Zürcher Nachrichten - A relação entre Infantino e Trump e o 'sonho americano' da Copa de 2026

EUR -
AED 4.334368
AFN 77.894758
ALL 96.747448
AMD 446.136227
ANG 2.112695
AOA 1081.6655
ARS 1702.480769
AUD 1.69272
AWG 2.125878
AZN 2.00686
BAM 1.957764
BBD 2.377785
BDT 144.384818
BGN 1.982033
BHD 0.444913
BIF 3498.523848
BMD 1.180224
BND 1.503608
BOB 8.157216
BRL 6.197829
BSD 1.180584
BTN 106.692012
BWP 15.629743
BYN 3.381692
BYR 23132.385833
BZD 2.374281
CAD 1.613779
CDF 2625.997782
CHF 0.916839
CLF 0.025797
CLP 1018.509037
CNY 8.19329
CNH 8.184451
COP 4338.703206
CRC 585.287044
CUC 1.180224
CUP 31.27593
CVE 110.375707
CZK 24.240023
DJF 209.749378
DKK 7.466918
DOP 74.504728
DZD 153.397249
EGP 55.447707
ERN 17.703357
ETB 183.94936
FJD 2.60546
FKP 0.864141
GBP 0.870657
GEL 3.174617
GGP 0.864141
GHS 12.962056
GIP 0.864141
GMD 86.740757
GNF 10361.392499
GTQ 9.055082
GYD 246.987729
HKD 9.221767
HNL 31.184278
HRK 7.536084
HTG 154.87534
HUF 379.297924
IDR 19909.607804
ILS 3.682233
IMP 0.864141
INR 106.520683
IQD 1546.551194
IRR 49716.926371
ISK 144.790096
JEP 0.864141
JMD 184.6452
JOD 0.836739
JPY 185.038434
KES 152.296234
KGS 103.210396
KHR 4764.79929
KMF 492.153066
KPW 1062.236802
KRW 1728.880289
KWD 0.362777
KYD 0.983833
KZT 582.254002
LAK 25374.450629
LBP 105723.736932
LKR 365.336433
LRD 219.591414
LSL 19.07233
LTL 3.484894
LVL 0.713906
LYD 7.478501
MAD 10.835668
MDL 20.063208
MGA 5223.23892
MKD 61.65878
MMK 2478.214053
MNT 4212.403865
MOP 9.500512
MRU 47.092234
MUR 54.337584
MVR 18.246005
MWK 2047.053199
MXN 20.516809
MYR 4.658371
MZN 75.251445
NAD 19.07233
NGN 1614.628457
NIO 43.443574
NOK 11.511271
NPR 170.70722
NZD 1.971393
OMR 0.453812
PAB 1.180594
PEN 3.96838
PGK 5.132148
PHP 69.355866
PKR 330.553045
PLN 4.220858
PYG 7795.819224
QAR 4.302716
RON 5.092197
RSD 117.389791
RUB 90.583357
RWF 1723.108581
SAR 4.425983
SBD 9.518088
SCR 16.183279
SDG 709.929084
SEK 10.645147
SGD 1.50269
SHP 0.885474
SLE 28.974233
SLL 24748.701417
SOS 673.475497
SRD 44.695013
STD 24428.249115
STN 24.524598
SVC 10.32936
SYP 13052.773144
SZL 19.063201
THB 37.487492
TJS 11.049883
TMT 4.136684
TND 3.420831
TOP 2.841695
TRY 51.385957
TTD 7.994018
TWD 37.355849
TZS 3050.878502
UAH 50.942996
UGX 4214.226879
USD 1.180224
UYU 45.555692
UZS 14480.523997
VES 446.106113
VND 30650.411229
VUV 141.258236
WST 3.217697
XAF 656.646218
XAG 0.015492
XAU 0.000243
XCD 3.189613
XCG 2.127643
XDR 0.815654
XOF 656.615587
XPF 119.331742
YER 281.276853
ZAR 19.111428
ZMK 10623.420988
ZMW 21.929181
ZWL 380.031571
A relação entre Infantino e Trump e o 'sonho americano' da Copa de 2026
A relação entre Infantino e Trump e o 'sonho americano' da Copa de 2026 / foto: Jim WATSON - AFP

A relação entre Infantino e Trump e o 'sonho americano' da Copa de 2026

Único dirigente esportivo presente na posse de Donald Trump, o presidente da Fifa, Gianni Infantino, mostra abertamente sua proximidade com o presidente dos Estados Unidos, símbolo da importância estratégia do país para o futebol mundial.

