Zürcher Nachrichten - Argentina fica à mercê do humor dos mercados após apoio condicional de Trump

EUR -
AED 4.210618
AFN 73.378016
ALL 94.569878
AMD 421.465916
ANG 2.052746
AOA 1052.512333
ARS 1663.642959
AUD 1.634988
AWG 2.066615
AZN 1.917679
BAM 1.955642
BBD 2.308513
BDT 140.688622
BGN 1.938641
BHD 0.432254
BIF 3417.823599
BMD 1.146527
BND 1.47978
BOB 7.920394
BRL 5.920786
BSD 1.146207
BTN 108.048435
BWP 15.576333
BYN 3.184742
BYR 22471.934685
BZD 2.305124
CAD 1.622611
CDF 2637.012921
CHF 0.924881
CLF 0.026218
CLP 1031.622112
CNY 7.761191
CNH 7.783831
COP 3951.460409
CRC 519.957951
CUC 1.146527
CUP 30.382973
CVE 110.257045
CZK 24.227555
DJF 204.104384
DKK 7.474786
DOP 66.994582
DZD 153.043079
EGP 57.234527
ERN 17.197909
ETB 181.41802
FJD 2.575387
FKP 0.866674
GBP 0.86654
GEL 3.044059
GGP 0.866674
GHS 12.837018
GIP 0.866674
GMD 83.125684
GNF 10041.187965
GTQ 8.743293
GYD 239.761656
HKD 8.987358
HNL 30.66052
HRK 7.536927
HTG 149.717892
HUF 352.73943
IDR 20416.383251
ILS 3.396705
IMP 0.866674
INR 108.197607
IQD 1501.478575
IRR 1576761.641307
ISK 143.85439
JEP 0.866674
JMD 181.105354
JOD 0.812861
JPY 184.870683
KES 148.418068
KGS 100.264126
KHR 4596.508006
KMF 494.153364
KPW 1031.874953
KRW 1754.611072
KWD 0.353142
KYD 0.955098
KZT 559.34013
LAK 25313.063312
LBP 102638.847161
LKR 382.529065
LRD 208.60313
LSL 18.900572
LTL 3.385397
LVL 0.693523
LYD 7.310409
MAD 10.678836
MDL 20.240833
MGA 4825.630794
MKD 61.660668
MMK 2407.160628
MNT 4104.078481
MOP 9.253552
MRU 45.743301
MUR 54.884428
MVR 17.658804
MWK 1987.447941
MXN 19.882365
MYR 4.743417
MZN 73.274677
NAD 18.900572
NGN 1564.620224
NIO 42.176589
NOK 11.105841
NPR 172.882019
NZD 1.996895
OMR 0.440841
PAB 1.146212
PEN 3.878786
PGK 5.023594
PHP 69.63491
PKR 318.832316
PLN 4.261757
PYG 7038.492184
QAR 4.178299
RON 5.239859
RSD 117.41198
RUB 83.891655
RWF 1679.020284
SAR 4.298324
SBD 9.239056
SCR 15.647396
SDG 688.488856
SEK 10.97347
SGD 1.48031
SHP 0.855998
SLE 28.376814
SLL 24042.107996
SOS 655.047026
SRD 42.844614
STD 23730.799864
STN 24.498019
SVC 10.029189
SYP 126.728065
SZL 18.895472
THB 37.680622
TJS 10.630687
TMT 4.012845
TND 3.386926
TOP 2.760563
TRY 53.250915
TTD 7.772405
TWD 36.242074
TZS 3009.667324
UAH 51.490236
UGX 4171.662636
USD 1.146527
UYU 45.826294
UZS 13810.883108
VES 695.520894
VND 30176.598006
VUV 136.03008
WST 3.155018
XAF 655.903957
XAG 0.017705
XAU 0.000276
XCD 3.098547
XCG 2.065633
XDR 0.806808
XOF 655.909677
XPF 119.331742
YER 271.870251
ZAR 18.891562
ZMK 10320.117783
ZMW 20.545428
ZWL 369.181316
Argentina fica à mercê do humor dos mercados após apoio condicional de Trump
Argentina fica à mercê do humor dos mercados após apoio condicional de Trump / foto: JUAN MABROMATA - AFP/Arquivos

Argentina fica à mercê do humor dos mercados após apoio condicional de Trump

Os mercados financeiros voltaram a reagir nesta quarta-feira (15) às oscilações dos anúncios de ajuda dos Estados Unidos ao seu aliado Javier Milei, enquanto a população aguarda ansiosa o resultado das confusas negociações a poucos dias das legislativas nacionais.

