Zürcher Nachrichten - Economia mundial resiste em 2026 mas a incerteza persiste, alerta OCDE

EUR -
AED 4.191831
AFN 72.466956
ALL 91.291224
AMD 415.023564
ANG 2.04354
AOA 1046.672655
ARS 1728.389888
AUD 1.610792
AWG 2.055964
AZN 1.937671
BAM 1.950272
BBD 2.302872
BDT 140.411985
BGN 1.921496
BHD 0.431082
BIF 3435.292334
BMD 1.14141
BND 1.457382
BOB 12.577458
BRL 5.828383
BSD 1.143359
BTN 109.233322
BWP 15.485106
BYN 3.463781
BYR 22371.626841
BZD 2.299582
CAD 1.607361
CDF 2637.797286
CHF 0.939032
CLF 0.027382
CLP 1081.200354
CNY 7.647215
CNH 7.654412
COP 3664.689344
CRC 510.158362
CUC 1.14141
CUP 30.247353
CVE 109.953324
CZK 24.36341
DJF 203.612834
DKK 7.475473
DOP 67.97731
DZD 152.5461
EGP 58.740817
ERN 17.121143
ETB 184.910049
FJD 2.553564
FKP 0.85666
GBP 0.858437
GEL 2.962026
GGP 0.85666
GHS 13.217649
GIP 0.85666
GMD 83.891685
GNF 10051.595565
GTQ 8.725343
GYD 239.144211
HKD 8.952092
HNL 30.692
HRK 7.529074
HTG 149.437709
HUF 363.34433
IDR 20338.776463
ILS 3.439581
IMP 0.85666
INR 109.262001
IQD 1497.854146
IRR 1569038.614536
ISK 138.396191
JEP 0.85666
JMD 180.318864
JOD 0.809209
JPY 180.20174
KES 147.810899
KGS 99.816513
KHR 4638.891128
KMF 490.806018
KPW 1027.268942
KRW 1559.770153
KWD 0.352678
KYD 0.952799
KZT 511.33057
LAK 25613.395644
LBP 102390.062632
LKR 376.313293
LRD 197.811013
LSL 18.546827
LTL 3.370285
LVL 0.690427
LYD 7.28834
MAD 10.919443
MDL 20.106007
MGA 5007.804755
MKD 61.351629
MMK 2396.477618
MNT 4106.704251
MOP 9.236917
MRU 45.781627
MUR 54.650302
MVR 17.646367
MWK 1982.679847
MXN 19.83642
MYR 4.654691
MZN 72.928153
NAD 18.546827
NGN 1511.808893
NIO 42.081085
NOK 10.810072
NPR 174.771588
NZD 2.002122
OMR 0.438866
PAB 1.143369
PEN 3.862551
PGK 5.093606
PHP 71.428839
PKR 316.86032
PLN 4.366023
PYG 6803.714026
QAR 4.156418
RON 5.278676
RSD 117.400796
RUB 96.218282
RWF 1687.616242
SAR 4.286869
SBD 9.160968
SCR 15.709116
SDG 686.562371
SEK 11.247096
SGD 1.458299
SHP 0.853295
SLE 28.135795
SLL 23934.777929
SOS 653.447721
SRD 43.07657
STD 23624.87283
STN 24.431175
SVC 10.004641
SYP 14840.607035
SZL 18.541442
THB 37.937602
TJS 10.547793
TMT 3.994933
TND 3.369449
TOP 2.74824
TRY 55.743249
TTD 7.768978
TWD 36.163282
TZS 3018.917525
UAH 51.224996
UGX 4459.39835
USD 1.14141
UYU 45.910264
UZS 13508.707887
VES 971.729079
VND 29667.516574
VUV 135.083966
WST 3.14176
XAF 655.957
XAG 0.01745
XAU 0.000264
XCD 3.084717
XCG 2.060659
XDR 0.807036
XOF 655.957
XPF 119.331742
YER 270.000758
ZAR 18.555404
ZMK 10274.057212
ZMW 22.267879
ZWL 367.533404
SSP 6520.405256
MXV 2.248184
Economia mundial resiste em 2026 mas a incerteza persiste, alerta OCDE
Economia mundial resiste em 2026 mas a incerteza persiste, alerta OCDE / foto: MEHDI FEDOUACH - AFP

Economia mundial resiste em 2026 mas a incerteza persiste, alerta OCDE

A economia mundial vai resistir melhor do que o esperado às turbulências da guerra no Oriente Médio, graças aos subsídios públicos aos preços da energia e ao dinamismo dos investimentos em inteligência artificial (IA), afirmou nesta quarta-feira (23) a OCDE, que, no entanto, advertiu para um ambiente de incerteza.

