Zürcher Nachrichten - Menos promessas e mais ação, o compromisso do Brasil como anfitrião da COP30

EUR -
AED 4.293576
AFN 74.809943
ALL 96.783059
AMD 439.883898
AOA 1071.888963
ARS 1621.49183
AUD 1.657039
AWG 2.106957
AZN 1.984951
BAM 1.954393
BBD 2.352805
BDT 143.559872
BHD 0.441222
BIF 3471.657663
BMD 1.168908
BND 1.489183
BOB 8.071739
BRL 5.964585
BSD 1.168109
BTN 107.84427
BWP 15.672843
BYN 3.409643
BYR 22910.602761
BZD 2.349398
CAD 1.618593
CDF 2688.489004
CHF 0.922134
CLF 0.02673
CLP 1055.313547
CNY 7.983876
CNH 7.984129
COP 4266.77247
CRC 543.385481
CUC 1.168908
CUP 30.97607
CVE 111.776797
CZK 24.380157
DJF 208.022201
DKK 7.472131
DOP 70.865032
DZD 154.865085
EGP 62.242987
ERN 17.533625
ETB 184.100394
FJD 2.586736
FKP 0.882797
GBP 0.869808
GEL 3.132987
GGP 0.882797
GHS 12.869329
GIP 0.882797
GMD 85.917647
GNF 10260.106084
GTQ 8.936565
GYD 244.39461
HKD 9.154329
HNL 31.128255
HRK 7.529637
HTG 153.142521
HUF 376.180401
IDR 19881.669118
ILS 3.610009
IMP 0.882797
INR 108.025538
IQD 1531.269878
IRR 1538137.214317
ISK 143.799247
JEP 0.882797
JMD 183.887588
JOD 0.828717
JPY 185.094312
KES 151.257873
KGS 102.221156
KHR 4690.265528
KMF 499.123817
KPW 1052.004495
KRW 1729.171856
KWD 0.361274
KYD 0.973445
KZT 558.501117
LAK 25669.226643
LBP 104675.738545
LKR 368.21486
LRD 215.370881
LSL 19.731538
LTL 3.451482
LVL 0.707061
LYD 7.463419
MAD 10.954132
MDL 20.115397
MGA 4869.081717
MKD 61.617252
MMK 2454.714938
MNT 4174.852416
MOP 9.42443
MRU 46.861951
MUR 54.961756
MVR 18.059559
MWK 2029.817618
MXN 20.395228
MYR 4.647584
MZN 74.752209
NAD 19.719119
NGN 1615.162233
NIO 42.922357
NOK 11.167925
NPR 172.553583
NZD 2.003462
OMR 0.44943
PAB 1.168099
PEN 4.004647
PGK 5.045593
PHP 69.588641
PKR 326.125093
PLN 4.248923
PYG 7577.543638
QAR 4.260644
RON 5.09375
RSD 117.329235
RUB 91.827588
RWF 1706.606124
SAR 4.386814
SBD 9.408056
SCR 17.692661
SDG 702.513495
SEK 10.850919
SGD 1.489108
SLE 28.757291
SOS 668.034222
SRD 43.897178
STD 24194.041879
STN 25.131529
SVC 10.22164
SYP 129.22206
SZL 19.731775
THB 37.437822
TJS 11.103182
TMT 4.102868
TND 3.412082
TRY 52.013612
TTD 7.922956
TWD 37.100563
TZS 3021.627642
UAH 50.622831
UGX 4321.684738
USD 1.168908
UYU 47.455828
UZS 14289.904273
VES 553.439742
VND 30780.277919
VUV 139.592125
WST 3.238943
XAF 655.448583
XAG 0.015558
XAU 0.000246
XCD 3.159033
XCG 2.105321
XDR 0.817039
XOF 769.141609
XPF 119.331742
YER 278.842648
ZAR 19.16957
ZMK 10521.577977
ZMW 22.340766
ZWL 376.387997
Menos promessas e mais ação, o compromisso do Brasil como anfitrião da COP30
Menos promessas e mais ação, o compromisso do Brasil como anfitrião da COP30 / foto: Pablo PORCIUNCULA - AFP

Menos promessas e mais ação, o compromisso do Brasil como anfitrião da COP30

Às vésperas da primeira cúpula climática da ONU na Amazônia, seu presidente defendeu a escolha de Belém como sede, embora a escassez de alojamentos acessíveis possa excluir aqueles que o Brasil diz querer colocar no centro do debate.

