Zürcher Nachrichten - Guerra em Mianmar já deixou mais de 100 mil mortos

EUR -
AED 4.259955
AFN 75.974392
ALL 92.934645
AMD 423.502891
ANG 2.076077
AOA 1064.843662
ARS 1725.755112
AUD 1.628872
AWG 2.089378
AZN 1.976499
BAM 1.959204
BBD 2.33141
BDT 142.096864
BGN 1.967717
BHD 0.436555
BIF 3460.522451
BMD 1.15996
BND 1.480634
BOB 13.491206
BRL 6.050123
BSD 1.157526
BTN 110.396225
BWP 15.595093
BYN 3.520613
BYR 22735.219795
BZD 2.328104
CAD 1.607258
CDF 2636.589862
CHF 0.938448
CLF 0.026941
CLP 1060.319165
CNY 7.821846
CNH 7.816746
COP 3624.759609
CRC 520.800294
CUC 1.15996
CUP 30.738945
CVE 110.455942
CZK 24.215619
DJF 206.134562
DKK 7.475276
DOP 67.75713
DZD 153.948721
EGP 58.286758
ERN 17.399403
ETB 187.247612
FJD 2.553942
FKP 0.857207
GBP 0.855662
GEL 3.027802
GGP 0.857207
GHS 12.675913
GIP 0.857207
GMD 85.260998
GNF 10168.402535
GTQ 8.831658
GYD 242.138579
HKD 9.099412
HNL 31.03017
HRK 7.534408
HTG 151.409127
HUF 362.26251
IDR 20648.567403
ILS 3.419216
IMP 0.857207
INR 110.897704
IQD 1516.395208
IRR 1594466.779491
ISK 142.214602
JEP 0.857207
JMD 183.313729
JOD 0.822447
JPY 184.595482
KES 150.272676
KGS 101.438693
KHR 4684.056829
KMF 495.302681
KPW 1043.964515
KRW 1636.373249
KWD 0.358021
KYD 0.964651
KZT 537.129261
LAK 26125.938012
LBP 103652.839716
LKR 385.192552
LRD 210.088686
LSL 18.726911
LTL 3.425061
LVL 0.701648
LYD 7.370678
MAD 10.73656
MDL 20.071139
MGA 4983.658087
MKD 61.596433
MMK 2435.66965
MNT 4171.392224
MOP 9.356213
MRU 46.488363
MUR 54.437078
MVR 17.921542
MWK 2007.287251
MXN 19.726822
MYR 4.705612
MZN 74.132986
NAD 18.72675
NGN 1575.667053
NIO 42.603832
NOK 10.915515
NPR 176.637974
NZD 1.959011
OMR 0.446012
PAB 1.157591
PEN 3.904316
PGK 5.199967
PHP 71.348577
PKR 321.519575
PLN 4.307686
PYG 6947.950847
QAR 4.219895
RON 5.240931
RSD 117.39255
RUB 98.708832
RWF 1702.213223
SAR 4.345775
SBD 9.336036
SCR 16.086232
SDG 696.556813
SEK 11.008852
SGD 1.479923
SHP 0.859375
SLE 28.421968
SLL 24323.784383
SOS 661.532168
SRD 44.048911
STD 24008.834058
STN 24.54232
SVC 10.128334
SYP 15081.802329
SZL 18.72453
THB 38.272307
TJS 10.69018
TMT 4.07146
TND 3.393733
TOP 2.792906
TRY 55.561161
TTD 7.84249
TWD 36.895902
TZS 3073.892177
UAH 51.784665
UGX 4300.434051
USD 1.15996
UYU 46.380176
UZS 13780.703548
VES 893.295899
VND 30396.756874
VUV 136.096358
WST 3.171901
XAF 657.081551
XAG 0.017701
XAU 0.000264
XCD 3.134851
XCG 2.08617
XDR 0.820152
XOF 657.087225
XPF 119.331742
YER 275.13883
ZAR 18.75952
ZMK 10440.977973
ZMW 21.877631
ZWL 373.506709
Guerra em Mianmar já deixou mais de 100 mil mortos
Guerra em Mianmar já deixou mais de 100 mil mortos / foto: ANTHONY WALLACE - AFP/Arquivos

Guerra em Mianmar já deixou mais de 100 mil mortos

Mais de 100 mil pessoas morreram desde o início da guerra civil em Mianmar, desencadeada por um golpe de Estado militar em fevereiro de 2021, indicou nesta quarta-feira (1º) uma organização especializada em monitorar conflitos armados.

