Zürcher Nachrichten - Presidente da comissão de investigação da ONU sobre Gaza espera que líderes israelenses sejam julgados

EUR -
AED 4.333813
AFN 76.694218
ALL 96.458833
AMD 446.314032
ANG 2.112139
AOA 1081.980314
ARS 1707.917161
AUD 1.690045
AWG 2.126794
AZN 2.003739
BAM 1.952934
BBD 2.375244
BDT 144.108487
BGN 1.981511
BHD 0.44482
BIF 3480.691272
BMD 1.179913
BND 1.500298
BOB 8.149074
BRL 6.203154
BSD 1.179284
BTN 106.725812
BWP 15.530272
BYN 3.367657
BYR 23126.298749
BZD 2.371789
CAD 1.613112
CDF 2595.809277
CHF 0.916244
CLF 0.025684
CLP 1014.158893
CNY 8.186472
CNH 8.190893
COP 4281.598231
CRC 584.622111
CUC 1.179913
CUP 31.2677
CVE 110.098739
CZK 24.379723
DJF 209.694622
DKK 7.466733
DOP 73.981728
DZD 153.072875
EGP 55.339571
ERN 17.698698
ETB 182.70601
FJD 2.604184
FKP 0.861238
GBP 0.864664
GEL 3.179902
GGP 0.861238
GHS 12.949049
GIP 0.861238
GMD 86.133714
GNF 10349.371313
GTQ 9.045417
GYD 246.728913
HKD 9.217913
HNL 31.157401
HRK 7.535282
HTG 154.573782
HUF 379.74445
IDR 19816.465232
ILS 3.651601
IMP 0.861238
INR 106.723562
IQD 1544.938988
IRR 49703.843799
ISK 144.787077
JEP 0.861238
JMD 184.928574
JOD 0.836519
JPY 184.848147
KES 152.149521
KGS 103.183534
KHR 4760.033709
KMF 493.203477
KPW 1061.857147
KRW 1722.826151
KWD 0.362599
KYD 0.982762
KZT 585.848344
LAK 25366.875674
LBP 105607.344052
LKR 364.991916
LRD 219.348055
LSL 18.846999
LTL 3.483977
LVL 0.713718
LYD 7.452746
MAD 10.811166
MDL 19.953798
MGA 5224.354177
MKD 61.638824
MMK 2477.742356
MNT 4212.109227
MOP 9.490211
MRU 46.827682
MUR 54.134825
MVR 18.229397
MWK 2044.543931
MXN 20.445413
MYR 4.63944
MZN 75.219714
NAD 18.847716
NGN 1614.781643
NIO 43.396673
NOK 11.422923
NPR 170.792046
NZD 1.968927
OMR 0.453673
PAB 1.179274
PEN 3.964381
PGK 5.052413
PHP 69.585426
PKR 329.840899
PLN 4.218177
PYG 7805.279322
QAR 4.301341
RON 5.094507
RSD 117.37538
RUB 89.968813
RWF 1721.181058
SAR 4.424956
SBD 9.50786
SCR 16.181867
SDG 709.719337
SEK 10.611821
SGD 1.502053
SHP 0.88524
SLE 28.878401
SLL 24742.189014
SOS 672.815337
SRD 44.711638
STD 24421.821036
STN 24.464404
SVC 10.318418
SYP 13049.338421
SZL 18.846418
THB 37.452217
TJS 11.020671
TMT 4.141495
TND 3.410778
TOP 2.840948
TRY 51.355719
TTD 7.988478
TWD 37.335402
TZS 3044.518392
UAH 50.873625
UGX 4198.837225
USD 1.179913
UYU 45.451363
UZS 14456.291932
VES 438.503609
VND 30656.504801
VUV 141.066633
WST 3.216644
XAF 654.998412
XAG 0.013812
XAU 0.00024
XCD 3.188774
XCG 2.12539
XDR 0.813527
XOF 655.01227
XPF 119.331742
YER 281.26177
ZAR 18.991527
ZMK 10620.635681
ZMW 23.085215
ZWL 379.931569
Presidente da comissão de investigação da ONU sobre Gaza espera que líderes israelenses sejam julgados
Presidente da comissão de investigação da ONU sobre Gaza espera que líderes israelenses sejam julgados / foto: Eyad BABA - AFP

Presidente da comissão de investigação da ONU sobre Gaza espera que líderes israelenses sejam julgados

Navi Pillay, presidente da Comissão Independente de Investigação da ONU que acusa Israel de cometer "genocídio" em Gaza, disse que vê paralelos com os massacres de 1994 em Ruanda e espera que os líderes israelenses sejam julgados.

