Zürcher Nachrichten - Comissão Europeia perde caso por mensagens entre Von der Leyen e Pfizer durante a pandemia

EUR -
AED 4.300703
AFN 72.605876
ALL 95.566623
AMD 431.686089
ANG 2.096729
AOA 1075.029927
ARS 1630.117511
AUD 1.614883
AWG 2.109365
AZN 1.988627
BAM 1.955368
BBD 2.358619
BDT 143.74826
BGN 1.95557
BHD 0.441781
BIF 3484.478409
BMD 1.171056
BND 1.490258
BOB 8.092455
BRL 5.868634
BSD 1.171061
BTN 112.01631
BWP 15.775988
BYN 3.263152
BYR 22952.706036
BZD 2.35526
CAD 1.605027
CDF 2624.337433
CHF 0.915719
CLF 0.026396
CLP 1038.867345
CNY 7.952585
CNH 7.945536
COP 4441.547698
CRC 533.091398
CUC 1.171056
CUP 31.032995
CVE 110.606169
CZK 24.320618
DJF 208.120324
DKK 7.472488
DOP 69.385268
DZD 155.165902
EGP 61.953547
ERN 17.565846
ETB 184.295054
FJD 2.559754
FKP 0.865656
GBP 0.866412
GEL 3.138539
GGP 0.865656
GHS 13.23885
GIP 0.865656
GMD 85.486744
GNF 10278.948927
GTQ 8.934027
GYD 245.00218
HKD 9.172668
HNL 31.162114
HRK 7.53387
HTG 152.941455
HUF 358.000737
IDR 20520.129066
ILS 3.405083
IMP 0.865656
INR 112.186623
IQD 1534.083924
IRR 1537597.093295
ISK 143.583183
JEP 0.865656
JMD 185.203572
JOD 0.830291
JPY 184.919765
KES 151.414385
KGS 102.409104
KHR 4697.10668
KMF 493.014552
KPW 1053.970463
KRW 1745.676267
KWD 0.360908
KYD 0.975914
KZT 549.633947
LAK 25704.688693
LBP 105103.269659
LKR 380.062573
LRD 214.479028
LSL 19.217446
LTL 3.457825
LVL 0.70836
LYD 7.406952
MAD 10.742979
MDL 20.084166
MGA 4889.160537
MKD 61.640864
MMK 2458.379922
MNT 4192.000607
MOP 9.446497
MRU 46.84213
MUR 54.914491
MVR 18.046385
MWK 2039.391252
MXN 20.132923
MYR 4.602916
MZN 74.832523
NAD 19.216911
NGN 1604.218565
NIO 42.983665
NOK 10.765551
NPR 179.232782
NZD 1.971824
OMR 0.45027
PAB 1.171081
PEN 4.014969
PGK 5.105747
PHP 72.14703
PKR 326.254684
PLN 4.240337
PYG 7161.418757
QAR 4.266744
RON 5.205349
RSD 117.396039
RUB 85.753937
RWF 1709.742388
SAR 4.400914
SBD 9.406227
SCR 16.10192
SDG 703.208973
SEK 10.915294
SGD 1.490726
SHP 0.874312
SLE 28.815812
SLL 24556.470282
SOS 669.258284
SRD 43.556271
STD 24238.503756
STN 24.884949
SVC 10.246738
SYP 129.494205
SZL 19.30483
THB 37.859903
TJS 10.966959
TMT 4.110408
TND 3.373229
TOP 2.819623
TRY 53.206656
TTD 7.945381
TWD 36.90236
TZS 3046.376822
UAH 51.496291
UGX 4391.105437
USD 1.171056
UYU 46.520523
UZS 14144.019813
VES 594.972399
VND 30852.652716
VUV 138.159919
WST 3.165059
XAF 655.828994
XAG 0.013455
XAU 0.000249
XCD 3.164838
XCG 2.110516
XDR 0.813848
XOF 654.020755
XPF 119.331742
YER 279.443344
ZAR 19.221662
ZMK 10540.912462
ZMW 22.10378
ZWL 377.079693
Comissão Europeia perde caso por mensagens entre Von der Leyen e Pfizer durante a pandemia
Comissão Europeia perde caso por mensagens entre Von der Leyen e Pfizer durante a pandemia / foto: FREDERICK FLORIN - AFP

Comissão Europeia perde caso por mensagens entre Von der Leyen e Pfizer durante a pandemia

O Tribunal Geral da União Europeia (TGUE) determinou nesta quarta-feira(14) que a Comissão Europeia não poderia ter se recusado a divulgar mensagens de texto trocadas com o presidente da Pfizer durante a pandemia do coronavírus.

