Zürcher Nachrichten - ONU: 70% dos jornalistas ambientais no mundo sofrem ataques, ameaças ou pressões

EUR -
AED 4.234455
AFN 76.098978
ALL 93.355439
AMD 420.285222
AOA 1058.469724
ARS 1714.008452
AUD 1.639998
AWG 2.075431
AZN 1.956048
BAM 1.953846
BBD 2.314296
BDT 141.888125
BHD 0.433271
BIF 3409.805301
BMD 1.153017
BND 1.474751
BOB 13.644534
BRL 5.853524
BSD 1.149036
BTN 109.541893
BWP 15.667402
BYN 3.342572
BYR 22599.134983
BZD 2.310999
CAD 1.617972
CDF 2623.113712
CHF 0.932826
CLF 0.026966
CLP 1064.753984
CNY 7.784364
CNH 7.786682
COP 3615.031425
CRC 521.882692
CUC 1.153017
CUP 30.554953
CVE 110.156287
CZK 24.211399
DJF 204.61629
DKK 7.475024
DOP 66.66392
DZD 153.149529
EGP 59.173759
ERN 17.295256
ETB 183.619494
FJD 2.552722
FKP 0.855386
GBP 0.855994
GEL 3.015164
GGP 0.855386
GHS 13.432743
GIP 0.855386
GMD 84.748706
GNF 10086.957729
GTQ 8.767348
GYD 240.362787
HKD 9.04245
HNL 30.788348
HRK 7.533351
HTG 150.246934
HUF 364.183866
IDR 20741.624449
ILS 3.531633
IMP 0.855386
INR 109.721373
IQD 1505.288325
IRR 1585542.627216
ISK 142.005664
JEP 0.855386
JMD 181.907321
JOD 0.817498
JPY 180.481814
KES 148.853615
KGS 100.831094
KHR 4649.572652
KMF 492.338702
KRW 1647.817137
KWD 0.356444
KYD 0.957547
KZT 544.477934
LAK 26022.318653
LBP 102900.855012
LKR 385.739315
LRD 207.401718
LSL 19.005943
LTL 3.40456
LVL 0.697448
LYD 7.351681
MAD 10.734107
MDL 20.080183
MGA 4914.107663
MKD 61.463542
MMK 2420.824769
MNT 4144.56416
MOP 9.282578
MRU 46.180225
MUR 54.249696
MVR 17.825371
MWK 1992.41641
MXN 19.969677
MYR 4.715604
MZN 73.689228
NAD 19.005778
NGN 1568.771776
NIO 42.287899
NOK 10.939653
NPR 175.265511
NZD 1.958198
OMR 0.443199
PAB 1.149026
PEN 3.894106
PGK 5.144878
PHP 70.320162
PKR 319.118096
PLN 4.307269
PYG 6851.179173
QAR 4.200455
RON 5.248186
RSD 117.273246
RUB 91.498579
RWF 1686.820652
SAR 4.315315
SBD 9.317652
SCR 15.571531
SDG 691.810534
SEK 10.968537
SGD 1.477378
SLE 28.486023
SOS 656.640573
SRD 43.562709
STD 23865.12585
STN 24.475633
SVC 10.053991
SZL 19.003081
THB 38.415055
TJS 10.605549
TMT 4.04709
TND 3.377966
TRY 54.813854
TTD 7.802232
TWD 37.190547
TZS 3045.737304
UAH 51.285342
UGX 4314.741794
USD 1.153017
UYU 46.23357
UZS 13754.306627
VES 859.800697
VND 30309.36027
VUV 136.851421
WST 3.152915
XAF 655.304599
XAG 0.019812
XAU 0.000284
XCD 3.116086
XCG 2.070838
XDR 0.814989
XOF 655.304599
XPF 119.331742
YER 274.763661
ZAR 18.999766
ZMK 10378.514816
ZMW 21.584511
ZWL 371.271033
ONU: 70% dos jornalistas ambientais no mundo sofrem ataques, ameaças ou pressões
ONU: 70% dos jornalistas ambientais no mundo sofrem ataques, ameaças ou pressões / foto: ALAN CHAVES - AFP

ONU: 70% dos jornalistas ambientais no mundo sofrem ataques, ameaças ou pressões

Cerca de 70% dos jornalistas dedicados a informar sobre temas ambientais ou a crise climática ao redor do mundo sofreram ameaças, pressões ou agressões por seu trabalho informativo em prol da preservação, revela uma pesquisa da ONU divulgada nesta quinta-feira (2).

