Zürcher Nachrichten - EUA vive clima de tensão a três meses da Copa do Mundo

EUR -
AED 4.244679
AFN 76.884463
ALL 93.191831
AMD 421.972449
AOA 1059.869723
ARS 1724.912124
AUD 1.6354
AWG 2.081886
AZN 1.966206
BAM 1.955209
BBD 2.320998
BDT 142.646882
BHD 0.434569
BIF 3450.157113
BMD 1.155801
BND 1.476654
BOB 13.69586
BRL 5.875747
BSD 1.152352
BTN 109.656854
BWP 15.554298
BYN 3.431363
BYR 22653.692413
BZD 2.317599
CAD 1.612515
CDF 2614.996978
CHF 0.934118
CLF 0.026812
CLP 1055.246154
CNY 7.798879
CNH 7.793437
COP 3649.648544
CRC 523.841657
CUC 1.155801
CUP 30.628717
CVE 110.23168
CZK 24.254187
DJF 205.207971
DKK 7.47562
DOP 67.269666
DZD 152.922776
EGP 57.293846
ERN 17.33701
ETB 185.995679
FJD 2.552644
FKP 0.857003
GBP 0.856685
GEL 3.016621
GGP 0.857003
GHS 13.522912
GIP 0.857003
GMD 84.945873
GNF 10120.940719
GTQ 8.792342
GYD 241.087126
HKD 9.068233
HNL 30.886664
HRK 7.535359
HTG 150.674455
HUF 363.218435
IDR 20574.407074
ILS 3.467228
IMP 0.857003
INR 110.044414
IQD 1509.543707
IRR 1589861.560911
ISK 142.614473
JEP 0.857003
JMD 183.004683
JOD 0.819461
JPY 182.465669
KES 148.856198
KGS 101.074744
KHR 4680.585188
KMF 492.370809
KRW 1629.805632
KWD 0.35675
KYD 0.96031
KZT 540.07675
LAK 26018.135435
LBP 103193.107569
LKR 386.523165
LRD 207.997128
LSL 18.721141
LTL 3.412778
LVL 0.699133
LYD 7.329784
MAD 10.739954
MDL 20.038943
MGA 4917.513571
MKD 61.511407
MMK 2426.660491
MNT 4156.088844
MOP 9.311885
MRU 46.324997
MUR 54.084519
MVR 17.857278
MWK 1998.196
MXN 19.811636
MYR 4.721676
MZN 73.861472
NAD 18.721141
NGN 1573.958077
NIO 42.407181
NOK 10.983967
NPR 175.450966
NZD 1.96296
OMR 0.442316
PAB 1.152352
PEN 3.90252
PGK 5.092461
PHP 70.290014
PKR 319.921597
PLN 4.298989
PYG 6851.928851
QAR 4.212427
RON 5.248837
RSD 117.304542
RUB 94.335971
RWF 1694.487803
SAR 4.328192
SBD 9.322337
SCR 16.700252
SDG 694.055348
SEK 10.962537
SGD 1.477805
SLE 28.431255
SOS 658.600923
SRD 43.76612
STD 23922.739558
STN 24.492597
SVC 10.082952
SZL 18.717342
THB 38.10705
TJS 10.630487
TMT 4.05686
TND 3.385377
TRY 55.150643
TTD 7.810639
TWD 37.274683
TZS 3055.431805
UAH 51.610999
UGX 4292.702434
USD 1.155801
UYU 46.385979
UZS 13781.834132
VES 873.510657
VND 30287.177696
VUV 137.028419
WST 3.15963
XAF 655.758782
XAG 0.018109
XAU 0.000266
XCD 3.123609
XCG 2.076872
XDR 0.815553
XOF 655.758782
XPF 119.331742
YER 275.513155
ZAR 18.664712
ZMK 10403.585552
ZMW 21.750425
ZWL 372.167332
EUA vive clima de tensão a três meses da Copa do Mundo
EUA vive clima de tensão a três meses da Copa do Mundo / foto: Brendan SMIALOWSKI - AFP

EUA vive clima de tensão a três meses da Copa do Mundo

Retórica agressiva contra imigrantes, divisões políticas e tensões com aliados. Três meses antes do início da Copa do Mundo, a imagem dos Estados Unidos foi prejudicada perante os milhões de torcedores esperados no país, apesar do sucesso na venda de ingressos, que promete estádios lotados.

Tamanho do texto:

A promessa era atrativa. Pela primeira vez, um Mundial com 48 seleções e 104 jogos, seria organizado em conjunto por Estados Unidos, Canadá e México, três nações vizinhas com relações próximas há mais de 30 anos.

