Zürcher Nachrichten - Libaneses mais uma vez mergulhados no 'pesadelo' de uma guerra que não escolheram

EUR -
AED 4.111436
AFN 72.768959
ALL 91.308618
AMD 403.895778
ANG 2.0037
AOA 1026.599356
ARS 1693.969257
AUD 1.597028
AWG 2.017934
AZN 1.902994
BAM 1.953845
BBD 2.250638
BDT 137.612277
BGN 1.956731
BHD 0.421995
BIF 3350.586853
BMD 1.11952
BND 1.430443
BOB 13.145844
BRL 5.627939
BSD 1.117382
BTN 106.413778
BWP 15.350637
BYN 3.365167
BYR 21942.583716
BZD 2.247441
CAD 1.591526
CDF 2588.885762
CHF 0.933271
CLF 0.027885
CLP 1097.475843
CNY 7.491993
CNH 7.49304
COP 3570.002395
CRC 508.711326
CUC 1.11952
CUP 26.817562
CVE 110.154756
CZK 24.369588
DJF 198.988849
DKK 7.475379
DOP 68.514185
DZD 150.59775
EGP 59.436079
ERN 16.792794
ETB 182.520133
FJD 2.512428
FKP 0.844856
GBP 0.844135
GEL 2.905146
GGP 0.844856
GHS 13.045944
GIP 0.844856
GMD 82.844322
GNF 9829.767188
GTQ 8.542451
GYD 233.776035
HKD 8.786035
HNL 29.993982
HRK 7.533921
HTG 146.16111
HUF 363.645148
IDR 20040.240074
ILS 3.437263
IMP 0.844856
INR 106.410897
IQD 1692.905729
IRR 1992588.114961
ISK 136.223272
JEP 0.844856
JMD 177.452404
JOD 0.793793
JPY 177.393446
KES 145.213141
KGS 97.901393
KHR 4547.367726
KMF 492.588131
KPW 1007.567576
KRW 1495.10734
KWD 0.348932
KYD 0.931147
KZT 501.167237
LAK 25130.288255
LBP 100067.773811
LKR 369.681765
LRD 190.526978
LSL 18.425248
LTL 3.30565
LVL 0.677186
LYD 7.188095
MAD 10.925666
MDL 20.079456
MGA 5044.950979
MKD 61.513437
MMK 2351.022941
MNT 4029.911268
MOP 9.03286
MRU 44.820945
MUR 53.300043
MVR 17.307707
MWK 1937.660776
MXN 20.553165
MYR 4.571109
MZN 71.535449
NAD 18.425248
NGN 1489.41098
NIO 41.119031
NOK 10.631434
NPR 170.262444
NZD 1.99251
OMR 0.430459
PAB 1.117382
PEN 3.854642
PGK 5.069131
PHP 70.380279
PKR 309.381968
PLN 4.370957
PYG 6388.862789
QAR 4.073124
RON 5.344023
RSD 117.388343
RUB 93.955255
RWF 1650.947721
SAR 4.204322
SBD 9.043559
SCR 15.45982
SDG 673.418673
SEK 11.153527
SGD 1.435011
SHP 0.844697
SLE 27.618534
SLL 23475.770701
SOS 638.560924
SRD 42.147119
STD 23171.79495
STN 24.476488
SVC 9.776997
SYP 14555.993192
SZL 18.428557
THB 37.592912
TJS 10.313678
TMT 3.918319
TND 3.345452
TOP 2.695534
TRY 55.295596
TTD 7.599225
TWD 36.002518
TZS 2944.339826
UAH 50.407652
UGX 4626.369898
USD 1.11952
UYU 44.915049
UZS 13295.693581
VES 980.365086
VND 28985.481377
VUV 133.640058
WST 3.121902
XAF 655.957
XAG 0.01912
XAU 0.000270215632
XCD 3.025558
XCG 2.013884
XDR 0.791558
XOF 655.957
XPF 119.331742
YER 264.428504
ZAR 18.458302
ZMK 10077.020756
ZMW 22.24663
ZWL 360.484847
SSP 6435.585165
MXV 2.320931
Libaneses mais uma vez mergulhados no 'pesadelo' de uma guerra que não escolheram
Libaneses mais uma vez mergulhados no 'pesadelo' de uma guerra que não escolheram / foto: Joseph EID - AFP

Libaneses mais uma vez mergulhados no 'pesadelo' de uma guerra que não escolheram

No saguão de uma escola, onde centenas de deslocados estão abrigados, Zainab Mokdad, que fugiu dos subúrbios do sul de Beirute sob as bombas, não consegue conter sua raiva contra esta nova guerra "imposta" com Israel.

