Zürcher Nachrichten - EUA diz não querer acordo com Irã "a qualquer preço"

EUR -
AED 4.252233
AFN 76.408927
ALL 92.707989
AMD 423.133445
ANG 2.07206
AOA 1062.783383
ARS 1722.544132
AUD 1.629599
AWG 2.085336
AZN 1.967476
BAM 1.953886
BBD 2.332075
BDT 142.07899
BGN 1.96391
BHD 0.43667
BIF 3456.869129
BMD 1.157716
BND 1.477933
BOB 13.448652
BRL 6.021166
BSD 1.157851
BTN 110.641147
BWP 15.587664
BYN 3.521905
BYR 22691.233421
BZD 2.328789
CAD 1.605688
CDF 2631.48879
CHF 0.939359
CLF 0.026911
CLP 1059.159755
CNY 7.806712
CNH 7.806733
COP 3629.740638
CRC 520.083828
CUC 1.157716
CUP 30.679474
CVE 110.155673
CZK 24.204388
DJF 205.749615
DKK 7.476107
DOP 67.752757
DZD 153.955413
EGP 58.098353
ERN 17.36574
ETB 187.309699
FJD 2.552937
FKP 0.855548
GBP 0.854759
GEL 3.022383
GGP 0.855548
GHS 12.792985
GIP 0.855548
GMD 85.096825
GNF 10171.904595
GTQ 8.835117
GYD 242.246437
HKD 9.082103
HNL 31.040193
HRK 7.533607
HTG 151.50963
HUF 364.136987
IDR 20631.656673
ILS 3.434098
IMP 0.855548
INR 110.793247
IQD 1516.894514
IRR 1591381.962892
ISK 142.202466
JEP 0.855548
JMD 183.430326
JOD 0.820868
JPY 184.664383
KES 149.808188
KGS 101.241917
KHR 4688.749507
KMF 494.345281
KPW 1041.944732
KRW 1639.245284
KWD 0.357491
KYD 0.964951
KZT 533.734889
LAK 26120.076366
LBP 103677.400969
LKR 384.193674
LRD 210.161419
LSL 18.717024
LTL 3.418434
LVL 0.700291
LYD 7.356794
MAD 10.733886
MDL 19.933389
MGA 4987.050456
MKD 61.459003
MMK 2430.957301
MNT 4163.321731
MOP 9.356473
MRU 46.42053
MUR 54.331358
MVR 17.887029
MWK 2007.781305
MXN 19.725623
MYR 4.701252
MZN 73.989667
NAD 18.717024
NGN 1568.51947
NIO 42.607713
NOK 10.9069
NPR 177.024307
NZD 1.962114
OMR 0.445147
PAB 1.157851
PEN 3.897332
PGK 5.126912
PHP 71.422999
PKR 321.35063
PLN 4.315687
PYG 6974.078372
QAR 4.232599
RON 5.241095
RSD 117.390112
RUB 98.347085
RWF 1699.228229
SAR 4.337367
SBD 9.317973
SCR 15.979876
SDG 695.210715
SEK 11.017578
SGD 1.479439
SHP 0.857712
SLE 28.360339
SLL 24276.724575
SOS 661.743234
SRD 43.743725
STD 23962.383592
STN 24.475708
SVC 10.131944
SYP 15052.623205
SZL 18.721177
THB 38.261936
TJS 10.68146
TMT 4.063583
TND 3.383542
TOP 2.787502
TRY 55.4561
TTD 7.846213
TWD 36.909023
TZS 3056.373722
UAH 51.795794
UGX 4307.724673
USD 1.157716
UYU 46.393955
UZS 13729.551592
VES 893.266858
VND 30337.947541
VUV 135.833049
WST 3.165764
XAF 655.300967
XAG 0.017572
XAU 0.000262
XCD 3.128785
XCG 2.086847
XDR 0.818565
XOF 655.306622
XPF 119.331742
YER 274.60945
ZAR 18.801188
ZMK 10420.835634
ZMW 21.813351
ZWL 372.784077
EUA diz não querer acordo com Irã "a qualquer preço"
EUA diz não querer acordo com Irã "a qualquer preço" / foto: Eric Lee - Pool/AFP

EUA diz não querer acordo com Irã "a qualquer preço"

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou nesta quinta-feira (25) que um acordo com o Irã não deve ser alcançado "a qualquer preço" e manifestou preocupação com um possível "caos total" caso Teerã imponha uma tarifa para o trânsito pelo Estreito de Ormuz.

