Zürcher Nachrichten - Captura de Maduro: duro golpe para serviços de inteligência cubanos

EUR -
AED 4.351869
AFN 77.023985
ALL 96.63237
AMD 452.823666
ANG 2.121224
AOA 1086.634242
ARS 1714.678669
AUD 1.704125
AWG 2.135942
AZN 2.016552
BAM 1.955039
BBD 2.405763
BDT 145.96316
BGN 1.990034
BHD 0.448925
BIF 3538.721986
BMD 1.184989
BND 1.512711
BOB 8.253786
BRL 6.228891
BSD 1.194435
BTN 109.687287
BWP 15.628914
BYN 3.402075
BYR 23225.775647
BZD 2.402265
CAD 1.612331
CDF 2683.999101
CHF 0.915765
CLF 0.026002
CLP 1026.709185
CNY 8.237744
CNH 8.246608
COP 4348.606608
CRC 591.469676
CUC 1.184989
CUP 31.402197
CVE 110.222078
CZK 24.343237
DJF 212.697174
DKK 7.467211
DOP 75.200716
DZD 154.410871
EGP 55.902865
ERN 17.774828
ETB 185.552144
FJD 2.612485
FKP 0.865555
GBP 0.865271
GEL 3.193574
GGP 0.865555
GHS 13.084905
GIP 0.865555
GMD 86.504497
GNF 10480.918624
GTQ 9.161432
GYD 249.892689
HKD 9.256278
HNL 31.526723
HRK 7.534037
HTG 156.319128
HUF 380.877851
IDR 19876.405501
ILS 3.662095
IMP 0.865555
INR 108.656932
IQD 1564.790655
IRR 49917.642999
ISK 144.93564
JEP 0.865555
JMD 187.177111
JOD 0.840116
JPY 183.471566
KES 154.209949
KGS 103.627087
KHR 4803.129613
KMF 491.769793
KPW 1066.4897
KRW 1719.182195
KWD 0.363696
KYD 0.995412
KZT 600.736067
LAK 25704.990216
LBP 106962.747619
LKR 369.386157
LRD 215.296161
LSL 18.965415
LTL 3.498963
LVL 0.716788
LYD 7.495081
MAD 10.834781
MDL 20.090177
MGA 5337.921359
MKD 61.616006
MMK 2488.865218
MNT 4226.121106
MOP 9.60526
MRU 47.658441
MUR 53.834423
MVR 18.319442
MWK 2071.193456
MXN 20.620577
MYR 4.671242
MZN 75.555046
NAD 18.965415
NGN 1642.962557
NIO 43.952884
NOK 11.418882
NPR 175.499659
NZD 1.97076
OMR 0.457862
PAB 1.194435
PEN 3.993545
PGK 5.113009
PHP 69.813597
PKR 334.176468
PLN 4.213363
PYG 8000.884374
QAR 4.354904
RON 5.095326
RSD 117.354301
RUB 90.534923
RWF 1742.721367
SAR 4.44571
SBD 9.54107
SCR 17.197303
SDG 712.773565
SEK 10.560067
SGD 1.50588
SHP 0.889048
SLE 28.824866
SLL 24848.616602
SOS 682.634175
SRD 45.089405
STD 24526.870573
STN 24.490463
SVC 10.45093
SYP 13105.469656
SZL 18.959617
THB 37.213986
TJS 11.150158
TMT 4.14746
TND 3.431864
TOP 2.853168
TRY 51.538109
TTD 8.109842
TWD 37.443255
TZS 3075.70229
UAH 51.194065
UGX 4270.337087
USD 1.184989
UYU 46.35195
UZS 14602.313711
VES 409.936611
VND 30738.603075
VUV 140.766514
WST 3.212244
XAF 655.701663
XAG 0.013999
XAU 0.000244
XCD 3.202491
XCG 2.152662
XDR 0.815482
XOF 655.701663
XPF 119.331742
YER 282.412399
ZAR 19.100534
ZMK 10666.318069
ZMW 23.440872
ZWL 381.565831
Captura de Maduro: duro golpe para serviços de inteligência cubanos
Captura de Maduro: duro golpe para serviços de inteligência cubanos / foto: ADALBERTO ROQUE - AFP

Captura de Maduro: duro golpe para serviços de inteligência cubanos

A captura de Nicolás Maduro e a morte de 32 cubanos durante um ataque das forças americanas à Venezuela representam um duro golpe para os serviços de inteligência de Cuba, reconhecidos por sua eficácia, concordam especialistas.

