Zürcher Nachrichten - María Corina Machado diz que recebeu ajuda americana para sair da Venezuela

EUR -
AED 4.256969
AFN 73.026624
ALL 95.949668
AMD 436.29849
ANG 2.074968
AOA 1062.937298
ARS 1612.956254
AUD 1.648622
AWG 2.089361
AZN 1.97515
BAM 1.955793
BBD 2.330592
BDT 141.989509
BGN 1.981339
BHD 0.433598
BIF 3425.188147
BMD 1.159146
BND 1.479895
BOB 7.995972
BRL 6.159011
BSD 1.157196
BTN 108.180626
BWP 15.778945
BYN 3.510788
BYR 22719.261378
BZD 2.327292
CAD 1.591102
CDF 2637.057544
CHF 0.91272
CLF 0.027244
CLP 1075.745893
CNY 7.982348
CNH 8.005172
COP 4253.385281
CRC 540.49813
CUC 1.159146
CUP 30.717369
CVE 110.264618
CZK 24.515015
DJF 206.059287
DKK 7.48519
DOP 68.689762
DZD 151.885474
EGP 59.995792
ERN 17.38719
ETB 182.369469
FJD 2.566871
FKP 0.87126
GBP 0.867852
GEL 3.147128
GGP 0.87126
GHS 12.613956
GIP 0.87126
GMD 85.201694
GNF 10142.964899
GTQ 8.863969
GYD 242.099162
HKD 9.082199
HNL 30.628894
HRK 7.547552
HTG 151.809475
HUF 393.739159
IDR 19654.711213
ILS 3.60393
IMP 0.87126
INR 108.60329
IQD 1515.894754
IRR 1525001.44174
ISK 144.047519
JEP 0.87126
JMD 181.799371
JOD 0.82188
JPY 184.596363
KES 149.909481
KGS 101.364887
KHR 4623.983998
KMF 494.955743
KPW 1043.080849
KRW 1745.152688
KWD 0.35536
KYD 0.964297
KZT 556.328075
LAK 24848.914008
LBP 103633.441366
LKR 360.978751
LRD 211.759267
LSL 19.520632
LTL 3.422657
LVL 0.701156
LYD 7.407974
MAD 10.813063
MDL 20.15193
MGA 4824.983303
MKD 61.639787
MMK 2434.137979
MNT 4156.167228
MOP 9.340468
MRU 46.32084
MUR 53.912319
MVR 17.920835
MWK 2006.593056
MXN 20.746631
MYR 4.565921
MZN 74.073751
NAD 19.520632
NGN 1572.092184
NIO 42.579853
NOK 11.093021
NPR 173.089401
NZD 1.981616
OMR 0.445696
PAB 1.157196
PEN 4.000686
PGK 4.994983
PHP 69.723065
PKR 323.078682
PLN 4.282755
PYG 7557.973845
QAR 4.231485
RON 5.101986
RSD 117.449594
RUB 97.499663
RWF 1683.694173
SAR 4.352195
SBD 9.33305
SCR 15.877645
SDG 696.647132
SEK 10.831104
SGD 1.486609
SHP 0.86966
SLE 28.486057
SLL 24306.724357
SOS 661.297712
SRD 43.45349
STD 23991.981659
STN 24.499915
SVC 10.124965
SYP 128.128397
SZL 19.526932
THB 38.14522
TJS 11.114462
TMT 4.068602
TND 3.417588
TOP 2.790945
TRY 51.295112
TTD 7.850973
TWD 37.135217
TZS 3008.589588
UAH 50.693025
UGX 4373.984863
USD 1.159146
UYU 46.629839
UZS 14107.951178
VES 527.05282
VND 30499.449254
VUV 138.346896
WST 3.161587
XAF 655.95473
XAG 0.017031
XAU 0.000257
XCD 3.13265
XCG 2.085493
XDR 0.815797
XOF 655.95473
XPF 119.331742
YER 276.576393
ZAR 19.853262
ZMK 10433.709028
ZMW 22.593922
ZWL 373.244535
María Corina Machado diz que recebeu ajuda americana para sair da Venezuela
María Corina Machado diz que recebeu ajuda americana para sair da Venezuela / foto: Odd Andersen - AFP

María Corina Machado diz que recebeu ajuda americana para sair da Venezuela

A líder da oposição venezuelana María Corina Machado afirmou nesta quinta-feira (11) em Oslo que recebeu ajuda dos Estados Unidos para sair da Venezuela, onde vive na clandestinidade desde agosto de 2024, e viajar até Oslo para receber o Prêmio Nobel da Paz.