Tamanho do texto:

"A justiça é lenta", disse a ex-juíza sul-africana em entrevista à AFP.

Mas "como disse (Nelson) Mandela, sempre parece impossível até que seja alcançado. Não acho impossível que haja prisões e julgamentos" no futuro, disse a jurista, de 83 anos, que presidiu o Tribunal Penal Internacional para Ruanda e investigou o genocídio de 1994.

A comissão de investigação presidida por Pillay, que não fala em nome da ONU, publicou um relatório na terça-feira concluindo que Israel está cometendo "genocídio" em Gaza, uma acusação que as autoridades israelenses rejeitam categoricamente.

Os investigadores concluíram que o presidente israelense, Isaac Herzog, o primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, e o ex-ministro da Defesa, Yoav Gallant, "incitaram o genocídio e que as autoridades israelenses não tomaram medidas contra eles para punir essa incitação".

Israel negou "categoricamente" as alegações do "relatório tendencioso e mentiroso", afirmou.

Pillay, ex-alta comissária da ONU para os Direitos Humanos, acredita que os paralelos com o caso de Ruanda são claros, onde, em 1994, cerca de 800.000 pessoas foram massacradas, principalmente da etnia tutsi, mas também hutus moderados.

A jurista lembrou que ver aquelas imagens de civis sendo assassinados e torturados a marcou "para o resto da vida".

"Vejo semelhanças" com o que acontece em Gaza, declarou, acrescentando que observa "os mesmos tipos de métodos".

Pillay disse que líderes israelenses fizeram declarações, incluindo se referir aos palestinos como "animais", que lembram a retórica demonizadora dos tutsis usada durante o genocídio de Ruanda.

Para a jurista, em ambos os casos, uma população é "desumanizada" e a implicação é que "não há problema em matá-la".

- "Traumático" -

O Tribunal Penal Internacional (TPI) em Haia emitiu ordens de prisão para Netanyahu e Gallant em 2024 por supostos crimes de guerra.

Pillay admitiu que garantir a responsabilização não será fácil e enfatizou que o TPI não possui seu próprio "xerife" ou força policial para realizar essas prisões.

No entanto, ela afirmou que a pressão popular pode trazer mudanças, como aconteceu em seu país natal.

"Nunca pensei que o apartheid acabaria enquanto eu estivesse viva", disse.

Pillay tem uma trajetória impressionante: conseguiu exercer a advocacia na África do Sul durante o apartheid, apesar de ser de origem indiana, e defendeu ativistas contra o regime; posteriormente, tornou-se juíza com a chegada da democracia, serviu no TPI e depois atuou como alta comissária da ONU para os Direitos Humanos de 2008 a 2014.

Sua última missão foi presidir a recém-criada Comissão Internacional Independente para investigar abusos de direitos humanos nos Territórios Palestinos ocupados e em Israel.

Desde então, ela e seus dois comissários adjuntos enfrentam uma avalanche de acusações de parcialidade e antissemitismo, que rejeitam.

Eles também se tornaram alvo de uma recente campanha nas redes sociais instando os Estados Unidos a impor sanções contra eles, como fizeram com os juízes do TPI e a relatora da ONU, Francesca Albanese.

A pressão externa é intensa, mas para Pillay, a coisa mais difícil que sua equipe enfrenta é assistir a vídeos com evidências do que está acontecendo em campo.

"Assistir a esses vídeos é traumático", disse, observando que é especialmente difícil ver imagens de "violência sexual contra mulheres" e maus-tratos a médicos que "foram despidos pelos militares".

"É muito doloroso" assistir, ela frisou.

Pillay afirmou que, no futuro, a comissão pretende compilar uma lista de supostos autores de abusos em Gaza e também investigar a suposta "cumplicidade" de países que apoiam Israel.

Essa tarefa caberá ao seu sucessor, já que Pillay deixará a comissão em novembro devido à sua idade avançada e a questões de saúde.

Antes disso, ela deve apresentar um relatório final à Assembleia Geral da ONU em Nova York.

"Já tenho um visto", avisou.

T.Gerber--NZN