Tamanho do texto:

Rubio realizou uma viagem pelos países do Golfo para tranquilizar os aliados da região depois que Irã e Estados Unidos iniciaram negociações na Suíça na semana passada — após a assinatura de um memorando de entendimento em 17 de junho — em busca de uma solução para a guerra no Oriente Médio.

Os Estados Unidos desejam um acordo de paz, mas não "a qualquer preço", declarou diante de seus colegas dos países do Golfo.

"Queremos um acordo que seja bom, queremos um acordo que seja real, queremos um acordo que seja verificável e queremos um acordo que seja respeitado", acrescentou.

Ele se referia à situação no Estreito de Ormuz.

O Irã pretende impor "taxas de trânsito", inexistentes antes da guerra, e Washington se opõe a essa medida.

Essa passagem marítima, com cerca de trinta quilômetros de largura entre o Irã e Omã, possui importância estratégica: antes da guerra, por ela transitavam cerca de 20% do comércio mundial de hidrocarbonetos.

- "O caos total" -

"As vias navegáveis internacionais não pertencem a nenhum Estado. Esse é um princípio fundamental no mundo atual, sem o qual o mundo estaria mergulhado no caos total", declarou Rubio.

"Se aceitarmos que é possível cobrar pelo uso de uma via navegável internacional apenas porque ela está próxima do território de um determinado país, isso se espalhará pelo mundo como uma praga", acrescentou.

Por outro lado, a situação parece estar se agravando entre o Irã e Omã, localizado do outro lado do estreito.

Omã anunciou que "taxas de trânsito" não serão incluídas em futuros acordos e mencionou a abertura de um "corredor marítimo temporário", iniciativa apresentada como um esforço conjunto com a ONU.

Entretanto, a Guarda Revolucionária, o exército ideológico da República Islâmica, ameaçou responder com "medidas apropriadas" a qualquer tentativa de atravessar o estreito sem sua autorização prévia.

Além da questão do Estreito de Ormuz, os países do Golfo, que foram alvo de ataques iranianos durante a guerra, estão preocupados com o programa de mísseis balísticos do Irã e com seu apoio a grupos armados na região. Eles desejam que esses temas também sejam tratados nas negociações entre Irã e Estados Unidos.

- "O conjunto das ameaças" -

"Uma paz e uma segurança regional duradouras exigem enfrentar o conjunto das ameaças representadas pelo Irã, incluindo seus mísseis balísticos, seus drones e seu apoio a grupos armados na região", declararam os ministros do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG) em um comunicado conjunto.

No campo econômico, "qualquer intercâmbio comercial e qualquer investimento com o Irã devem estar sujeitos a condições e ser reversíveis", acrescentaram, conclamando Teerã a respeitar os termos do acordo e a "pôr fim ao seu comportamento desestabilizador".

O cessar-fogo favoreceu a retomada do tráfego marítimo no Estreito de Ormuz, segundo a plataforma de monitoramento Kpler, e provocou a queda dos preços do petróleo aos níveis registrados antes do conflito.

O memorando de entendimento abre caminho para um período de 60 dias de negociações com o objetivo de alcançar um acordo definitivo.

Segundo Rubio, está prevista uma reunião técnica com a delegação iraniana nos dias 29 ou 30 de junho, na Suíça.

Nos Estados Unidos, aumentam as críticas às concessões feitas pelo presidente Donald Trump, que deseja encerrar essa guerra impopular.

A Casa Branca teve de solicitar recursos adicionais de quase 88 bilhões de dólares, principalmente para recompor seus estoques de munições.

Também persistem divergências em relação ao programa nuclear iraniano.

Teerã defende seu direito de desenvolver um programa nuclear para fins civis e nega sistematicamente que pretenda fabricar uma bomba atômica, como temem alguns países ocidentais.

A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) confirmou na quarta-feira que realizará inspeções no Irã, mas não informou quando elas ocorrerão.

Além disso, o Irã insistiu em incluir no memorando de entendimento o outro front da guerra: o Líbano, onde Israel enfrenta o grupo pró-iraniano Hezbollah e mantém tropas destacadas.

No entanto, o porta-voz do governo israelense, David Mencer, reiterou nesta quinta-feira que Israel não se retirará do país vizinho enquanto o Hezbollah não for desarmado.

A.Wyss--NZN