Zürcher Nachrichten - China realiza teste de mísseis no Pacífico

EUR -
AED 4.117521
AFN 73.997387
ALL 91.743999
AMD 406.150384
ANG 2.007315
AOA 1028.118927
ARS 1709.714514
AUD 1.610516
AWG 2.020921
AZN 1.895532
BAM 1.950254
BBD 2.256493
BDT 137.738286
BGN 1.887434
BHD 0.422318
BIF 3379.918005
BMD 1.121176
BND 1.433835
BOB 13.461018
BRL 5.85658
BSD 1.120369
BTN 108.537782
BWP 15.48878
BYN 3.374569
BYR 21975.059181
BZD 2.253203
CAD 1.597043
CDF 2589.917854
CHF 0.929691
CLF 0.027916
CLP 1102.27346
CNY 7.516984
CNH 7.520263
COP 3709.849672
CRC 513.362942
CUC 1.121176
CUP 26.887255
CVE 109.955241
CZK 24.44322
DJF 199.502422
DKK 7.473652
DOP 66.892747
DZD 150.471939
EGP 58.805151
ERN 16.817647
ETB 182.990355
FJD 2.523546
FKP 0.847192
GBP 0.847458
GEL 2.920668
GGP 0.847192
GHS 13.157932
GIP 0.847192
GMD 82.408703
GNF 9855.41173
GTQ 8.561766
GYD 234.349804
HKD 8.797945
HNL 30.0788
HRK 7.534871
HTG 146.709969
HUF 367.812871
IDR 20088.119151
ILS 3.428614
IMP 0.847192
INR 107.965652
IQD 1467.665381
IRR 1958179.022779
ISK 137.209759
JEP 0.847192
JMD 177.365872
JOD 0.794901
JPY 176.985529
KES 145.48384
KGS 98.04644
KHR 4544.299401
KMF 491.07538
KPW 1009.059196
KRW 1506.261361
KWD 0.346679
KYD 0.93357
KZT 503.361959
LAK 25165.106372
LBP 100326.802437
LKR 370.49626
LRD 191.567764
LSL 18.732129
LTL 3.310543
LVL 0.678189
LYD 7.174947
MAD 11.130643
MDL 20.021044
MGA 4950.187085
MKD 61.723172
MMK 2353.861498
MNT 4031.842718
MOP 9.05539
MRU 44.769676
MUR 53.872649
MVR 17.33266
MWK 1942.679182
MXN 20.368296
MYR 4.582807
MZN 71.642022
NAD 18.732129
NGN 1488.418415
NIO 41.2246
NOK 10.764886
NPR 173.665857
NZD 2.002872
OMR 0.431089
PAB 1.120339
PEN 3.882363
PGK 5.073797
PHP 70.220419
PKR 310.30862
PLN 4.385375
PYG 6554.680703
QAR 4.083641
RON 5.330744
RSD 117.473524
RUB 94.93476
RWF 1659.277381
SAR 4.20023
SBD 9.056944
SCR 15.427121
SDG 674.386768
SEK 11.256433
SGD 1.435028
SHP 0.846522
SLE 27.595658
SLL 23510.50128
SOS 640.316129
SRD 42.393362
STD 23206.089673
STN 24.431609
SVC 9.802385
SYP 14577.536993
SZL 18.72874
THB 37.751147
TJS 10.312411
TMT 3.924118
TND 3.338351
TOP 2.699524
TRY 55.107171
TTD 7.596599
TWD 35.606888
TZS 2956.726255
UAH 50.411433
UGX 4470.40624
USD 1.121176
UYU 45.151995
UZS 13213.774946
VES 970.353753
VND 29151.149298
VUV 133.935934
WST 3.126525
XAF 655.957
XAG 0.01815
XAU 0.000268994988
XCD 3.030036
XCG 2.019112
XDR 0.79273
XOF 655.957
XPF 119.331742
YER 264.942349
ZAR 18.688414
ZMK 10091.938184
ZMW 22.014473
ZWL 361.018372
SSP 6404.823311
MXV 2.303122
China realiza teste de mísseis no Pacífico
China realiza teste de mísseis no Pacífico / foto: Peter Parks - AFP/Arquivos

China realiza teste de mísseis no Pacífico

A Marinha da China anunciou, nesta segunda-feira (6), um teste bem-sucedido de lançamento de um míssil sem ogiva nuclear no Pacífico, o que provocou a condenação de vários países da região, apesar de uma advertência prévia de Pequim.

