Zürcher Nachrichten - De olho em Cuba, Marco Rubio assume papel crucial na crise da Venezuela

EUR -
AED 4.185806
AFN 72.37895
ALL 91.363279
AMD 414.238317
ANG 2.040605
AOA 1045.169442
ARS 1728.150807
AUD 1.618279
AWG 2.053011
AZN 1.934023
BAM 1.952383
BBD 2.295293
BDT 140.114765
BGN 1.918736
BHD 0.42965
BIF 3424.536276
BMD 1.13977
BND 1.456164
BOB 12.38606
BRL 5.862063
BSD 1.13961
BTN 109.051091
BWP 15.495723
BYN 3.450576
BYR 22339.494464
BZD 2.291999
CAD 1.607104
CDF 2634.009282
CHF 0.939644
CLF 0.027616
CLP 1090.440558
CNY 7.636237
CNH 7.65081
COP 3702.155732
CRC 517.097223
CUC 1.13977
CUP 30.203908
CVE 110.072829
CZK 24.412779
DJF 202.936592
DKK 7.476049
DOP 67.791349
DZD 152.571456
EGP 58.599549
ERN 17.096552
ETB 186.146914
FJD 2.549891
FKP 0.85543
GBP 0.859495
GEL 2.957738
GGP 0.85543
GHS 13.202009
GIP 0.85543
GMD 83.803565
GNF 10022.502156
GTQ 8.698851
GYD 238.424791
HKD 8.940021
HNL 30.588463
HRK 7.530804
HTG 148.949303
HUF 365.214829
IDR 20372.251227
ILS 3.457982
IMP 0.85543
INR 109.191061
IQD 1492.887085
IRR 1566785.002858
ISK 138.003476
JEP 0.85543
JMD 179.557307
JOD 0.808126
JPY 180.371468
KES 147.497261
KGS 99.672672
KHR 4621.566477
KMF 490.101219
KPW 1025.793475
KRW 1557.154117
KWD 0.352406
KYD 0.949667
KZT 506.765261
LAK 25535.418841
LBP 102052.578603
LKR 374.933775
LRD 196.571293
LSL 18.590126
LTL 3.365445
LVL 0.689435
LYD 7.275298
MAD 10.909002
MDL 20.169195
MGA 5007.258049
MKD 61.412513
MMK 2393.035557
MNT 4100.80579
MOP 9.206001
MRU 45.630536
MUR 54.572336
MVR 17.62107
MWK 1976.058755
MXN 19.918144
MYR 4.649694
MZN 72.833868
NAD 18.589963
NGN 1509.226833
NIO 41.936601
NOK 10.815672
NPR 174.481381
NZD 2.008281
OMR 0.438254
PAB 1.13961
PEN 3.847266
PGK 5.077158
PHP 71.495526
PKR 315.81315
PLN 4.378626
PYG 6754.178549
QAR 4.154665
RON 5.276113
RSD 117.529689
RUB 96.427137
RWF 1681.930781
SAR 4.281852
SBD 9.14781
SCR 15.764401
SDG 685.573659
SEK 11.28916
SGD 1.458633
SHP 0.852069
SLE 28.09485
SLL 23900.400397
SOS 651.262989
SRD 43.108956
STD 23590.940415
STN 24.457301
SVC 9.971591
SYP 14819.291464
SZL 18.585634
THB 38.064335
TJS 10.547132
TMT 3.989195
TND 3.366208
TOP 2.744293
TRY 55.663862
TTD 7.745478
TWD 36.211597
TZS 3020.388565
UAH 51.151022
UGX 4433.260167
USD 1.13977
UYU 45.680449
UZS 13447.581454
VES 970.333376
VND 29645.990855
VUV 134.889945
WST 3.137248
XAF 655.957
XAG 0.017599
XAU 0.000266
XCD 3.080286
XCG 2.053814
XDR 0.805877
XOF 655.957
XPF 119.331742
YER 269.612423
ZAR 18.658225
ZMK 10259.298615
ZMW 22.194349
ZWL 367.005515
SSP 6511.039995
MXV 2.257447
De olho em Cuba, Marco Rubio assume papel crucial na crise da Venezuela
De olho em Cuba, Marco Rubio assume papel crucial na crise da Venezuela / foto: Brendan SMIALOWSKI - AFP

De olho em Cuba, Marco Rubio assume papel crucial na crise da Venezuela

Primeiro secretário de Estado hispânico dos Estados Unidos, Marco Rubio vive um momento crucial em sua carreira política desde a prisão do líder venezuelano deposto Nicolás Maduro: administrar os assuntos de um dos países mais complexos da região à distância.

