Zürcher Nachrichten - Hiperinflação na Venezuela... outra vez?

EUR -
AED 4.347705
AFN 75.174816
ALL 96.431359
AMD 446.374842
ANG 2.118778
AOA 1085.593378
ARS 1656.513077
AUD 1.678902
AWG 2.130935
AZN 2.014803
BAM 1.954814
BBD 2.387796
BDT 145.006856
BGN 1.95057
BHD 0.446271
BIF 3504.884057
BMD 1.183853
BND 1.496182
BOB 8.221853
BRL 6.20753
BSD 1.185502
BTN 107.444803
BWP 15.58314
BYN 3.379524
BYR 23203.515809
BZD 2.384397
CAD 1.615432
CDF 2669.588641
CHF 0.911354
CLF 0.025869
CLP 1021.452274
CNY 8.178825
CNH 8.153603
COP 4332.818552
CRC 571.689901
CUC 1.183853
CUP 31.3721
CVE 110.209409
CZK 24.259506
DJF 211.113511
DKK 7.470064
DOP 73.799969
DZD 153.602958
EGP 55.275864
ERN 17.757793
ETB 184.41217
FJD 2.620399
FKP 0.867546
GBP 0.869954
GEL 3.166826
GGP 0.867546
GHS 13.035425
GIP 0.867546
GMD 87.021194
GNF 10405.311941
GTQ 9.093413
GYD 248.034888
HKD 9.252485
HNL 31.330006
HRK 7.532151
HTG 155.175174
HUF 377.599924
IDR 19934.898097
ILS 3.66348
IMP 0.867546
INR 107.481822
IQD 1553.116585
IRR 49869.801382
ISK 144.986005
JEP 0.867546
JMD 185.418641
JOD 0.83939
JPY 181.239569
KES 152.930287
KGS 103.527696
KHR 4764.395545
KMF 491.29921
KPW 1065.476337
KRW 1711.957315
KWD 0.362969
KYD 0.988002
KZT 582.51617
LAK 25394.90023
LBP 106147.125357
LKR 366.633126
LRD 220.508772
LSL 18.927455
LTL 3.495609
LVL 0.7161
LYD 7.475229
MAD 10.838833
MDL 20.109459
MGA 5173.390466
MKD 61.608924
MMK 2485.682642
MNT 4221.109499
MOP 9.545885
MRU 47.313336
MUR 54.374779
MVR 18.237252
MWK 2055.667588
MXN 20.331608
MYR 4.590193
MZN 75.660317
NAD 18.930651
NGN 1603.955139
NIO 43.626152
NOK 11.264443
NPR 171.904754
NZD 1.965604
OMR 0.455197
PAB 1.185602
PEN 3.976194
PGK 5.092216
PHP 68.609603
PKR 331.447213
PLN 4.215641
PYG 7749.091245
QAR 4.32092
RON 5.094714
RSD 117.424015
RUB 90.862284
RWF 1731.446193
SAR 4.439766
SBD 9.524312
SCR 17.043275
SDG 712.086927
SEK 10.60213
SGD 1.495023
SHP 0.888196
SLE 28.94517
SLL 24824.801514
SOS 676.330284
SRD 44.740214
STD 24503.363751
STN 24.486614
SVC 10.373767
SYP 13092.90923
SZL 18.922455
THB 36.929121
TJS 11.185558
TMT 4.143485
TND 3.419275
TOP 2.850434
TRY 51.768108
TTD 8.038945
TWD 37.171763
TZS 3089.063016
UAH 51.237673
UGX 4196.883031
USD 1.183853
UYU 45.936829
UZS 14488.691693
VES 464.934612
VND 30744.658446
VUV 140.97105
WST 3.210865
XAF 655.59585
XAG 0.015573
XAU 0.000238
XCD 3.199422
XCG 2.136622
XDR 0.815389
XOF 655.626293
XPF 119.331742
YER 282.171219
ZAR 18.945499
ZMK 10656.093812
ZMW 21.78701
ZWL 381.200134
Hiperinflação na Venezuela... outra vez?
Hiperinflação na Venezuela... outra vez? / foto: Federico PARRA - AFP

Hiperinflação na Venezuela... outra vez?

