Zürcher Nachrichten - Netanyahu afirma que se todos os dirigentes do Hamas fossem eliminados, a guerra em Gaza acabaria

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Netanyahu afirma que se todos os dirigentes do Hamas fossem eliminados, a guerra em Gaza acabaria
Netanyahu afirma que se todos os dirigentes do Hamas fossem eliminados, a guerra em Gaza acabaria / foto: Eyad Baba - AFP

Netanyahu afirma que se todos os dirigentes do Hamas fossem eliminados, a guerra em Gaza acabaria

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou neste sábado (13) que, se os líderes do movimento islamista palestino Hamas fossem eliminados, a guerra em Gaza terminaria, pouco antes de uma visita a Israel do chefe da diplomacia dos Estados Unidos, Marco Rubio.

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A visita de Rubio ocorre apesar da reprimenda incomum do presidente americano, Donald Trump, pelo ataque israelense contra dirigentes do Hamas no Catar, estreito aliado de Washington.

O ataque sem precedentes, lançado na terça-feira por Israel, tinha como alvo os líderes do Hamas reunidos em um complexo residencial no centro de Doha, a capital desse país mediador nas negociações para uma trégua em Gaza.

Esse ataque "não vai mudar a natureza de nossa relação com os israelenses, mas teremos que falar sobre isso; principalmente, qual impacto isso terá" nos esforços de trégua, afirmou Rubio aos jornalistas.

Segundo o Departamento de Estado, Rubio viajará a Israel para garantir o apoio dos Estados Unidos antes que vários países reconheçam um Estado palestino na Assembleia Geral da ONU.

Após o início da guerra na Faixa de Gaza, em 7 de outubro de 2023, Israel dizimou os líderes do Hamas e jurou destruir e expulsar o grupo do território palestino, onde governa desde 2007.

"Os chefes terroristas do Hamas que vivem no Catar não se importam com o povo de Gaza. Eles bloquearam todas as tentativas de cessar-fogo para prolongar a guerra indefinidamente", declarou Netanyahu no X.

"Livrar-se deles eliminaria o principal obstáculo para libertar todos os nossos reféns e encerrar a guerra", acrescentou.

Mas, para o Fórum das Famílias de Reféns, a principal organização israelense que reúne os parentes dos cativos em Gaza, é o próprio Netanyahu quem está impedindo o fim da guerra.

"A operação seletiva realizada no Catar demonstrou, sem dúvida, que existe um obstáculo à libertação dos reféns e ao fim da guerra: o primeiro-ministro Netanyahu", escreveu o fórum em um comunicado. "Sempre que um acordo está prestes a ser concluído, Netanyahu o sabota", denunciou.

- Evacuar a Cidade de Gaza -

Na Faixa de Gaza, o exército israelense continuou sua ofensiva, causando pelo menos 32 mortes, segundo a Defesa Civil local.

As forças israelenses afirmaram neste sábado que mais de 250 mil palestinos deixaram a Cidade de Gaza desde a intensificação dos bombardeios e ataques na principal cidade do pequeno território.

O porta-voz da Defesa Civil em Gaza, Mahmoud Bassal, informou que apenas 68 mil pessoas conseguiram evacuar a cidade.

As Nações Unidas estimam que cerca de um milhão de palestinos vivem na Cidade de Gaza e arredores.

As restrições à imprensa em Gaza e as dificuldades para acessar muitas áreas impedem que a AFP possa verificar de forma independente os detalhes fornecidos pelos militares ou os relatórios da agência de defesa civil do território palestino.

Neste sábado, o exército israelense lançou panfletos instando os residentes dos distritos do oeste a evacuar a região em direção ao sul.

As Nações Unidas e membros da comunidade internacional alertaram contra a ação militar, temendo que piore a já grave situação humanitária na Cidade de Gaza, onde a ONU declarou que a fome prevalece.

O conflito estourou em 7 de outubro de 2023 com o ataque do Hamas a Israel, que resultou na morte de 1.219 pessoas, a maioria civis, segundo um balanço da AFP baseado em dados israelenses.

Os combatentes islamistas capturaram 251 pessoas naquele dia. Quarenta e sete delas permanecem detidas em Gaza, incluindo 25 que, segundo o exército, morreram.

A ofensiva de retaliação israelense em Gaza matou pelo menos 64.756 palestinos, a maioria civis, de acordo com dados do Ministério da Saúde do governo do Hamas, considerados confiáveis pela ONU.

J.Hasler--NZN