Zürcher Nachrichten - PF indicia Bolsonaro por fraude em certificados de vacinação contra a covid

EUR -
AED 4.339628
AFN 76.80793
ALL 96.601284
AMD 446.973296
ANG 2.115258
AOA 1083.578502
ARS 1709.863127
AUD 1.684002
AWG 2.129934
AZN 2.004303
BAM 1.955818
BBD 2.378752
BDT 144.321307
BGN 1.984437
BHD 0.445555
BIF 3485.831573
BMD 1.181656
BND 1.502514
BOB 8.161108
BRL 6.20003
BSD 1.181026
BTN 106.883425
BWP 15.553207
BYN 3.372631
BYR 23160.451778
BZD 2.375291
CAD 1.614195
CDF 2599.642638
CHF 0.91673
CLF 0.025631
CLP 1012.028901
CNY 8.198567
CNH 8.199302
COP 4287.874049
CRC 585.485484
CUC 1.181656
CUP 31.313876
CVE 110.261333
CZK 24.378619
DJF 210.275425
DKK 7.467225
DOP 74.090985
DZD 153.302928
EGP 55.461268
ERN 17.724836
ETB 182.975832
FJD 2.601711
FKP 0.86251
GBP 0.863282
GEL 3.184588
GGP 0.86251
GHS 12.968172
GIP 0.86251
GMD 86.261042
GNF 10364.655314
GTQ 9.058775
GYD 247.093284
HKD 9.231195
HNL 31.203415
HRK 7.535062
HTG 154.802057
HUF 380.110877
IDR 19834.977216
ILS 3.658365
IMP 0.86251
INR 106.859484
IQD 1547.220561
IRR 49777.246674
ISK 144.811545
JEP 0.86251
JMD 185.201677
JOD 0.837826
JPY 184.886643
KES 152.374794
KGS 103.336031
KHR 4767.063349
KMF 493.932232
KPW 1063.425303
KRW 1721.400502
KWD 0.363017
KYD 0.984213
KZT 586.713528
LAK 25404.337597
LBP 105763.305484
LKR 365.530937
LRD 219.67199
LSL 18.874832
LTL 3.489122
LVL 0.714772
LYD 7.463752
MAD 10.827132
MDL 19.983266
MGA 5232.069529
MKD 61.679405
MMK 2481.401498
MNT 4218.32969
MOP 9.504226
MRU 46.896837
MUR 54.214692
MVR 18.256503
MWK 2047.563324
MXN 20.392949
MYR 4.646264
MZN 75.330365
NAD 18.875551
NGN 1616.155302
NIO 43.460761
NOK 11.422942
NPR 171.044273
NZD 1.962701
OMR 0.45438
PAB 1.181016
PEN 3.970236
PGK 5.059875
PHP 69.685768
PKR 330.32801
PLN 4.216803
PYG 7816.806196
QAR 4.307693
RON 5.094469
RSD 117.419987
RUB 89.95126
RWF 1723.722906
SAR 4.43139
SBD 9.521902
SCR 16.205764
SDG 710.745918
SEK 10.596161
SGD 1.502836
SHP 0.886548
SLE 28.92105
SLL 24778.728397
SOS 673.808954
SRD 44.777663
STD 24457.887298
STN 24.500533
SVC 10.333656
SYP 13068.609747
SZL 18.874251
THB 37.435444
TJS 11.036947
TMT 4.147612
TND 3.415815
TOP 2.845143
TRY 51.414785
TTD 8.000276
TWD 37.330894
TZS 3049.013957
UAH 50.948755
UGX 4205.038088
USD 1.181656
UYU 45.518486
UZS 14477.641053
VES 439.151193
VND 30701.778474
VUV 141.274961
WST 3.221394
XAF 655.965717
XAG 0.013102
XAU 0.000236
XCD 3.193483
XCG 2.128528
XDR 0.814728
XOF 655.979596
XPF 119.331742
YER 281.677234
ZAR 18.897771
ZMK 10636.324377
ZMW 23.119307
ZWL 380.492654
PF indicia Bolsonaro por fraude em certificados de vacinação contra a covid
PF indicia Bolsonaro por fraude em certificados de vacinação contra a covid / foto: CARL DE SOUZA - AFP/Arquivos

PF indicia Bolsonaro por fraude em certificados de vacinação contra a covid

A Polícia Federal (PF) indiciou nesta terça-feira (19) Jair Bolsonaro (PL) por falsificação de certificados de vacinação contra a covid-19, um caso que aumenta a pressão judicial contra o ex-presidente. Os advogados de defesa negaram qualquer responsabilidade de Bolsonaro.

