Zürcher Nachrichten - STF inicia julgamento de acusados de mandar matar Marielle Franco

EUR -
AED 4.288327
AFN 77.057799
ALL 92.715157
AMD 425.688495
ANG 2.089648
AOA 1071.80438
ARS 1765.136703
AUD 1.629776
AWG 2.098658
AZN 1.982487
BAM 1.958547
BBD 2.35224
BDT 143.713451
BGN 1.98058
BHD 0.440134
BIF 3493.871995
BMD 1.167543
BND 1.483907
BOB 13.44775
BRL 6.010276
BSD 1.167863
BTN 111.375856
BWP 15.636735
BYN 3.523403
BYR 22883.839967
BZD 2.348875
CAD 1.615377
CDF 2660.250346
CHF 0.9366
CLF 0.027093
CLP 1066.319721
CNY 7.846297
CNH 7.842818
COP 3612.961366
CRC 529.854638
CUC 1.167543
CUP 30.939886
CVE 110.659778
CZK 24.080589
DJF 207.495971
DKK 7.475719
DOP 68.009531
DZD 155.295133
EGP 58.806103
ERN 17.513143
ETB 187.36614
FJD 2.583714
FKP 0.856621
GBP 0.855219
GEL 3.041427
GGP 0.856621
GHS 13.064563
GIP 0.856621
GMD 85.81338
GNF 10245.188952
GTQ 8.910423
GYD 244.33753
HKD 9.152193
HNL 31.383503
HRK 7.538944
HTG 152.783019
HUF 360.665987
IDR 20652.66557
ILS 3.478224
IMP 0.856621
INR 110.905012
IQD 1529.481141
IRR 1604904.40869
ISK 141.22675
JEP 0.856621
JMD 185.360027
JOD 0.827812
JPY 185.905509
KES 151.126773
KGS 102.101663
KHR 4719.754866
KMF 493.870362
KPW 1050.788913
KRW 1610.998755
KWD 0.360257
KYD 0.973253
KZT 534.771641
LAK 26211.33675
LBP 104553.462974
LKR 383.603055
LRD 211.679124
LSL 18.727259
LTL 3.447451
LVL 0.706235
LYD 7.3847
MAD 10.8167
MDL 20.181051
MGA 5049.622679
MKD 61.607215
MMK 2451.572356
MNT 4199.111532
MOP 9.428906
MRU 46.820011
MUR 54.197215
MVR 18.050355
MWK 2028.021837
MXN 19.78658
MYR 4.718861
MZN 74.611835
NAD 18.726999
NGN 1572.995219
NIO 42.848875
NOK 10.85959
NPR 178.208047
NZD 1.956247
OMR 0.448923
PAB 1.167928
PEN 3.915359
PGK 5.156453
PHP 71.879715
PKR 324.139089
PLN 4.303271
PYG 7000.820909
QAR 4.255113
RON 5.256156
RSD 117.302989
RUB 97.728672
RWF 1716.287998
SAR 4.387966
SBD 9.362964
SCR 16.085453
SDG 702.271282
SEK 11.034273
SGD 1.482314
SHP 0.864993
SLE 28.779677
SLL 24482.789005
SOS 667.251121
SRD 44.27561
STD 24165.779848
STN 24.92704
SVC 10.219336
SYP 15180.392097
SZL 18.715847
THB 38.180495
TJS 10.767675
TMT 4.098075
TND 3.37245
TOP 2.811163
TRY 56.135145
TTD 7.9343
TWD 37.183891
TZS 3093.986204
UAH 52.179298
UGX 4356.166895
USD 1.167543
UYU 46.946461
UZS 13806.194586
VES 914.982846
VND 30486.879042
VUV 138.121944
WST 3.17098
XAF 656.864399
XAG 0.017007
XAU 0.000251
XCD 3.155343
XCG 2.104889
XDR 0.825513
XOF 659.661291
XPF 119.331742
YER 276.812825
ZAR 18.612734
ZMK 10509.291072
ZMW 22.242011
ZWL 375.948323
STF inicia julgamento de acusados de mandar matar Marielle Franco
STF inicia julgamento de acusados de mandar matar Marielle Franco / foto: Renan OLAZ - Rio de Janeiro Municipal Chamber/AFP/Arquivos

STF inicia julgamento de acusados de mandar matar Marielle Franco

Oito anos depois do assassinato da vereadora carioca Marielle Franco (PSOL), símbolo do movimento negro e LGBTQIA+ no Brasil, o Supremo Tribunal Federal (STF) inicia nesta terça-feira (24), em Brasília, o julgamento de políticos e ex-policiais acusados de serem os mandantes do crime.