Tamanho do texto:

O caso foi descoberto por uma jornalista do New York Times em Bruxelas, que pediu à Comissão que revelasse o conteúdo das mensagens trocadas entre a presidente da instituição, Ursula von der Leyen, e o empresário Albert Bourla.

As mensagens de texto foram trocadas entre janeiro de 2021 e maio de 2022, quando a Comissão negociava a compra de grandes quantidades de vacinas contra a covid-19.

Os contratos negociados pela Comissão em nome dos 27 países do bloco somaram bilhões de euros.

A Comissão argumentou que essas mensagens não poderiam ser consideradas documentos oficiais e, portanto, não foram arquivadas.

Em sua decisão, o TGUE concluiu que a Comissão "não apresentou uma explicação plausível para não ter posse dos documentos solicitados".

Também não "explicou de forma plausível por que considerou que as mensagens de texto trocadas no contexto da compra de vacinas contra a covid-19 não continham informações importantes".

Segundo o TGUE, as respostas da Comissão em relação às mensagens de texto solicitadas "basearam-se em suposições ou em informações oscilantes ou imprecisas".

"A Comissão não esclareceu suficientemente se as mensagens de texto solicitadas haviam sido excluídas e, em caso afirmativo, se a exclusão foi voluntária ou automática, ou se o celular da presidente havia sido substituído neste intervalo de tempo", afirmou o Tribunal.

Para o tribunal, a Comissão não poderia simplesmente declarar que não tinha posse dos documentos solicitados. Em vez disso, acrescentou, "deve apresentar explicações verossímeis que permitam ao público e ao Tribunal Geral entender por que esses documentos não foram encontrados".

Em comunicado, a Comissão afirmou que "toma nota" da decisão do TGUE, que acompanhará "de perto" para definir "os próximos passos".

- Grande polêmica -

Durante a pandemia, a UE comprou ou reservou a maioria das doses da vacina produzida em conjunto pela americana Pfizer e alemã BioNTech, apesar de cinco outros fabricantes terem suas vacinas aprovadas pelo regulador europeu.

Por sua recusa em divulgar as mensagens, Von der Leyen tornou-se alvo de várias denúncias, incluindo uma na Bélgica por "destruição de documentos públicos" e "corrupção", que mais tarde foi rejeitada pelo Tribunal de Apelação de Liège.

O caso eclodiu em abril de 2021, quando a jornalista Matina Stevis revelou a existência das mensagens no The New York Times e depois solicitou formalmente acesso ao conteúdo, com base em uma regulamentação europeia de 2001.

A Comissão, no entanto, recusou-se a divulgar o conteúdo das trocas, argumentando que as mensagens de texto não poderiam ser consideradas documentos públicos, que têm regras de proteção.

Por isso, a jornalista e o jornal americano decidiram recorrer ao tribunal europeu em 2023.

O caso gerou polêmica e a então defensora pública europeia, a irlandesa Emily O'Reilly, pediu publicamente à Comissão, em janeiro de 2022, que fizesse um esforço para recuperar as mensagens.

Para O'Reilly, as mensagens "estão dentro do escopo da legislação europeia sobre acesso público a documentos" e "o público pode ter acesso a elas se disserem respeito ao trabalho da instituição", afirmou na época, acrescentando que tratava-se de um caso "problemático".

Na sua opinião, foi um caso de "má administração", argumentando que as mensagens deveriam estar sujeitas às regras de transparência pública da UE para documentos oficiais.

As decisões do TGUE podem ser contestadas no mais alto tribunal europeu, o Tribunal de Justiça da UE (TJUE), no prazo de dois meses e 10 dias.

P.E.Steiner--NZN