Tamanho do texto:

O presidente da COP30, André Corrêa do Lago, enviou, nesta terça-feira (12), a quinta carta aberta para dezenas de milhares de delegados e observadores convidados a Belém, cidade portuária de 1,3 milhão de habitantes, situada às portas da floresta amazônica, escolhida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para sediar o evento, que será realizado entre 10 e 21 de novembro.

Corrêa do Lago parece ter descartado negociar novos compromissos importantes, devido a um contexto de menor interesse por uma ambição climática mais agressiva entre alguns atores-chave.

Em vez disso, o Brasil propõe uma "agenda de ação" voluntária, que promova e quantifique a implementação dos compromissos existentes para 30 objetivos-chave, incluindo a transição para abandonar os combustíveis fósseis.

Após as COP realizadas em Egito, Emirados Árabes Unidos e Azerbaijão, o Brasil quer dar as boas-vindas a uma ampla gama de participantes e dar voz a "os marginalizados, os deslocados ou os que não são ouvidos", diz a carta.

Confira a seguir a entrevista de Corrêa do Lago à AFP:

PERGUNTA: O senhor promete pôr as pessoas "no centro da COP30". No que esta Conferência das Partes (COP) vai se diferenciar?

RESPOSTA: É especial porque os objetivos, em comparação com outras COP, são menos evidentes. Devemos entender que se trata de uma nova fase: os dez anos transcorridos desde o Acordo de Paris deram muitos resultados.

Mas também entendemos que a maioria das pessoas está frustrada com o ritmo dos avanços na luta contra as mudanças climáticas. Por isso, nos centramos tanto na ideia de implementar ações e em como podemos traduzir isso em algo que as pessoas entendam.

Esta COP também deveria ser especialmente diversa porque se celebra na Amazônia, em uma sociedade muito diversa, que enfrenta os desafios da pobreza e da grande desigualdade, mas que também conta com ciência de alta qualidade e empresários muito bons. O Brasil é um pouco como um mundo em miniatura.

P: O presidente da Aliança dos Pequenos Estados Insulares disse que talvez tenham que reduzir suas delegações pelos custos proibitivos dos alojamentos em Belém. Como abordará esta questão?

R: Precisamos de inclusividade, precisamos que venham, e não podemos imaginar uma COP menor por questões de alojamento. Temos que conseguir acomodações e estamos fazendo tudo o possível para isso. Caso contrário, a COP realmente teria um problema de legitimidade.

P: Este problema logístico não oculta o que é realmente importante?

R: O Brasil escolheu uma cidade que não é a primeira opção em termos de infraestrutura, isso é certo... Mas acreditamos que Belém também tem um simbolismo muito poderoso.

Acredito que podemos superar a maioria destas dificuldades para que esta COP seja realmente excepcional, com resultados muito sólidos e delegados que se sintam confortáveis em uma cidade que tem enormes qualidades.

P: Por que têm dado tanta ênfase na "agenda de ação", baseada principalmente em compromissos voluntários de empresas e estados?

R: Muitas pessoas interpretam esta agenda como algo paralelo às COP, o que poderia ser considerado como uma distração. Mas decidimos transformá-la em uma ferramenta de implementação.

P: Mas isto não se dará às custas de compromissos vinculantes nas negociações?

R: Estamos trabalhando a partir do que já foi decidido por consenso entre os países. Mas para a implementação não precisamos de consenso: alguns países seguirão por uma direção, outros por outra. Alguns setores podem se comprometer com coisas que o país em seu conjunto não pode prometer.

Revisamos as mais de 400 iniciativas anunciadas desde o início da agenda de ação (em 2021) para nos asseguramos de que estamos construindo sobre o que já foi feito em vez de reinventá-la.

P: A COP28 terminou com um acordo para abandonar os combustíveis fósseis. Serão estabelecidos prazos específicos para o petróleo e o gás? E o Brasil, onde o presidente Lula quer explorar petróleo perto da foz do Amazonas, é o melhor lugar para estes debates?

R: Todos concordamos em que cada país terá sua própria forma de fazê-lo, e as empresas terão sua própria forma de contribuir. É muito mais importante tomar medidas adicionais do que redigir novos textos.

Dito isto, esta questão ocupa um lugar muito importante na agenda do Brasil, pois o país é um campeão nas energias renováveis. Ao mesmo tempo, não só nos tornamos um importante produtor de petróleo, mas também temos potencial para novas descobertas.

Portanto, este debate dentro do Brasil é muito importante. E é um debate que, logicamente, interessa a todo o mundo.

Ch.Siegenthaler--NZN