Tamanho do texto:

Bolsonaro e outras 16 pessoas foram envolvidas em um esquema para emitir "os respectivos certificados ideologicamente falsos, no intuito de obterem vantagens indevidas relacionadas à burla de regras sanitárias estabelecidas durante o período de pandemia", segundo documento da PF publicado hoje.

O ex-presidente, um cético da pandemia, admitiu publicamente que nunca se imunizou contra a covid-19. Esse foi o argumento de seus advogados, que negaram qualquer responsabilidade de Bolsonaro.

"É público e mundialmente notório que o ex-presidente, por convicções pessoais, jamais fez uso de qualquer imunizante contra a covid-19", publicou Fabio Wajngarten na rede social X.

Os crimes apontados pela Polícia Federal são associação criminosa e introdução de dados falsos no sistema público, ambos passíveis de penas de prisão.

"Bolsonaro jamais determinou ou soube que qualquer dos seus assessores tivesse confeccionado certificados vacinais com conteúdo ideologicamente falso", acrescentou a defesa do ex-presidente.

A Procuradoria Geral da República (PGR) tem prazo de quinze dias para se manifestar sobre o indiciamento do ex-presidente.

Antes, Wajngarten esclareceu que, "enquanto exercia o cargo de presidente, Bolsonaro estava completamente dispensado de apresentar qualquer tipo de certificado em suas viagens", e denunciou o que chamou de perseguição política contra o ex-presidente e seu "capital político".

Bolsonaro prestou depoimento à Polícia Federal em Brasília em maio do ano passado sobre esse caso. Sua casa foi revistada como parte das investigações.

Nesse depoimento, negou as acusações e afirmou que as autoridades tentavam "fabricar um caso" contra ele.

- 'Uma ordem' -

Contra os argumentos da defesa de Bolsonaro, a PF afirma que, a pedido do ex-presidente, o tenente-coronel Mauro Cid, seu então ajudante de ordens, incluiu a informação falsa no sistema.

Cid disse à PF, de acordo com seu depoimento incluído no relatório, ter recebido uma "ordem" do ex-presidente "para fazer as inserções dos dados falsos no nome dele e da filha, Laura Bolsonaro", e "que estes certificados foram impressos e entregue em mãos ao [então] presidente.

Considerado braço direito de Bolsonaro durante seu mandato, Cid foi preso preventivamente em maio de 2023 sob suspeita de envolvimento em possíveis fraudes em cartões de vacinação contra a covid-19.

Participaram do esquema outros subordinados de Bolsonaro, um médico e vários funcionários de saúde, um advogado e outros militares, de acordo com a Polícia.

Cid foi posto em liberdade meses depois, após fechar um acordo de delação premiada.

- Antivacina -

Durante a pandemia de covid-19, que deixou mais de 700 mil mortos no Brasil, o ex-presidente questionou repetidamente a eficácia e a conveniência das vacinas.

O cartão de vacinação de Bolsonaro dizia que ele havia tomado duas doses do imunizante, em agosto e outubro de 2022.

"Se o ex-presidente, mudialmente conhecido por sua posição pessoal de não utilizar nenhum imunizante, apresentasse um certificado vacinal em qualquer posto de imigração no mundo, seria imediatamente reconhecido e publicamente desqualificado", ressaltou Wajngarten.

Derrotado nas eleições presidenciais de outubro de 2022, Bolsonaro viajou para os Estados Unidos em 30 de dezembro do mesmo ano, dois dias antes da posse de Luiz Inácio Lula da Silva.

Após uma investigação paralela, a Controladoria-Geral da União (CGU) determinou em janeiro que o cartão de vacinação de Bolsonaro era "falso", após encontrar inconsistências entre os registros do Ministério da Saúde e de outras entidades oficiais.

Essa investigação procurou determinar se havia funcionários federais envolvidos na falsificação. No entanto, recomendou arquivar o caso "por ausência de elementos mínimos acerca da autoria dos fatos".

Bolsonaro também é alvo de outras investigações, uma delas por participação em um suposto plano golpista após ser derrotado nas eleições. Entretanto, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já decidiu contra ele nesse caso e o tornou inelegível por oito anos por produzir desinformação sobre o sistema de votação eletrônico.

N.Zaugg--NZN