Zürcher Nachrichten - Senegal intensifica repressão à homossexualidade

EUR -
AED 4.21368
AFN 72.855364
ALL 93.681895
AMD 422.469301
ANG 2.054237
AOA 1052.706336
ARS 1648.454913
AUD 1.633555
AWG 2.065248
AZN 1.949531
BAM 1.933505
BBD 2.31204
BDT 140.916347
BGN 1.940049
BHD 0.432674
BIF 3431.75376
BMD 1.14736
BND 1.470642
BOB 7.961201
BRL 5.840981
BSD 1.147963
BTN 108.494964
BWP 15.381637
BYN 3.178153
BYR 22488.256
BZD 2.308778
CAD 1.620422
CDF 2661.875339
CHF 0.921558
CLF 0.025822
CLP 1016.285446
CNY 7.753228
CNH 7.769761
COP 3941.1816
CRC 522.870871
CUC 1.14736
CUP 30.40504
CVE 109.400865
CZK 23.86744
DJF 203.908666
DKK 7.38457
DOP 67.235231
DZD 152.460019
EGP 57.262669
ERN 17.2104
ETB 181.713165
FJD 2.562859
FKP 0.856464
GBP 0.86653
GEL 3.034766
GGP 0.856464
GHS 12.962529
GIP 0.856464
GMD 83.756918
GNF 10070.951271
GTQ 8.75018
GYD 240.131092
HKD 8.992377
HNL 30.631296
HRK 7.532759
HTG 149.921285
HUF 344.953373
IDR 20364.033696
ILS 3.372401
IMP 0.856464
INR 108.206946
IQD 1503.0416
IRR 1577619.999934
ISK 142.651305
JEP 0.856464
JMD 181.556505
JOD 0.8135
JPY 183.879355
KES 148.606271
KGS 100.336358
KHR 4603.774043
KMF 487.627784
KPW 1032.624402
KRW 1734.653423
KWD 0.3535
KYD 0.956669
KZT 559.819939
LAK 25276.340575
LBP 102746.088062
LKR 384.578843
LRD 208.991429
LSL 18.581332
LTL 3.387856
LVL 0.694026
LYD 7.314443
MAD 10.607363
MDL 20.032014
MGA 4818.911941
MKD 60.909485
MMK 2409.393803
MNT 4106.839908
MOP 9.262002
MRU 45.986241
MUR 54.075353
MVR 17.738466
MWK 1991.817255
MXN 19.921933
MYR 4.663794
MZN 73.318719
NAD 18.589431
NGN 1559.399523
NIO 42.004964
NOK 11.141955
NPR 173.590843
NZD 1.987907
OMR 0.441158
PAB 1.147963
PEN 3.915378
PGK 5.034329
PHP 69.269576
PKR 319.308208
PLN 4.185191
PYG 7005.224033
QAR 4.176967
RON 5.171193
RSD 115.964885
RUB 83.724633
RWF 1707.27168
SAR 4.304773
SBD 9.249356
SCR 16.195128
SDG 688.988904
SEK 10.961654
SGD 1.47095
SHP 0.85662
SLE 28.397494
SLL 24059.569724
SOS 655.724876
SRD 42.833274
STD 23748.035489
STN 24.553504
SVC 10.044269
SYP 126.820108
SZL 18.583652
THB 37.328785
TJS 10.641495
TMT 4.027234
TND 3.340826
TOP 2.762568
TRY 53.28921
TTD 7.798082
TWD 36.208963
TZS 3011.823408
UAH 51.411926
UGX 4247.028287
USD 1.14736
UYU 46.345997
UZS 13774.056637
VES 683.86832
VND 30205.39936
VUV 136.523105
WST 3.143481
XAF 648.479501
XAG 0.01722
XAU 0.00027
XCD 3.100798
XCG 2.068926
XDR 0.807394
XOF 648.258605
XPF 119.331742
YER 273.788809
ZAR 18.824495
ZMK 10327.618428
ZMW 20.290039
ZWL 369.449452
Senegal intensifica repressão à homossexualidade
Senegal intensifica repressão à homossexualidade / foto: SEYLLOU - AFP/Arquivos

Senegal intensifica repressão à homossexualidade

O Senegal está intensificando a repressão à homossexualidade, com um número crescente de detenções, discursos de ódio e um projeto de lei para duplicar as penas, uma situação que está empurrando o coletivo LGBT+ para o exílio.

