Zürcher Nachrichten - Irã desafia Trump e insta civis a se afastarem dos americanos

EUR -
AED 4.106929
AFN 72.688924
ALL 91.671653
AMD 405.039552
ANG 2.001898
AOA 1026.592911
ARS 1696.163306
AUD 1.60354
AWG 2.012927
AZN 1.897268
BAM 1.959897
BBD 2.256518
BDT 137.918339
BGN 1.955921
BHD 0.42288
BIF 3352.178254
BMD 1.118293
BND 1.434787
BOB 13.270507
BRL 5.579502
BSD 1.120342
BTN 107.240284
BWP 15.413224
BYN 3.378964
BYR 21918.541989
BZD 2.253311
CAD 1.594401
CDF 2583.256828
CHF 0.931432
CLF 0.027757
CLP 1092.426594
CNY 7.483784
CNH 7.486669
COP 3576.479809
CRC 510.262217
CUC 1.118293
CUP 26.889216
CVE 110.494028
CZK 24.351981
DJF 199.507099
DKK 7.475318
DOP 68.031622
DZD 150.590431
EGP 59.034574
ERN 16.774394
ETB 183.004161
FJD 2.518171
FKP 0.846882
GBP 0.844775
GEL 2.896821
GGP 0.846882
GHS 13.175309
GIP 0.846882
GMD 82.119627
GNF 9856.518386
GTQ 8.564753
GYD 234.285619
HKD 8.776391
HNL 30.073604
HRK 7.53562
HTG 146.715419
HUF 364.19108
IDR 19980.204804
ILS 3.437522
IMP 0.846882
INR 106.436831
IQD 1698.420427
IRR 1989968.77114
ISK 136.207035
JEP 0.846882
JMD 178.543271
JOD 0.792904
JPY 176.628734
KES 145.131648
KGS 97.79411
KHR 4548.631619
KMF 492.04898
KPW 1006.463709
KRW 1499.698041
KWD 0.34837
KYD 0.933652
KZT 504.725203
LAK 25191.666946
LBP 100330.054979
LKR 370.845308
LRD 191.029375
LSL 18.534549
LTL 3.302028
LVL 0.676445
LYD 7.199051
MAD 10.839468
MDL 20.065951
MGA 5053.565234
MKD 61.693221
MMK 2348.58846
MNT 4021.560281
MOP 9.056171
MRU 45.033747
MUR 53.376128
MVR 17.277937
MWK 1942.761634
MXN 20.411514
MYR 4.568902
MZN 71.470336
NAD 18.534549
NGN 1488.525713
NIO 41.22582
NOK 10.682287
NPR 171.586192
NZD 1.994834
OMR 0.429986
PAB 1.120322
PEN 3.857565
PGK 5.007379
PHP 70.182964
PKR 310.20513
PLN 4.379319
PYG 6373.324387
QAR 4.095389
RON 5.337836
RSD 117.38275
RUB 93.79009
RWF 1651.953656
SAR 4.201058
SBD 9.03365
SCR 15.473274
SDG 672.652017
SEK 11.178059
SGD 1.431275
SHP 0.844951
SLE 27.588617
SLL 23450.046749
SOS 640.338724
SRD 42.122737
STD 23146.406419
STN 24.550888
SVC 9.80332
SYP 14540.045456
SZL 18.528737
THB 37.517624
TJS 10.324284
TMT 3.925208
TND 3.351447
TOP 2.692582
TRY 55.207211
TTD 7.618929
TWD 35.952448
TZS 2954.779409
UAH 50.43414
UGX 4627.591911
USD 1.118293
UYU 45.06381
UZS 13332.635421
VES 979.290938
VND 28983.357755
VUV 133.134996
WST 3.105539
XAF 655.957
XAG 0.018472
XAU 0.00026698044
XCD 3.022242
XCG 2.019185
XDR 0.790691
XOF 655.957
XPF 119.331742
YER 264.136906
ZAR 18.424103
ZMK 10065.977124
ZMW 22.239495
ZWL 360.089876
SSP 6439.428786
MXV 2.305072
Irã desafia Trump e insta civis a se afastarem dos americanos
Irã desafia Trump e insta civis a se afastarem dos americanos / foto: Brendan Smialowski - Pool/AFP

Irã desafia Trump e insta civis a se afastarem dos americanos

O Irã instou, nesta sexta-feira (27), os civis a se afastarem das forças americanas no Oriente Médio, em um novo desafio depois que o presidente Donald Trump afirmou que as negociações para pôr fim à guerra "vão bem".

Tamanho do texto:

Há vários dias, Trump alterna ameaças de ataques com declarações que anunciam o fim iminente da guerra desencadeada em 28 de fevereiro por bombardeios conjuntos dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã.

