Zürcher Nachrichten - Rubio promete a Israel 'apoio inabalável' na guerra em Gaza

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Rubio promete a Israel 'apoio inabalável' na guerra em Gaza
Rubio promete a Israel 'apoio inabalável' na guerra em Gaza / foto: Nathan Howard - POOL/AFP

Rubio promete a Israel 'apoio inabalável' na guerra em Gaza

O secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou nesta segunda-feira (15) que os Estados Unidos fornecerão "apoio inabalável" a Israel na guerra em Gaza e pediu a eliminação do movimento islamista armado Hamas, durante sua visita oficial a Jerusalém.

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"O povo de Gaza merece um futuro melhor, mas esse futuro melhor não pode começar até que o Hamas seja eliminado", disse Rubio a repórteres, acompanhado pelo primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.

"Vocês podem contar com nosso apoio inabalável e compromisso para tornar isso uma realidade", acrescentou o diplomata americano.

Netanyahu afirmou que a visita de Rubio é uma "mensagem clara" de que os Estados Unidos apoiam Israel e elogiou o presidente americano, Donald Trump, por seu apoio, chamando-o de "o maior amigo que Israel já teve na Casa Branca".

Por outro lado, o secretário de Estado acusou aliados dos EUA, como o Reino Unido e a França, de encorajarem o Hamas com suas intenções de reconhecer oficialmente a existência de um Estado palestino, e alegou que esses são gestos em grande parte "simbólicos".

"Eles não têm absolutamente nenhum impacto em nos aproximar de um Estado palestino. O único impacto que têm é fazer o Hamas se sentir mais encorajado", afirmou.

Rubio esclareceu que Trump quer que a guerra em Gaza "acabe", o que implicaria na libertação dos reféns feitos no ataque de 7 de outubro de 2023 e na garantia de que o Hamas "deixe de ser uma ameaça".

Mas as negociações para pôr fim à guerra se complicaram na semana passada, quando o governo Trump foi pego de surpresa por um bombardeio israelense no Catar, que teve como alvo os líderes do Hamas que deveriam discutir uma nova proposta de cessar-fogo dos EUA na Faixa de Gaza.

O ataque matou cinco membros palestinos do Hamas e um policial do Catar.

- Cúpula de países árabes e muçulmanos no Catar-

O ataque também colocou em risco a normalização das relações entre Israel e os países árabes.

Líderes de quase 60 nações árabes e muçulmanas que compõem a Liga Árabe e a Organização para a Cooperação Islâmica se reúnem nesta segunda-feira na capital do Catar, Doha, para uma cúpula de emergência, onde planejam denunciar a "brutal agressão israelense" contra o Catar e alertar que o ataque coloca em risco as relações entre Israel e os países árabes, "incluindo acordos existentes e futuros", segundo um rascunho da declaração final da cúpula, ao qual a AFP teve acesso.

Rubio planeja viajar ao Catar na terça-feira, segundo uma autoridade americana.

- "Capital eterna" -

Durante sua visita a Israel, Rubio caminhou com Netanyahu no Muro das Lamentações, o local mais sagrado do judaísmo, e posteriormente expressou sua crença de que a cidade é a "capital eterna" de Israel.

Na tarde desta segunda-feira, o secretário de Estado americano planeja comparecer à inauguração de um túnel para peregrinos religiosos que passa por baixo do bairro palestino de Silwan em direção aos locais sagrados.

Enquanto isso, em Gaza, os bombardeios israelenses mataram 17 pessoas nesta segunda-feira, informou Mahmoud Basal, porta-voz da Defesa Civil de Gaza.

As restrições à imprensa em Gaza e o difícil acesso a muitas áreas impedem a AFP de verificar de forma independente as informações fornecidas pela Defesa Civil ou pelo Exército de Israel.

O Ministério da Saúde em Gaza, controlado pelo Hamas, informou que os israelenses continuam pressionando mais moradores a se refugiarem na área de Al Mawasi, no sul, que carece de comida e água e enfrenta surtos de doenças.

A guerra foi desencadeada pelo ataque do Hamas a Israel em 7 de outubro de 2023, que matou 1.219 pessoas, a maioria civis, segundo contagem oficial da AFP. A campanha de retaliação israelense matou mais de 64.900 pessoas em Gaza, a maioria civis, segundo dados do Ministério da Saúde considerados confiáveis pela ONU.

P.E.Steiner--NZN