Tamanho do texto:

Na terça-feira, o presidente Donald Trump condicionou o auxílio financeiro à vitória de Milei nas eleições legislativas de 26 de outubro: "Se não ganharem, nós saímos", disse em declarações que o governo argentino tentou em vão minimizar.

Mas nesta quarta-feira o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, informou que seu governo trabalha em uma linha de crédito complementar à ajuda já anunciada, com o que o resgate seria duplicado para 40 bilhões de dólares (R$ 218 bilhões na cotação atual), provocando um imediato rebote nos mercados.

Enquanto a praça financeira se move ao ritmo dos anúncios dos Estados Unidos, nas ruas prevalece a incerteza.

O resultado é "o adiamento de todas as decisões financeiras, desde a compra de um carro, uma máquina ou a reserva de férias", disse à AFP Fernando Román, de 61 anos, dono de uma oficina metalúrgica em Buenos Aires onde "se trabalha a meia capacidade".

- Febre dos mercados -

O dólar, que havia aberto em alta na Argentina, moderou a subida após o anúncio de Bessent e a Bolsa de Buenos Aires reagiu com ganhos.

No entanto, persiste um clima de desconfiança que se manifesta na demanda por divisas.

O peso enfrenta uma corrida desde o revés eleitoral do governo em setembro na província de Buenos Aires, a mais populosa do país, onde as pesquisas antecipam para Milei uma nova derrota frente ao peronismo.

Há, ainda, os sucessivos contratempos no Congresso, que vetou decretos presidenciais e convocou para interpelar a irmã de Milei, Karina, por suspeitas de corrupção.

A economia também exibe fragilidade. A inflação, cuja redução para um terço em dois anos é o principal trunfo de Milei, acumulou três meses de alta e registrou 2,1% mensal em setembro, o mais alto desde abril.

O consumo em queda, a desaceleração industrial e as taxas de juros acima de 100% ao ano contribuem para um cenário de recessão.

Relatórios privados veem risco de uma desvalorização.

"Se o partido de Milei obtiver maus resultados nas eleições, isso aumentará o risco de uma queda abrupta e desordenada do peso", advertiu a consultora britânica Capital Economics.

A Argentina recebeu em abril cerca de 20 bilhões de dólares em um acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI) e Milei aposta nas urnas no milionário resgate dos Estados Unidos para eliminar "o fantasma do default", como disse à rádio El Observador na segunda-feira antes de seu almoço com Trump na Casa Branca.

O país deve enfrentar vencimentos de cerca de 4 bilhões de dólares em janeiro.

- Dependência -

"O governo mostra que já não depende de si mesmo, mas de que atores estrangeiros continuem financiando um plano econômico que ficou sem dólares", disse à AFP o cientista político Iván Schuliaquer, da Universidade Nacional de San Martín.

A oposição considera o anúncio de Trump como uma ingerência. Ele "não quer ajudar um país. Apenas busca salvar Milei", disse o senador Martín Lousteau (centro).

Segundo Schuliaquer, "o governo não soube aproveitar o superávit que gerou e atravessa uma crise política e econômica generalizada que o coloca em uma encruzilhada. Não melhorou a qualidade de vida da população".

"Precisará de alianças, mas até agora demonstrou que não tem capacidade de negociar", disse.

O contexto internacional joga a favor, opinou o analista político Carlos Germano.

O inédito apoio dos Estados Unidos "deve ser interpretado como uma mudança estratégica em direção à América Latina", disse à AFP.

"Demonstra uma mudança que coincide com a empatia ideológica entre Trump e Milei" e pode ir além do resultado eleitoral.

"É um dado relevante que na negociação com os Estados Unidos começou-se a falar de governo de coalizão", disse.

"Superar a intransigência violeta - a cor do partido de Milei, A Liberdade Avança - é o grande desafio" do governo, disse.

G.Kuhn--NZN