Zürcher Nachrichten - Ingressos 'impagáveis': a frustração de uma família mexicana às vésperas da Copa do Mundo

EUR -
AED 4.17719
AFN 72.231822
ALL 91.707898
AMD 413.316889
ANG 2.036403
AOA 1044.154139
ARS 1728.737869
AUD 1.623012
AWG 2.050205
AZN 1.911302
BAM 1.956106
BBD 2.291118
BDT 140.23194
BGN 1.914784
BHD 0.428752
BIF 3409.425317
BMD 1.137423
BND 1.455728
BOB 13.746184
BRL 5.90551
BSD 1.137558
BTN 109.090916
BWP 15.552066
BYN 3.462442
BYR 22293.489977
BZD 2.287727
CAD 1.608936
CDF 2627.44703
CHF 0.941906
CLF 0.027741
CLP 1095.383813
CNY 7.633644
CNH 7.639228
COP 3819.955385
CRC 517.153632
CUC 1.137423
CUP 27.300791
CVE 110.282254
CZK 24.41001
DJF 202.143038
DKK 7.475593
DOP 67.599982
DZD 152.016381
EGP 58.864705
ERN 17.061344
ETB 185.797801
FJD 2.556074
FKP 0.858332
GBP 0.860887
GEL 2.974363
GGP 0.858332
GHS 13.211209
GIP 0.858332
GMD 83.597509
GNF 9958.137798
GTQ 8.687359
GYD 237.98945
HKD 8.920296
HNL 30.529508
HRK 7.533835
HTG 148.871983
HUF 365.910132
IDR 20512.513109
ILS 3.466012
IMP 0.858332
INR 109.377834
IQD 1490.220054
IRR 1563473.162494
ISK 137.206977
JEP 0.858332
JMD 179.40807
JOD 0.806464
JPY 180.577836
KES 147.342079
KGS 99.467298
KHR 4627.459555
KMF 492.503925
KPW 1023.681024
KRW 1556.574347
KWD 0.351327
KYD 0.947869
KZT 502.467692
LAK 25496.195803
LBP 101860.672523
LKR 375.448742
LRD 195.644269
LSL 18.687524
LTL 3.358514
LVL 0.688016
LYD 7.275106
MAD 10.891756
MDL 20.241387
MGA 4986.495211
MKD 61.520833
MMK 2388.095665
MNT 4092.378996
MOP 9.188551
MRU 45.536124
MUR 53.970983
MVR 17.573152
MWK 1972.361195
MXN 20.18869
MYR 4.64478
MZN 72.693217
NAD 18.687359
NGN 1508.448317
NIO 41.86655
NOK 10.83272
NPR 174.558311
NZD 2.009843
OMR 0.437334
PAB 1.137498
PEN 3.853803
PGK 5.067771
PHP 71.378409
PKR 315.170885
PLN 4.384436
PYG 6740.936138
QAR 4.146476
RON 5.276045
RSD 117.520842
RUB 96.683927
RWF 1682.822737
SAR 4.272567
SBD 9.099966
SCR 15.774833
SDG 684.160578
SEK 11.292159
SGD 1.455685
SHP 0.858756
SLE 28.037206
SLL 23851.181483
SOS 650.09028
SRD 42.875196
STD 23542.358783
STN 24.503403
SVC 9.953557
SYP 14788.773589
SZL 18.682923
THB 38.058688
TJS 10.481895
TMT 3.992355
TND 3.365026
TOP 2.738641
TRY 55.67342
TTD 7.736734
TWD 36.194048
TZS 3008.48142
UAH 51.213888
UGX 4464.620018
USD 1.137423
UYU 45.575327
UZS 13434.101862
VES 969.575102
VND 29563.897525
VUV 134.801364
WST 3.129981
XAF 655.957
XAG 0.017859
XAU 0.000266498039
XCD 3.073942
XCG 2.049995
XDR 0.804217
XOF 655.957
XPF 119.331742
YER 269.17123
ZAR 18.695117
ZMK 10238.172334
ZMW 22.123905
ZWL 366.249728
SSP 6497.633132
MXV 2.287965
Ingressos 'impagáveis': a frustração de uma família mexicana às vésperas da Copa do Mundo
Ingressos 'impagáveis': a frustração de uma família mexicana às vésperas da Copa do Mundo / foto: Alfredo ESTRELLA - AFP

Ingressos 'impagáveis': a frustração de uma família mexicana às vésperas da Copa do Mundo

Fernando, Jairo e Emilio Rueda dividem o mesmo sobrenome e a paixão pelo futebol. Mas com o preço dos ingressos muito maiores em relação às duas Copas do Mundo realizadas anteriormente no México, avô, pai e neto consideram impossível irem juntos ao estádio para ver sua seleção.

