Zürcher Nachrichten - A 'dor permanece', diz Macron 10 anos após os atentados de Paris

EUR -
AED 4.35335
AFN 77.050797
ALL 96.614026
AMD 452.873985
ANG 2.121943
AOA 1087.00321
ARS 1723.800654
AUD 1.702936
AWG 2.136666
AZN 2.019869
BAM 1.955248
BBD 2.406031
BDT 145.978765
BGN 1.990709
BHD 0.449191
BIF 3539.115218
BMD 1.18539
BND 1.512879
BOB 8.254703
BRL 6.231008
BSD 1.194568
BTN 109.699013
BWP 15.630651
BYN 3.402439
BYR 23233.647084
BZD 2.402531
CAD 1.615035
CDF 2684.909135
CHF 0.915881
CLF 0.026011
CLP 1027.058063
CNY 8.240537
CNH 8.248946
COP 4354.94563
CRC 591.535401
CUC 1.18539
CUP 31.412839
CVE 110.234327
CZK 24.334287
DJF 212.720809
DKK 7.470097
DOP 74.383698
DZD 153.702477
EGP 55.903178
ERN 17.780852
ETB 185.572763
FJD 2.613371
FKP 0.859325
GBP 0.865754
GEL 3.194674
GGP 0.859325
GHS 12.974143
GIP 0.859325
GMD 86.533903
GNF 10372.164298
GTQ 9.16245
GYD 249.920458
HKD 9.257838
HNL 31.365884
HRK 7.536597
HTG 156.336498
HUF 381.328619
IDR 19883.141804
ILS 3.663335
IMP 0.859325
INR 108.679593
IQD 1553.453801
IRR 49934.560565
ISK 144.985527
JEP 0.859325
JMD 187.197911
JOD 0.840489
JPY 183.433247
KES 152.915746
KGS 103.662825
KHR 4768.236408
KMF 491.93733
KPW 1066.949348
KRW 1719.752641
KWD 0.36382
KYD 0.995519
KZT 600.800289
LAK 25485.888797
LBP 101410.128375
LKR 369.427204
LRD 219.593979
LSL 19.132649
LTL 3.500149
LVL 0.717031
LYD 7.495914
MAD 10.835985
MDL 20.092409
MGA 5260.173275
MKD 61.631889
MMK 2489.374007
MNT 4229.125697
MOP 9.606327
MRU 47.30937
MUR 53.852723
MVR 18.32658
MWK 2059.023112
MXN 20.70407
MYR 4.672854
MZN 75.580924
NAD 18.967522
NGN 1643.520192
NIO 43.508231
NOK 11.437875
NPR 175.519161
NZD 1.96876
OMR 0.458133
PAB 1.194573
PEN 3.994177
PGK 5.066955
PHP 69.837307
PKR 331.998194
PLN 4.215189
PYG 8001.773454
QAR 4.316051
RON 5.097064
RSD 117.111851
RUB 90.544129
RWF 1742.915022
SAR 4.446506
SBD 9.544303
SCR 17.200951
SDG 713.016537
SEK 10.580086
SGD 1.505332
SHP 0.88935
SLE 28.834661
SLL 24857.038036
SOS 677.454816
SRD 45.104693
STD 24535.182964
STN 24.493185
SVC 10.452048
SYP 13109.911225
SZL 19.132635
THB 37.411351
TJS 11.151397
TMT 4.148866
TND 3.37248
TOP 2.854135
TRY 51.47818
TTD 8.110743
TWD 37.456003
TZS 3052.380052
UAH 51.199753
UGX 4270.811618
USD 1.18539
UYU 46.357101
UZS 14603.874776
VES 410.075543
VND 30749.020682
VUV 141.78282
WST 3.21762
XAF 655.774526
XAG 0.014004
XAU 0.000244
XCD 3.203577
XCG 2.153028
XDR 0.815573
XOF 655.774526
XPF 119.331742
YER 282.508153
ZAR 19.136335
ZMK 10669.938133
ZMW 23.443477
ZWL 381.695147
A 'dor permanece', diz Macron 10 anos após os atentados de Paris
A 'dor permanece', diz Macron 10 anos após os atentados de Paris / foto: Dimitar DILKOFF - AFP

A 'dor permanece', diz Macron 10 anos após os atentados de Paris

A França recorda nesta quinta-feira (13) as 132 vítimas dos atentados executados por extremistas em cafés, bares e uma sala de espetáculos de Paris, uma "dor que permanece" 10 anos depois dos ataques.

Tamanho do texto:

Os atentados reivindicados pelo grupo Estado Islâmico (EI) foram os mais violentos da década de 2010 na Europa, um período marcado pelos ataques jihadistas em vários países.