Tamanho do texto:

Quando convocou uma coletiva de imprensa para reivindicar a responsabilidade pelo ataque na Venezuela, o presidente americano, Donald Trump, dirigiu-se a Rubio diversas vezes, pedindo explicações sobre os próximos passos.

Isso adiciona uma carga extra para o político de 54 anos que, além de chefiar a diplomacia americana, também é conselheiro de Segurança Nacional na Casa Branca, onde frequentemente passa mais tempo do que no próprio Departamento de Estado.

- Batalha contra o 'esquerdismo' -

Diplomatas e especialistas latino-americanos em Washington reconhecem, em conversas privadas, que Rubio possui um domínio magistral dos assuntos da região, tendo passado mais de uma década em cargos de política externa e inteligência no Senado.

Sua batalha sempre foi a de impor uma agenda agressiva contra o que ele considera uma "ameaça esquerdista" excessiva na América Latina, região dominada por décadas por Caracas em aliança com Havana e aliados menores, como a Nicarágua do casal Ortega e a Bolívia de Evo Morales.

O momento chegou com Trump e sua visão populista e brutal das relações exteriores.

A recente estratégia de segurança nacional, que dedica quatro páginas à América Latina, é a prova essencial dessa mudança.

"Se você está na mira deste governo, é melhor se preocupar. Os cubanos não só perderam muito petróleo, como agora Rubio pode estar de olho neles", explicou Emily Harding, vice-presidente do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais.

Rubio tem o cuidado de, em público, dar todo o crédito a Trump, o presidente que o humilhou repetidamente nas primárias republicanas de 2016, mas que agora, fiel ao seu estilo imprevisível, o mantém como um de seus principais conselheiros.

"Todos em Washington falam, mas ninguém age como este presidente", exclamou Rubio.

Após sua derrota em 2016, Rubio se familiarizou com todos os aspectos da política externa dos Estados Unidos.

Quando Trump lhe pediu para realizar uma grande reforma no Departamento de Estado, começando pela ajuda externa, ele não hesitou em usar as tesouras.

Especialistas de administrações democratas anteriores criticam um suposto oportunismo em Rubio, que, em sua visão, mantém suas ambições presidenciais intactas.

- Quebrar paradigmas -

Por outro lado, Rubio não tem medo de quebrar paradigmas, como quando realizou uma coletiva de imprensa quase inteiramente em espanhol no Departamento de Estado no final de 2025.

Sempre que é questionado se concorrerá como candidato republicano em 2028, ele responde vez ou outra que a decisão já foi tomada e que o candidato será o vice-presidente JD Vance.

Uma coisa em que ele parece não ceder é a exigência de uma transição política em Cuba, país que seus pais deixaram antes da Revolução de 1959, justamente para fugir da ausência de democracia.

"Marco não era o tipo de pessoa que violaria seus princípios" ao chegar à Casa Branca, escreveu a chefe de gabinete de Trump, Susie Wile, em um artigo da Vanity Fair que causou alvoroço em Washington há um mês por sua visão contundente do governo Trump.

Mas antes de alcançar uma mudança em Cuba que doze administrações presidenciais não conseguiram, ele precisa enfrentar seu desafio mais decisivo até agora: redirecionar a Venezuela, um país enorme que está quase falido economicamente.

Rubio "vê uma oportunidade e está disposto a abandonar algumas de suas posições sobre direitos humanos, democracia e o papel dos Estados Unidos como garantidor da estabilidade global, em busca do prêmio de destronar Maduro e, potencialmente, o controle comunista de Cuba", afirma Brett Burne, ex-diplomata que trabalhou na Venezuela.

Um ex-funcionário republicano hispânico de alto escalão, que trabalhou por anos no Congresso ao lado de Rubio, discorda dessa visão: o objetivo desejado é justamente o de colocar Cuba de volta no caminho da democracia e do respeito aos direitos humanos, e isso começa em Caracas, mas deve ser tentado de forma pacífica, se possível.

"No fim das contas, o fato de Rubio conseguir convencer o presidente a assumir esse risco, essa operação [militar], é monumental. No entanto, as eleições [na Venezuela] não vão acontecer da noite para o dia. Agora precisamos ver se a opção do presidente é válida", explica essa fonte, sob condição de anonimato.

P.E.Steiner--NZN