Zürcher Nachrichten - Sobre a mesa da COP30: menos emissões, mais florestas e dinheiro

EUR -
AED 4.209885
AFN 73.365394
ALL 95.800427
AMD 434.810135
ANG 2.052024
AOA 1051.183724
ARS 1598.50641
AUD 1.626713
AWG 2.063391
AZN 1.947207
BAM 1.953378
BBD 2.323185
BDT 141.504531
BGN 1.95943
BHD 0.433007
BIF 3420.030365
BMD 1.146329
BND 1.472863
BOB 7.970021
BRL 6.020654
BSD 1.153501
BTN 106.960496
BWP 15.642741
BYN 3.51583
BYR 22468.039124
BZD 2.319889
CAD 1.57482
CDF 2602.165752
CHF 0.907972
CLF 0.026582
CLP 1049.612476
CNY 7.878773
CNH 7.9149
COP 4250.987392
CRC 538.737696
CUC 1.146329
CUP 30.377706
CVE 110.140913
CZK 24.490508
DJF 205.406504
DKK 7.472199
DOP 69.737212
DZD 152.109771
EGP 59.887707
ERN 17.194928
ETB 180.107514
FJD 2.543471
FKP 0.860518
GBP 0.863971
GEL 3.112258
GGP 0.860518
GHS 12.573834
GIP 0.860518
GMD 84.828354
GNF 10109.448326
GTQ 8.835046
GYD 241.308138
HKD 8.982372
HNL 30.529135
HRK 7.53562
HTG 151.172215
HUF 393.484721
IDR 19465.804713
ILS 3.571696
IMP 0.860518
INR 106.909466
IQD 1510.897797
IRR 1507422.012458
ISK 143.210624
JEP 0.860518
JMD 181.110967
JOD 0.812738
JPY 182.425616
KES 148.540909
KGS 100.246273
KHR 4619.178761
KMF 490.628658
KPW 1031.681894
KRW 1716.839053
KWD 0.351705
KYD 0.961167
KZT 556.431947
LAK 24750.842591
LBP 103308.072843
LKR 359.160429
LRD 211.072202
LSL 19.253652
LTL 3.38481
LVL 0.693402
LYD 7.36035
MAD 10.79374
MDL 20.111097
MGA 4804.006802
MKD 61.678772
MMK 2406.99123
MNT 4110.55331
MOP 9.311709
MRU 46.037948
MUR 53.315552
MVR 17.722448
MWK 2000.12111
MXN 20.429093
MYR 4.509088
MZN 73.24617
NAD 19.253652
NGN 1562.365449
NIO 42.445698
NOK 10.962603
NPR 171.151362
NZD 1.970192
OMR 0.44076
PAB 1.153401
PEN 3.938916
PGK 4.976805
PHP 68.88116
PKR 322.223587
PLN 4.278385
PYG 7455.251146
QAR 4.194175
RON 5.097377
RSD 117.455107
RUB 99.295938
RWF 1683.742604
SAR 4.304888
SBD 9.222488
SCR 15.618637
SDG 688.943139
SEK 10.766085
SGD 1.470602
SHP 0.860043
SLE 28.257533
SLL 24037.948451
SOS 659.211952
SRD 42.843994
STD 23726.686075
STN 24.474455
SVC 10.091982
SYP 126.702276
SZL 19.258983
THB 37.545686
TJS 11.032071
TMT 4.01215
TND 3.394076
TOP 2.760083
TRY 50.805882
TTD 7.818737
TWD 36.621185
TZS 2980.431311
UAH 50.726176
UGX 4339.111483
USD 1.146329
UYU 46.707379
UZS 14065.153958
VES 516.928642
VND 30148.440253
VUV 136.881277
WST 3.132022
XAF 655.273063
XAG 0.016044
XAU 0.000244
XCD 3.09801
XCG 2.078676
XDR 0.814953
XOF 655.275918
XPF 119.331742
YER 273.48536
ZAR 19.420295
ZMK 10318.333563
ZMW 22.556555
ZWL 369.117318
Sobre a mesa da COP30: menos emissões, mais florestas e dinheiro
Sobre a mesa da COP30: menos emissões, mais florestas e dinheiro / foto: Carlos Fabal - AFP

Sobre a mesa da COP30: menos emissões, mais florestas e dinheiro

A conferência climática da ONU que vai acontecer em novembro, em Belém, será a primeira na Amazônia, e vai marcar uma década do Acordo de Paris. Mas, além do seu simbolismo, o que estará em pauta?