"10 anos. A dor permanece. Em fraternidade, pelas vidas interrompidas, pelos feridos, pelas famílias e pelos entes queridos, a França se lembra", escreveu o presidente Emmanuel Macron na rede social X.

O aniversário acontece enquanto Salah Abdeslam, o único membro vivo dos terroristas que executaram os atentados, cumpre pena de prisão perpétua em uma penitenciária de segurança máxima e um projeto de museu-memorial está em desenvolvimento.

Para marcar os 10 anos da tragédia que chocou o mundo, Macron e a prefeita de Paris, Anne Hildago, começaram a visitar os locais dos ataques, antes da inauguração durante a tarde do Jardim da Memória, ao lado da Prefeitura de Paris.

- "Nunca esqueceremos" -

Os ataques começaram nas imediações do Stade de France, ao norte de Paris, onde a seleção da França disputava um amistoso contra a Alemanha na presença do então presidente francês, François Hollande. Uma pessoa morreu na área do estádio: Manuel Dias.

"Meu pai amava a vida", lembrou emocionada nesta quinta-feira sua filha Sophie Dias. "Nunca esqueceremos. Dizem-nos para virar a página dez anos depois, mas a ausência é imensa, o impacto continua intacto e a incompreensão ainda reina", acrescentou.

Naquela noite, Hollande foi retirado do estádio e fez um discurso na televisão sobre o "horror" vivido pelo país. Poucos dias depois, ele declarou a França "em guerra" contra os jihadistas e seu autoproclamado califado, que na época incluía regiões entre a Síria e o Iraque.

Na sequência, os terroristas assassinaram a tiros quase 90 pessoas na sala de espetáculos Bataclan, onde acontecia um show do grupo Eagles of Death Metal, e outras dezenas em restaurantes e cafés da capital francesa.

Nove criminosos morreram atingidos por tiros da polícia ou quando ativaram os explosivos que carregavam presos a seus corpos, exceto Abdeslam, que fugiu e foi detido alguns meses depois na Bélgica.

- Jihadismo e redes sociais -

As forças apoiadas pelos Estados Unidos derrotaram em 2019, no leste da Síria, os últimos vestígios do autoproclamado califado do EI, que atraiu residentes franceses e inspirou os ataques de Paris.

Abdeslam permanece preso e está aberto à ideia de conversar com as vítimas dos ataques, caso desejem participar de uma iniciativa de "justiça restaurativa", segundo sua advogada Olivia Ronen.

Contudo, a ex-namorada do jihadista condenado, com quem ele rompeu no início deste ano, foi detida e acusada, na segunda-feira, de planejar um ataque jihadista. A investigação está em curso.

A ameaça na Europa mudou desde 2015. Segundo o procurador antiterrorista Oliver Christen, a tendência na França passou de ataques a partir de zonas jihadistas para uma ameaça por parte de pessoas cada vez mais jovens, inclusive menores de idade, que já vivem no país.

Os menores "são principalmente rapazes, muitos com perfis isolados, frequentemente em situação de fracasso escolar", explicou à AFP Christen. "Passam muito tempo nas redes sociais", onde os "algoritmos" os conduzem a conteúdos de "extrema violência", acrescenta.

- "Os terroristas não venceram" -

Em Paris, os sobreviventes e parentes dos falecidos tentam reconstruir suas vidas e, neste 10º aniversário, desejam ressaltar que "os terroristas não venceram naquela noite", segundo Arthur Dénouveaux, presidente da associação de vítimas 'Life for Paris'.

Alguns sentem apreensão com as homenagens. O filho de 23 anos de Stéphane Sarrade, Hugo, foi assassinado no Bataclan, um lugar que ele evita desde então. "Sou incapaz de ir até lá", disse à AFP. Este ano ele também não visitará o local.

Muitos parisienses seguiram para a Praça da República, onde, como há 10 anos, depositaram flores, velas e mensagens de apoio. "Dez anos depois, a ferida continua aberta", afirmou à AFP Antoine Grignon.

Os nomes das 130 pessoas assassinadas em 13 de novembro de 2015, assim como dos dois sobreviventes que não conseguiram superar o trauma e cometeram suicídio, foram inscritos em placas de homenagens em Paris.

O Museu Memorial do Terrorismo, que deve abrir as portas em 2029, abrigará quase 500 objetos relacionados aos ataques ou às suas vítimas - como um ingresso do show no Bataclan -, fornecidos pelas famílias.

burs-ah-tjc/pc/fp/aa/yr

Ch.Siegenthaler--NZN