Zürcher Nachrichten - Indígenas pedem maior proteção às suas terras durante marcha em Brasília

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Indígenas pedem maior proteção às suas terras durante marcha em Brasília
Indígenas pedem maior proteção às suas terras durante marcha em Brasília / foto: Evaristo Sa - AFP

Indígenas pedem maior proteção às suas terras durante marcha em Brasília

Milhares de indígenas de todo o país marcharam em Brasília, nesta terça-feira (7), para exigir maior celeridade na demarcação de terras ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e protestar contra o Congresso, a seis meses das eleições em que Lula tentará a reeleição.

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Os povos originários deram amplo apoio a Lula quando ele derrotou, em 2022, seu antecessor, Jair Bolsonaro (PL), em cujo governo as demarcações de terras foram congeladas e o desmatamento avançou na Amazônia, onde vive boa parte dos indígenas.

Diante de novas eleições em outubro, as lideranças indígenas reconhecem avanços no mandato de Lula após a "desgraça" do governo Bolsonaro (2019-2022), disse a cacica Iracaná Wassu-Cocal, do povo wassu, de São Paulo.

Mas tomaram as ruas da capital lutando por suas reivindicações. Com enormes cocares, corpos pintados e lanças, cerca de 7.000 indígenas atravessaram a Esplanada dos Ministérios, segundo os organizadores.

O pedido principal "é o de sempre: a demarcação de terras", diz à AFP Iracaná Wassu-Cocal, ostentando uma coroa de penas azuis, em frente ao Congresso.

Especialistas consideram que as reservas indígenas contribuem na luta contra a mudança climática e na preservação da biodiversidade.

Aliado da causa indígena, Lula tem um saldo favorável. Nomeou uma figura respeitada, Sonia Guajajara, da etnia Guajajara-Tenetehara, para chefiar o inédito Ministério dos Povos Indígenas.

Além disso, seu governo exibe uma queda do desmatamento na Amazônia - que prometeu erradicar até 2030 - e a homologação de cerca de 20 terras para uso exclusivo das comunidades indígenas.

O Brasil tem 1,7 milhão de indígenas em uma população total de 212 milhões de habitantes.

- Congresso "inimigo" -

Os indígenas acampam em Brasília até sexta-feira, com danças, mercados de artesanato, música e debates.

Com percussão e cânticos, caminharam sob um sol forte, enquanto alguns erguiam uma imagem do cacique Raoni Metuktire, referência mundial na conservação da Amazônia.

A marcha se dirigiu nesta terça-feira ao Congresso, de maioria conservadora, que em 2023 aprovou a Lei do Marco Temporal, que limita as reivindicações dos povos originários sobre suas terras.

Para seus críticos, a lei ignora que muitos povos originários foram expulsos ao longo da história de seus territórios ancestrais, especialmente durante a ditadura militar (1964-1985).

Embora o Supremo Tribunal Federal (STF) tenha invalidado esta legislação, setores de direita insistem: avança no Congresso uma emenda para incluir a tese na Constituição.

- Limbo legal -

Na prática, esta brecha legal deixa as áreas indígenas "livres" à penetração de práticas agrícolas e mineradoras, afirma à AFP Toya Manchineri, da Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab). "O impacto é bastante grande", declarou.

Na quinta-feira, voltarão a marchar sob o lema "Demarca Lula". Segundo a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), cerca de cem terras indígenas aguardam a assinatura do governo.

Apesar disso, os povos originários "vão novamente levar seus votos para a reeleição" de Lula, prevê Manchineri.

Lula se prepara para disputar as eleições de outubro contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente. As últimas pesquisas apontam para um segundo turno acirrado entre os dois.

H.Roth--NZN