Tamanho do texto:

As negociações maratônicas reúnem quase todos os países do mundo para enfrentar o aquecimento global, mas, ao contrário de edições recentes, a COP30 não tem um tema ou objetivo específico, o que não significa que os grandes poluidores vão escapar da pressão das nações mais vulneráveis ao clima, decepcionadas com o nível de ambição e ajuda financeira prometida.

Seguem abaixo as principais questões que estarão sobre a mesa:

- Emissões -

O mundo não está reduzindo as emissões com rapidez suficiente para limitar o aquecimento do planeta a 1,5°C em relação à era pré-industrial, como estabelece o Acordo de Paris. A maioria dos cientistas estima que esse teto será alcançado em poucos anos se não houver uma mudança de rumo radical.

Os países que assinaram o acordo são obrigados, a cada cinco anos, a apresentar metas mais ambiciosas para a redução das suas emissões de gases do efeito estufa, e a última rodada de compromissos para 2035 deveria ter sido entregue em fevereiro.

O Brasil foi um dos primeiros a dar o exemplo, mas a maioria dos países descumpriu esse prazo. No começo de outubro, cerca de 60 países haviam apresentado seus planos revisados, sendo que poucos deles impressionaram. A meta da China, em particular, ficou muito aquém das expectativas.

A União Europeia ainda não definiu sua nova meta, tampouco a Índia, outro grande emissor. Já os Estados Unidos saíram do Acordo de Paris. Na COP30, no entanto, poderiam ser incluídos os compromissos dos países mais atrasados.

- Dinheiro -

O dinheiro será novamente um ponto de discórdia em Belém, mais especificamente quanto os países ricos oferecem aos mais pobres para se adaptar às mudanças climáticas e fazer a transição para um futuro com baixas emissões de carbono.

No ano passado, após 15 dias negociações, a COP29 terminou com um compromisso dos países desenvolvidos de oferecer US$ 300 bilhões (R$ 1,6 trilhão) anuais aos países em desenvolvimento até 2035, muito abaixo do valor necessário. Também estabeleceram uma meta, menos específica, de obter US$ 1,3 trilhão (R$ 7 trilhões) anual até 2035, de fontes públicas e privadas. As nações em desenvolvimento vão exigir detalhes concretos na COP30.

O financiamento para a adaptação - para construir, por exemplo, defesas costeiras que protejam contra o aumento do nível do mar - consta da pauta, e é possível que seja discutida uma nova meta financeira.

- Florestas -

O Brasil escolheu sediar a COP30 em Belém devido à localização da cidade, na Amazônia, um cenário ideal para chamar a atenção do mundo para o papel da floresta tropical no combate às mudanças climáticas.

O país lançará na COP30 um fundo mundial inovador, que propõe recompensar os países com alta cobertura florestal tropical que mantiverem as árvores de pé. O Fundo Tropical das Florestas (TFFF) tem como objetivo arrecadar até US$ 25 bilhões (R$ 136,5 bilhões) de países doadores e outros US$ 100 bilhões (R$ 546 bilhões) do setor privado. O Brasil já anunciou um aporte de US$ 1 bilhão (R$ 5,5 bilhões).

Clément Helary, do Greenpeace, disse à AFP que o TFFF "poderia ser um passo para proteger as florestas tropicais", se acompanhado de medidas mais claras na COP30 para acabar com o desmatamento até 2030.

A destruição das florestas tropicais nativas atingiu um recorde histórico em 2024, segundo o Global Forest Watch, órgão que monitora o desmatamento. Perdeu-se o equivalente a 18 campos de futebol por minuto, devido, principalmente, a incêndios devastadores.

R.Bernasconi--NZN