Mas o presidente americano Donald Trump, cujo país receberá a maior parte dos jogos, complicou tudo desde que voltou à Casa Branca no ano passado.

Durante esse período, Trump lançou uma guerra tarifária contra o mundo inteiro, incluindo seus vizinhos; afirmou que o Canadá deveria se tornar o 51º estado dos Estados Unidos e ameaçou intervir militarmente caso o México não intensificasse a luta contra o narcotráfico.

A relação de Washington com seus aliados históricos europeus não é muito melhor.

O Velho Continente sofreu com as ambições de Trump em relação à Groenlândia, um território autônomo da Dinamarca, e com suas mudanças de opinião em relação à Ucrânia.

No Oriente Médio, acaba de iniciar, ao lado de Israel, uma guerra conra o Irã, que pode impedir a participação da seleção iraniana apesar de estar classificada para a Copa.

Na América Latina e na África, poucos países têm o apoio da Casa Branca, que restringiu consideravelmente sua política de imigração.

- Procedimento acelerado -

Em meados de janeiro, o governo americano anunciou a suspensão de vistos para imigrantes de 75 países como parte de sua luta contra a imigração ilegal. Quatro das nações afetadas participarão da Copa do Mundo: Irã, Haiti, Senegal e Costa do Marfim.

Segundo Washington, essa medida não afeta vistos de turista e, portanto, aqueles que comprarem ingressos para o torneio. O governo Trump e a Fifa implementaram um procedimento acelerado para que os torcedores consigam agendamentos nos consulados americanos, mas não há garantia de que receberão os vistos a tempo.

Também foi apresentada uma proposta que exigiria que os solicitantes de visto apresentassem cinco anos de histórico de mídias sociais, uma medida que poderia adicionar uma nova camada de incerteza para milhares de torcedores.

Segundo Minky Worden, diretora de Iniciativas Globais da ONG Human Rights Watch, "a Fifa não pode garantir que qualquer turista estará seguro nos Estados Unidos, a menos que obtenha garantias do governo Trump de que as pessoas não serão presas, detidas e deportadas durante a visita".

- Sem clima festivo –

A 100 dias do início da Copa do Mundo, o discurso de Trump está dividindo o país mais do que em qualquer outro momento desde o pós-guerra.

Em dezembro e janeiro, o Serviço de Imigração e Controle de Alfândega (ICE, na sigla em inglês) realizou uma operação em Minneapolis para deter imigrantes em situação irregular. As prisões, por vezes brutais, desencadearam protestos nos quais dois manifestantes americanos foram mortos por agentes federais.

O medo do ICE, acusado de agir contra pessoas negras ou com sotaque hispânico, mesmo que estejam em situação regular, pode influenciar os planos de muitos torcedores.

"Já não é certo dizer que o mundo inteiro é bem-vindo a esta Copa do Mundo", afirma Worden. Os torcedores "compraram ingressos para uma grande festa para celebrar sua seleção. Será que eles se sentirão seguros ou vão se divertir se tiverem que levar seus passaportes para este evento?"

"Corremos o risco de perder o verdadeiro espírito do futebol. Não devemos criar muitos obstáculos que impeçam as pessoas de se soltarem", afirma Julien Adonis Kouadio, presidente do comitê oficial de torcedores da Costa do Marfim.

Tim Elcombe, professor da Universidade Wilfrid Laurier, no Canadá, especializado na relação entre esporte, política e assuntos internacionais, acredita que os Estados Unidos estão agindo de forma diferente da Rússia em 2018, ou do Catar em 2022, que tentaram se apresentar como locais muito acolhedores e normais.

Mas o governo americano "não está preocupado com o que outras nações pensam", diz Elcombe. "Não está praticando 'sportswashing' [usar o esporte para limpar sua imagem]. Está usando o torneio como uma ferramenta para demonstrar o poder e o excepcionalismo americano."

Embora Washington prometa uma competição sob rígidas medidas de segurança, as preocupações agora se concentram no México, onde a morte do líder de um dos principais cartéis do tráfico de drogas em uma operação militar desencadeou uma onda de violência em diversas regiões do país.

A situação afetou particularmente as zonas turísticas e Guadalajara (oeste), sede de quatro jogos.

O presidente da Fifa, Gianni Infantino, disse à AFP, no entanto, que está "muito tranquilo" em relação aos jogos no país, e a presidente do México, Claudia Sheinbaum, garantiu que não havia "nenhum risco" para os torcedores.

T.Gerber--NZN