Zürcher Nachrichten - Afeganistão acusa Paquistão por bombardeio que matou quase 400 em centro médico de Cabul

EUR -
AED 4.242183
AFN 72.180509
ALL 95.08478
AMD 425.540869
ANG 2.067888
AOA 1060.242353
ARS 1665.429808
AUD 1.642535
AWG 2.081794
AZN 1.974129
BAM 1.952391
BBD 2.325359
BDT 141.923393
BGN 1.928671
BHD 0.435534
BIF 3448.67519
BMD 1.154948
BND 1.484421
BOB 7.978137
BRL 5.995223
BSD 1.154494
BTN 110.091704
BWP 15.616864
BYN 3.188859
BYR 22636.983831
BZD 2.322065
CAD 1.611107
CDF 2628.66185
CHF 0.921185
CLF 0.026909
CLP 1059.053311
CNY 7.822175
CNH 7.82728
COP 4133.328456
CRC 532.774248
CUC 1.154948
CUP 30.606126
CVE 110.470852
CZK 24.170872
DJF 205.257382
DKK 7.474443
DOP 67.275678
DZD 154.361132
EGP 59.728607
ERN 17.324222
ETB 186.136668
FJD 2.563179
FKP 0.865274
GBP 0.862891
GEL 3.072378
GGP 0.865274
GHS 13.629318
GIP 0.865274
GMD 83.72884
GNF 10113.426844
GTQ 8.800708
GYD 241.550281
HKD 9.05186
HNL 30.868152
HRK 7.534897
HTG 150.957695
HUF 356.063608
IDR 20755.573287
ILS 3.401969
IMP 0.865274
INR 110.184129
IQD 1512.471919
IRR 1588111.459759
ISK 143.421496
JEP 0.865274
JMD 182.311636
JOD 0.818855
JPY 185.216145
KES 149.426788
KGS 100.999869
KHR 4637.941084
KMF 493.162449
KPW 1039.286159
KRW 1765.072864
KWD 0.357191
KYD 0.962128
KZT 563.780372
LAK 25422.825135
LBP 103389.449824
LKR 389.662919
LRD 210.70388
LSL 18.992698
LTL 3.410262
LVL 0.698616
LYD 7.358151
MAD 10.671165
MDL 20.077114
MGA 4843.583758
MKD 61.642641
MMK 2424.436175
MNT 4133.187516
MOP 9.318907
MRU 46.100895
MUR 55.287679
MVR 17.844425
MWK 2002.021275
MXN 20.127742
MYR 4.691174
MZN 73.812514
NAD 18.989498
NGN 1570.33695
NIO 42.486176
NOK 10.969463
NPR 176.146926
NZD 1.984084
OMR 0.444095
PAB 1.154594
PEN 4.008834
PGK 5.053176
PHP 71.053556
PKR 321.280741
PLN 4.242298
PYG 7110.444327
QAR 4.20905
RON 5.238957
RSD 117.388725
RUB 83.127806
RWF 1690.562468
SAR 4.336136
SBD 9.295696
SCR 15.663572
SDG 693.556135
SEK 10.928345
SGD 1.486193
SHP 0.862285
SLE 28.409257
SLL 24218.687759
SOS 659.853434
SRD 43.280518
STD 23905.09497
STN 24.457502
SVC 10.102446
SYP 127.658842
SZL 18.988006
THB 38.005909
TJS 10.771883
TMT 4.042319
TND 3.393574
TOP 2.780838
TRY 53.264819
TTD 7.831392
TWD 36.511379
TZS 3014.41237
UAH 51.86513
UGX 4355.431973
USD 1.154948
UYU 46.738786
UZS 13880.880492
VES 649.756606
VND 30409.784911
VUV 137.767572
WST 3.171895
XAF 654.819182
XAG 0.017704
XAU 0.000271
XCD 3.121305
XCG 2.080784
XDR 0.818172
XOF 654.813522
XPF 119.331742
YER 275.599513
ZAR 19.07455
ZMK 10395.926536
ZMW 20.50537
ZWL 371.892835
Afeganistão acusa Paquistão por bombardeio que matou quase 400 em centro médico de Cabul
Afeganistão acusa Paquistão por bombardeio que matou quase 400 em centro médico de Cabul / foto: STRINGER - AFP

Afeganistão acusa Paquistão por bombardeio que matou quase 400 em centro médico de Cabul

O Afeganistão acusou nesta terça-feira (17) o Paquistão de provocar quase 400 mortes em um bombardeio contra um centro médico para dependentes químicos em Cabul.

