Zürcher Nachrichten - Bolívia em crise vota para mudar de rumo após 20 anos de socialismo

EUR -
AED 4.240257
AFN 73.32143
ALL 96.053795
AMD 433.817139
ANG 2.066822
AOA 1058.764604
ARS 1599.696819
AUD 1.675026
AWG 2.078272
AZN 1.967396
BAM 1.955877
BBD 2.317892
BDT 141.205579
BGN 1.973561
BHD 0.434817
BIF 3418.53506
BMD 1.154596
BND 1.481959
BOB 7.981315
BRL 6.067751
BSD 1.150845
BTN 109.078309
BWP 15.865627
BYN 3.425635
BYR 22630.074075
BZD 2.314491
CAD 1.604715
CDF 2635.36902
CHF 0.917923
CLF 0.027055
CLP 1068.301597
CNY 7.980392
CNH 7.989998
COP 4229.267091
CRC 534.421114
CUC 1.154596
CUP 30.596784
CVE 110.269357
CZK 24.603629
DJF 204.928096
DKK 7.496448
DOP 68.502706
DZD 153.573067
EGP 60.780401
ERN 17.318934
ETB 177.904429
FJD 2.606389
FKP 0.868614
GBP 0.866456
GEL 3.094767
GGP 0.868614
GHS 12.609498
GIP 0.868614
GMD 84.867224
GNF 10090.398654
GTQ 8.807348
GYD 240.899518
HKD 9.036039
HNL 30.555207
HRK 7.557064
HTG 150.85596
HUF 390.276858
IDR 19617.503194
ILS 3.622683
IMP 0.868614
INR 109.435464
IQD 1507.559561
IRR 1516272.693223
ISK 144.047794
JEP 0.868614
JMD 181.147157
JOD 0.818654
JPY 185.066713
KES 149.485906
KGS 100.96983
KHR 4609.182101
KMF 494.167328
KPW 1039.005581
KRW 1741.604016
KWD 0.355512
KYD 0.959038
KZT 556.361981
LAK 25029.988892
LBP 103054.87152
LKR 362.514322
LRD 211.168343
LSL 19.761581
LTL 3.409221
LVL 0.698404
LYD 7.34629
MAD 10.755925
MDL 20.213799
MGA 4796.189489
MKD 61.642435
MMK 2427.526343
MNT 4123.646826
MOP 9.285467
MRU 45.949815
MUR 54.000874
MVR 17.838939
MWK 1995.478838
MXN 20.923702
MYR 4.530678
MZN 73.836825
NAD 19.761581
NGN 1597.337286
NIO 42.351673
NOK 11.20288
NPR 174.524895
NZD 2.015881
OMR 0.443458
PAB 1.150845
PEN 4.008858
PGK 4.973196
PHP 69.911197
PKR 321.19049
PLN 4.298271
PYG 7524.297272
QAR 4.195866
RON 5.111746
RSD 117.404638
RUB 93.863708
RWF 1680.566396
SAR 4.33291
SBD 9.285301
SCR 17.363686
SDG 693.912357
SEK 10.938258
SGD 1.49255
SHP 0.866246
SLE 28.345751
SLL 24211.30527
SOS 657.725986
SRD 43.413994
STD 23897.798134
STN 24.500968
SVC 10.069398
SYP 129.111885
SZL 19.759781
THB 37.518628
TJS 10.995934
TMT 4.041085
TND 3.392934
TOP 2.779989
TRY 51.310654
TTD 7.819309
TWD 36.998328
TZS 2969.117305
UAH 50.443693
UGX 4287.169379
USD 1.154596
UYU 46.58184
UZS 14034.554481
VES 540.268027
VND 30409.162038
VUV 138.27014
WST 3.204592
XAF 655.982917
XAG 0.0165
XAU 0.000256
XCD 3.120353
XCG 2.074082
XDR 0.815832
XOF 655.982917
XPF 119.331742
YER 275.490657
ZAR 19.766689
ZMK 10392.750198
ZMW 21.663856
ZWL 371.779317
Bolívia em crise vota para mudar de rumo após 20 anos de socialismo
Bolívia em crise vota para mudar de rumo após 20 anos de socialismo / foto: MARTIN BERNETTI - AFP

Bolívia em crise vota para mudar de rumo após 20 anos de socialismo

Os bolivianos, cansados da crise econômica, votam neste domingo (17) em eleições gerais, com a direita como favorita, para pôr fim a duas décadas de governos de esquerda iniciados por Evo Morales.