Tamanho do texto:

Aos 38 anos, a vereadora do município do Rio de Janeiro foi morta a tiros em 14 de março de 2018, quando se deslocava em seu carro no centro da cidade.

Ela morreu na hora, assim como seu motorista Anderson Gomes.

O atirador e um cúmplice, que dirigia o carro para o atentado, já foram condenados a longas penas de prisão em 2024.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) acusa o ex-deputado federal Chiquinho Brazão e seu irmão Domingos, ex-deputado estadual e conselheiro do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro (TCE-RJ), de terem ordenado o assassinato que chocou o país.

Segundo a acusação, Marielle se opunha na Câmara Municipal a propostas defendidas pelos irmãos Brazão para legalizar a apropriação de terrenos por parte das milícias que controlam grandes territórios no Rio de Janeiro.

Oriunda da favela da Maré, a então vereadora defendia os direitos das populações marginalizadas, sobretudo de jovens negros, mulheres e pessoas da comunidade LGBTQIA+.

- Os 'tentáculos' do crime -

Sua irmã Anielle Franco, atual ministra da Igualdade Racial do governo de Luiz Inácio Lula da Silva, estará presente no julgamento em Brasília, assim como outros membros de sua família.

"Não tenho dúvidas de que os responsáveis serão condenados. E isso importa. Importa muito", afirmou, por sua vez, a viúva da vereadora, Monica Benicio, em coluna publicada no fim de semana no jornal O Globo.

Mas "esse ecossistema que matou Marielle segue operando e ampliando seus tentáculos", advertiu, em alusão às milícias.

Formados no Rio há cerca de 40 anos por ex-policiais como células de autodefesa contra o tráfico de drogas, esses grupos rapidamente se tornaram gangues temíveis que praticam todos os tipos de extorsão.

Beneficiadas por apoio político de alto nível, também se apropriaram de terrenos públicos para construir ilegalmente habitações e edifícios comerciais.

O STF também julga outros três acusados por suposto envolvimento no assassinato: o ex-delegado da Polícia Civil do Rio de Janeiro, Rivaldo Barbosa; o ex-policial militar Ronald Paulo de Alves, e Robson Calixto Fonseca, ex-assessor do TCE.

Barbosa é acusado de ter se aproveitado de sua posição de comando na Polícia Civil do Rio de Janeiro para obstruir as investigações e garantir a impunidade dos autores intelectuais.

Quatro acusados estão em prisão preventiva e Chiquinho Brazão está atualmente em prisão domiciliar.

- Delação premiada -

Em outubro de 2024, um júri popular condenou Ronnie Lessa a 78 anos de prisão, um ex-policial que confessou ter matado Marielle com uma submetralhadora.

Ele atirou contra a então vereadora e seu motorista de um veículo conduzido por seu cúmplice Élcio Queiroz, que foi condenado a 59 anos de reclusão.

Durante o julgamento, Lessa disse que ficou "cego" e "louco" de ambição pelo valor oferecido para cometer o crime: R$ 25 milhões.

Os irmãos Brazão negam as acusações e questionam a validade de um acordo de delação premiada (colaboração premiada) firmado por Lessa com a Justiça para confessar.

"A denúncia está fundamentada não apenas na colaboração premiada de Ronnie Lessa. Está fundamentada em diversos elementos indiciários, depoimentos, documentos que corroboram essas imputações iniciais feitas pela Procuradoria-Geral da República", disse, em 2024, o ministro Alexandre de Moraes, ao justificar a abertura da ação penal contra os acusados.

Na qualidade de relator do caso, Moraes será o primeiro dos quatro ministros da Primeira Turma do STF a votar pela condenação ou absolvição.

O ministro foi relator de outro processo histórico, no qual o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi condenado a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado.

D.Smith--NZN