Tamanho do texto:

"É um pesadelo. Você está em casa, segura, e de repente precisa fugir", disse esta mulher de 50 anos, sentada sobre um colchão, com a filha doente ao seu lado.

Estava preparando a refeição que antecede o amanhecer durante o mês de jejum do Ramadã quando começaram os ataques israelenses sobre seu bairro, um reduto do Hezbollah pró-iraniano.

Mokdad e sua família passaram o resto da noite ao relento, em frente ao mar, antes de chegar a este centro de acolhimento ao norte da capital.

"Esta guerra nos foi imposta (...) não podemos fazer nada", lamenta a mulher.

Nas salas de aulas vazias, o cansaço das noites sem dormir se reflete nos rostos. Mulheres e crianças passam o tempo sentadas sobre finos cobertores de lã ou diretamente no chão.

O primeiro-ministro Nawaf Salam advertiu que um "desastre humanitário" se aproxima devido ao deslocamento em massa da população do subúrbio sul, onde normalmente vivem entre 600 mil e 800 mil pessoas.

Os deslocados são "vítimas da guerra israelense contra o Líbano, mas também daqueles que forneceram um pretexto para a agressão israelense", acrescentou Salam, criticando o Hezbollah.

Embora a guerra israelense-americana tivesse, inicialmente, o Irã como alvo, os ataques de segunda-feira efetuados pelo grupo xiita libanês contra seu vizinho para "vingar" a morte do líder supremo iraniano provocaram represálias em massa de Israel.

- "Qual é o objetivo?" -

Durante o conflito anterior com Israel, em 2024, o Hezbollah, que administra escolas, hospitais e organizações comunitárias através de uma ampla rede financeira, ajudava os deslocados. Muitos deles receberam dinheiro para se realocar.

Mas, desde então, o grupo ficou consideravelmente debilitado e seus circuitos financeiros estão sob pressão. As famílias que fugiram, às vezes sem levar nada, se sentem abandonadas à própria sorte.

Embora a maioria não critique o Hezbollah diante das câmeras, o apoio incondicional que recebeu durante muito tempo parece menos evidente.

"Quanto tempo mais vai durar nosso sofrimento? Qual é o objetivo desta guerra? Para chegar a quê? Nada disso faz sentido", questiona Hiam, de 53 anos, que fugiu de casa nos primeiros bombardeios.

"Estamos entregues à nossa própria sorte... a história se repete, mas quem se importa com o nosso povo?", continua esta moradora da periferia, que se recusa a dizer seu sobrenome.

Em um quarto ao lado, onde mulheres preparam o iftar --a comida para romper o jejum--, Lubna Saad conta que fugiu durante a noite da pequena cidade de Bint Jbeil, no sul do país, perto da fronteira com Israel.

"Não pensei que isto fosse se repetir", diz esta mulher de 42 anos, em referência ao conflito anterior que já havia colocado grande parte dos habitantes da região na rua. "Achei que tínhamos voltado para casa e que tudo tinha acabado", destaca.

No jardim da escola, onde as mulheres estendem roupas sobre os ramos das árvores, Nohad Arkan, professora de 33 anos, parece exausta depois de uma noite fugindo do sul do Líbano.

"Não havia nenhum motivo para que esta guerra se repetisse, e ela chega no pior momento. Tenho a sensação de viver um pesadelo e espero acordar", diz.

Para muitos, a guerra nunca terminou.

Apesar do cessar-fogo alcançado em novembro de 2024, Israel continuou bombardeando as zonas fronteiriças para aniquilar as posições do Hezbollah e neutralizar seus líderes.

"Ninguém está seguro, ninguém consegue cultivar suas terras nem viver com normalidade", suspira Mohamad Ali Taqi, de 50 anos, trabalhador da cidade fronteiriça de Markaba.

"Não há sequer compaixão pelas crianças", ressalta.

N.Fischer--NZN