Tamanho do texto:

Um país sem dólares e combustíveis e com uma inflação anual de quase 25%, a maior em 17 anos, vai às urnas disposto a punir o Movimento ao Socialismo (MAS), que governa desde 2006, primeiro com Morales e depois com Luis Arce, hoje adversários.

"Quero uma mudança. Acho que a esquerda nos fez muito mal (...) Não há trabalho, não há gasolina, o mercado está muito caro. Há famílias passando por dificuldades", disse à AFP Miriam Escobar, de 60 anos, que foi a primeira a votar em uma escola no sul de La Paz.

Na fria manhã de inverno na capital, não havia longas filas nos centros de votação. No início do dia, foi evidente a ausência de jovens eleitores.

O empresário milionário Samuel Doria Medina, de 66 anos, e o ex-presidente Jorge Tuto Quiroga, de 65, partem com ampla vantagem entre os oito candidatos a suceder Arce.

Praticamente empatados nas pesquisas, os dois disputariam um segundo turno no dia 19 de outubro, em um duelo inédito entre candidatos de direita. O oficialista Eduardo del Castillo e o esquerdista e chefe do Senado, Andrónico Rodríguez, estão logo atrás.

"Hoje é um dia muito importante para os bolivianos porque, através do voto, podemos sair desta crise econômica de forma pacífica, de forma democrática", disse Doria Medina à imprensa após votar em uma escola em La Paz.

As urnas abriram às 08h00 locais (9h00 em Brasília) e fecharão às 16h00 (17h00 em Brasília).

Mais de 7,9 milhões de bolivianos estão aptos a escolher entre oito candidatos presidenciais e a renovar o Congresso de 166 membros. O voto é obrigatório.

- Ruptura -

A mudança parece iminente diante da difícil situação econômica que a maioria atribui ao governo de Arce.

Durante sua administração, a Bolívia, outrora rico produtor de gás, com importantes recursos de lítio por explorar, quase esgotou suas reservas de dólares em subsídios caros para os combustíveis que beneficiam seus 11,3 milhões de habitantes.

Miguel Angel Miranda, um estudante de 21 anos, acredita que após duas décadas as pessoas perceberam que o socialismo "não funcionou". "Vai custar um pouco adaptar-se a um novo modelo político", comentou. Mas, como ele, muitos acreditam que isso é inevitável.

Doria Medina e Quiroga encarnam o desejo de ruptura. Suas propostas convergem: implementar uma economia de mercado e desmontar o modelo implantado pelo MAS.

O primeiro promete um plano de choque de 100 dias para combater a escassez de combustível, dólares e alguns produtos básicos. O empresário fez fortuna na indústria de cimento, no setor hoteleiro e no de fast-food.

Seu rival é um velho conhecido da política. Quiroga foi presidente entre 2001 e 2002, quando, sendo vice-presidente, assumiu o poder em substituição a Hugo Banzer, um ex-ditador dos anos 1970 que depois foi eleito democraticamente, mas renunciou ao cargo ao adoecer com câncer.

Quiroga antecipa uma reviravolta: "Vamos mudar tudo, absolutamente tudo. São 20 anos perdidos".

Ambos fracassaram em mais de uma tentativa de chegar à presidência. Também compartilham o objetivo de que Evo Morales preste contas à Justiça.

- À sombra -

Morales, o primeiro presidente indígena da Bolívia, que governou entre 2006 e 2019, tentou concorrer nesta eleição para um quarto mandato.

Uma decisão judicial o impediu, proibindo a reeleição por mais de uma vez. Além disso, ele enfrenta uma ordem de prisão por suposta exploração de uma menor quando era presidente, acusação que ele nega.

O líder cocalero, de 65 anos, que durante seu mandato conseguiu reduzir a pobreza e triplicar o PIB com seu plano de nacionalizações, rompeu relações com Arce, o que fragmentou o MAS.

Aliciado em uma pequena localidade do Trópico de Cochabamba, sob a proteção de seus mais fiéis apoiadores, tenta evitar sua prisão. De lá, promove o voto nulo na ausência de um candidato que apoie.

Tudo está preparado para uma mudança na política boliviana.

A direita "é como uma nova voz e também é o único caminho que temos para sair disso. Não temos outra opção", resume Jazmin Aruquipa, uma jovem de 21 anos de La Paz.

Os analistas também preveem uma guinada.

"Não acho que as pessoas estejam conscientemente dizendo que querem uma mudança ideológica", mas sim "que querem estabilidade", corrobora à AFP Daniela Osorio Michel, pesquisadora do Instituto Alemão de Estudos Globais e Regionais.

E.Schneyder--NZN