Tamanho do texto:

Há cinco anos, o Exército pôs fim a uma década de democracia no país do Sudeste Asiático, ao derrubar o governo eleito da Nobel da Paz Aung San Suu Kyi, que foi detida.

Na época, as manifestações contra o golpe foram duramente reprimidas pelas forças de segurança, mas alguns ativistas pró-democracia deixaram as cidades e passaram a combater a junta dentro de movimentos armados liderados por minorias étnicas, hostis ao poder central.

Segundo os dados mais recentes da ONG americana Acled (Armed Conflict Location and Event Data), que compila incidentes noticiados pela imprensa, os confrontos deixaram ao todo 100.114 mortos.

Não há, contudo, nenhum balanço oficial, e as estimativas variam bastante. Mas analistas consideram que este é o conflito atual mais mortal da Ásia.

"É uma dor sem fim", declarou Thein Aye Nu, de 49 anos, cujo marido morreu em junho em um bombardeio aéreo. "Estou muito revoltada, mas já nem sei mais com quem".

- Conflito fragmentado -

O líder dos golpistas, Min Aung Hlaing, foi nomeado presidente recentemente em eleições que, internacionalmente, foram consideradas uma manobra para manter o regime militar no poder sob a aparência de um governo civil.

"Se não houvesse um golpe de Estado, as crianças estariam na escola", comentou um homem da região central de Magway. Seu filho, adolescente, morreu recentemente em combate depois de fugir de casa para se juntar aos rebeldes.

Segundo as Nações Unidas, mais de 3,7 milhões de pessoas tiveram de abandonar seus lares e vivem como deslocadas dentro do país; e mais de uma em cada cinco sofre de insegurança alimentar.

Em Magway, as pessoas dormem cercadas pelo pouco que conseguiram levar consigo, mas fugir dos combates só lhes traz alívio parcial.

"A situação está ruim em toda parte", lamentou Yin Than, uma mulher de 39 anos que ficou viúva há dois anos, quando seu marido, que se armou para defender a democracia, foi morto. "Em casa não dá para viver e nos lugares em que encontramos abrigo, também não".

Na maior cidade de Mianmar, Yangon, vive-se com relativa normalidade, mas às vezes ocorrem assassinatos esporádicos. Outras regiões são frequentemente bombardeadas por aviões militares fornecidos pela Rússia e pela China.

A Acled identificou mais de 1.200 grupos armados distintos nesta caótica guerra civil, que qualificou como o "conflito mais fragmentado do mundo".

"O conflito se espalhou por todo o país", apontou Sun Mon Thant, analista da Acled. "Estamos vendo cada vez mais massacres. O exército atacou escolas, clínicas, prisões".

"Nesta guerra, matam as pessoas indiscriminadamente e sem qualquer consideração", disse Thaung Sein, uma mulher de 45 anos, no município de Myit Chay, na região de Magway.

Segundo contou, seu filho foi morto em maio, quando a família fugia de uma ofensiva militar. Encontraram-no com o corpo totalmente queimado e cheio de ferimentos, em meio a um cenário desolador de aldeias devastadas.

Os socorristas tiraram fotos, mas não quiseram mostrá-las a ela para que não sofresse ainda mais, disse.

- Enviados "à morte" -

No final de 2023, uma ofensiva conjunta de vários grupos rebeldes lhes permitiu avançar de forma espetacular e se aproximar de Mandalay, a segunda cidade do país.

Mas, segundo analistas, a situação voltou a favorecer o exército no ano passado, graças ao apoio da China e à assinatura de tréguas com dois dos grupos armados étnicos mais poderosos.

O Estado-Maior instaurou em fevereiro de 2024 o serviço militar obrigatório para reforçar suas fileiras, recrutando à força cerca de 50.000 civis.

"É como se simplesmente estivessem mandando essas pessoas para a morte", disse um homem de 20 anos, que desertou depois de seis meses na linha de frente. "Se você não morre, mandam você para outro lugar".

A guerra afetou indiretamente países vizinhos, para onde fugiram muitos refugiados, que vivem sobretudo em campos na Tailândia e em Bangladesh.

Alguns observadores destacam que muitos dos grupos armados financiam o esforço de guerra com o tráfico de drogas, como heroína e metanfetaminas.

Além disso, nas zonas fronteiriças proliferaram os centros de golpes digitais, que operam em complexos vigiados por milícias.

L.Rossi--NZN