Tamanho do texto:

O lançamento ocorreu poucas horas depois de Austrália e Fiji assinarem um importante tratado de defesa, considerado um instrumento para que Canberra contenha a crescente influência diplomática e econômica de Pequim na estratégica região do Pacífico Sul.

O teste desta segunda-feira não é algo inédito: em setembro de 2024, a China já havia lançado ao Pacífico um míssil balístico intercontinental, também sem ogiva nuclear, algo que não acontecia em águas internacionais há mais de 40 anos.

"Às 12h01 (1h01 de Brasília) de 6 de julho, um submarino nuclear estratégico do Exército de Libertação Popular da China lançou um (...) míssil estratégico com ogiva de treinamento em alto-mar, no Oceano Pacífico, atingindo a área marítima designada", afirmou a Marinha chinesa em um comunicado, sem informar a localização exata.

"O disparo de teste é parte dos exercícios militares anuais de rotina da China. Uma notificação prévia foi enviada aos países afetados (...) Este lançamento não está direcionado contra nenhum país, nem contra um alvo em particular", ressaltou.

- "Desestabilizador" -

No entanto, o Conselho para Assuntos Continentais de Taiwan, responsável pelas relações com Pequim, afirmou que, com esse lançamento, o Exército chinês "agrava as tensões na região e põe em risco a paz e a estabilidade regionais".

Uma preocupação compartilhada pelo chanceler da Nova Zelândia, Winston Peters, que lamentou que o exercício tenha acontecido "poucas horas" após a advertência enviada pela China.

A Austrália classificou o lançamento como "desestabilizador para a região", enquanto o Japão expressou "sérias preocupações com a intensificação das atividades militares chinesas".

A Rússia, por outro lado, defendeu os disparos e declarou que a China "não ameaça ninguém no mundo".

Questionada sobre essas críticas, uma porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning, respondeu que o teste ocorreu "em condições de segurança, de forma regulamentada e profissional".

"Esperamos que os países envolvidos não exagerem na interpretação deste lançamento", declarou.

A China aplica uma política de "não primeiro uso" de armas nucleares, com a promessa de nunca tomar a iniciativa de usar uma bomba nuclear, embora se reserve o direito de responder em caso de ataque com uma arma desse tipo.

As autoridades chinesas não especificaram o modelo do míssil balístico lançado do submarino.

- Exercícios com Moscou -

A China reforçou sua capacidade militar nas últimas décadas, em consonância com seu desenvolvimento econômico e seu peso diplomático. Segundo estimativas do Instituto Internacional de Pesquisa para a Paz de Estocolmo (Sipri), Pequim possuía 600 armas nucleares no ano passado, ou seja, 100 a mais do que em 2024.

Os Estados Unidos, que possuem 3.700 armas segundo o Sipri, acusam o Exército chinês de querer reforçar de forma significativa seu arsenal.

Este disparo de teste chinês aconteceu no momento em que a Marinha do país e a da Rússia iniciavam os exercícios navais anuais na costa de Qingdao, um importante porto militar e balneário turístico do leste da China. Não há nada, no entanto, que permita vincular os dois acontecimentos.

Pequim se esforça há vários anos para reforçar sua influência no Pacífico, multiplicando a ajuda humanitária e os projetos de infraestrutura nas nações insulares, uma forma de impor-se como um parceiro imprescindível diante das potências ocidentais tradicionais.

N.Zaugg--NZN