Tamanho do texto:

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico elevou em 0,1 ponto, a 2,9%, sua projeção de crescimento mundial para 2026 em seu relatório trimestral sobre a economia global.

O resultado representa uma desaceleração na comparação com o ano passado (+3,4%), atribuída ao encarecimento da energia e aos preços mais elevados, que afetam o poder de compra.

"O crescimento econômico mundial desacelerou, mas permaneceu resiliente", afirmou a instituição, que tem sede em Paris.

Como fatores de resistência, a OCDE menciona "as medidas discricionárias de apoio governamental, o uso parcial de produtos substitutos (como o carvão), o aumento da oferta não procedente das economias do Golfo e as retiradas das reservas de petróleo.

Também cita, de forma destacada, "o dinamismo persistente das atividades relacionadas à inteligência artificial".

O crescimento deve alcançar 3% em 2027 (-0,1 ponto), graças a uma redução gradual dos preços dos combustíveis e a uma queda da inflação.

Segundo a OCDE, este último indicador vai desacelerar, impulsionado em particular por um aumento das taxas de juros de referência por parte de vários bancos centrais, entre eles o BCE na zona do euro e o Federal Reserve dos Estados Unidos (Fed).

- Incerteza -

A OCDE, no entanto, evita um otimismo excessivo: as perspectivas mundiais continuam dependendo da evolução da guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã, iniciada no fim de fevereiro.

O conflito afetou o fornecimento de petróleo e gás, sobretudo devido ao bloqueio, por parte de Teerã, do Estreito de Ormuz, estratégico para o transporte de combustíveis.

O barril de petróleo voltou a ser negociado abaixo dos 100 dólares nesta semana, com a esperança de avanços diplomáticos enquanto os líderes mundiais se reúnem na Assembleia Geral da ONU em Nova York.

No atual contexto, a OCDE também aumentou as previsões para os Estados Unidos (+2,2% em 2026 e +2,1% em 2027), enquanto prevê que a China registrará uma desaceleração, a 4,5% neste ano e com crescimento de 4,2% em 2027.

Segundo o relatório, a zona do euro permanecerá firme em 2026 (1%, +0,2 ponto), impulsionada especialmente pela Alemanha (1,1%, +0,4 ponto). A previsão para a França foi reduzida para 0,4% em 2026 (-0,3 ponto).

- El Niño pressiona América Latina -

Na América Latina, a OCDE prevê que a Argentina vai perder fôlego, após o crescimento de 4,5% em 2025. A organização reduziu suas perspectivas para este ano a 2,6% (-0,2 ponto). Em 2027, o país deve avançar 3,0% (-0,5 ponto).

Ao mesmo tempo, a organização espera uma "desinflação maior na Argentina", a 30,8% neste ano, "apesar dos obstáculos impostos pelos custos de energia e fertilizantes".

As duas principais economias latino-americanas, México e Brasil, estão em melhor situação e conseguirão contornar as pressões geopolíticas.

O México lidera a melhora das perspectivas regionais, com crescimento de 1,5% (+0,7 ponto) em 2026 e 1,8% (estável) em 2027, enquanto o Brasil permanecerá relativamente sólido neste ano (2%, +0,4 ponto) e no próximo (1,9%, -0,2 ponto).

A região, assim como o resto do mundo, enfrentará sua verdadeira ameaça com os fenômenos meteorológicos extremos.

Após as ondas de calor deste verão na Europa e em outras regiões, o fenômeno El Niño, que, segundo especialistas, será o mais intenso já registrado, deve atingir o ponto máximo no fim do ano, com possíveis efeitos até 2027.

"Isto, somado a certas interrupções persistentes no fornecimento de fertilizantes provenientes do Golfo, pode ampliar as pressões de alta previstas sobre os preços dos alimentos", advertiu a OCDE.

Potencialmente, isto reduzirá "a produção agrícola nas economias mais expostas da América Latina, da África e da região Ásia-Pacífico", afirmou a organização.

G.Kuhn--NZN