.187802
VES 704.763427
VND 30072.66526
VUV 135.216519
WST 3.143904
XAF 655.814443
XAG 0.01805
XAU 0.000276
XCD 3.087641
XCG 2.064242
XDR 0.815619
XOF 655.808704
XPF 119.331742
YER 272.655331
ZAR 18.772074
ZMK 10283.794611
ZMW 20.301498
ZWL 367.881846
Tarifas alfandegárias de Trump incendeiam as relações EUA-China
Tarifas alfandegárias de Trump incendeiam as relações EUA-China / foto: STR - AFP/Arquivos

Tarifas alfandegárias de Trump incendeiam as relações EUA-China

Com o aumento das tarifas alfandegárias cobradas das importações chinesas, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, incendiou as relações com Pequim e provavelmente arruinou qualquer esperança de um encontro no curto prazo com seu par chinês, Xi Jinping, avaliam analistas.

Tamanho do texto:

Desde a sua posse em janeiro, o turbilhão de impostos aduaneiros do presidente republicano contra aliados e rivais abalou as relações diplomáticas e levou os mercados mundiais à beira do abismo.

Trump suspendeu as tarifas suplementares decretadas para dezenas de países, para os quais foram impostas taxas de 10% em nível global, mas não fez concessões para a China, que o presidente americano acusa de querer "enganar" Washington.

Somadas a essas tensões comerciais, os contatos entre as duas potências em questões como as mudanças climáticas e a luta contra o tráfico de fentanil parecem estagnados.

"Com Trump, as relações China-Estados Unidos afundaram, chegando à pior situação antes de um conflito armado", considera Shi Yinhong, diretor do Centro de Estudos Americanos da Universidade Renmin de Pequim.

"Trump lançou sua adaga contra a China a uma velocidade que superou a expectativa de muita gente", acrescenta.

Depois de um toma lá dá cá entre os dois países, os Estados Unidos somaram tarifas de 145% para muitos produtos importados da China, elevando os tributos acumulados para alguns bens, como veículos elétricos, a 245%.

Revoltada, a China respondeu com tarifas de 125% sobre as importações dos Estados Unidos e descartou novos aumentos por considerá-los desnecessários.

As relações entre os Estados Unidos e a China estão "efetivamente em um estado de guerra econômica", afirma Susan Thornton, que foi a principal diplomata encarregada do Oriente Médio durante o primeiro governo Trump.

Pequim vê "a tentativa declarada de Trump de [...] erguer 'uma muralha de tarifas contra a China' como ilegal e como uma ameaça existencial", avalia Thornton, hoje pesquisadora do Paul Tsai China Center, na Universidade de Yale.

- Ninguém quer ceder -

Semanas atrás, várias informações indicavam que Pequim e Washington avaliavam uma reunião cara a cara, coincidindo com o aniversário dos dois presidentes, em junho. Mas os acontecimentos recentes deixaram o plano de lado.

O comportamento "mal-educado e irrazoável" de Trump torna "muito pouco provável" um encontro no primeiro semestre do ano, assegura Wu Xinbo, diretor do Centro de Estudos Americanos da Universidade Fudan de Xangai.

Rosemary Foot, professora e pesquisadora do departamento de relações políticas e internacionais da Universidade de Oxford, entende que Pequim "quer assegurar que obterá alguns resultados políticos e que Xi será tratado com respeito".

Na escalada comercial, Trump acusou a China de "falta de respeito", mas, ao mesmo tempo, chamou Xi de "cara esperto" e sinalizou para um possível acordo entre os dois.

Ali Wyne, pesquisador e assessor sobre relações Estados Unidos-China do International Crisis Group, afirma que nenhum dos dois líderes "quer mostrar que cedeu perante o outro".

Na opinião deste especialista, o "desencadeador mais provável" para negociações seria um cenário em que ambos possam reivindicar a vitória: Trump demonstrando a firmeza de sua pressão econômica e Xi mostrando a resistência da China.

Mas nada pode ser descartado com Trump, afirma Rana Mitter, especialista em relações Ásia-Estados Unidos na Kennedy School de Harvard. Em seu primeiro mandato, por exemplo, ele passou das ameaças de guerra contra a Coreia do Norte a protagonizar uma cúpula histórica com o líder norte-coreano Kim Jong Un.

Mas "Pequim não vai aceitar um encontro se parecer que está cedendo diante dos Estados Unidos, o que tornará necessária uma diplomacia nos bastidores", afirma.

- Sem canais de diálogo -

Outros analistas acreditam que a retórica dura de Trump e suas tarifas nocivas deixam pouca margem para a diplomacia, ainda que discreta.

No mandato anterior de Joe Biden também houve tensões, mas Pequim e Washington mantiveram abertos os canais de comunicação sobre a crise do fentanil, as mudanças climáticas e outros assuntos.

Esses canais "agora estão moribundos", observa Rosemary Foot, de Oxford. "Isso dificulta preparar o terreno para uma cúpula" bilateral, acrescentou.

Wu, da Universidade de Fudan, afirma que o menosprezo de Trump aos esforços chineses para frear as exportações dos precursores de fentanil e sua negação das mudanças climáticas fazem com que o espaço para um diálogo discreto "tenha desaparecido na prática".

Em pronunciamentos oficiais, a China tem zombado das tarifas de Trump como um "jogo de números" e uma "piada", sem benefícios econômicos.

Ao mesmo tempo, seus dirigentes, a começar pelo presidente Xi Jinping, se apresentam como defensores do livre-comércio e da estabilidade perante um "assédio" injustificado de Washington.

Para a China, a carnificina alfandegária de Trump pode virar uma oportunidade, afirmam vários especialistas.

"A alienação de outros países por Trump, enormemente mal concebida, pode significar mais receptividade a uma aproximação com a China", afirma Susan Thornton, da Universidade de Yale.

R.Bernasconi--NZN