Tamanho do texto:

"Gianni, obviamente, tem uma relação muito próxima com Trump, e aproveitando isso porque ambas as partes querem que a Copa de 2026 funcione", diz à AFP John Zerafa, especialista em comunicação esportiva do Reino Unido.

Eleito presidente da Fifa em fevereiro de 2016, Infantino é um bom exemplo da influência da potência americana: depois da derrota da candidatura dos Estados Unidos para o Catar para ser sede da Copa de 2022, uma investigação internacional do FBI deu início ao 'Fifagate', que derrubou seu antecessor, Joseph Blatter.

Os EUA obtiveram sua revanche em junho de 2018, obtendo a organização da Copa de 2026 em conjunto com Canadá e México. Dois meses depois, Trump convidou Infantino à Casa Branca, convidá-lo novamente para pronunciar um discurso durante o Fórum de Davos.

"Os EUA estão a ponto de se tornarem uma grande potência do futebol", disse então o dirigente. "O 'sonho americano' é algo que todos nós precisamos, todos nós que amamos o futebol".

- Juntos no Oriente Médio -

Depois dos quatro anos de mandato de Joe Biden, a relação entre Infantino e Trump foi retomada da melhor maneira possível. Em meados de maio, o dirigente chegou atrasado ao Congresso Anual da Fifa, o que irritou a Uefa, depois de uma viagem ao Catar e à Arábia Saudita com o mandatário americano.

Onipresente nas redes sociais, mas raramente disposto a responder à imprensa, Infantino evitou até o momento todos os assuntos delicados, desde os ataques de Trump a Canadá e México e o desejo do presidente americano de ver a Rússia de volta na Copa de 2026, embora a Fifa mantenha a exclusão do país devido à guerra na Ucrânia.

O segundo mandato do líder republicano o coloca mais do que nunca no centro do esporte: Trump será presidente durante a primeira Copa do Mundo de Clubes (14 de junho - 13 de julho), durante o Mundial de 2026 e também nos Jogos Olímpicos de Los Angeles-2028. Serão muitas oportunidades para mostrar a "grandeza" dos EUA.

"Trump é um homem que se guia pelas manchetes e que quer ser o centro das atenções, e ele vai adorar isso antes e durante a Copa do Mundo, sabe que não pode haver contratempos. Então ambos têm um interesse mútuo em fazer com que tudo corra bem 2026", afirma John Zerafa.

- Um "mercado ideal" -

A Fifa olha mais à frente: como candidato único ainda em disputa após o prazo que terminou em março, os EUA devem ser escolhidos para sediar a Copa do Mundo feminina de 2031, que passará de 32 a 48 seleções, como acontece no masculino.

O expansionismo, marca registrada de Gianni Infantino que lhe rendeu inúmeras críticas pela sobrecarga do calendário e pelo impacto ambiental dos torneios, transforma os EUA em um aliado agora imprescindível.

"Existe uma vontade recíproca: para os EUA, a de criar um mercado para o futebol; e para a Fifa, o interesse em desenvolver suas competições. É um mercado ideal, tanto logística como comercialmente, porque o 'esporte espetáculo' está extremamente bem implantado", resume Raffaele Poli, diretor do Observatório do Futebol de Neuchâtel (Suíça).

Em relação ao futebol americano, ao beisebol e ao basquete, o desafio do 'soccer' continua sendo superar a imagem de ser um esporte tradicionalmente feminino nos Estados Unidos, um processo que já começou com a Copa do Mundo de 1994.

Para que o futebol crie raízes na sociedade americana, a seleção nacional teria que ir longe no Mundial, algo que não está garantido, já que a equipe não passou das oitavas em 2010, 2014 e 2022, além de não ter disputado a edição de 2018.

F.Carpenteri--NZN