Zürcher Nachrichten - Bogotá recebe encontro internacional para descongelar diálogo político na Venezuela

EUR -
AED 4.246011
AFN 72.838394
ALL 95.900007
AMD 432.670294
ANG 2.069629
AOA 1060.201196
ARS 1612.785171
AUD 1.631697
AWG 2.083985
AZN 1.96758
BAM 1.955189
BBD 2.311377
BDT 140.815959
BGN 1.976241
BHD 0.436492
BIF 3407.948889
BMD 1.156163
BND 1.47234
BOB 7.930554
BRL 6.037467
BSD 1.147641
BTN 106.919948
BWP 15.660102
BYN 3.54859
BYR 22660.802746
BZD 2.308078
CAD 1.58721
CDF 2630.271542
CHF 0.912364
CLF 0.026733
CLP 1055.566138
CNY 7.978048
CNH 7.973447
COP 4269.514908
CRC 536.929751
CUC 1.156163
CUP 30.63833
CVE 110.231478
CZK 24.467774
DJF 204.366084
DKK 7.470608
DOP 69.387999
DZD 152.897099
EGP 60.398557
ERN 17.342451
ETB 179.181285
FJD 2.551767
FKP 0.866034
GBP 0.862186
GEL 3.139009
GGP 0.866034
GHS 12.52719
GIP 0.866034
GMD 85.556476
GNF 10057.854367
GTQ 8.779368
GYD 240.096985
HKD 9.056771
HNL 30.376368
HRK 7.533103
HTG 150.53292
HUF 390.449684
IDR 19565.753309
ILS 3.615716
IMP 0.866034
INR 107.439086
IQD 1503.329828
IRR 1520499.398226
ISK 143.803649
JEP 0.866034
JMD 180.303609
JOD 0.819667
JPY 183.061713
KES 148.856534
KGS 101.104059
KHR 4600.561157
KMF 494.837917
KPW 1040.490233
KRW 1730.01369
KWD 0.354145
KYD 0.956401
KZT 551.897392
LAK 24621.299593
LBP 102773.857076
LKR 357.679463
LRD 210.017041
LSL 19.336952
LTL 3.41385
LVL 0.699352
LYD 7.349701
MAD 10.783421
MDL 20.11171
MGA 4775.506442
MKD 61.619725
MMK 2427.680761
MNT 4127.12739
MOP 9.259504
MRU 45.803477
MUR 53.773403
MVR 17.862421
MWK 1990.077595
MXN 20.522305
MYR 4.554122
MZN 73.881892
NAD 19.336952
NGN 1563.69962
NIO 42.23679
NOK 10.988478
NPR 171.068758
NZD 1.964547
OMR 0.44454
PAB 1.147641
PEN 3.952981
PGK 4.953451
PHP 69.199276
PKR 320.500462
PLN 4.26885
PYG 7457.667585
QAR 4.185227
RON 5.093134
RSD 117.453481
RUB 99.602209
RWF 1675.37602
SAR 4.340832
SBD 9.305477
SCR 17.168814
SDG 694.853891
SEK 10.753528
SGD 1.47934
SHP 0.867422
SLE 28.499321
SLL 24244.181045
SOS 654.695242
SRD 43.358429
STD 23930.248207
STN 24.49234
SVC 10.041859
SYP 128.06281
SZL 19.341951
THB 37.747573
TJS 10.988463
TMT 4.046572
TND 3.389584
TOP 2.783763
TRY 51.227637
TTD 7.778567
TWD 36.90359
TZS 2992.051478
UAH 50.467616
UGX 4337.680891
USD 1.156163
UYU 46.485461
UZS 13989.685172
VES 525.690886
VND 30426.75234
VUV 137.625456
WST 3.172703
XAF 655.751911
XAG 0.015594
XAU 0.000245
XCD 3.124589
XCG 2.068253
XDR 0.815545
XOF 655.751911
XPF 119.331742
YER 275.80244
ZAR 19.377588
ZMK 10406.858107
ZMW 22.464974
ZWL 372.284145
Bogotá recebe encontro internacional para descongelar diálogo político na Venezuela
Bogotá recebe encontro internacional para descongelar diálogo político na Venezuela / foto: Brendan Smialowski - AFP

Bogotá recebe encontro internacional para descongelar diálogo político na Venezuela

Vinte delegações mundiais convocadas pelo presidente colombiano Gustavo Petro se reúnem nesta terça-feira (25) em Bogotá com um objetivo: mediar as tensões entre o governo e a oposição da Venezuela com vistas às eleições de 2024.

