Zürcher Nachrichten - Israel mantém bombardeios em Gaza e se retira de negociações 'bloqueadas'

EUR -
AED 4.311301
AFN 74.547352
ALL 95.384834
AMD 432.027627
ANG 2.101223
AOA 1077.68016
ARS 1635.561812
AUD 1.625409
AWG 2.113098
AZN 1.998007
BAM 1.955481
BBD 2.364324
BDT 144.297057
BGN 1.958257
BHD 0.44303
BIF 3494.344399
BMD 1.173943
BND 1.494362
BOB 8.111676
BRL 5.750443
BSD 1.173913
BTN 112.19916
BWP 15.845481
BYN 3.282078
BYR 23009.289523
BZD 2.360915
CAD 1.609054
CDF 2595.587989
CHF 0.917096
CLF 0.026765
CLP 1053.414632
CNY 7.976922
CNH 7.974762
COP 4416.339638
CRC 535.714821
CUC 1.173943
CUP 31.109499
CVE 110.247001
CZK 24.323982
DJF 209.034983
DKK 7.471398
DOP 69.278985
DZD 155.275439
EGP 62.155014
ERN 17.60915
ETB 183.292376
FJD 2.567238
FKP 0.860003
GBP 0.867973
GEL 3.140336
GGP 0.860003
GHS 13.252836
GIP 0.860003
GMD 85.697422
GNF 10300.362242
GTQ 8.956576
GYD 245.589905
HKD 9.189745
HNL 31.214904
HRK 7.531083
HTG 153.365615
HUF 357.255026
IDR 20542.893256
ILS 3.417388
IMP 0.860003
INR 112.380246
IQD 1537.748948
IRR 1539688.323871
ISK 143.796334
JEP 0.860003
JMD 185.489717
JOD 0.832306
JPY 184.990576
KES 151.638135
KGS 102.661135
KHR 4709.231175
KMF 491.882621
KPW 1056.570428
KRW 1748.049003
KWD 0.361633
KYD 0.978228
KZT 544.483427
LAK 25733.798722
LBP 105121.237995
LKR 379.169712
LRD 214.824013
LSL 19.403915
LTL 3.466349
LVL 0.710106
LYD 7.426788
MAD 10.713351
MDL 20.090463
MGA 4905.199181
MKD 61.604506
MMK 2464.052776
MNT 4203.71536
MOP 9.465714
MRU 46.826355
MUR 54.814304
MVR 18.090348
MWK 2035.65899
MXN 20.246885
MYR 4.618292
MZN 75.019512
NAD 19.403832
NGN 1609.534843
NIO 43.203131
NOK 10.769586
NPR 179.518457
NZD 1.974326
OMR 0.451412
PAB 1.173908
PEN 4.02326
PGK 5.113165
PHP 72.158824
PKR 327.015904
PLN 4.248148
PYG 7165.860628
QAR 4.27902
RON 5.205147
RSD 117.377916
RUB 86.664888
RWF 1716.897763
SAR 4.404381
SBD 9.429416
SCR 16.278748
SDG 704.953772
SEK 10.891988
SGD 1.493831
SHP 0.876467
SLE 28.880555
SLL 24617.00043
SOS 670.893328
SRD 43.909588
STD 24298.257018
STN 24.496105
SVC 10.271323
SYP 129.755281
SZL 19.396916
THB 38.055712
TJS 10.975808
TMT 4.120541
TND 3.413943
TOP 2.826574
TRY 53.292685
TTD 7.966733
TWD 37.012676
TZS 3037.576017
UAH 51.594297
UGX 4412.279655
USD 1.173943
UYU 46.682379
UZS 14240.675079
VES 586.777994
VND 30920.493711
VUV 138.905026
WST 3.180559
XAF 655.849926
XAG 0.014043
XAU 0.00025
XCD 3.172641
XCG 2.115664
XDR 0.813965
XOF 655.852719
XPF 119.331742
YER 280.047282
ZAR 19.404638
ZMK 10566.899159
ZMW 22.098392
ZWL 378.009277
Israel mantém bombardeios em Gaza e se retira de negociações 'bloqueadas'
Israel mantém bombardeios em Gaza e se retira de negociações 'bloqueadas' / foto: John MACDOUGALL - AFP

Israel mantém bombardeios em Gaza e se retira de negociações 'bloqueadas'

Israel continuou seus bombardeios mortais contra a Faixa de Gaza neste sábado(2), após o fim de uma semana de trégua com o Hamas e se retirou das negociações que buscam um novo cessar-fogo no território palestino, alegando que estão "bloqueadas".

Tamanho do texto:

O Exército israelense informou que desde o fim da trégua atacou "mais de 400 alvos" em Gaza, 50 deles na região de Khan Yunis (sul), onde o necrotério do principal hospital está em colapso, segundo um correspondente da AFP.