Uma sacola com o essencial, a compra do dia: o bolso dos venezuelanos fica curto diante de um aumento esmagador dos preços que anunciam o que para muitos especialistas é inevitável, o retorno da hiperinflação.

Tamanho do texto:

A inflação na Venezuela atingiu 130.000% ao ano em 2018, o ápice de um período hiperinflacionário de quatro anos que terminou em 2021.

No ano passado foi de 48%, segundo o presidente de esquerda Nicolás Maduro. O Banco Central não publica o indicador desde outubro de 2024.

O FMI projeta um aumento de preços de 548% para este ano e 629% para 2026. Outros economistas apontam para um aumento até acima de 800%.

Jacinto Moreno vive isso na prática. "Se ganhamos 20 bolívares, gastamos 50", resume este comerciante informal à AFP no centro de Caracas. "Os preços sobem todos os dias".

Maduro se orgulha de sua gestão da economia, que afirma estar sob cerco dos Estados Unidos entre sanções econômicas e agora uma mobilização militar no Caribe que denuncia como uma ameaça de derrubada e uma tentativa de se apoderar das riquezas petrolíferas da Venezuela.

Projeta um crescimento do PIB superior a 9% em 2025. O FMI estima 0,5% e alguns analistas 3%.

- "Não dá para comprar" -

Norma Guzmán sai da loja com três tomates em uma sacola.

"Faço as compras no mercado diariamente porque não dá para comprar", diz esta dona de casa.

O economista Oscar Torrealba projeta uma inflação de 811% para 2025. "Isso indiscutivelmente nos aproxima muito de um cenário hiperinflacionário", aponta.

"Para poder considerar hiperinflação em um país, deve haver variações (de preços) acima de 50% ao mês durante três períodos (meses) consecutivos", explica este analista baseado na Colômbia.

Outros especialistas apontam que uma inflação interanual de 500% já é considerada hiper, sobretudo porque no mundo o indicador é baixo. É uma teoria que desloca a definição de meados do século XX de 50% ao mês por um ano.

Poucos economistas que vivem na Venezuela se atrevem a desafiar em público o discurso oficial, depois que no meio do ano foram detidos vários profissionais, incluindo um ex-ministro das Finanças.

As prisões nunca foram anunciadas oficialmente, mas coincidiram com uma série de operações policiais contra a divulgação do preço do dólar paralelo em páginas que foram eliminadas.

A referência ficou então ao livre-arbítrio do cambista ou em criptomoedas.

- "Mais acelerado" -

Não há escassez na Venezuela, ao contrário dos anos de crise profunda, quando as pessoas ficavam horas na fila para comprar meio quilo de café ou açúcar.

Maduro abordou então a situação com mais disciplina fiscal, parou a emissão de moeda, relaxou controles e despenalizou o uso do dólar, que passou a ser a moeda de fato. De fato, a Venezuela reporta uma inflação em dólares, que Torrealba situou em outubro em quase 80% ao ano.

O dólar é, de fato, a chave deste novo cenário inflacionário em um momento econômico com pouco espaço para ação.

Um dos principais fornecedores de divisas ao sistema era a petroleira Chevron, que agora opera de forma limitada e paga royalties ao Estado em petróleo e não em dinheiro como antes.

A Venezuela vende esse petróleo no mercado ilegal com grandes descontos.

Agora, com menos dólares no mercado, disparou uma diferença cambial que chegou a superar 60% entre a cotação oficial e a paralela.

Ao longo do ano, a cotação do dólar disparou quase 400%.

"Isso é repassado para a inflação", explica Juan Carlos Valdez, professor de Economia Política e deputado eleito pelo oficialismo. Só que a inflação sobe em um ritmo "mais acelerado que o movimento da taxa de câmbio" pelos ajustes que fazem os comerciantes para se protegerem, argumenta.

N.Zaugg--NZN