O presidente republicano adiou "até segunda-feira, às 20h, horário de Washington" seu ultimato de ataque às usinas elétricas no Irã, segundo ele "a pedido do governo iraniano".

Oficialmente, Teerã nega as "negociações", mas enviou por meio do Paquistão, país mediador, uma resposta ao plano americano em 15 pontos, segundo uma fonte anônima citada na quinta-feira pela agência de notícias Tasnim.

O diálogo indireto não silencia as armas nem reduziu a tensão.

Em seu site Sepah News, a Guarda Revolucionária, o exército ideológico da república islâmica, classificou de "covardes" as forças americano-israelenses porque, segundo eles, "tentam utilizar locais civis e inocentes como escudos humanos".

"Recomendamos que abandonem urgentemente os locais onde estão estacionadas as tropas americanas para que nada lhes aconteça", advertiram.

Além disso, a Guarda Revolucionária obrigou três navios a dar meia-volta no Estreito de Ormuz, uma rota estratégica para o comércio mundial de hidrocarbonetos que, segundo eles, está fechada a embarcações que venham ou se dirijam a portos vinculados ao "inimigo".

- Ameaça a hotéis -

O Exército iraniano, por sua vez, advertiu que hotéis da região que hospedem militares americanos se tornarão alvos.

Quando soldados americanos "entram em um hotel (...), ele se torna americano", afirmou o porta-voz das Forças Armadas, Abolfazl Shekarchi.

Também ameaçam continuar atacando Israel e bases americanas nos Emirados Árabes Unidos, Catar, Kuwait e Bahrein.

O Soufan Center, com sede em Nova York, estima que os Estados Unidos correm o risco de cometer um erro de cálculo com o "regime ultraconservador" iraniano.

Desde o início da guerra, "os assassinatos de altos cargos não apenas permitiram que os radicais permanecessem no poder, como também marginalizaram a direção política e colocaram o Corpo da Guarda Revolucionária no centro do jogo", adverte esse instituto especializado.

O tema domina uma reunião do G7 em Paris, à qual se juntou nesta sexta-feira o chefe da diplomacia americana, Marco Rubio, que muito provavelmente pedirá a seus parceiros que colaborem nas tentativas de reabrir o Estreito de Ormuz.

Mas alguns aliados estão incomodados. O ministro da Defesa alemão, Boris Pistorius, criticou a falta de "consulta, objetivo claro e estratégia de saída" de Washington.

- "Nenhuma renda" -

No sábado se completará um mês da guerra, que se estendeu por todo o Oriente Médio e alimentou temores sobre a economia mundial e o fornecimento de petróleo e gás.

Embora Washington pareça buscar uma saída diplomática para o conflito, Israel intensifica sua campanha militar com novos ataques nesta sexta-feira no oeste do país e contra Teerã. Afirma que tem como alvo instalações de produção de armas, "principalmente mísseis balísticos".

Há um mês, os bombardeios e a angústia impedem os moradores de Teerã de dormir.

"Não tenho absolutamente nenhuma renda", diz Golnar, que vivia de sua loja online.

"Na nossa família (...) só nos permitimos os gastos de subsistência mais básicos", contou.

Kaveh, um artista de 38 anos, afirma que grupos vinculados às forças de segurança "assumiram o controle das ruas".

Se houver um acordo para pôr fim à guerra com esse regime, "estaremos condenados. No mínimo, teremos que deixar o Irã por dois ou três anos, porque eles se voltarão contra nós", alertou.

A intensidade dos bombardeios causou danos em 120 museus e edifícios históricos, segundo o Ministério do Patrimônio Cultural.

Na frente libanesa, foram ouvidas explosões no sul de Beirute, considerado por Israel um reduto do grupo pró-Irã Hezbollah.

O Líbano foi arrastado para a guerra em 2 de março após represálias do Hezbollah contra Israel por ter matado o líder supremo iraniano Ali Khamenei.

Os ataques causaram mais de 1.100 mortos, segundo as autoridades, e mais de um milhão de deslocados.

A decisão do governo de combater simultaneamente no Irã e no Líbano não tem consenso.

A oposição israelense denunciou na quinta-feira combates "sem estratégia, sem os meios necessários e com muito poucos soldados".

O Exército reconhece que precisa de "forças adicionais".

Segundo o Wall Street Journal (WSJ) e a plataforma Axios, a Casa Branca também considera enviar ao menos 10.000 soldados adicionais ao Oriente Médio nos próximos dias.

burx-maj/lgo/ad-arm-meb-erl/pb/lm/aa

H.Roth--NZN