Tamanho do texto:

O primeiro esquerdista a chegar ao poder na Colômbia assumiu o papel de intermediário entre o presidente venezuelano Nicolás Maduro e seus opositores, além de anfitrião da cúpula.

A partir das 11h locais (13h no horário de Brasília), na Chancelaria localizada no coração da capital colombiana, ele receberá delegados dos Estados Unidos e de outras nações, na tentativa de destravar os diálogos entre as partes, que estão em um impasse desde novembro.

A reunião busca trazer Maduro à mesa de negociações, assim como a oposição, que denuncia fraudes nas eleições presidenciais de 2018, perseguição judicial e falta de garantias para participar das eleições do ano que vem, nas quais Maduro buscará sua segunda reeleição.

Os protagonistas, que acumularam fracassos em negociações anteriores na República Dominicana e em Barbados, não participarão da cúpula desta terça-feira.

As últimas negociações na Cidade do México começaram em agosto de 2021 e terminaram em novembro de 2022 com um único acordo sobre a liberação de cerca de 3 bilhões de dólares (15,8 bilhões de reais, na cotação da época) bloqueados por sanções que nunca se concretizaram.

- Sem Guaidó -

Uma visita fugaz e surpresa do líder da oposição venezuelana, Juan Guaidó, agitou o prelúdio da cúpula na segunda-feira. Sem convite para o encontro e apesar de estar proibido de sair do seu país desde 2019, ele cruzou a fronteira a pé com uma série de pedidos aos delegados internacionais.

No entanto, uma fonte próxima da oposição anunciou à tarde que o governo colombiano o "obrigou" a deixar o país.

"Estão me expulsando da Colômbia, a perseguição da ditadura – do governo de Nicolás Maduro – lamentavelmente se estendeu hoje à Colômbia", disse Guaidó em um vídeo publicado em sua conta no Twitter e gravado do avião em que deveria viajar para os Estados Unidos.

Uma fonte próxima ao dirigente opositor declarou à AFP que o governo colombiano "obrigou" Guaidó a abandonar o país.

"Vou em um voo comercial", disse Guaidó, que anunciou sua chegada a Bogotá na madrugada de segunda-feira.

A Colômbia foi o principal aliado de Guaidó na região durante o governo do direitista Iván Duque (2018-2022).

O ex-presidente rompeu relações diplomáticas com a Venezuela e aliou-se ao seu homólogo americano Donald Trump (2017-2021), entre cinquenta outros presidentes, para pressionar, sem sucesso, a saída de Maduro.

Agora Petro dá um "respiro nas relações internacionais" na Venezuela, segundo Pedro Benítez, especialista da Universidade Central desse país.

O presidente se reuniu quatro vezes com Maduro desde sua posse em agosto, reabriu a fronteira e "demonstrou interesse pessoal em influenciar a resolução da crise venezuelana", acrescentou o analista Txomin Las Heras, do Observatório da Venezuela da Universidade do Rosário em Bogotá.

A cúpula também pode significar um respiro para Petro, quando a incerteza paira sobre as negociações de paz com os grupos armados e suas ambiciosas reformas avançam lentamente no Congresso, concordam os especialistas.

Um protesto contra Maduro foi convocado para esta terça-feira na Praça de Bolívar, próxima ao local da cúpula. Cerca de 2,4 milhões de venezuelanos, dos 6,8 milhões que fugiram da crise, vivem na Colômbia, segundo a ONU.

B.Brunner--NZN