Tamanho do texto:

Ter uma Copa do Mundo em casa é algo raro, embora a edição deste ano seja a terceira realizada no México, depois de 1970 e 1986.

Jairo tentou de tudo para comprar ingressos, cujos valores elevados geraram críticas de organizações de torcedores contra a Fifa.

Sem sorte no sorteio oficial para adquiri-los, ele ficou à mercê da lei da oferta e da demanda, que elevou os preços dos ingressos a centenas ou milhares de dólares.

"Os ingressos ficaram impagáveis", diz este especialista em finanças, de 51 anos. "Sendo o futebol um esporte tão popular, o acesso aos estádios para um Mundial se tornou algo classista, elitista", lamenta Jairo.

Ele fala por experiência própria e conta com uma grande testemunha: seu pai, Fernando Rueda, funcionário público aposentado de 86 anos.

Naquele verão de 1986, quando o México sediava a Copa do Mundo pela segunda vez em menos de 20 anos, Fernando recebeu um presente generoso.

Um colega de trabalho "não tão fã" de futebol deu a ele ingressos para três jogos: Argentina x Coreia do Sul, México x Iraque e Inglaterra x Paraguai.

"Meus dois filhos foram aos três", lembra Fernando. O gesto daquele colega é impensável em 2026, quando a revenda online facilita a busca por compradores dispostos a pagar milhões de pesos mexicanos.

- "Lembranças cristalinas" -

"Tenho lembranças cristalinas, eu já estava completamente viciado em futebol", relata Jairo, que então tinha 12 anos.

Daqueles dias, ele guarda com carinho na mente a coroação da Argentina de Diego Maradona, o pênalti desperdiçado pelo mexicano Hugo Sánchez contra Paraguai durante a fase de grupos e os temíveis 'hooligans' ingleses, que teve como vizinhos nas arquibancadas do Estádio Azteca.

"Havia filas nas bilheterias na entrada do estádio, porque era possível comprar ingressos no dia do jogo", conta ele.

Pai e filho também lembram da festa que tomou conta da capital mexicana durante as Copas do Mundo anteriores.

Em 1970, "o futebol já começava a ser um esporte mais de massa", observa Fernando.

Admirador devoto de Pelé, que comandou o Brasil rumo ao tri, o avô Rueda recorda como assistia aos jogos durante o horário de trabalho.

"De alguma forma, conseguimos que um colega que tinha televisão a levasse para o escritório e então víamos os jogos, sem muita empolgação porque era uma repartição pública", conta sorridente.

Jairo não esquece o fervor de 1986: torcedores de todo o planeta invadindo as ruas, casas enfeitadas para a Copa do Mundo e cânticos de apoio ao México.

- "Frustrado por não poder ir" -

Hoje, Emilio, de 13 anos, se prepara para sua primeira Copa do Mundo em casa, que reforça a paixão pelo futebol que o une ao pai e ao avô.

Será a primeira edição do torneio com 48 seleções e organizada em conjunto por três países, México, Estados Unidos e Canadá, algo que ele não considera uma "boa ideia".

"Talvez o jogo ou a equipe que você queria ver não esteja jogando no seu país", conta o garoto. É o caso da França, sua favorita, que jogará em cidades americanas.

Jogador de base desde os seis anos, Emilio admite que tem "inveja" do pai e do avô por terem assistido a jogos de Copa no estádio.

"Eu me sinto um pouco mal, frustrado por não poder ir ao Mundial", diz ele.

Reunidos em volta da mesa da família, os três exibem seus tesouros: álbuns de figurinhas da Copa do Mundo, desde a edição do México de 1986 à do Catar de 2022, camisas e itens que colecionam de seus times e jogadores favoritos.

E embora estejam cautelosos quanto às chances do México, todos estão vestindo a camisa da seleção, enquanto a empolgação continua crescendo.

"Ainda tenho esperança de ter sorte e talvez encontrar um ingresso a um bom preço para ir com meu pai, meu filho e meu irmão", diz Jairo.

Ele confessa que chegou a considerar viajar para os Estados Unidos na esperança de que a maior oferta de lá facilitasse a compra de uma entrada.

O.Pereira--NZN