Tamanho do texto:

Dois dias após o ataque americano contra um complexo militar em Caracas, Havana confirmou a morte, nessa operação, de 32 integrantes de suas forças de segurança, alguns dos quais provavelmente encarregados da proteção do líder venezuelano. Caracas lamentou a morte de 23 militares.

Entre os cubanos, 21 pertenciam ao Ministério do Interior, que supervisiona os serviços de inteligência, e 11 eram das Forças Armadas Revolucionárias. Não houve divulgação de informações sobre possíveis feridos.

Os especialistas consultados pela AFP concordam que a chave da operação militar, minuciosamente preparada durante meses por Washington e mantida em absoluto sigilo, foi "o fator surpresa".

"A inteligência cubana (...) convenceu o regime de Maduro e suas agências de segurança de que os Estados Unidos nunca atacariam o território venezuelano", explica José Gustavo Arocha, ex-oficial do Exército venezuelano e especialista do Centro para uma Sociedade Livre e Segura, um think-tank americano especializado em questões de defesa.

Da mesma forma, Fulton Armstrong, ex-oficial de inteligência americano e pesquisador para a América Latina na Universidade Americana de Washington, destaca "o fracasso em antecipar o ataque" e em "detectar" a entrada dos helicópteros americanos no território venezuelano.

"Mesmo um aviso de cinco ou dez minutos teria feito uma grande diferença para os guardas e para Maduro", avalia o ex-agente da CIA. Ao mesmo tempo, as forças americanas se beneficiaram de uma informação "incrível" "em tempo real" graças a drones furtivos para vigiar os movimentos do líder venezuelano.

A isso se soma um equipamento de combate especialmente sofisticado e "provavelmente a ordem de atirar para matar", ressalta.

Outra fragilidade, segundo o ex-embaixador britânico em Cuba e na Venezuela Paul Hare, é que os serviços de inteligência cubanos subestimaram "o acesso dos Estados Unidos à cooperação interna na Venezuela".

O New York Times, citando fontes próximas à operação, afirmou que uma "fonte da CIA dentro do governo venezuelano" monitorou a localização de Nicolás Maduro e facilitou o início da operação.

- "Novo ator" -

Por muito tempo, os serviços secretos cubanos, formados na época da KGB soviética, gozaram de uma reputação de invencibilidade. Além de terem frustrado cerca de 600 tentativas de assassinato contra o presidente cubano Fidel Castro (1926-2016), são conhecidos pela capacidade de infiltrar agentes ou recrutar altos funcionários estrangeiros, especialmente americanos.

O caso mais recente que veio à tona é o de Víctor Manuel Rocha, ex-embaixador americano condenado em 2024 a 15 anos de prisão após ter atuado por mais de 40 anos como agente encoberto do Estado cubano.

Os cubanos "não interpretaram adequadamente a administração Trump, e daí veio seu fracasso catastrófico", sustenta Arocha. A nova Estratégia de Segurança Nacional dos Estados Unidos, acrescenta, deixa claro o objetivo da supremacia americana na América Latina.

Washington denunciou reiteradamente a penetração cubana no aparato de segurança venezuelano, especialmente nos serviços de inteligência civil, na contraespionagem militar e no sistema nacional de identificação.

Caracas e Havana desmentiram sistematicamente essas acusações, afirmando que o fornecimento de petróleo à ilha ocorria em troca do envio de médicos e pessoal humanitário.

"Tantos anos no poder [na Venezuela] fazendo a mesma coisa com sucesso impediram [os serviços cubanos] de perceber as mudanças", afirma o ex-militar venezuelano. "O fracasso está na chegada de um novo ator, Donald Trump, que mudou a dinâmica da tomada de decisões e não utilizou os canais convencionais", aponta.

Trump não hesitou em desafiar o direito internacional ao ordenar a captura do presidente venezuelano em exercício, que foi levado à força aos Estados Unidos. Washington se defendeu alegando tratar-se de uma "operação policial", e não de uma ação militar, o que lhe permitiu contornar o processo legislativo de autorização do Congresso.

"Todas as capacidades da inteligência cubana foram bloqueadas pela primeira vez na região, não por falhas tecnológicas, mas porque seus métodos tradicionais se tornaram irrelevantes diante desse novo estilo de tomada de decisões", avalia Arocha.

O.Pereira--NZN