Zürcher Nachrichten - EUA diz não querer acordo com Irã "a qualquer preço"

EUR -
AED 4.118351
AFN 72.891013
ALL 91.994295
AMD 405.424501
ANG 2.007721
AOA 1029.447584
ARS 1704.807486
AUD 1.610313
AWG 2.018525
AZN 1.905131
BAM 1.954498
BBD 2.254288
BDT 137.808198
BGN 1.887816
BHD 0.422217
BIF 3371.139262
BMD 1.121403
BND 1.433139
BOB 13.433655
BRL 5.605332
BSD 1.119249
BTN 107.722759
BWP 15.439646
BYN 3.421106
BYR 21979.49821
BZD 2.25099
CAD 1.600079
CDF 2601.654418
CHF 0.932514
CLF 0.027637
CLP 1091.270732
CNY 7.518553
CNH 7.518726
COP 3599.254972
CRC 512.856071
CUC 1.121403
CUP 26.861986
CVE 110.190122
CZK 24.44664
DJF 199.306342
DKK 7.474378
DOP 67.254898
DZD 150.731124
EGP 58.75669
ERN 16.821045
ETB 180.56849
FJD 2.391391
FKP 0.847363
GBP 0.848448
GEL 2.910044
GGP 0.847363
GHS 13.15606
GIP 0.847363
GMD 82.983743
GNF 9846.396855
GTQ 8.556186
GYD 234.120907
HKD 8.800041
HNL 30.087555
HRK 7.532575
HTG 146.561713
HUF 367.250507
IDR 20076.084879
ILS 3.424652
IMP 0.847363
INR 108.039494
IQD 1469.037891
IRR 2016593.758793
ISK 137.012718
JEP 0.847363
JMD 177.580912
JOD 0.795079
JPY 177.110464
KES 145.491102
KGS 98.066404
KHR 4547.289027
KMF 492.295524
KPW 1009.263029
KRW 1508.679085
KWD 0.346962
KYD 0.932675
KZT 512.0666
LAK 25197.924536
LBP 100227.68577
LKR 369.961898
LRD 191.39165
LSL 18.649073
LTL 3.311212
LVL 0.678325
LYD 7.196174
MAD 11.202258
MDL 20.107516
MGA 4990.243435
MKD 61.534009
MMK 2354.336985
MNT 4032.657163
MOP 9.046873
MRU 44.903887
MUR 53.322959
MVR 17.331298
MWK 1953.484243
MXN 20.273955
MYR 4.583126
MZN 71.668763
NAD 18.648956
NGN 1483.818029
NIO 41.122329
NOK 10.765749
NPR 172.356415
NZD 2.004418
OMR 0.431183
PAB 1.119254
PEN 3.864913
PGK 5.031729
PHP 70.251968
PKR 310.572419
PLN 4.382274
PYG 6559.601031
QAR 4.086052
RON 5.341806
RSD 117.421831
RUB 95.123
RWF 1652.947978
SAR 4.20119
SBD 9.036872
SCR 15.766457
SDG 674.520332
SEK 11.260574
SGD 1.435244
SHP 0.848262
SLE 27.642976
SLL 23515.250473
SOS 640.88468
SRD 42.238757
STD 23210.777373
STN 24.48369
SVC 9.793432
SYP 14580.4817
SZL 18.648565
THB 37.784383
TJS 10.302591
TMT 3.936124
TND 3.344427
TOP 2.700069
TRY 55.118523
TTD 7.586912
TWD 35.622375
TZS 2960.127057
UAH 50.442822
UGX 4498.942821
USD 1.121403
UYU 45.309211
UZS 13221.340959
VES 975.934013
VND 29148.627397
VUV 133.962989
WST 3.127157
XAF 655.957
XAG 0.018416
XAU 0.000271277198
XCD 3.030647
XCG 2.017147
XDR 0.79289
XOF 655.957
XPF 119.331742
YER 264.931722
ZAR 18.681132
ZMK 10093.966985
ZMW 22.077195
ZWL 361.091299
SSP 6406.117105
MXV 2.292455
EUA diz não querer acordo com Irã "a qualquer preço"
EUA diz não querer acordo com Irã "a qualquer preço" / foto: Eric Lee - Pool/AFP

EUA diz não querer acordo com Irã "a qualquer preço"

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou nesta quinta-feira (25) que um acordo com o Irã não deve ser alcançado "a qualquer preço" e manifestou preocupação com um possível "caos total" caso Teerã imponha uma tarifa para o trânsito pelo Estreito de Ormuz.