Tamanho do texto:

O estudo foi realizado em março, com 905 comunicadores de 129 países, pela Unesco e pela Federação Internacional de Jornalistas.

As organizações consultaram profissionais que cobrem a área de meio ambiente e 70% "informaram ter experimentado ataques, ameaças ou pressões relacionadas com sua atividade", segundo os resultados do estudo, divulgados em Santiago. "Desses, dois em cada cinco sofreram violência física posteriormente", acrescenta o informe, divulgado por ocasião do Dia Internacional da Liberdade de Imprensa.

Oitenta e cinco por cento dos comunicadores afetados disseram ter sofrido ameaças ou pressões psicológicas, enquanto 60% sofreram assédio on-line; 41%, agressões físicas; e 24% informaram que foram atacados legalmente.

Além disso, 45% dos consultados disseram ter se autocensurado por medo de possíveis agressões ou porque suas fontes ficariam expostas a algum dano. O mesmo percentual afirmou, ainda, ser consciente do conflito de interesses envolvendo seus empregadores ou anunciantes e os temas ambientais.

A Unesco revelou que as mulheres sofrem ataques com mais frequência por informarem sobre esses assuntos. "Sem informação científica confiável sobre a crise ambiental, nunca poderemos esperar superá-la", afirmou Audrey Azoulay, diretora-geral da Unesco, citada em um comunicado.

Audrey acrescentou que os jornalistas que tratam desses temas com a intenção de tornar a informação acessível "enfrentam riscos inaceitáveis em todo o mundo, e a desinformação relacionada ao clima se prolifera nas redes sociais".

- Assassinatos -

Por ocasião da divulgação do informe, a Unesco revelou, ainda, que 749 comunicadores, coletivos de jornalistas e veículos de comunicação que cobrem temas ambientais foram "atacados" em 89 países entre 2009 e 2023. Mas 300 dessas agressões se concentraram nos últimos cinco anos, um aumento de 42% em relação ao quinquênio anterior, em meio ao aumento da desinformação on-line.

A Unesco lembrou que pelo menos 44 jornalistas que informavam sobre o meio ambiente foram mortos desde 2009 em 15 países, principalmente nas regiões de Ásia e Oceania (30) e América Latina (11), sem revelar de onde eram os outros três.

Os comunicadores desses temas enfrentam cada vez mais riscos, porque seu trabalho frequentemente "vai de encontro a atividades econômicas altamente rentáveis, como o corte ilegal de árvores, a caça ilegal ou o vazamento clandestino de resíduos", explicou a Unesco.

Os jornalistas mortos na Ásia e no Pacífico (Oceania), por exemplo, cobriam principalmente mineração, desmatamento e conflitos por terra. Ao contrário, nenhum padrão específico de cobertura se destacou na América Latina e no Caribe, destacou a organização.

Outro problema denunciado pelos autores do informe foi a impunidade. Dezenove assassinatos foram arquivados sem que culpados fossem encontrados, em cinco casos as diligências seguem abertas e em outros cinco conseguiu-se condenar os culpados.

A situação dos outros 15 casos é desconhecida, porque os países onde ocorreram os crimes não deram informações à Unesco.

Na América Latina e no Caribe, a maioria dos assassinados não tem executores identificados, "o que sugere possíveis níveis mais altos de impunidade", destaca o informe.

D.Smith--NZN