Após os bombardeios, várias colunas de fumaça subiam de Gaza, onde o Ministério da Saúde, governado pelo movimento islamista palestino Hamas, disse que 240 pessoas foram mortas e 650 ficaram feridas desde que a trégua expirou na sexta-feira.

Em Israel, a defesa passiva, responsável pela proteção da população, relatou neste sábado mais de quarenta alertas de foguetes no centro e sul do país, que não deixaram vítimas.

Israel também anunciou que se retirou das negociações de Doha que conduziram ao cessar-fogo de 24 de novembro, mediado pelo Catar e apoiado pelo Egito e Estados Unidos.

"Devido ao bloqueio nas negociações e sob a direção do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, o chefe do Mossad, David Barnea, ordenou que a sua equipe em Doha retornasse a Israel", disse o gabinete de Netanyahu em um comunicado.

Os dois lados acusaram-se mutuamente pelo fim da trégua na sexta-feira, e Israel acusou o Hamas, organização considerada terrorista por Estados Unidos, União Europeia e Israel, de tentar atacá-lo com foguetes durante a trégua e de não apresentar uma lista de reféns a serem libertados.

"Agora estamos atacando alvos militares do Hamas em toda a Faixa de Gaza", disse Jonathan Conricus, porta-voz das Forças de Defesa de Israel, neste sábado, alegando que o Exército atacou mais de 400 "alvos terroristas" no território palestino desde o fim de o acordo.

O braço armado do Hamas recebeu "a ordem para retomar o combate" e "defender a Faixa de Gaza", disse uma fonte próxima ao grupo que pediu para não ser identificada porque não estava autorizada a falar com jornalistas.

Autoridades internacionais e grupos humanitários condenaram a volta dos combates.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, disse que lamenta "profundamente" o reinício das hostilidades, em mensagem na rede social X.

- Conflagração regional -

Os temores por um conflito regional aumentaram depois que o Ministério sírio da Defesa denunciou bombardeios israelenses perto de Damasco.

O Observatório Sírio para os Direitos Humanos(OSDH) afirmou que dois combatentes próximos ao movimente libanês Hezbollah morreram nestes ataques. O Exército israelense não fez comentários.

Antes disso, o Hezbollah, aliado do Hamas, informou a morte de dois de seu membros em bombardeios israelenses no sul do Líbano, onde também morreu um civil.

Os Guardiões da Revolução, o exército ideológico do Irã, anunciaram que Israel matou dois dos seus membros que realizavam uma "missão" na Síria.

O Exército israelense não comentou estes ataques.

A guerra começou em 7 de outubro, quando milicianos islamistas invadiram o sul de Israel, matando 1.200 pessoas, a maioria civis, e sequestrando cerca de 240, segundo as autoridades israelenses.

Em resposta, Israel prometeu aniquilar o Hamas e iniciou uma campanha de ataques aéreos e terrestres em Gaza que, segundo o governo do Hamas, deixou mais de 15.000 mortos, a maioria civis.

Desde o início da guerra, 110 reféns foram liberados, 105 graças à trégua. Porém, o Exército israelense afirmou neste sábado que cinco das pessoas sequestradas pelo Hamas morreram e que o grupo mantém "136 reféns, incluindo 17 mulheres e crianças".

O chefe da diplomacia americana, Antony Blinken, declarou que seu país continuará "intensamente focado" em libertar os reféns mantidos em Gaza.

- "Filme de terror" -

Guterres alertou para uma "catástrofe humanitária" em Gaza onde, segundo a ONU, 1,7 milhão de pessoas foram deslocadas e carecem de alimentos, água e outros bens devido ao cerco de Israel ao estreito território.

O Crescente Vermelho Palestino anunciou na sexta-feira que Israel "informou todas as ONGs e agências" que enviaram ajuda para a passagem de fronteira de Rafah com o Egito que "a entrada de caminhões de ajuda foi suspensa até nova ordem".

"O serviço de saúde está de joelhos", disse Rob Holden, da Organização Mundial da Saúde (OMS), a jornalistas em Gaza. "É como um filme de terror", acrescentou.

Em um leito do hospital Nasser, de Khan Yunis, Amal Abu Dagga chorava, com seu véu coberto de sangue.

"Nem ao menos sei o que aconteceu com meus filhos", declarou.

Na sexta-feira, o Exército israelense publicou em árabe um "mapa de zonas a serem evacuadas".

Também começou a enviar mensagens aos celulares dos habitantes de Gaza advertindo para "um ataque militar em sua zona de residência com o objetivo de eliminar a organização terrorista Hamas".

burs-mca/dhw/mas/atm/hgs/jc

E.Leuenberger--NZN