Tamanho do texto:

Rubio realizou uma viagem pelos países do Golfo para tranquilizar os aliados da região depois que Irã e Estados Unidos iniciaram negociações na Suíça na semana passada — após a assinatura de um memorando de entendimento em 17 de junho — em busca de uma solução para a guerra no Oriente Médio.

Os Estados Unidos desejam um acordo de paz, mas não "a qualquer preço", declarou diante de seus colegas dos países do Golfo.

"Queremos um acordo que seja bom, queremos um acordo que seja real, queremos um acordo que seja verificável e queremos um acordo que seja respeitado", acrescentou.

Ele se referia à situação no Estreito de Ormuz.

O Irã pretende impor "taxas de trânsito", inexistentes antes da guerra, e Washington se opõe a essa medida.

Essa passagem marítima, com cerca de trinta quilômetros de largura entre o Irã e Omã, possui importância estratégica: antes da guerra, por ela transitavam cerca de 20% do comércio mundial de hidrocarbonetos.

- "O caos total" -

"As vias navegáveis internacionais não pertencem a nenhum Estado. Esse é um princípio fundamental no mundo atual, sem o qual o mundo estaria mergulhado no caos total", declarou Rubio.

"Se aceitarmos que é possível cobrar pelo uso de uma via navegável internacional apenas porque ela está próxima do território de um determinado país, isso se espalhará pelo mundo como uma praga", acrescentou.

Por outro lado, a situação parece estar se agravando entre o Irã e Omã, localizado do outro lado do estreito.

Omã anunciou que "taxas de trânsito" não serão incluídas em futuros acordos e mencionou a abertura de um "corredor marítimo temporário", iniciativa apresentada como um esforço conjunto com a ONU.

Entretanto, a Guarda Revolucionária, o exército ideológico da República Islâmica, ameaçou responder com "medidas apropriadas" a qualquer tentativa de atravessar o estreito sem sua autorização prévia.

Além da questão do Estreito de Ormuz, os países do Golfo, que foram alvo de ataques iranianos durante a guerra, estão preocupados com o programa de mísseis balísticos do Irã e com seu apoio a grupos armados na região. Eles desejam que esses temas também sejam tratados nas negociações entre Irã e Estados Unidos.

- "O conjunto das ameaças" -

"Uma paz e uma segurança regional duradouras exigem enfrentar o conjunto das ameaças representadas pelo Irã, incluindo seus mísseis balísticos, seus drones e seu apoio a grupos armados na região", declararam os ministros do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG) em um comunicado conjunto.

No campo econômico, "qualquer intercâmbio comercial e qualquer investimento com o Irã devem estar sujeitos a condições e ser reversíveis", acrescentaram, conclamando Teerã a respeitar os termos do acordo e a "pôr fim ao seu comportamento desestabilizador".

O cessar-fogo favoreceu a retomada do tráfego marítimo no Estreito de Ormuz, segundo a plataforma de monitoramento Kpler, e provocou a queda dos preços do petróleo aos níveis registrados antes do conflito.

O memorando de entendimento abre caminho para um período de 60 dias de negociações com o objetivo de alcançar um acordo definitivo.

Segundo Rubio, está prevista uma reunião técnica com a delegação iraniana nos dias 29 ou 30 de junho, na Suíça.

Nos Estados Unidos, aumentam as críticas às concessões feitas pelo presidente Donald Trump, que deseja encerrar essa guerra impopular.

A Casa Branca teve de solicitar recursos adicionais de quase 88 bilhões de dólares, principalmente para recompor seus estoques de munições.

Também persistem divergências em relação ao programa nuclear iraniano.

Teerã defende seu direito de desenvolver um programa nuclear para fins civis e nega sistematicamente que pretenda fabricar uma bomba atômica, como temem alguns países ocidentais.

A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) confirmou na quarta-feira que realizará inspeções no Irã, mas não informou quando elas ocorrerão.

Além disso, o Irã insistiu em incluir no memorando de entendimento o outro front da guerra: o Líbano, onde Israel enfrenta o grupo pró-iraniano Hezbollah e mantém tropas destacadas.

No entanto, o porta-voz do governo israelense, David Mencer, reiterou nesta quinta-feira que Israel não se retirará do país vizinho enquanto o Hezbollah não for desarmado.

A.Wyss--NZN