Tamanho do texto:

O Paquistão bombardeou a capital afegã durante a noite de segunda-feira. O país afirma que atingiu "alvos militares e terroristas".

Os dois países estão em conflito há meses. O Paquistão afirma que o país vizinho abriga combatentes do movimento dos talibãs paquistaneses (TTP), que reivindicaram atentados mortais em seu território. As autoridades afegãs negam a acusação.

"O balanço não é definitivo; as operações de busca continuam, mas temos quase 400 mortos e mais de 200 feridos", declarou o porta-voz do Ministério da Saúde afegão, Sharafat Zaman.

O vice-porta-voz do governo, Hamdullah Fitrat, também mencionou o balanço de 400 mortos.

Jornalistas da AFP observaram durante a noite pelo menos 30 corpos e dezenas de feridos no centro médico.

Dejan Panic, diretor no Afeganistão do hospital da ONG italiana Emergency, onde alguns feridos estão sendo tratados, teme que o número de vítimas aumente porque o centro atendia "muitos pacientes" que sofriam de dependência.

O porta-voz do Ministério do Interior, Abdul Mateen Qani, afirmou que "é impossível identificar alguns corpos" e prevê funerais nacionais coletivos para as vítimas.

- "Procuro meu irmão" -

Na manhã de terça-feira, mais de 100 pessoas tentavam desesperadamente obter notícias de seus parentes no hospital que, segundo fontes médicas, abrigava entre 2.000 e 3.000 dependentes químicos.

"Estou aqui desde ontem à noite. Procuro meu irmão, mas não o encontro. O que posso fazer?", declarou, sem conter as lágrimas, Habibullah Kabulbai, de 55 anos.

Seu irmão mais novo, Nawroz, foi internado há cinco dias. "Estamos desamparados, isso não acontece apenas comigo, mas com todo o Afeganistão", acrescentou, ao lado de outras famílias em busca de respostas.

As operações para encontrar corpos e possíveis sobreviventes continuam, segundo uma equipe da AFP no local.

O teto de um dos prédios do centro médico desabou.

Azmat Ali Momand, um médico de 30 anos, ficou ferido. "Eu tinha terminado de examinar os pacientes e estava fazendo as abluções (antes da oração) quando ouvi a explosão. O teto desabou sobre mim", disse à AFP.

Os bombardeios paquistaneses aconteceram durante a noite de segunda-feira (horário local), o que provocou pânico entre os moradores da cidade.

Islamabad afirmou que suas forças fazem o possível para não provocar danos colaterais.

Após um agravamento da crise em outubro que provocou dezenas de mortos, os confrontos entre os dois países diminuíram, mas foram retomados com intensidade em 26 de fevereiro, após uma onda de ataques paquistaneses.

Islamabad anunciou uma "guerra aberta" em 27 de fevereiro e, no mesmo dia, atacou Cabul.

Segundo a Missão de Assistência da ONU no Afeganistão (UNAMA), 75 civis afegãos morreram entre 26 de fevereiro e 13 de março e mais de 115.000 famílias foram deslocadas nas províncias do leste e do sul.

O Paquistão também relatou mortes entre a população civil.

"Os esforços diplomáticos dos últimos meses fracassaram e os países do Golfo estão ocupados atualmente com a sua própria guerra", disse Michael Kugelman, especialista do centro de estudos Atlantic Council International Affairs, que não vislumbra um fim do conflito a curto prazo.

O Programa Mundial de Alimentos (PMA) da ONU advertiu esta semana que uma "instabilidade persistente (empurraria) milhões de pessoas a sofrer ainda mais com a fome" no Afeganistão.

D.Graf--NZN