Tamanho do texto:

O tema da homossexualidade costuma vir à tona neste país da África Ocidental, de maioria muçulmana e de prática religiosa muito intensa.

Mas, nas últimas semanas, o assuntou se tornou especialmente quente após a detenção, no início de fevereiro, de 12 homens -incluindo duas celebridades locais- por "atos contra a natureza", um termo que designa as relações sexuais entre pessoas do mesmo sexo.

Desde então, praticamente todos os dias têm sido reportadas novas detenções, com base em denúncias e na inspeção de celulares. Além disso, os nomes dos detidos são divulgados publicamente.

Alguns dos detidos são acusados de terem transmitido voluntariamente a aids, o que alimenta debates acirrados contra a homossexalidade.

Estas detenções são altamente midiáticas e o CORED, órgão de regulação deontológica dos meios de comunicação no Senegal, teve que publicar um comunicado em que lembra que é preciso respeitar a "dignidade humana e a vida privada dos indivíduos".

"Grande batida contra homossexuais", "Bissexuais, perigoso ambulantes", "A perseguição se intensifica" ... foram algumas das manchetes mais recentes sobre o tema.

O assunto também tem sido muito comentado nas redes sociais, onde proliferam publicações incendiárias e vídeos de pessoas sendo agredidas após serem acusadas de serem homossexuais.

Em um deles, que não pôde ser verificado pela AFP, é possível ver um grupo de pessoas espancando um homem acusado de ser homossexual.

Neste contexto, o governo aprovou um projeto de lei para duplicar as penas que punem as relações homossexuais, que passarão a ser de cinco a dez anos de prisão, se o texto for adiante.

Além disso, a mesma lei prevê punir com entre três a sete anos de prisão "toda pessoa que faça apologia da homossexualidade".

No Senegal, a homossexualidade é considera por muitos como um desvio, e associações religiosas muito influentes vêm há anos reivindicando sua "criminalização".

Um clima geral que se tornou insuportável para pessoas LGBT+, indicaram vários ativistas contatados à AFP.

- Linchamento público -

"Mesmo no Senegal, isto nunca tinha sido visto. O que estão fazendo é um linchamento público", disse um ativista de direitos humanos, que pediu anonimato, à AFP.

"As pessoas [LGTB+] se escondem (...) muito mais do que antes" em decorrência desta onda de detenções, que provocou um "trauma" no coletivo, segundo o ativista.

"Estamos ajudando as pessoas a fugir para Gâmbia", um país vizinho, dada a "situação dramática" que se vive no Senegal, afirmou.

É difícil quantificar quantas pessoas abandonaram o país neste contexto, já que fazem na clandestinidade, mas a associação STOP Homophobie afirma que recebeu 18 pedidos de pessoas para que as ajudassem a sair do Senegal nos últimos dias.

Segundo esta associação, que tem sede em Paris e presta assistência a senegaleses vítimas de discriminação em seu país, o número de pedidos vindos do país africano aumentou.

"Alguns mencionam violências, ameaças e expulsões familiares. Todos têm medo de ser presos e muitos temem que sua vida privada seja violada", explicou Terrence Khatchadourian, secretário-geral da STOP Homophobie.

Além disso, Khatchadourian alertou que "o uso de elementos relacionados a presença do HIV como prova de acusação tem graves consequências para a saúde pública, por desencorajar a realização de testes de detecção e o acesso aos cuidados de saúde".

No Senegal, são poucos os organismos que denunciam a situação, pois a defesa dos direitos das pessoas homossexuais é percebida como um valor ocidental incompatível com as tradições locais.

Em uma entrevista ao jornal senegalês L’Observateur, Denis Ndour, novo presidente da Liga Senegalesa dos Direitos Humanos, declarou apoiar o endurecimento das penas e qualificou os homossexuais como "doentes".

Boubacar [nome modificado] é uma das pessoas que tiveram que deixar o país. Saiu há cinco meses, quando sua família descobriu sua homossexualidade e o expulsou de casa.

Segundo contou à AFP, ele tem alguns amigos que também estão tentando sair do Senegal. E, os que não têm meios para fazê-lo, "a única coisa que podem fazer é ver a morte se aproximar e esperar".

W.Vogt--NZN