Tamanho do texto:

"Sim, recebemos ajuda do governo dos Estados Unidos", disse Corina Machado ao responder a uma pergunta da AFP durante uma entrevista coletiva no Instituto Nobel em Oslo, onde chegou na madrugada de quinta-feira após uma viagem secreta.

A líder opositora, de 58 anos, não chegou a tempo da cerimônia na quarta-feira na capital norueguesa. Sua filha, Ana Corina Sosa, recebeu o prêmio em seu nome.

Também nesta quinta-feira, durante uma visita ao Parlamento da Noruega, ela agradeceu "a todos os homens e mulheres que arriscaram suas vidas" para que ela pudesse viajar a Oslo.

Corina Machado disse que fará "todo o possível" para retornar à Venezuela, apesar do risco de detenção.

"Vim receber o prêmio em nome do povo venezuelano e o levarei à Venezuela no momento adequado", afirmou, em inglês.

"Não direi quando nem como isso acontecerá, mas farei todo o possível para poder retornar e também para acabar com esta tirania muito em breve", acrescentou, em sua primeira aparição pública desde janeiro, quando participou de um protesto contra a posse do presidente Nicolás Maduro para um terceiro mandato

O retorno da opositora ao cenário público acontece em plena crise entre Venezuela e Estados Unidos, país que mobiliza desde agosto uma flotilha naval para, oficialmente, combater o narcotráfico no Caribe e no Pacífico, onde causou 87 mortes.

Maduro, no entanto, acusa Washington de querer derrubá-lo para se apossar do petróleo de seu país.

Crítica implacável de Maduro, Corina Machado acenou para seus apoiadores da sacada de um hotel em Oslo pouco depois das 2h00 locais (22h00 de quarta-feira em Brasília). Ela foi ovacionada por seus seguidores e cantou o hino nacional da Venezuela com os apoiadores.

Depois, ela desceu para a rua e foi recebida como uma estrela do rock, aos gritos de "Liberdade!" e "Corajosa!" e com pedidos de "María, nos ajude a voltar!", interrompendo a calma do centro da aprazível capital norueguesa.

Muitos entoaram canções tradicionais com o "cuatro", um instrumento típico venezuelano, e gritavam palavras de ordem por uma "Venezuela livre".

- 'Lutar por liberdade' -

No discurso lido por sua filha durante a cerimônia de premiação na quarta-feira, a líder opositora venezuelana fez um apelo para "lutar por liberdade".

Por sua vez, o presidente do Comitê Norueguês do Nobel, Jørgen Watne Frydnes, enviou uma mensagem ao presidente venezuelano, Nicolás Maduro.

"Senhor Maduro: você deve aceitar os resultados eleitorais e renunciar ao cargo", disse Frydnes, interrompido por aplausos do público.

O discurso de Corina Machado denunciou os "crimes contra a humanidade, documentados pelas Nações Unidas" e um "terrorismo de Estado, usado para enterrar a vontade do povo".

"Se queremos ter democracia, devemos estar dispostos a lutar por liberdade", sustentou.

Dezenas de venezuelanos exilados, aliados políticos de Corina Machado e os presidentes de Argentina, Panamá, Equador e Paraguai viajaram à capital norueguesa para a cerimônia.

Não é a primeira vez que um vencedor do Nobel da Paz não pode comparecer à entrega. Isso já aconteceu com a iraniana Narges Mohammadi (2023), o chinês Liu Xiaobo (2010) e a birmanesa Aung San Suu Kyi (1991).

No mês passado, o procurador-geral da Venezuela declarou à AFP que Corina Machado seria considerada "foragida" caso deixasse o país, onde é acusada de "atos de conspiração, incitação ao ódio e terrorismo".

"Não seria do meu agrado que ela fosse detida, eu não ficaria feliz", declarou na quarta-feira o presidente americano Donald Trump, em resposta a perguntas de jornalistas na Casa Branca.

Benedicte Bull, professora especialista em América Latina na Universidade de Oslo, destacou que Corina Machado "corre o risco de ser presa se voltar, embora as autoridades tenham mostrado mais moderação com ela do que com muitos outros, porque uma prisão teria um simbolismo muito forte".

María Corina Machado passou à clandestinidade depois das eleições presidenciais de julho de 2024, que concederam um terceiro mandato a Nicolás Maduro. Os resultados não foram reconhecidos por Estados Unidos, União Europeia e vários países da América Latina.

Elogiada por seus esforços em favor da democracia na Venezuela, seus adversários criticam sua afinidade com Trump, a quem dedicou seu Nobel.

E.Leuenberger--NZN